Ministério do Esporte
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A cem dias do Rio 2016, atletas do Time Brasil analisam a proximidade dos Jogos

A cem dias da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, os atletas do Time Brasil estão focados na preparação final para o evento. Até o momento, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) já conta com 428 vagas confirmadas, o que fará desta a maior delegação da história do país nos Jogos Olímpicos. Foco, determinação e disciplina permeiam o clima entre os atletas, além de uma ansiedade natural para o início dos Jogos.
 
Para o nadador Thiago Pereira, medalhista de prata em Londres 2012 nos 400m medley, os cem dias marcam um período próximo e, ao mesmo tempo, distante do Rio 2016. “Está perto, mas para a gente, não tanto. Ainda temos muito treino pela frente e agora é conter um pouco a ansiedade. Gosto de ficar mais tranquilo até a época dos Jogos. Faltando mais ou menos três semanas eu viro a chave e deixo a cabeça preparada para o evento”, explica Thiago, que também participou de Atenas 2004 e Pequim 2008.
 
Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COBFoto: Jonne Roriz/Exemplus/COB
 
Opinião parecida tem Lara Teixeira, atleta mais experiente da equipe brasileira de nado sincronizado, seguindo para sua terceira participação em Jogos Olímpicos. “Essa reta final está muito longe e muito perto. Nossa coreografia já está fechada e vamos nos isolar em Salvador e em João Pessoa um mês antes dos Jogos para treinar. Isso será bom para focarmos. Estou bem feliz e tentando aproveitar cada momento para encerrar minha carreira em agosto com chave de ouro, com a força das meninas junto comigo”, disse Lara.
 
A caminho da sua quinta edição de Jogos, Juliana Veloso quer fazer o seu melhor. “Tenho consciência da minha capacidade, da técnica e do meu preparo. Mas, principalmente, hoje em dia eu tenho uma maior consciência corporal e mental, muito diferente do que nos outros Jogos”, afirma a saltadora que já competiu em Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.
 
Os cem dias restantes para os Jogos permanecem de intenso trabalho, com o COB mantendo o alto nível de apoio aos atletas do Time Brasil e buscando sempre a excelência nas condições de treinamento. Além disso, um dos mais importantes investimentos do COB será na operação e logística da Missão Brasileira para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
Um dos focos de atenção do COB nestes cem dias é o de recuperar os atletas machucados e prevenir novas lesões, além de informar aos atletas e seus familiares sobre a importância de competir dentro de casa e ambientar os já convocados no clima olímpico, principalmente os que irão competir pela primeira vez.
 
“Traçamos um plano e o cumprimos à risca. A preocupação agora é recuperar quem está lesionado e não deixar que mais nenhum atleta se machuque. E para isso estamos usando muito as ciências do esporte”, afirma Marcus Vinicius Freire, diretor executivo de esportes do COB. “Seguimos com o programa de conscientizar atletas e famílias da importância e da dificuldade de jogar em casa. Também estamos trazendo os atletas para dentro do COB para falar sobre assuntos como o dia em que irão receber os uniformes, quando entrarão na Vila Olímpica, o que terão ao seu redor, entre outros assuntos”, finaliza Marcus Vinicius.
 
Fonte: COB
Ascom – Ministério do Esporte
 

Brasil perde na estreia do Sul Americano de Rúgbi

Foto: João Neto/FotojumpFoto: João Neto/Fotojump

A seleção brasileira masculina de rúgbi encarou o Uruguai, neste sábado (23.04), no Allianz Parque, em São Paulo, pela rodada inaugural do Torneio Sul-americano da modalidade. No primeiro duelo do esporte no estádio, os Tupis lutaram, mas acabaram superados pelo Uruguai por 36 a 14. O público compareceu em peso: mais de sete mil pessoas incentivaram o time verde e amarelo.

Os tries brasileiros foram anotados por Mark Jackson e Felipe Sancery, na etapa final. Já os tries uruguaios foram marcados por Martin Secco, Prada, Magno, Ormaechea e Kessler. "A torcida foi muito legal. No primeiro tempo, nossa atuação ficou abaixo do esperado. Não estávamos tão ligados. No segundo, melhoramos e ficamos mais com a bola. Quando temos a bola, podemos fazer muita coisa legal em campo", analisou Felipe Sancery, autor do try verde e amarelo.

"A gente pecou em alguns pontos no primeiro tempo. O nosso grupo é jovem, e isso faz parte do nosso aprendizado. No segundo tempo, mudamos e conseguimos fazer diferente. Espero que mantenhamos o ímpeto final para os próximos confrontos", afirmou Ige, capitão do Brasil.

Agora, o Brasil já está focado na segunda rodada. No próximo sábado (30.04), o adversário será o Chile, no Pacaembu, na semana em que o estádio municipal completará 76 anos. Os ingressos são gratuitos, mediante doação de 1 pacote de leite ou 1 kg de feijão que serão doados pela Associação Cruz Verde. Já na última rodada, no dia 7 de maio, os Tupis medem forças diante do Paraguai, fora de casa.

Fonte: COB

Ascom - MInistério do Esporte

Fortaleza recebe etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia

Quase dez anos depois de receber uma etapa internacional, a capital cearense volta ao calendário da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). O Aberto de Fortaleza, quarto evento realizado no Brasil em 2016, começa nesta terça-feira (26) e vai até domingo (01.05). Com entrada franca, a arena está montada na Praia do Futuro.
 
Ágatha e Bárbara Seixas participam da etapa cearense do Circuito Mundial  (Foto: Koki Nagahama/Getty Images for FIVB)Ágatha e Bárbara Seixas participam da etapa cearense do Circuito Mundial (Foto: Koki Nagahama/Getty Images for FIVB)
 
Ágatha/Bárbara Seixas e Pedro Solberg/Evandro, que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos, a etapa contará com outras estrelas do vôlei de praia mundial. Casos do norte-americano Gibb, campeão do Circuito Mundial 2012, e seu parceiro Patterson, dos campeões pan-americanos Virgen e Ontiveros, do México, e do medalhista olímpico e campeão mundial, Márcio Araújo, natural de Fortaleza e que aos 42 anos realiza sua temporada de despedida, jogando bela última vez em casa. 
 
“É muito importante jogar em casa, podendo representar o Brasil e o Ceará. Estou bastante feliz. Fiz um ciclo vitorioso, trouxe inúmeros títulos para o Brasil e isso me credencia como uma pessoa bem-sucedida na carreira esportiva. Fico feliz com o reconhecimento. Espero poder fazer um bom campeonato de despedida. Terminamos a temporada brasileira entre os quatro primeiros, ainda estou em alto nível, não tive nenhuma lesão nem nada que me impedisse de jogar qualquer competição”, disse Márcio, que analisou a vantagem por ter disputado a etapa do Circuito Brasileiro no mesmo local.
 
Pedro Solberg é um dos destaques do Brasil no Circuito Mundial  (Foto: Mike Ehrmann/Getty Images for FIVB)Pedro Solberg é um dos destaques do Brasil no Circuito Mundial (Foto: Mike Ehrmann/Getty Images for FIVB)
 
Duplas Brasileiras
O Brasil será representado por dezesseis equipes, oito em cada naipe. No masculino, as equipes, por ordem de pontuação no ranking de entradas da Federação Internacional de Voleibol são: Pedro Solberg/Evandro (RJ), Álvaro Filho/Vitor Felipe (PB), Ricardo/Allison Francioni (BA/SC), Guto/Saymon (RJ/MS), André Stein/Oscar (ES/RJ), Luciano/Márcio Araújo (ES/CE), Jô/George (PB) e Thiago/Harley (SC/DF).
 
Já no naipe feminino, as equipes brasileiras serão Ágatha/Bárbara Seixas (PR/RJ), Juliana/Taiana (CE), Lili/Rebecca (ES/CE), Duda/Elize Maia (SE/ES), Carolina Horta/Ana Patrícia (CE/MG), Rachel/Ângela (RJ/DF), Val/Josi (RJ/SC) e Andressa/Tainá (PB/SE).
 
Os campeões da etapa de Fortaleza recebem 500 pontos no ranking geral e uma premiação de 11 mil dólares. Ao todo, são 150 mil dólares em premiação nos dois naipes. Após a parada na capital cearense o Circuito Mundial segue para a Europa, onde será realizado o Open de Sochi, na Rússia, de 3 a 8 de maio. Outros oito eventos ocorrem até a disputa dos Jogos Olímpicos.
 
Fonte: CBV 
Ascom – Ministério do Esporte
 

Brasil conhece adversários das Paralimpíadas no futebol de 5

A seleção brasileira de futebol de 5 (cegos) conheceu nesta segunda-feira (25.04) os adversários dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Em sorteio realizado na sede do Comitê Organizador dos Jogos, na capital fluminense, os brasileiros ficaram no Grupo A, ao lado de Marrocos, Turquia e Irã. Argentina, México, Rússia e China compõem a chave B.

Com um currículo invejável – tricampeã dos Jogos Paralímpicos e Parapan-Americanos, e tetra mundial -, a seleção brasileira lutará para manter a hegemonia na modalidade. Jefinho, eleito melhor jogador do mundo em 2010, esteve no sorteio. Ele ressalta que a presença da torcida será importante para a conquista de mais um ouro. “O nosso grupo é bem equilibrado, apenas o Irã que nunca enfrentamos. A partir de agora começa uma preparação mais direcionada, um treino mais específico para cada adversário, e vamos em busca do tetra contando com o apoio da torcida, que mandará a energia positiva para a gente dentro de quadra”, afirmou.

Os confrontos do futebol de 5 começam no dia 9 de setembro. Os ingressos estão disponíveis no site www.ingressos.rio2016.com. Os valores variam de 30 a 50 reais.

» Conheça o Futebol de 5:

Fonte: CPB

Ascom - Ministério do Esporte

Ministro do Esporte participa em Atenas da cerimônia de entrega da chama olímpica ao Rio de Janeiro

Seis dias depois de ter sido acesa na cidade de Olímpia e conduzida no Revezamento da Tocha por 32 cidades da Grécia, a chama olímpica chegará a Atenas nesta quarta-feira (27.04) e será entregue oficialmente ao Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpícos de 2016. O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, que participou da cerimônia da semana passada, em Olímpia, mais uma vez estará presente, ao lado do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e do presidente da Autoridade Pública Olímpica, Marcelo Pedroso.
 
O evento está marcado para as 18h de Atenas (12h de Brasília), no Estádio Panathinaiko, sede da abertura dos primeiros Jogos da Era Moderna, em 1896. Estarão presentes também o presidente da Grécia, Prokopios Pavlopoulos, e o presidente do Comitê Olímpico Helênico, Spyros Capralos. Esta quarta-feira também celebra o marco de 100 dias para o início dos Jogos Rio 2016.
 
Após a entrega da chama e o acendimento da tocha, haverá um rápido revezamento com condutores dentro do estádio e apresentações culturais. Ao fim do evento, a chama será conduzida para a Embaixada Brasileira em Atenas, onde pernoitará. Na manhã seguinte, seguirá de avião para Genebra, onde, na sexta-feira (29.04), haverá novo evento, desta vez na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).
 
A chama olímpica chegará a Brasília em 3 de maio para o início do Revezamento da Tocha por 334 cidades brasileiras. Durante esse trajeto, ela será carregada por cerca de 12 mil pessoas, além de voar 10 mil milhas pelo país.
 
Serviço:
Cerimônia de entrega da chama olímpica ao Rio de Janeiro
Data: quarta-feira (27.04)
Local: Estádio Panathinaiko, em Atenas
Horário: 18h (12h de Brasília)
 
Contato: Paulo Rossi – 55 61 9672-1036
Ascom - Ministério do Esporte
 

Equipe brasileira avança para semifinal do Pan-Americano de badminton

 
A Seleção Brasileira de badminton se classificou para as semifinais do XX Campeonato Pan-Americano de Badminton Por Equipes, última oportunidade de somar pontos para o ranking olímpico da Federação Mundial de Badminton (BWF). Nesta segunda-feira (25.04), no Clube Fonte São Paulo, em Campinas, interior de São Paulo, os atletas brasileiros derrotaram a Jamaica e os Estados Unidos, pelo Grupo B, somando quatro pontos. 
 
No Grupo A, o Peru derrotou o Chile, por 4 a 1. Mais tarde, os peruanos foram superados pelo Canadá, também por 4 a 1. Nesta terça-feira, Canadá e Chile se enfrentam. Se os canadenses vencerem, garantem a vaga, com o Peru em segundo. Caso o Chile saia vencedor, haverá tríplice empate no grupo, assim os dois classificados serão definidos nos critérios de desempate.
 
Vitórias do Brasil
Pela manhã, o Brasil derrotou a Jamaica por 4 a 1. Na dupla mista, Alex Tjong e Luana Vicente derrotaram Anthony Mcnee e Mikaylia Haldane, por 2 sets a 0, parciais de 26-24 e 21-16. Em seguida, Ygor Coelho passou por Dennis Coke, por 2 sets a 0, parciais de 21-7 e 21-16. Na simples feminina, Katherine Wynter venceu Paloma dos Santos por W.O.
 
Na dupla masculina, Daniel Paiola e Hugo Arthuso derrotaram Dennis Coke e Anthony Mcnee, por 2 sets a 0, parciais de 21-12 e 21-16. Ana Paula Campos e Luana Vicente finalizaram o confronto com vitória sobre Mikaylia Haldane e Katherine Wynter, por 2 sets a 0, parciais de 21-12 e 21-17.
 
O Brasil não deu chances para os Estados Unidos e venceu por 5 a 0. Alex Tjong e Luana Vicente derrotaram Kyle Emerick e Jennifer Yee, por 2 sets a 0, parciais de 21-7 e 21-11. Ygor Coelho superou Timothy Lam, por 2 sets a 0, parciais de 21-14 e 21-19. Na simples feminina, Sâmia Lima garantiu o ponto que a Seleção Brasileira precisava para alcançar a semifinal ao derrotar Disha Gupta, por 2 sets a 0, parciais de 21-10 e 21-18.
 
“É muito bom saber que o Brasil está na semifinal. Agora é lutar pela medalha de ouro, um resultado inédito para o nosso país. Estamos esperando há muito tempo a medalha e queremos conquistá-la”, disse a atleta Sâmia.
 
Nos confrontos seguintes, mais vitórias do Brasil contra os americanos. Daniel Paiola e Hugo Arthuso derrotaram Yan Tuck Chan e Kyle Emerick, por 2 sets a 0, parciais de 21-8 e 21-11. E Luana Vicente e Sâmia Lima venceram Disha Gupta e Jennifer Yee, por 2 sets a 0, parciais de 21-4 e 21-17.
 
Fonte: CBBd
Ascom – Ministério do Esporte
 

Com foco nos detalhes, evento-teste do polo aprofunda avaliações no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos

Até a temperatura da água da piscina, que deve estar entre 25 e 26 graus, será testada. Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.brAté a temperatura da água da piscina, que deve estar entre 25 e 26 graus, será testada. Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br
 
Avaliado durante os eventos-teste da natação e natação paralímpica, nas duas últimas semanas, o Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, no Parque Olímpico da Barrada Tijuca, Rio de Janeiro, agora vai passar por ajustes finos para receber os Jogos Rio 2016. Até sexta-feira (29.04), a instalação será palco do evento-teste do pólo aquático.
 
No total, 32 áreas funcionais estarão em operação, sendo 16 nos moldes dos Jogos Olímpicos: competição esportiva, transporte, limpeza e lixo, apresentação esportiva, gerenciamento operacional de instalações, segurança, resultados, serviço de alimentação, desenvolvimento de legado de instalação de legado e temporárias, comunicação, força de trabalho, logística, serviços médicos, operações de imprensa, energia e tecnologia.
 
Quatro times do Rio de Janeiro vão entrar em ação para ajudar a testar a estrutura: Botafogo, Tijuca, Flamengo e Escola Naval. A equipe de esportes do Comitê Rio 2016 vai aproveitar o torneio entre equipes das categorias de base para testar principalmente quatro áreas: voluntários específicos do esporte, árbitros nacionais, apresentação do esporte e resultados. De acordo com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), competição de caráter amistoso servirá para testar também arbitragem, cerimônia de premiação e placar.
 
Embora não seja aberto ao público em geral, o evento servirá para colocar a equipe que vai trabalhar nas Olimpíadas em ação. “Todo time precisa treinar para fazer uma boa entrega. É assim entre os atletas e não é diferente para nós - coordenadores, supervisores e staff - que estamos preparando tudo para os Jogos”, disse o gerente de competição do polo aquático do Rio 2016, Paulo Cezar Fernandes, ao site do comitê organizador.
 
Detalhes essenciais para o perfeito funcionamento da instalação, o conforto dos atletas, torcedores e profissionais, além das normas técnicas da modalidade serão observados com especial atenção. “Duas coisas fundamentais são a profundidade da piscina e a temperatura da água, que deve ficar entre 25°C e 26°C”, explicou ao site do Rio 2016 o técnico Raul Amaya, da Escola Naval, que é árbitro internacional. De acordo com ele, detalhes desse tipo são levados tão a sério no esporte que no Mundial de Barcelona 2013 a competição só começou depois de acrescentarem gelo à água, que estava com temperatura acima do ideal.
 
Programação
O torneio será disputado em cinco dias, desta segunda (25.04) até a próxima sexta-feira (29). Serão dois jogos por noite, sempre nos mesmos horários: a primeira partida começa às 18h20 e termina 19h20, e o segundo jogo será iniciado às 19h40, com término marcado para 20h40. Nesta segunda, as partidas são Botafogo x Flamengo e Escola Naval x Tijuca. Na terça, enfrentam-se Flamengo x Tijuca e Escola Naval x Botafogo. No dia 27, os jogos serão Botafogo x Tijuca e Flamengo x Escola Naval. Os resultados vão definir o emparelhamento e, na quinta-feira (28.04) serão disputadas as semifinais.
 
No último dia da competição, na sexta-feira (29), os perdedores das semifinais disputam a medalha de bronze a partir das 18h20. Depois, com início às 19h40, entram na piscina os vencedores das semifinais, que definirão o campeão do torneio. Após os jogos, será feita uma cerimônia de premiação para entrega das medalhas.
 
Investimentos
Sessenta atletas participam da disputa. Como são da categoria júnior, os jogadores não compõem a seleção brasileira que vai disputar os Jogos Rio 2016. Mesmo assim, cinco desses atletas são contemplados com o Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte. No total, 211 atletas do polo aquático em todo o país foram beneficiados com o programa no exercício de 2015, totalizando um investimento de R$ 2,7 milhões por ano. 
 
O Ministério do Esporte também apoia os esportes aquáticos por meio de convênios com a CBDA. Entre 2010 e 2015, oito convênios para as modalidades de natação, maratonas aquáticas, nado sincronizado, saltos ornamentais e polo aquático foram firmados, em um total de R$ 14 milhões em recursos federais. 
 
O polo aquático foi contemplado especificamente em dois desses convênios, num aporte de R$ 6,2 milhões. Os recursos foram aplicados na preparação das seleções masculina e feminina para os Jogos Rio 2016, incluindo treinamentos e participação em competições internacionais. 
 
Fontes: Brasil2016.gov.br, com informações do Rio 2016
Ascom – Ministério do Esporte
 

Comboio da tocha na Grécia atrai participação popular e manifestações culturais

Foto: Roberto Castro/ Ministério do EsporteFoto: Roberto Castro/ Ministério do Esporte

A tocha olímpica dos Jogos Rio 2016 segue seu caminho pela Grécia levando a chama sagrada de Olímpia em direção ao Brasil. Nesta segunda-feira (25.04), o fogo olímpico passou  Alexandroupolis, Larissa, Komotini, Xanthi e Katerini, totalizando 463 quilômetros rodados. A chama chegará a Atenas nesta terça, passando antes por Chalkida, Marathonas e Eleonas.
Nessa jornada, não são apenas os carregadores da tocha que vivem intensamente a emoção de participar, pelo menos por um dia, do maior evento esportivo do mundo. As cidades recebem a chama com muita festa, aplausos, gritos, apresentações culturais e participações especiais dentro do comboio do revezamento.

Em Larissa, a 370 km de Atenas, a oportunidade de valorizar os costumes locais foi bem aproveitada pela advogada Alexandra Kasika e pela economista Stella Kalfountzou. As duas aguardavam o início da cerimônia de celebração da chama olímpica com vestimentas típicas da região, confeccionadas, predominantemente, em vermelho, preto e dourado. Os lenços na cabeça, os panos cuidadosamente costurados à mão e até os sapatos carregavam uma simbologia que elas queriam apresentar para o mundo naquele momento único para a cidade de 145 mil habitantes.

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Alexandra vestia uma vestimenta típica de Anatoli e Stella trajava um pouco da tradição de Farsala, dois vilarejos próximos a Larissa. "É uma oportunidade única para nós, pois nem sempre conseguimos mostrar nossa cultura, nossas roupas, nossa história e, especialmente, nossa cidade para o resto do mundo", disse Alexandra. "É um grande momento para Larissa e para o povo grego. Estamos muito orgulhosas", completou Stella.

Foto: Roberto Castro/ Ministério do EsporteFoto: Roberto Castro/ Ministério do Esporte

A manifestação cultural, aliás, tem sido uma grande atração da passagem da tocha pela Grécia. Em todas as cidades em que houve cerimônias, o fogo sagrado foi recebido por orquestras locais, coral sinfônico de escolas, grupos musicais de violeiros e, claro, como aconteceu em quase todos as cidades, a apresentação da dança grega, que possui uma enorme variação de estilo e características. "Temos muitas danças, com características locais, com variações de região para região", comentou Alexandra.

No rastro do comboio
O farol de Alexandroupolis, município de 70 mil habitantes próximo às fronteiras da Bulgária e Turquia, foi um dos cenários por onde a chama olímpica passou nesta segunda-feira. No comboio oficial, além dos condutores e da equipe que escolta a tocha olímpica, a professora primária Alexandra Sidira e mais seis mulheres acompanhavam todo o trajeto na cidade em cima de botas de Kangoo Jump. Todos os dias, as oito gregas praticam, por pelo menos duas horas, a modalidade em uma grande academia de Alexandroupolis. "Nós fomos convidadas para participar desse momento das Olimpíadas, que nasceram aqui na Grécia, e é claro que nem precisamos pensar na resposta e aceitamos. E aqui estamos agora", contou.

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME

Alexandra, Kostadina, Anthys, Afrodite, Alexia, Iota e Eleonara, destacaram a importância do tour da tocha pela Grécia. "Estamos passando por momentos difíceis aqui e é bom mostrar para o mundo que estamos vivos, que podemos fazer isso. Estar aqui é muito importante e estamos felizes por isso", disse Alexandra.

Revezamento no Brasil
Durante a rota no Brasil, marcada para começar em 3 de maior e terminar em 5 de agosto, a tocha será carregada por cerca de 12 mil condutores, além de voar 10 mil milhas pelo país. O símbolo olímpico vai passar por 83 municípios escolhidos como "cidade celebração": em cada um desses locais haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. Todas as capitais estão incluídas na lista.

O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 localidades: 300 cidades receberão o revezamento propriamente dito e outras 200 assistirão à passagem do comboio com a chama exposta.

O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.

Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Larisa (Grécia)

Ascom - Ministério do Esporte

Corinthians/Americana vence Sampaio Corrêa e diminui desvantagem na final da LBF

O Corinthians/Americana segue vivo na disputa pelo título da Liga de Basquete Feminino (LBF) Caixa 2015/2016. Mesmo com o Ginásio Castelinho, em São Luís (MA), recebendo público recorde na história do campeonato, com seis mil pessoas, a equipe do interior de São Paulo venceu o Sampaio Corrêa Basquete por 60 a 52.

Com o resultado, a equipe paulista diminuiu a vantagem das maranhenses em 2 a 1, na série melhor de cinco que definirá a campeã da temporada. O próximo duelo entre os dois times será nesta terça-feira (26.04), às 19h30 (de Brasília), novamente no Ginásio Castelinho.

Corinthians contou com grande atuação de Damiris e venceu a primeira na decisão da LBF. (Foto: Biaman Prado/LBF)Corinthians contou com grande atuação de Damiris e venceu a primeira na decisão da LBF. (Foto: Biaman Prado/LBF)

No terceiro jogo da decisão, a jovem pivô Damiris foi o destaque com 20 pontos e nove rebotes. O Corinthians/Americana também contou com boas atuações da armadora Bárbara, dona de 13 pontos e seis rebotes, e da ala/armadora Karla Costa, com oito pontos, oito rebotes, três assistências e três roubadas de bola.

Pelo lado da equipe maranhense, o grande destaque foi a pivô Nádia, com expressivo duplo-duplo de 16 pontos e 12 rebotes.

A LBF conta com patrocínio master da Caixa Econômica Federal e com apoio do Ministério do Esporte, da Liga Nacional de Basquete e Spalding. O Governo Federal também apoia a modalidade com bolsas aos atletas e equipamentos, como os instalados no Ginásio Castelinho e demais palcos da LBF.

O Jogo
Com defesa forte e eficiência ofensiva, o Corinthians ditou o ritmo do jogo nos cinco primeiros minutos, anotou as três primeiras cestas da partida e colocou seis pontos de vantagem no placar (6 a 0). Depois do início turbulento, o Sampaio anotou seus primeiros pontos na partida com bola certeira da ala Palmira para três pontos.

O Sampaio seguiu pecando ofensivamente e viu o Corinthians aumentar sua vantagem para nove pontos. Porém ao anotar os últimos quatro pontos do período, a equipe tricolor diminuiu sua desvantagem para cinco pontos e ganhou novo ânimo para o período seguinte.

Depois de fechar o primeiro período com a moral alta, o Sampaio dominou o início do segundo período dos dois lados da quadra, anotou dez pontos, não deixou que o Corinthians pontuasse e passou a frente no placar (19 a 14). No restante do segundo período as duas equipes se equilibraram e fecharam o primeiro tempo empatadas no placar: Sampaio 24 x 24 Corinthians.

Ginásio Castelinho contou com grande presença do público neste domingo. (Foto: Biaman Prado/LBF)Ginásio Castelinho contou com grande presença do público neste domingo. (Foto: Biaman Prado/LBF)

O terceiro período foi marcado pelo equilíbrio. Os dois ataques não conseguiram deslanchar e a partida seguiu totalmente aberta para o período derradeiro, com o Corinthians liderando por um ponto (35 a 34).

Jogando com a ‘corda no pescoço’, o Corinthians começou melhor o período derradeiro e, com oito pontos de Damiris, abriu importantes seis pontos de vantagem no placar (48 a 42). O Sampaio Corrêa seguiu lutando para voltar para a partida e conquistar o título, porém o Corinthians se manteve firme no último período e terminou a partida com o resultado positivo.

Ascom - Ministério do Esporte, com informações da LNB

Em conversa com internautas, ministro ressalta momento único às vésperas dos Jogos Rio 2016

Foto: Ivo Lima/MEFoto: Ivo Lima/ME
 
Os brasileiros terão uma oportunidade única de vivenciar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em solo nacional. Daqui a 102 dias os melhores atletas do planeta desembarcarão no país, os turistas de várias partes do mundo conhecerão as nossas diversidade cultural e belezas naturais. A mensagem foi ressaltada pelo ministro do Esporte, Ricardo Leyser, nesta segunda-feira (25.04) durante conversa ao vivo com internautas. “Está na hora de começarmos a curtir o momento e conviver com todos os povos que estarão no Brasil para assistir aos Jogos”, disse. 
 
O próximo dia 3 de maio será um marco na preparação para o evento. A chegada da Chama Olímpica, que desembarcará em Brasília depois de ficar exposta no Museu Olímpico em Lausanne, na Suíça, percorrerá 334 cidades com a missão de espalhar o espírito olímpico em todo território nacional.  “É uma oportunidade que provavelmente não veremos outra vez no Brasil. A minha geração não vai conseguir ver uma segunda edição das Olimpíadas em casa. Então, é a chance de ver os melhores atletas do mundo, de conhecer outros esportes que não conhecemos, mas que são sensacionais”, ressaltou Ricardo Leyser. 
 
No bate papo, o ministro falou sobre a reta final para os Jogos Rio 2016, o legado esportivo que o evento deixará e o revezamento da tocha. Confira as perguntas dos internautas: 
 
Como estamos a 100 dias dos Jogos?
 
O Brasil aprendeu muito com os Jogos Pan-Americanos de 2007 e com a Copa do Mundo de futebol de 2014. Chegamos a 100 dias dos Jogos muito bem, com todas as obras praticamente prontas, com apenas detalhes a serem vistos. A avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI) é muito boa e não há dúvida se vai haver ou não a entrega dos equipamentos. Os estádios então prontos e penso que estamos muito bem.   
 
 
Os nossos atletas nunca estiveram tão bem preparados. Com o Plano Brasil Medalhas, que foi a preparação nos últimos anos específica para os Jogos, conseguimos proporcionar aos atletas equipe multidisciplinar, períodos de treinamentos no exterior, novos equipamentos e instalações. 
 
Estamos vendo em várias modalidades um crescimento na reta final. Uma parte do segredo é saber, durante os quatro anos que antecedem o ciclo, quando o atleta vai chegar ao auge. Agora, estamos vendo várias modalidades os atletas chegarem no ápice às vésperas dos Jogos.
 
 
A intenção é que seja uma política estável do Ministério do Esporte. Nós falamos que o Plano Brasil Medalhas influencia não só os atletas que estarão em 2016, mas também as novas gerações. 
 
Quando nós vamos nos centros de treinamento que construímos no âmbito do Plano Brasil Medalhas, como o de saltos ornamentais da UnB (Universidade de Brasília), vemos os atletas da seleção e também as gerações seguintes. O Plano hoje já influencia os atletas que vão nos representar nos Jogos de 2020 e 2024. 
 
A intenção do Ministério do Esporte é que a partir da experiência bem sucedida de 2016, a política esportiva seja estável. 
 
 
O número oficial que trabalhamos com o COI é de 98% das obras prontas. Temos ainda uma questão com o centro de tênis e com o velódromo, que estarão prontos em junho. Eles estarão se aproximando dos 90% de conclusão ao final de abril, começo de maio. 
 
Muitos ingressos estão se esgotando. A melhor maneira de comprar é pela internet, porque é muito grande a possibilidade que uma parte dos eventos esteja indisponível durante os jogos. É preciso ter muita atenção para os lotes na internet, porque realmente vai ser muito difícil achar o ingresso nas vésperas dos Jogos.   
 
Visão geral do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brVisão geral do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
Os Jogos de futebol são uma boa oportunidade, porque os estádios de futebol contam com uma maior capacidade de receber torcedores. Como têm outras cidades, além do Rio de Janeiro, você tem a facilidade de não precisar se deslocar da sua cidade. 
 
 
 
Nós ainda não estamos com o sistema de energia definitivo para os eventos-teste. Ainda é um sistema provisório e não é o mesmo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Dos Jogos Olímpicos são mais robustos, com geradores de backup. 
 
É um evento-teste. Muitas falhas ocorridas não são de fornecimento de energia elétrica, pode ser de operação. É para isso que os eventos-teste existem, para corrigir erros. 
 
 
 
Eu estava em Olímpia, na Grécia, para acompanhar o acendimento do fogo olímpico. Neste exato momento, a tocha está percorrendo a Grécia e no dia 27 vai ser passada para o Comitê Organizador do Rio de Janeiro. Ela vai fazer uma visita à ONU e no dia 3 de maio vai chegar ao Brasil. 
 
Imaginamos um grande clima de festa. O Ministério do Esporte se reuniu com praticamente todos os prefeitos que vão receber a tocha. Todas as cidades estão com um grau de entusiasmo muito grande. 
 
Revezamento da Tocha em Kabala, Grécia. Na foto carregando a tocha Riala Krossymchy..Foto: Roberto Castro/MERevezamento da Tocha em Kabala, Grécia. Na foto carregando a tocha Riala Krossymchy..Foto: Roberto Castro/ME
 
É um símbolo milenar da cultura esportiva. É um símbolo de paz, união e fraternidade. Eu pude ver o campo onde os antigos atletas corriam e paravam as guerras, três meses antes e três meses depois dos Jogos. É este espírito que vai contaminar o Brasil com a chegada da tocha. 
 
Será uma oportunidade de mostrar a cultura e os pontos turísticos das cidades. Penso que o Brasil vai entrar no clima olímpico a partir do dia 3 de maio, quando a tocha chegar no Brasil. 
 
 
Essa é uma definição que o presidente Lula implantou: tudo o que o Governo Federal fizer para os esportes olímpicos, deve fazer também para os paralímpicos. É claro, respeitando as dimensões e as necessidades. Das instalações do Rio, que são as mesmas, até o Plano Brasil Medalhas, com a Bolsa Pódio. Temos muito orgulho dos nossos atletas paralímpicos. 
 
É importante destacar que as pessoas que desejam participar dos Jogos pensem também nos paralímpicos. A cerimônia de abertura será sensacional, eu vi o briefing, é uma coisa emocionante. O esporte paralímpico, além da emoção do esporte, tem um componente humano sensacional para levar a família, os filhos, com valores humanos muito importantes para as famílias. É um evento que não deve nada aos Jogos Olímpicos. 
 
 
Não temos superfaturamento no orçamento, pelo contrário.  Se olharmos para Tóquio 2020, só o que está previsto para um estádio é três vezes mais do que o Ministério do Esporte gastou para fazer toda a parte esportiva do Rio de Janeiro. Os Jogos Rio 2016 vão custar menos da metade que custaram a edição de Londres 2012, mostrando que a gente consegue fazer (o megaevento) com custo adequado, mesmo antes da desvalorização cambial. 
 
Infelizmente, alguns pontos não foram resolvidos. O governo do Estado teve dificuldade com as obras da Baía. Havia uma previsão de despoluir, diminuir o lançamento de esgoto em até 80%, mas o governo do Estado diz que vai chegar a 50%. Também é um número significativo. Porque menos de 10% do esgoto da Baía é tratado e vamos ultrapassar esse número. É mais do que fizemos nos últimos anos.  
 
 
São vários legados. Tem um legado que é o urbano. Você tem o Rio de Janeiro completamente transformado com transporte público, com metrô e BRT, com um investimento nunca feito antes numa cidade do Brasil.  
 
Fica um legado para o esporte também. Não só em infraestrutura, com equipamentos, arenas, mas também fica o conhecimento. O que nós aprendemos com o Plano Brasil Medalhas, com a preparação de atletas, com técnicos estrangeiros que vieram para o Brasil. Tudo isso é um grande aprendizado e a infraestrutura que espalhamos pelo país. Tínhamos menos de seis pistas de atletismo e vamos ter praticamente 50 até o final de 2016. Tudo isso fica.   
 
Temos também a exposição. Não há nada que dê tanta exposição como os Jogos Olímpicos. São mais de 5 bilhões de pessoas assistindo. Não existe um anúncio que dê para colocar em todas as televisões do mundo. Os Jogos cumprem esse papel. Todas as televisões do mundo vão vir para o Rio de Janeiro. 
 
Em Barcelona, o pico no turismo aconteceu dez anos depois da realização dos Jogos Olímpicos. Porque ano após ano, mais turistas visitaram o país.
 
 
São mais de 25 mil profissionais de mídia. Jornalistas, câmeras, todas as profissões ligada à mídia. Temos três centros de mídia. Para a televisão, o IBC que distribui as imagens, o MPC que é o centro principal de mídia, e temos um centro para a mídia não credenciada. 
 
O MPC foi inaugurado e eu estive lá com o prefeito Eduardo Paes. E o centro de mídia não credenciado também está sendo finalizado com links de comunicação sendo instalados. O Rio já conta com uma quantidade grande de correspondentes estrangeiros trabalhando.   
 
Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

Vídeo: Conheça o velódromo de Indaiatuba (SP)

Foto: Francisco Medeiros/ MEFoto: Francisco Medeiros/ ME

Não será apenas no Rio de Janeiro que os brasileiros poderão acompanhar os melhores atletas do mundo de perto. Antes das Olimpíadas e Paralimpíadas, vários deles estarão treinando pelo país, em estruturas de ponta que estão sendo entregues pelo Governo Federal. O Velódromo Joaracy Mariano Barros, em Indaiatuba (SP), é mais uma instalação da Rede Nacional de Treinamento que servirá para aclimatação dos estrangeiros.

Inaugurado na última semana, o local já despertou o interesse de delegações de países como a China e Portugal, além de servir para treinos da seleção brasileira. Instalação que servirá para formar as futuras gerações de esportistas do país. “O legado de 2016 é a infraestrutura. O legado de 2020 serão os atletas que serão formados, desenvolvidos, nesta infraestrutura”, projetou Ricardo Leyser, ministro do Esporte.

» Confira no vídeo abaixo os detalhes do velódromo de Indaiatuba:  
 


Projeto
Na primeira etapa das obras, foi construída a pista, entregue em 2014 e que teve investimento de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 975 mil do Ministério do Esporte. A estrutura segue os parâmetros exigidos pela União Ciclística Internacional (UCI), feita de cimento e com 250 metros lineares de extensão.

Na segunda etapa, foi finalizado o Centro de Formação de Atletas, ao custo de R$ 4,7 milhões (R$ 4,3 milhões do Ministério do Esporte). Foi construída uma arquibancada coberta para mil pessoas, lanchonete, sala de segurança, pátio e sanitários acessíveis. Também foi inaugurado o bloco das equipes, com 1,14 mil m² de área. São dez boxes para os ciclistas, com banheiros, ambulatório, sala de imprensa, administração, cozinha, despensa, refeitório e terraço. Todo o complexo, incluindo a pista, ocupa uma área de 2,87 mil m².

Gabriel Fialho

Ascom - Ministério do Esporte

Grand Prix da Espada Feminina abre o evento-teste da esgrima na Arena Carioca 3

Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brFoto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
Refrescados por um eficiente sistema de refrigeração e alheios ao forte calor que marcou o sábado (23.04) no Rio de Janeiro, 64 atletas de 19 países deram início ao Grand Prix de Espada Feminina. A competição, que está sendo disputada na Arena Carioca 3, uma das instalações do Parque Olímpico da Barra, abriu o evento-teste da esgrima para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Até a próxima quarta (27.4), serão utilizadas e testadas as pistas que os atletas usarão nas Olimpíadas, o trabalho dos voluntários que atuarão na modalidade, a área médica e a logística de divulgação dos resultados, entre outras.
 
Neste sábado, atletas de Brasil, China, Estônia, Estados Unidos, Hong Kong, França, Itália, Alemanha, Suíça, Ucrânia, Luxemburgo, Venezuela, Coreia do Sul, Rússia, Polônia, Tunísia, Argentina, Hungria e África do Sul competiram nas cinco pistas montadas em formato de "X" na Arena Carioca 3, uma configuração inédita na modalidade. "Nunca tinha visto as pistas montadas dessa forma e gostei muito. Acho que ficou mais dinâmico", avaliou a brasiliense Raissa Costa, que deverá integrar a equipe de espada do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Raissa foi eliminada no primeiro combate pela norte-americana Courtney Hurley.
 
Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brFoto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
Atualmente, o Brasil tem apenas uma atleta da espada já garantida nos Jogos Olímpicos Rio 2016: a italiana naturalizada brasileira Nathalie Moellhausen. Número 12 do ranking mundial, filha de pai italiano com mãe brasileira, a esgrimista estreou com vitória apertada sobre a francesa Melissa Goram por 12 x 11 e não escondeu a felicidade. Natalie contou que finalmente pôde atender um pedido de sua avó materna e que se sente realizada por isso.
 
"A minha avó sempre me disse: 'Por favor, joga pelo Brasil um dia'. Eu dizia: 'Vamos ver' e a ocasião nunca tinha surgido. Agora surgiu e realmente estou feliz", declarou a esgrimista, que vive e treina em Paris.
 
Para Natalie, ter vencido Melissa Goram foi um belo teste para o que viverá em agosto, nas Olimpíadas. "A tensão (da estreia no Grand Prix) foi grande. Ela é uma adversária forte e eu sempre perdia para ela nos treinos. Então, sabia que a concentração tinha que ser três vezes maior. Estou feliz de estar aqui e defender o Brasil me dá toda a vontade de treinar e fazer o melhor por esse país", disse Nathalie, que em 2012 representou a Itália nos Jogos Olímpicos de Londres.
 
A terceira esgrimista do país a lutar neste sábado foi a húngara naturalizada brasileira Emese Takacs. Casada com um brasileiro desde 2012, Emese naturalizou-se há um ano e também deverá defender o Brasil nos Jogos Olímpicos. Ela perdeu para a francesa Auriane Mallo, mas, em inglês, se disse contente por poder representar o Brasil e ter a chance de disputar as Olimpíadas pelo país.
 
"As instalações são muito boas e só o que posso dizer é que sou a pessoa mais feliz do mundo hoje", declarou Takacs, que voltou a competir em março de 2015 depois de três anos longe da esgrima. Emese tem um currículo de peso: ganhou o ouro na Copa do Mundo da Alemanha em 2011, o bronze na Copa do Mundo de Barcelona no mesmo ano, foi duas vezes campeã mundial juvenil e vice-campeã da Universíade em 2000. Ela nunca disputou Jogos Olímpicos.
 
Pouco depois do duelo de Takacs, Nathalie Moellhausen voltou à pista para enfrentar a atleta de Hong Kong Vivian Man Wai. Após combate equilibrado, a representante do Brasil acabou eliminada do Grand Prix por 13 x 12.
 
Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brFoto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
Na avaliação da esgrimista, todo o palco montado na Arena Carioca 3 lhe deu uma boa ideia do que os atletas encontrarão quando retornarem em breve ao Rio de Janeiro. "A estrutura está linda e sei que daqui a três meses vai estar ainda mais linda para receber toda a torcida brasileira e de todo o mundo para poder ajudar a gente a ganhar. A esgrima ainda não é um esporte tão popular no Brasil, isso eu sei. Mas ver esse lugar assim me dá arrepio. Acho que essa energia positiva ajuda a gente a ir para frente". 
 
As três primeiras colocadas no ranking mundial da espada feminina também disputam o Grand Prix. Estão no Rio de Janeiro Anqi Xu, da China, medalha de ouro por equipe em Londres 2012 e campeã mundial por equipe em 2015; Rossella Fiamingo, da Itália; e Sarra Besbes, da Tunísia, bronze no Mundial de 2015 no individual.
 
Masculino
Neste domingo (24.4) será a vez dos homens disputarem o Grand Prix de Espada. A chave terá 64 atletas. No total, representantes de 23 países disputaram as vagas no torneio: Luxemburgo, França, Itália, Hungria, Suíça, Polônia, Venezuela, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Dinamarca, Rússia, Ucrânia, República Tcheca, Argentina, Estônia, Estados Unidos, Brasil, Canadá, Alemanha, Senegal, Egito e China.
 
Do Brasil, seis atletas se inscreveram para a fase classificatória, entre eles Athos Schwantes, Nicolas Ferreira e Guilherme Melaragno, todos em busca de vaga para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
Na segunda-feira (25.4) não haverá competições do evento-teste da esgrima. A ação retorna na terça-feira e na quarta para os dois últimos dias, quando serão disputados os Campeonatos Mundiais de florete feminino por equipe e de sabre masculino por equipe. 
 
Evento-teste da esgrima para os Jogos Olímpicos Rio 2016
:
Local: Arena Carioca 3

Entrada: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Parque Olímpico da Barra – Portão 1
 
Programação:
 
Domingo (24.4)

Grand Prix de Espada Masculino

Eliminatórias – 9h às 17h15

Semifinais – 18h às 19h

Final – 19h15 às 19h15

Cerimônia de Medalhas – 19h55 às 20h15
 
Terça-feira (26.4)

Campeonato Mundial de Florete Feminino por Equipes

Eliminatórias – 10h30 às 15h30

Disputa do 3º Lugar – 16h às 17h 

Final – 17h30 às 18h30
 
Quarta-feira (27.4)

Campeonato Mundial de Sabre Masculino por Equipes 

Eliminatórias – 10h15 às 17h15

Disputa do 3º Lugar – 15h às 15h45

Final – 16h15 às 17h15
 
Luiz Roberto Magalhães – brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 

Federação Internacional de Tiro Esportivo lista melhorias para o Centro Nacional, mas aprova evento-teste

 
Foram dez dias de competição dentro do Centro Nacional de Tiro Esportivo, em Deodoro. Um total de 660 atletas, de 88 países, estiveram em ação pela Copa do Mundo da modalidade, que também serviu como evento-teste para os Jogos Olímpicos. Neste domingo (24.04), último dia das disputas, as entidades organizadoras avaliaram o torneio e, principalmente, a instalação olímpica. Para a federação internacional, ainda há ajustes a serem feitos até agosto, sendo o principal deles a finalização do estande de finais de carabina e pistola.
 
"Estamos bem satisfeitos com o funcionamento de tudo. As instalações ainda não estão completamente prontas, especialmente o estande de finais, mas, apesar disso, tudo está funcionando muito bem", avalia o vice-presidente da Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF, na sigla em inglês), Gary Anderson. "Acho que este evento-teste foi tão bom quanto os outros que eu vi. Ainda temos trabalho a fazer, alguns problemas e preocupações para trabalhar, mas, exceto o estande de finais, nada de muito importante", ressalta.
 
De acordo com Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do Comitê Organizador Rio 2016, a área das finais precisou ser adaptada para a realização do evento-teste. "O estande não existia antes, nos Jogos Pan-Americanos, então a gente acabou fazendo uma adaptação para esse evento", explica. O local ganhou, por exemplo, uma arquibancada temporária à frente da prevista inicialmente, e o espaço ainda será climatizado para as Olimpíadas. "Ainda há coisas que a gente precisa testar, como o sistema de ar condicionado, as arquibancadas. Toda essa parte estrutural ainda precisa ser revalidada", acrescenta.
 
 
Assim, a ISSF deve fazer uma nova visita ao Brasil para conferir as alterações. "Nós planejamos vir mais uma vez com certeza. Vamos ter uma reunião amanhã (segunda) para ter mais informações sobre o calendário da construção para terminar tudo e, então, vamos decidir se voltamos em junho ou julho", adianta Anderson.
 
Além do estande das finais, o dirigente deu exemplos de outros aspectos avaliados durante o evento-teste e que deverão ser aprimorados. "Há outras pequenas mudanças que pediremos, como a luz dentro do estande de 10 metros, que não está clara o suficiente. Temos algumas posições no campo de tiro que não estão bem planas, mas são problemas que podem ser resolvidos facilmente, não pediremos nenhuma grande mudança no design. De modo geral, o design da arena está satisfatório, apenas precisamos vê-la completa", destaca.
 
 
Outro aspecto abordado durante as competições foi o fundo verde da arena de pistola de ar de 10m, mas Gary Anderson afirmou que a cor não infringe qualquer regra. "Falamos bastante com atletas e técnicos, e acho que o consenso é que isso não é realmente um problema. Cada atleta tem uma diferença de opinião sobre o que gosta. Tentamos ouvir, mas às vezes temos que encontrar uma solução intermediária", pondera. "Não há nada contrário às regras, elas não falam de que cor deve ser, apenas que não podem ser completamente brancas ou escuras. Qualquer coisa no meio está dentro das regras", completa o dirigente.
 
Segundo Rodrigo Garcia, a cor poderá ser alterada se for preciso. "Todos os retornos dos atletas são super válidos. A nossa comunicação visual prima pelo verde, mas, se for o caso, isso não é difícil de mudar", comenta. "Também tivemos algumas reclamações dos atletas sobre a qualidade dos pratos. Vamos trabalhar isso com o fornecedor. São detalhes, mas, quanto melhor a gente entregar os Jogos, melhor para o país", acrescenta o diretor do Comitê Rio 2016. Alguns atletas acertaram o alvo, mas não tiveram o prato quebrado nas provas externas.
 
 
Para Ricardo Brenck, vice-presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), as dificuldades encontradas nos primeiros dias foram superadas ao longo da competição. "Foi muito semelhante às Copas do Mundo que a gente participa fora do Brasil, com os três primeiros dias um pouco tumultuados por causa das entregas de credenciais aos atletas, da numeração que vão usar para treinar e competir, pelo pagamento das inscrições", exemplifica. "Depois as provas ocorreram de forma muito tranquila, com tudo dentro do programado. A avaliação é completamente positiva em relação às provas", analisa.
 
Nível técnico
O vice-presidente Gary Anderson usou ainda o bom desempenho dos atletas para afirmar que o Centro Nacional de Tiro Esportivo ofereceu a estrutura necessária para a etapa da competição. "A performance deles aqui foi de um nível muito alto, com pontuações tão boas como as que vemos em qualquer uma de nossas Copas do Mundo. As condições para os atletas estão boas", acredita. "Alguns atletas tiveram problemas com o calor. Nós esperamos que a temperatura esteja um pouco menor em agosto, e teremos ar condicionado no estande de finais. Eu não acho que o calor será um problema para os Jogos", avalia.
 
Na última sexta-feira (22.04), a croata Snjezana Pejcic quebrou o recorde mundial durante a fase classificatória da carabina 50m três posições, ao marcar 594 pontos. "Então, tecnicamente, o local está mais do que aprovado e demonstra que a gente pode ter esse tipo de competição aqui", define Rodrigo Garcia, acrescentando ainda que está em discussão a liberação do centro para treinos da seleção brasileira.
 
 
Últimos ajustes
Legado dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, o Centro Nacional de Tiro Esportivo passou por adaptações para as Olimpíadas. Segundo o Rio 2016, também foram feitas trocas de equipamentos para a realização do evento-teste. "A gente modificou os alvos, é um sistema novo que foi comprado e é um legado que fica para a confederação. Isso também foi testado. Tudo isso dá uma renovada na instalação e, por isso, a gente tem que testar. Até as posições de tiro a gente modificou um pouco", explica Rodrigo Garcia.
 
Para Gary Anderson, a Copa do Mundo foi encerrada com bons olhos e perspectivas otimistas. "Nós deixamos o Brasil encorajados, acreditando que não há grandes problemas que precisem ser resolvidos antes dos Jogos. Estamos ansiosos por excelentes Jogos e temos a cooperação total do Comitê Organizador, então estamos confiantes de que a lista de questões será tratada", afirma.
 
 
Finais do dia
Neste domingo, foram realizadas as classificatórias e as finais da carabina 50m três posições e do tiro ao prato (skeet), ambas no masculino. Na carabina, o título ficou com o chinês Hui Zicheng. O americano Matthew Emmons e o chinês Zhu Qinan completaram o pódio. Já no skeet, ouro para o sueco Marcus Svensson, prata para o indiano Mairaj Ahmad Khan e bronze para o italiano Tammaro Cassandro.
 
"O campo está muito bom. O ruim foi que muitos atletas acertaram o alvo, mas não contou, então isso não foi bom. Todo o resto foi perfeito", avalia Svensson, campeão da última prova da Copa do Mundo. Após a competição, o americano Vincent Hancock foi premiado como o melhor atleta da temporada 2015.
 
Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 

No trajeto rumo ao Brasil, tour da tocha colore a Grécia de verde e amarelo

Foto: Roberto Castro/MEFoto: Roberto Castro/ME
 
Enquanto a tocha olímpica percorria neste domingo (24.04) as ruas da cidade de Thessaloniki, o economista Dimitri Solomonidis tentava o melhor ângulo para registrar o momento. Trajado com uma camisa com a bandeira brasileira, o fã declarado de esporte é um dos melhores símbolos da admiração que os gregos têm pelo Brasil e reforça a ideia de união entre os povos transmitida pelo revezamento da chama olímpica.
 
Casado com uma brasileira que conheceu em Lisboa na Eurocopa de 2004, Solomonidis e a família vão a cada dois anos ao país dos próximos Jogos Olímpicos para visitar a família brasileira, desde que a filha, de sete anos, nasceu. O Rio de Janeiro, aliás, foi uma das cidades visitadas por ele. Belo Horizonte e outros pontos nas proximidades da capital mineira também sempre estão no roteiro. "O Brasil é muito importante para mim. As pessoas são amigáveis e solidárias. Já estive lá três vezes, mas minha filha, por exemplo, foi mais. Da última vez não estava de férias e ela foi com a mãe", explicou.
 
Arriscando algumas palavras em português, idioma que obrigatoriamente treina em casa, o grego conta com satisfação como o destino uniu o casal greco-brasileiro. "É uma histórica única. Estava em Lisboa para assistir à Eurocopa 2004 e a encontrei em um restaurante. Ela estava trabalhando para uma empresa da mesma área de finanças que eu atuo", lembrou.
 
A partir dali, o namoro encurtou distâncias e o destino transformou um grego e uma brasileira em uma família. A filha Rebeca fala grego e, claro, tem incentivo para aprender a Língua Portuguesa dentro de casa. “Ela fala melhor português do que eu”, comentou. Em seguida, Solomonidis mandou uma mensagem para os brasileiros, mostrando um pouco de sua habilidade com nosso idioma. “Vocês são muito boas pessoa. Eu gosto muito. Obrigado, Brasil. Muito!”.
 

Destino Brasil
Segunda a carregar a tocha na cidade de Thessaloniki, a remadora grega Stella Koumpli, duas vezes medalhista em campeonatos mundiais, estava orgulhosa por, mesmo longe, fazer parte dos Jogos Olímpicos portando a chama que segue para o Rio. A atleta ainda não conhece o Brasil, mas planeja visitar o país. “Definitivamente seria um sonho viajar para o Brasil”, declarou. E o que ela pensa sobre os brasileiros? “São amáveis, hospitaleiros e gostam de dança”.
 
Concurso
O domingo foi movimentado na Grécia. Além de Thessaloniki, a chama olímpica passou por Serres, Chrisso, Drama, Kavala e dormiu em Alexandroupoli, onde inicia o revezamento de amanhã. No total, já foram 23 cidades visitadas no país europeu.
 
Em Kavala, cidade portuária com cerca de 63 mil habitantes, a prefeitura fez um concurso na Escola Municipal para definir os jovens que teriam a honra de carregar a tocha. O desafio foi nas redes sociais e o tema era falar sobre os Jogos Olímpicos. Uma das vencedoras foi Riala Krossynchy. Aos 16 anos, ela disse que foi difícil segurar o nervosismo. "Ali na chegada, na entrada para a prefeitura, vi toda aquela gente e fiquei nervosa", admitiu.
 
Foto: Roberto Castro/MEFoto: Roberto Castro/ME
 
Riala vai acompanhar os Jogos Rio 2016 e revelou que ama as praias brasileiras. "Vou assistir à Olimpíada pela televisão. Conheço o Rio de Janeiro só pela internet, mas sei que as praias são incríveis. Gostaria muito de conhecer Copacabana", contou, aos risos.
 
O grego Ilomel Kasaridis, também de 16 anos, brincou com a evolução das modalidades esportivas nas Olimpíadas para vencer a gincana. Apaixonado por atletismo, ele disse ter ficado impressionado com a quantidades de jornalistas internacionais acompanhando a tocha. "Legal demais. Tem gente do mundo todo aqui. Bom saber que o Brasil vai conhecer um pouco da minha cidade", finalizou.
 
Roteiro de segunda-feira:
 
- Alexandroupoli
- komotini
- Xanthi
- katerini
- Larissa
 
Foto: Roberto Castro/MEFoto: Roberto Castro/ME
 
Como será no Brasil?
Antes de chegar ao Brasil, em 3 de maio, a tocha olímpica termina o revezamento na Grécia e tem uma rápida passagem pela Suíça. Durante o trajeto em terras brasileiras, a tocha será carregada por cerca de 12 mil pessoas, além de voar 10 mil milhas pelo país. Ela passará por 83 municípios escolhidos como "cidade celebração": em cada um desses locais haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. Todas as capitais estão incluídas na lista.
 
O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 localidades: 300 cidades receberão o revezamento propriamente dito e outras 200 assistirão à passagem do comboio com a chama exposta.
 
O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.
 
Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Kavala (Grécia)
Ascom – Ministério do Esporte
 

Com acessibilidade aprovada, climatização é o desafio do estádio aquático

Evento-teste da natação paralímpica. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.brEvento-teste da natação paralímpica. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br
 
Assim como no evento-teste da natação olímpica, os nadadores e as equipes de trabalho apontaram o calor como principal adversário no Open de Natação paralímpica, realizado nos últimos dias no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, no Parque Olímpico da Barra.
 
“Dentro da piscina está maravilhoso, mas nas instalações internas falta um pouco na questão da climatização, ar condicionado. Isso aqui vira um forno nos horários de pico (13h e 14h e 17h), principalmente nos banheiros”, afirmou a atleta Camille Rodrigues.
 
Como a nadadora, outros ressaltaram a beleza e qualidade da piscina, e emendavam na questão da temperatura. “Esse é um dos maiores estádios que vi para os Jogos. É amplo e com acessibilidade. Só gostaria que tivesse mais ventilação. Está muito calor”, disse o jornalista mexicano Lester Guantanamera.
 
Em relação aos fluxos e à acessibilidade, o super medalhista paralímpico Clodoaldo Silva disse que não tem dúvidas de que os quesitos estão aprovados. Só deixou claro que o desafio do país e da cidade olímpica transcende os Jogos. "Não tenho o que reclamar. Mas não é aqui que me preocupa ou no Parque Olímpico. O que me preocupa é a cidade do Rio de Janeiro, o estado. A dificuldade é você sair de um lugar distante e chegar até aqui".
 
Evento-teste da natação paralímpica. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.brEvento-teste da natação paralímpica. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br
 
Já o multicampeão Daniel Dias fez questão de ressaltar o privilégio de se competir no Rio. “A piscina de soltura está espetacular. Ainda mais com essa vista que a gente tem aqui e o pessoal não tem lá fora. Eles já sentiram a torcida. Brasileiro vibra mesmo e vai ser muito legal”, animou-se.
 
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, minimizou as preocupações dizendo que em setembro a cidade estará com temperatura mais amena. “Os atletas expressaram satisfação. Há uma preocupação com o calor, e muitos perguntando se setembro estará mais fresco, mas a avaliação foi muito positiva”, disse.
 
O Brasil tem direito a 32 vagas nas Paralimpíadas. Todos os medalhistas de ouro e prata do Mundial de Glasgow, no ano passado, já estão dentro. A partir do evento-teste, começou a contar o critério do CPB: o índice A (referente ao 3º tempo do mundo em 2015) e o índice B (6º tempo do mundo em 2015). Os atletas têm chances de atingir as marcas em duas etapas do nacional, em junho e julho, além de competições internacionais. Após essas competições, a equipe será confirmada.
 
Domingo
A cereja do bolo foi guardada para o domingo (24.04) no Open Internacional de Natação, realizado no Estádio Aquático. Foram as provas de 50 metros livre das classes S5 e S10. Na primeira categoria, Daniel Dias ficou com o ouro tendo marcado 33s22. Na S10, André Brasil chegou em primeiro com 23"51. Colado em André, Phelipe Rodrigues ficou com a prata.
 
Durante essas duas provas, a torcida estava animada. "A gente sabia que podia ter uma torcida grande por ser domingo, mas, mesmo assim, foi surpreendente. Quando entrei na prova, estava lotado. A gente fica feliz sendo evento-teste. Imagina nas Paralimpíadas?", disse Daniel.
 
Evento-teste da natação paralímpica. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.brEvento-teste da natação paralímpica. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br
 
O Brasil terminou a competição com 66 medalhas, sendo 30 de ouro, 23 de prata e 13 de bronze. O Open contou com a presença de 212 atletas de 19 países. Confira as medalhas de domingo:
 
Ouro
- Andre Brasil, nos 50m livre S10
- Daniel Dias, nos 50m livre S5
- Felipe Souza, nos 100m peito SB9
 
Prata
- Camille Rodrigues, nos 400m livre S9
- Roberto Alcalde, nos 100m peito SB5
- Phelipe Rodrigues, nos 50m livre S10
- Lucas Mozela, nos 100m peito SB9
 
Bronze
- Victor Nogueira, nos 400m livre S9
- Carlos Alberto Maciel, nos 100m peito SB8
- Arthur Pereira, nos 100m peito SB9
- Marcio Santos, nos 100m peito SB11
- Adriano Lima, nos 100m peito SB5
- Ronystony Cordeiro, nos 50m peito SB3
 
Andrea Lopes - Brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

COB promove integração entre atletas classificados para os Jogos Olímpicos Rio 2016

Foto: Rafael Bello/COBFoto: Rafael Bello/COB
 
Faltando pouco mais de 100 dias para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) reuniu cerca de 60 atletas classificados para o evento nesta sexta-feira (22), em sua sede no Rio de Janeiro. Esse foi o segundo encontro do Programa de Integração Time Brasil 2016, que tem o objetivo de informar os preparativos do COB para a Missão Brasileira, além de promover a troca de experiências entre os atletas. Mais duas reuniões na sede do COB estão previstas até o início dos Jogos, em agosto. 
 
“Estamos possibilitando aos atletas classificados para o Rio 2016 que iniciem sua experiência olímpica hoje, aqui dentro do Comitê Olímpico do Brasil. Temos 24 ex-atletas olímpicos trabalhando no COB e passamos 24 horas por dia pensando em como proporcionar o melhor em termos de preparação para eles. Este encontro serve para detalhar tudo o que o COB está preparando para que a delegação brasileira tenha a melhor performance nos Jogos Olímpicos Rio 2016”, disse a gerente geral de planejamento esportivo do COB, Adriana Behar. 
 
Os atletas do Time Brasil tiveram um dia de imersão nos Jogos Olímpicos Rio 2016, com palestras e apresentações sobre a Missão do COB para os Jogos, Vila Olímpica, Espaço Time Brasil, logística, transporte, áreas de treinamento e apoio exclusivas do Time Brasil, uniformes, cerimônias, entre outros assuntos. Estiveram presentes atletas da natação, boxe, saltos ornamentais, tiro esportivo, maratona aquática, remo, nado sincronizado, ginástica trampolim e canoagem slalom.
 
Foto: Rafael Bello/COBFoto: Rafael Bello/COB
 
Medalhista nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010, o atirador Felipe Wu elogiou a iniciativa. “Sanou várias dúvidas que a gente podia ter logo na véspera dos Jogos. Recebemos muitas informações sobre assuntos diversos, tanto como esquema de treinamento durante os Jogos quanto funcionamento da Vila Olímpica. Foi muito importante”, disse Wu.
 
Além da troca de experiências entre eles, os atletas também participaram de um painel com Giba e Shelda Bede. Giba foi campeão olímpico de vôlei em Atenas 2004 e medalhista de prata em Pequim 2008 e Londres 2012. Shelda foi medalhista de prata no vôlei de praia em Sydney 2000 e em Atenas 2004. Os ex-atletas falaram sobre suas participações olímpicas, o que pode acontecer no entorno do atleta durante os Jogos e oportunidades e cuidados que todos devem ter antes, durante e até mesmo após os Jogos. 
 
“É importante para o atleta conhecer a estrutura que dá apoio a eles, além de ter a oportunidade de viver essa interação entre a delegação brasileira. Dessa forma o atleta antecipa a experiência e pode se concentrar em fazer o melhor resultado durante os Jogos. Vim para passar a minha experiência e ajudar no que for possível”, disse Shelda. “Fico feliz de ver que o atleta tem toda essa assistência hoje em dia, já que na minha época de atleta eu não pude contar com esse apoio”, completou Shelda.
 
Medalhista de bronze em Londres 2012, a pugilista Adriana Araújo disse não ver a hora de começar a sua participação nos Jogos do Rio. “Depois desse evento de hoje a expectativa para chegar agosto aumenta ainda mais, principalmente depois de uma palestra com duas vozes da experiência como são o Giba e a Shelda. A ansiedade e o ânimo de estar nos Jogos Olímpicos agora é ainda maior”, disse Adriana.
 
Foto: Rafael Bello/COBFoto: Rafael Bello/COB
 
Além dos dois encontros já marcados para a sede do COB, outras reuniões serão realizadas diretamente nas bases de algumas modalidades com grande quantidade de atletas, como vôlei, basquete e handebol, entre outras.
 
Sede dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Brasil contará com uma delegação recorde na competição. Nesse momento, o país já tem 428 vagas garantidas.
 
Fonte: COB
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 
 

Cassio Rippel: "o atirador precisa estar adaptado ao estande para buscar uma medalha"

Quase um século depois das históricas primeiras medalhas brasileiras em Jogos Olímpicos, o tiro brasileiro volta a ter boas chances de pódio. Após uma conturbada viagem até Antuérpia, em 1920, Afrânio da Costa, Sebastião Wolf, Dario Barbosa, Guilherme Paraense e Fernando Soledade conseguiram ouro, prata e bronze. Em 2016, não há problemas na preparação e nem na viagem, pois o Centro Nacional de Tiro Esportivo, localizado em Deodoro, está a cerca de uma hora de trajeto a partir do Centro ou da Zona Sul do Rio de Janeiro. É lá que os nove brasileiros que representarão o país nos Jogos do Rio disputarão as provas.
 
O evento-teste da modalidade está sendo realizado em Deodoro. E foi durante a Copa do Mundo de Tiro Esportivo que o brasil2016.gov.br conversou com o paranaense Cassio Rippel, melhor brasileiro do ranking da carabina deitado 50m da Federação Internacional de Tiro Esportivo. Rippel ocupa a 18ª posição, mas é uma prova sem favoritos, com briga tiro a tiro entre os 20 ou 30 melhores do planeta.
 
Cassio Rippel durante sessões de treinamento na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, no Rio de Janeiro. (Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br)Cassio Rippel durante sessões de treinamento na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, no Rio de Janeiro. (Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br)
 
A vaga olímpica veio com a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. Na ocasião, Rippel bateu o recorde pan-americano (625.9 na fase classificatória e 207.7 na final) e deixou o então líder do ranking mundial em segundo lugar. Em 2013 e 2015, Rippel foi agraciado com o Prêmio Brasil Olímpico, como melhor atleta nacional de tiro. Em etapas da Copa do Mundo, o atirador brasileiro ainda não conquistou medalhas, mas já alcançou a final cinco vezes e tem mantido a constância nas marcas entre 622 e 629, o que sempre o coloca em briga direta por vaga na decisão de qualquer competição.
 
Acompanhe a entrevista de Cassio Rippel
 
Construído para o Pan de 2007, o Centro Nacional de Tiro Esportivo passou por reformas para os Jogos Rio 2016. Como você avalia a instalação, já que muitos atletas estão conhecendo o local das disputas olímpicas durante a etapa do Rio da Copa do Mundo?
 
O estande em si é muito bom. Já o conheço desde 2007 e tenho atirado frequentemente aqui. As mudanças que foram feitas melhoraram o que já estava bom. O local é excepcional, de nível mundial. Só tenho a dizer que está no mesmo padrão de qualquer estande olímpico do mundo, como os de Pequim, Londres ou Sydney.
 
O ar-condicionado do estande de competições de 10m, o alvo híbrido e o novo madeiramento elevam o nível. Esse alvo traz uma perfeição muito grande na avaliação. A apuração do alvo é perfeita.
 
Do lado dos atletas, como está sendo visto o evento-teste para os Jogos?
 
A organização do evento é muito boa. O evento-teste serve exatamente para isso, para testar a organização e a instalação. Durante os Jogos Olímpicos, teremos 390 atletas. Desta vez, são quase 700. Fazer um evento-teste deste tamanho, com quase o dobro de atletas que estão sendo esperados para as Olimpíadas, é realmente um desafio. Passando muito bem pela organização deste evento aqui, como estamos passando, significa que estaremos muito bem preparados para as Olimpíadas.
 
Quais foram as modificações principais no estande de 50m aqui em Deodoro?
 
Gostei muito do estande de 50m. A grande modificação que ocorreu ali é no madeiramento. O novo é um pouco mais claro e reflete mais luz. Quando estou fazendo a pontaria, eu tenho mais luz ao redor do meu campo de visão. Antes, o alvo era aberto - o sol batia no alvo. Agora, ele é coberto. Ou seja, antes o alvo era claro e ao redor não era tão claro - o que facilitava a pontaria. Hoje, com o claro ao redor e o alvo um pouco mais escuro, temos uma dificuldade maior para fazer a pontaria. O normal é termos uma luminosidade maior no alvo. Por isso, a adaptação ao estande é muito importante. A partir do momento que você está acostumado a essa luminosidade, é uma boa vantagem.
 
A partir de agora até a Olimpíada, o ideal é termos muitos treinamentos aqui para justamente termos esta vantagem de estar em casa. Ainda não sabemos se poderemos treinar aqui. Já fizemos uma solicitação, mas não sabemos ainda.
 
Eliminatórias da carabina deitado 50m Masculino. (Foto: Wagner Meier/CBTE)Eliminatórias da carabina deitado 50m Masculino. (Foto: Wagner Meier/CBTE)
 
Competir no Brasil trará uma pressão extra para vocês?
 
Diferente de outros esportes, o fator torcida, que pode gerar adrenalina a mais nos atletas, não ocorre no tiro. O tiro vai muito do treinamento que foi feito e a capacidade de repeti-lo no momento da prova. É óbvio que o local da prova pode influenciar - negativamente ou positivamente. Estar adaptado às condições é primordial para buscar uma medalha.
 
Treino todo dia em um estande em Campinas. Se a competição for lá, já conheço a luz no dia que está chovendo, no dia que está nublado, no dia que tem sol forte. Sei agir no dia que venta e no dia que não venta.
 
Aqui, tudo é novo. Temos três meses para fazer esse treinamento e acho que não podemos desperdiçar este tempo. Sei que ainda há pequenas obras para finalizar no hall das finais, mas no estande de 50m, que é o meu caso específico, está tudo pronto.
 
Além de conhecer melhor o estande, o clima do Rio de Janeiro pode ser uma vantagem?
 
Estar adaptado ao clima do Rio também pode nos ajudar. Já vi norueguês e suíço desmaiarem por conta do calor em competições pelo mundo. Com a roupa que usamos para atirar e com a temperatura e umidade do Rio de Janeiro, parece que o cara sai de seu habitat natural e começa a atirar em uma sauna. Para os brasileiros, acaba sendo natural. É o inverso do que nós sofremos quando vamos competir na Europa no inverno.
 
Cassio e Júlio Almeida conquistaram ouro no Pan de Toronto. (Foto: CBTE)Cassio e Júlio Almeida conquistaram ouro no Pan de Toronto. (Foto: CBTE)Como foi a sua classificação para os Jogos Rio 2016?
 
Esta será minha primeira Olimpíada. Conquistei o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, e os primeiros lugares no Pan garantiam a cota "place", ou seja, entram sem precisar de convite [Na ocasião, Cassio bateu o recorde pan-americano, com 625.9 pontos na fase de classificação. O primeiro colocado do ranking à época também participou da disputa].
 
No Rio, vou fazer a prova de carabina deitado, no dia 12 de agosto, e a prova da carabina 3 posições, no dia 14. A minha especialidade é a carabina deitado. Estou entre os 20 do mundo há mais de três anos. E é realmente onde tenho mais chances. Já na carabina 3 posições, como tenho índice, também vou fazer a prova, mas não em um nível tão alto. Dentro da prioridade, não posso dividir abrir muito o tempo de treinamento, pois não é muito grande.
 
Eu treino seis horas por dia. Se passar a treinar seis, sete ou oito horas para fazer mais de uma modalidade, você pode acabar prejudicando a sua especialidade anterior. Por isso, tenho o foco bem definido: a prova de carabina deitado.
 
Há um favorito nas suas provas?
 
A disputa, principalmente na carabina deitado, é muito apertada. Pelos resultados do ciclo olímpico, acredito que pelo menos 15 pessoas chegarão ao Rio em condições técnicas e táticas de disputarem a medalha de ouro. O momento é que vai definir. São pequenos detalhes, como você conseguir, naquele dia, traduzir efetivamente o seu trabalho.
 
Para termos uma ideia, a regra mudou em 2013 porque muitas pessoas alcançavam o máximo da pontuação, que era 600, ou seja 60 tiros de 10 pontos. O tiro valia 8, 9 ou 10. Não tinha mais como você separar o primeiro do segundo ou os três primeiros. Então, passou-se a utilizar as casas decimais. O tiro 10 perfeito passou a valer 10.9 e, gradativamente, o tiro que somente toca na linha central passou a ser 10.0. Hoje, o resultado máximo da minha prova é 654, não mais 600.
 
Se em uma competição você consegue fazer apenas um décimo a mais em cada tiro, você terá seis pontos a mais. A prova segue devagarinho para buscarmos o 10.9 a cada momento.
 
Estande de 10m no Centro Nacional de Tiro Esportivo, no Rio de Janeiro. (Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br)Estande de 10m no Centro Nacional de Tiro Esportivo, no Rio de Janeiro. (Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br)
 
A partir de que ponto houve uma evolução na sua carreira esportiva?
 
Aqui nessa competição, você vê muitas equipes muito bem montadas. Suíça, Japão, Estados Unidos, Itália... Todos esses têm sua equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas aliviando os músculos em macas montadas nos estandes.
 
Hoje, graças ao Plano Brasil Medalhas e à Bolsa Pódio do Ministério do Esporte, eu posso ter essa equipe multidisciplinar. Tenho apoio para adquirir meu equipamento e material e tenho apoio para minhas viagens. O suporte que estou tendo é muito bom.
 
Essa diretriz do Ministério do Esporte foi muito feliz. É um suporte fenomenal para os atletas. Faço votos que tenhamos uma extensão até 2020, para as Olimpíadas de Tóquio. Sem dúvida nenhuma, esse apoio é capaz de fazer com que a gente cumpra o objetivo de figurar no Top 10 do quadro de medalhas. Sem o plano, não seria possível.
 
A carreira militar também influi no desempenho?
 
Sou major e meu maior apoiador é o Exército Brasileiro. O convênio entre os ministérios da Defesa e do Esporte é muito frutífero. Para termos uma ideia, no tiro esportivo da bala, os cinco representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016 serão militares: eu, Felipe Wu, Emerson Duarte, Rosane Budag e o Bruno Lion Heck ou o Júlio Almeida. Os quatro do tiro ao prato não são militares, pois não é uma modalidade militar.
 
Abelardo Mendes Jr - brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Estrangeiros da Carabina deitado 50m enfrentam calor e elogiam Centro de Tiro

A final da Carabina deitado 50m masculina da etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo de tiro esportivo promoveu um encontro de gerações. O contraste entre os oito melhores atletas da prova foi grande, colocando lado a lado no estande renomados e experientes medalhistas olímpicos e jovens que buscarão o primeiro pódio nos Jogos Rio 2016.
 
No total, o estande de finais do Centro Nacional de Tiro Esportivo, em Deodoro, reuniu sete medalhas olímpicas. A mais antiga, conquistada nos Jogos de Barcelona 1992, foi o bronze do sérvio Stevan Pletikosic, que representava a Iugoslávia à época. As mais recentes vieram de Londres 2012, com o norte-americano Matthew Emmons, bronze na Inglaterra, e o italiano Niccolo Campriani, ouro e prata quatro anos atrás.
 
Assim como a competição, o resultado da final também foi um retrato da transição. No topo do pódio, o alemão Henri Junghaenel, de 28 anos, campeão com 210 pontos, ficou cercado pelos dois atiradores mais veteranos da decisão: Warren Potent, da Austrália, de 54 anos, que ficou com a prata; e Stevan Pletikosic, da Sérvia, bronze.
 
No pódio, o alemão Henri Junghaenel, de 28 anos, ficou ao lado de dois veteranos medalhistas de bronze nos Jogos Olímpicos: Warren Potent, da Austrália, com a prata; e Stevan Pletikosic, da Sérvia, com o bronze. Foto: Wagner Meier/CBTENo pódio, o alemão Henri Junghaenel, de 28 anos, ficou ao lado de dois veteranos medalhistas de bronze nos Jogos Olímpicos: Warren Potent, da Austrália, com a prata; e Stevan Pletikosic, da Sérvia, com o bronze. Foto: Wagner Meier/CBTE
 
A disputa pelo título da Copa do Mundo, o quinto da carreira do atirador alemão, é um indício do que pode ocorrer nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Pelo menos é o que espera Junghaenel. “É um sentimento ótimo e me dá mais confiança para os Jogos. Repetir essa medalha de ouro no Rio 2016 seria perfeito. Se conseguir manter o bom desempenho, melhor ainda, mas prefiro evitar falar de cor de medalha agora”, comentou o campeão da Copa do Mundo, já classificado para os Jogos.
 
Calor desafia atiradores
Além de competir entre si pelas medalhas, os atiradores da Carabina deitado 50m também batalharam contra o clima no Centro Nacional de Tiro Esportivo, em Deodoro. Alguns sofreram mais, outros menos, mas o calor foi citado por todos como um fator que deixa a prova ainda mais complicada.
 
“Foi difícil atirar por causa do tempo quente. Os resultados foram caindo ao longo da competição por causa das condições climáticas”, avaliou Stevan Pletikosic, de 44 anos. “Espero que nos Jogos esteja um pouco mais ameno, aí tudo estará perfeito”, acrescentou o sérvio.
 
Dono de três medalhas olímpicas, o norte-americano Matthew Emmons sabia que o calor seria um fator a se considerar durante a prova, mas não se surpreendeu com a temperatura. “É realmente muito quente aqui, mas sabia que seria assim, é normal”, declarou o dono de um ouro (Atenas 2004), uma prata (Pequim 2008) e um bronze (Londres 2012) olímpicos na modalidade.
 
Os oito finalistas atiraram lado a lado no estande de finais do Centro: calor foi obstáculo. (Foto: Wagner Meier/CBTE)Os oito finalistas atiraram lado a lado no estande de finais do Centro: calor foi obstáculo. (Foto: Wagner Meier/CBTE)
 
Avaliações positivas
Apesar do calor, os atiradores aprovaram as instalações do Centro de tiro esportivo e se mostraram ansiosos para competir nos Jogos Olímpicos. Para o sérvio Pletikosic, que já havia competido no local anteriormente, não houve do que reclamar. “Está tudo funcionando bem. Estive aqui em 2008, em uma etapa da Copa do Mundo depois dos Jogos de Pequim, e desde aquele momento foi possível perceber as qualidades do centro”, avaliou.
 
Já Warren Potent se disse satisfeito pela familiaridade da instalação com aquela que ele usa para treinar em seu país. “É bem parecida, mas com algumas melhorias. É uma das melhores do mundo e uma das minhas favoritas. Me senti bastante em casa aqui, até por causa do calor também”, elogiou o australiano, acostumado às altas temperaturas.
 
Quem também comparou o Centro com outra instalação da modalidade foi Matthew Emmons. Para ele, o local lembra aquele utilizado nos Jogos de Sydney 2000. “Em muitos aspectos são parecidos. Não participei daquela edição dos Jogos, mas competi no local depois. Estou satisfeito com as condições e sei que estará ainda melhor nos Jogos”, disse.
 
Os atletas apontaram apenas pequenos detalhes a serem melhorados para o Rio 2016, como a pintura que fica atrás dos alvos. “A tinta está muito escura, seria bom se isso pudesse ser ajustado, mas é um ótimo lugar para competir, sem dúvidas”, comentou Emmons.
 
O brasileiro Leonardo Moreira ficou a apenas 0,5 ponto de conquistar uma vaga na final da Carabina deitado 50m. (Foto: Wagner Meier/CBTE)O brasileiro Leonardo Moreira ficou a apenas 0,5 ponto de conquistar uma vaga na final da Carabina deitado 50m. (Foto: Wagner Meier/CBTE)
 
O dia dos brasileiros
O Brasil esteve muito próximo de disputar sua primeira final na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, no Rio de Janeiro. Na eliminatória da Carabina deitado 50m, Leonardo Moreira terminou a prova na 12ª posição, apenas 0,5 ponto atrás do oitavo colocado, o italiano Niccolo Campriani. O europeu, que conquistou duas medalhas nos Jogos de Londres, um ouro e uma prata, fez 624.6 pontos, contra 624.1 do brasileiro. Quem também competiu na prova foi Cassio Rippel. Ele terminou a eliminatória na 30ª colocação, com 620.7 pontos.
 
Vagner Vargas – Brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte

Natação brasileira vai aos Jogos Rio 2016 com delegação recorde

A natação brasileira sofreu um baque com a não classificação de Cesar Cielo para os Jogos Olímpicos Rio 2016, nesta quarta-feira (20.04), no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, no Rio de Janeiro. Mas a tristeza pela ausência do único campeão olímpico do país na modalidade contrastou com um feito histórico confirmado pelos outros nadadores que disputaram o Troféu Maria Lenk. Em agosto, quando as provas começarem, o Brasil será representado pela maior delegação da história da natação do país, formada até agora por 29 atletas.
 
“É um número interessante para Jogos que são realizados no Brasil. Você vai deixando o legado de uma nova geração e isso ajuda para o futuro. Tínhamos calculado 32, contando revezamentos, reservas e tudo o mais. Vamos ver os revezamentos que ainda faltam ser classificados e devemos chegar nesse número”, projetou Ricardo de Moura, superintendente executivo da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).
 
O dirigente da CBDA valorizou a presença de jovens nadadores brasileiros na lista, que tiveram um desempenho importante na disputa e na conquista de vagas para o Rio 2016. “Nova geração é aquela que vem com resultado. Esses atletas todos obtiveram grandes resultados no Mundial Júnior, que é uma referência. Eles impuseram sua personalidade, uma postura muito interessante, e vieram para disputar vagas mesmo. Isso é fenomenal”, elogiou Moura.
 
Centésimos de alegria
O último dia do Troféu Maria Lenk confirmou seis novos nomes para a delegação e viu dois atletas conquistarem a vaga em outras provas. Aos 19 anos, Brandonn Almeida fará sua estreia nos Jogos Olímpicos tanto nos 400m medley quanto nos 1.500m livre. A última vaga do jovem nadador veio no apagar das luzes, na penúltima prova do campeonato, de forma dramática.
 
Brandonn Almeida conquistou sua segunda vaga nos Jogos Rio 2016 por 19 centésimos no Troféu Maria Lenk. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Brandonn Almeida conquistou sua segunda vaga nos Jogos Rio 2016 por 19 centésimos no Troféu Maria Lenk. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)
 
Brandonn precisava completar os 1.500m abaixo de 15min14s77, no máximo em segundo lugar, para confirmar sua vaga na prova. Ele bateu a mão na parede em exatos 15min14s58, na segunda posição. Uma folga de apenas 19 centésimos para o índice, mas com um valor imensurável para o nadador. “Fico muito feliz por ter feito dois índices para as Olimpíadas. Todo dia me imagino com a arquibancada lotada aqui. O coração até bate um pouquinho mais forte. Agora é tentar melhorar esse tempo até lá”, declarou.
 
Na mesma prova, Miguel Valente surpreendeu e, com o melhor tempo da carreira, também se classificou para o Rio 2016. O mineiro de 23 anos completou o percurso em 15min14s40, melhorando e muito sua antiga marca de 15min16s07, superando o próprio Brandonn e assegurando a classificação para os Jogos.
 
“Não caiu a ficha ainda”, admitiu Miguel, logo após a prova, com as pernas ainda bambas e muito cansado. “Só de ter essa galera gritando já deu uma emoção. Quero ver quando estiver tudo lotado, o pessoal gritando pelo Brasil. Agora é representar todo mundo mesmo.”
 
Miguel Valente comemora: melhor tempo da vida e um lugar no Rio 2016 nos 1.500m livre. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.com.br)Miguel Valente comemora: melhor tempo da vida e um lugar no Rio 2016 nos 1.500m livre. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.com.br)
 
Foi ruim, mas foi bom
Nos 100m borboleta, a final reuniu na piscina quatro postulantes às duas vagas: Marcos Macedo e Henrique Martins, que àquela altura estavam classificados com os tempos de 52s17 e 52s14, respectivamente, marcas conquistadas na primeira seletiva olímpica, e Thiago Pereira e Vinicius Lanza, que precisavam superá-los na água e no tempo para conquistarem as vagas.
 
Lanza venceu a prova, com Thiago Pereira em terceiro, ambos à frente de Macedo e Martins, mas sem as marcas necessárias para a classificação. Vinicius completou a prova em 52s75, bem abaixo dos 52s22 da eliminatória, e Thiago terminou em 52s80.
 
Para Marcos Macedo e Henrique Martins, que terminaram em último e penúltimo na final, com 53s06 e 53s00, respectivamente, a vaga veio, mas o sentimento após o desempenho foi confuso. “Tudo deu errado, mas tudo deu certo. Meu cérebro está tentando entender se fica feliz ou bravo”, descreveu Henrique.
 
Macedo concordou com o companheiro de Minas, mas valorizou a experiência e a adversidade vividas no Maria Lenk. “Falando pessoalmente da minha prova, achei bem ruim. Não fiquei satisfeito, mas tinha muita coisa envolvida. Para quem quer estar na Olimpíada, isso aqui foi um teste. Não fiquei nervoso, mas a tensão da prova deu um peso a mais”, comentou.
 
Dedicação para evoluir
História semelhante foi a de Etiene Medeiros e Graciele Herrmann, as duas classificadas do Brasil nos 50m livre feminino. Embora tenham conquistado suas vagas para os Jogos Olímpicos, as duas não saíram contentes com seus desempenhos no Maria Lenk. Etiene venceu a final com 24s64, enquanto Graciele ficou em terceiro lugar, com 25s09.
 
Com a vaga nos 50m livre, Etiene Medeiros vai nadar três provas nos Jogos Olímpicos. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Com a vaga nos 50m livre, Etiene Medeiros vai nadar três provas nos Jogos Olímpicos. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)
“No resumo da competição esperava fazer resultados melhores, mas paciência. A gente tem que saber o limite do nosso corpo e cada vez tentar superar. O lema dessa competição para mim foi isso”, disse Etiene, que também se classificou para os 100m livre, 100m costas e revezamento 4x100m livre.
 
De acordo com Graciele, o importante foi a classificação, além da dedicação para melhorar até a chegada dos Jogos Rio 2016. “A prova não encaixou de manhã nem de tarde. A gente tem que treinar muito mais, ser muito mais veloz para competir internacionalmente e é nisso que vamos focar”, afirmou.
 
Graciele Herrmann não nadou como gostaria, mas saiu da piscina classificada. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Graciele Herrmann não nadou como gostaria, mas saiu da piscina classificada. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)
 
Revezamentos
No caso dos revezamentos, o Brasil garantiu, no  Mundial de Kazan 2015, na Rússia, vagas para quatro provas: 4x100m livre masculino, 4x100m medley masculino, 4x100m livre feminino e 4x200m livre feminino. A definição das equipes será feita também com base nos tempos das duas seletivas olímpicas. Os nadadores que conseguiram índice nas provas individuais automaticamente entram para os quartetos dos revezamentos, sempre seguindo a ordem dos melhores tempos.
 
Além do quarteto de cada uma das provas do revezamento, é possível levar para os Jogos Olímpicos até dois atletas reservas, com uma condição: se inscrever o atleta, ele tem que nadar, ou na eliminatória ou na final. Além disso, nadadores que se classificaram para outras provas nos Jogos também podem compor a equipe.
 
São 16 vagas para cada revezamento nos Jogos Olímpicos. Além dos 12 classificados em Kazan, outros quatro garantirão vaga na repescagem, por ranking. De acordo com Ricardo de Moura, há grande possibilidade de o Brasil levar, por esse critério, também os revezamentos que ainda faltam: 4x200m livre masculino e 4x100m medley feminino.
 
Confira a lista da delegação brasileira para o Rio 2016
 
Provas individuais
 
» Brandonn Almeida – 400m medley e 1.500m livre
» Luiz Altamir – 400m livre
» João Gomes Jr. – 100m peito
» Felipe França – 100m peito
» Daynara de Paula – 100m borboleta
» Daiene Dias – 100m borboleta
» Joanna Maranhão- 200m medley e 400m medley
» Etiene Medeiros – 50m livre, 100m costas e 100m livre
» Nicolas Oliveira –100m livre e 200m livre
» João De Lucca – 200m livre
» Guilherme Guido – 100m costas
» Larissa Oliveira – 200m livre e 100m livre
» Manuella Lyrio – 200m livre
» Leonardo de Deus – 200m borboleta e 200m costas
» Kaio Márcio - 200m borboleta
» Marcelo Chierighini - 100m livre
» Tales Cerdeira - 200m peito
» Thiago Simon – 200m peito
» Thiago Pereira – 200m medley
» Henrique Rodrigues – 200m medley
» Bruno Fratus – 50m livre
» Ítalo Duarte – 50m livre
» Marcos Macedo – 100m borboleta
» Henrique Martins – 100m borboleta
» Miguel Valente – 1.500m livre
» Graciele Herrmann – 50m livre
 
Revezamentos (formação considerando os melhores tempos)
 
4x100m livre masculino
» Marcelo Chierighini
» Nicolas Oliveira
» João De Lucca
» Matheus Santana
 
4x100m medley 
» Henrique Martins
» Guilherme Guido
» João Gomes Jr.
» Marcelo Chierighini
 
4x200m livre feminino
» Larissa Oliveira
» Manuella Lyrio
» Jéssica Cavalheiro
» Gabrielle Roncato
 
4x100m livre feminino
» Larissa Oliveira
»Etiene Medeiros
» Daynara de Paula
» Manuella Lyrio
 
Vagner Vargas – Brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Evento-teste da esgrima começa neste sábado no Parque Olímpico

A brasileira Nathalie Moellhausen, 12ª do ranking mundial, já está classificada para os Jogos Olímpicos Rio 2016 na espada. Foto: Getty ImagesA brasileira Nathalie Moellhausen, 12ª do ranking mundial, já está classificada para os Jogos Olímpicos Rio 2016 na espada. Foto: Getty Images
 
A partir deste sábado (23.4) e até o próximo dia 27, a Arena Carioca 3, uma das instalações do Parque Olímpico da Barra, será palco de grandes eventos da esgrima no Evento-Teste da modalidade para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
Neste sábado e domingo (24.4) será disputado o Grand Prix de espada feminina e masculina e, nos dias 26 e 27 será a vez dos Campeonatos Mundiais de florete feminino por equipe e de sabre masculino por equipe.
 
Juntas, as duas competições levarão para a capital fluminense os maiores nomes da esgrima mundial, todos em busca de pontos para o ranking internacional que servirá de base para a classificação dos atletas para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
No Grand Prix de espada, além de Nathalie Moellhausen, 12ª do ranking mundial e já classificada para os Jogos Olímpicos do Rio, participarão outras 19 atletas, que ainda poderão disputar a classificação entre as vagas que o Brasil terá direito como país sede. No masculino, entre os 20 brasileiros estarão nomes como Athos Schwantes, Nicolas Ferreira e Guilherme Melaragno, todos em busca da vaga na cota brasileira.
 
Além dos brasileiros, estão confirmados, na espada feminina, as três primeiras colocadas no ranking mundial – Anqi Xu, da China, medalha de ouro por equipe em Londres 2012 e campeã mundial por equipe em 2015; Rossella Fiaminngo, da Itália; e Sarra Besbes, da Tunísia, bronze no Mundial de 2015 no individual.
 
O mesmo acontece na espada masculina, com os três líderes do ranking mundial: o francês Gauthier Grumier, dono de quatro títulos mundiais por equipe (2006, 2010, 2011 e 2014); o italiano Enrico Garozzo e o húngaro Gabor Boczko, prata nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 por equipe.
 
A chinesa Anqi Xu, medalha de ouro por equipe nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e em ação na foto ao lado à direita, é um dos destaques do Evento-Teste da esgrima no Rio de Janeiro. Foto: Getty ImagesA chinesa Anqi Xu, medalha de ouro por equipe nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e em ação na foto ao lado à direita, é um dos destaques do Evento-Teste da esgrima no Rio de Janeiro. Foto: Getty Images
 
As competições começam às 9h e prosseguem até as 18h sem interrupção. Durante o evento-teste, o Comitê Organizador Rio 2016 testará o palco de competição, que será usado nos Jogos Olímpicos, o trabalho dos voluntários específicos para o esporte, a área médica e a logística de divulgação dos resultados.
 
Evento-teste da esgrima para os Jogos Olímpicos Rio 2016
Local: Arena Carioca 3
Entrada: Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Parque Olímpico da Barra – Portão 1
 
Programação:
 
Sábado (23.4)
Grand-Prix de Espada Feminino
Eliminatórias – 9h às 17h15
Semifinais – 18h às 19h
Final – 19h15 às 19h15
Cerimônia de Medalhas – 19h55 às 20h15
 
Domingo (24.4)
Grand Prix de Espada Masculino
Eliminatórias – 9h às 17h15
Semifinais – 18h às 19h
Final – 19h15 às 19h15
Cerimônia de Medalhas – 19h55 às 20h15            
 
Terça-feira (26.4)
Campeonato Mundial de Florete Feminino por Equipes
Eliminatórias – 10h30 às 15h30
Disputa do 3º Lugar – 16h às 17h              
Final – 17h30 às 18h30  
 
Quarta-feira (27.4)
Campeonato Mundial de Sabre Masculino por Equipes              
Eliminatórias – 10h15 às 17h15
Disputa do 3º Lugar – 15h às 15h45         
Final – 16h15 às 17h15
 
Fontes: brasil2016.gov.br, com informações da assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Esgrima 
Ascom – Ministério do Esporte 
 

Palestra do campeão olímpico Emanuel Rêgo encerra terceiro treinamento da CBJ 2016

Uma visita mais que especial encerrou o terceiro Treinamento de Campo 2016 organizado pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ). O campeão olímpico de vôlei de praia, Emanuel Rêgo, falou sobre sua experiência em cinco Jogos Olímpicos aos judocas que estão na corrida para 2016. 
 
Foto: Divulgação/CBJFoto: Divulgação/CBJ
 
Os atletas que vão disputar o Campeonato Pan-Americano, o Grand Slam de Baku e o Grand Prix de Almaty participaram durante uma semana de treinamentos no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. Além da equipe principal, outros 70 atletas participaram da preparação. Entre as lições passadas estavam dicas de preparação e, principalmente, de como agir durante o período dos Jogos.
 
“Antes dos Jogos, o mais importante é sempre buscar a excelência. Se você tem uma técnica favorita, é buscar todos os dias ser o melhor naquela técnica. Para isso é preciso de outra estratégia que é dar o 100% de si em todos os treinos. Será que durante essa semana todos deram 100%? Não poderiam fazer um pouquinho a mais do que fizeram?”, disse Emanuel. 
 
O campeão olímpico prosseguiu: “Uma coisa que eu sempre procurei fazer foi ter um planejamento detalhado e segui-lo. Ter hora pra treinar, hora pra descansar, hora pra analisar os adversários. Escolher quais competições disputar. Isso a CBJ tem feito muito bem. A preparação está muito bem feita”, completou. 
 
Sobre os Jogos, Emanuel destacou que cada um tem uma estratégia própria para lidar com o tempo livre até a competição propriamente dita. “Nos Jogos, manter o foco é fundamental. Tem que ter as coisas organizadas para não se preocupar com família, ingressos, etc. O Ricardo gostava de conversar com outras pessoas, eu gostava de ficar sozinho. Então, é traçar suas próprias estratégias para fixar no objetivo”, disse o medalhista de ouro em Atenas 2004, bronze em Pequim 2008 e prata em Londres 2012.  
 
O gestor de Alto Rendimento da CBJ, Ney Wilson, ressaltou a experiência e o exemplo do medalhista olímpico. “Acho que a palestra foi muito produtiva. Os atletas ficaram bastante interessados, questionaram bastante. O poder do exemplo é muito forte e ter um atleta bem sucedido explicando suas estratégias e corroborando com o que a comissão técnica tem passado aos atletas foi muito positivo. Não tenho dúvidas que todos, atletas e comissão técnica, saíram satisfeitos”, analisou. 
 
O treinamento no CEFAN contou com todas as áreas funcionais da modalidade, inclusive a psicologia e a nutrição, com encontros com os profissionais da área dos clubes e os técnicos da seleção e dos clubes que foram convidados para a atividade. 
 
O trabalho de solo (ne-waza) contou com a participação de Moacir Mendes Júnior, ex-atleta da seleção, e de Paulo Caruso. A CBJ está criando um núcleo que conta ainda com Flávio Canto para trabalhar especificamente essa questão. 
 
Os treinadores da seleção focaram o trabalho técnico nos principais adversários e isso foi elogiado pelos atletas, inclusive observando os vídeos separados pela área de análise de desempenho durante as atividades no dojô.
 
“O treinamento foi bem direcionado. Nossa preparação está sendo bem feita e agora é colocar em prática na competição. Teoricamente o Pan é uma disputa difícil, um pouco chata, mas nada é impossível. Dá para a gente superar todas as dificuldades, porque todas nós estamos bem treinadas. É foco total e muita determinação”, avaliou a campeã olímpica e atual campeã pan-americana, Sarah Menezes.
 
“Tivemos a oportunidade de trabalhar em cima das nossas deficiências, de corrigir o que estava faltando para poder chegar bem no Pan-Americano e, acima de tudo, nos Jogos Olímpicos”, projetou Charles Chibana.
 
A delegação embarca para Havana no próximo dia 26 e a competição acontecerá nos dias 28, 29 e 30 de abril.
 
Fonte: CBJ
Ascom – Ministério do Esporte 
 
 

Na Mongólia, luta olímpica busca mais vagas para os Jogos Rio 2016

A luta olímpica brasileira disputa nos dias 22 e 23 de abril o primeiro Pré-Olímpico Mundial, na cidade de Ulaanbaatar, Mongólia. É a penúltima competição que valer vaga para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Três atletas vão representar o país: Susana Santos, até 48kg, Giullia Penalber, até 53kg, ambas do estilo livre feminino, e Antoine Jaoude até 125kg, do estilo livre masculino. 
 
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
 
Giullia e Susana precisam terminar em primeiro ou segundo lugar. Já Antoine precisar terminar entre os três primeiros colocados. A última fase de preparação da equipe feminina foi feita no Japão como destaca Giullia Penalber.
 
“O Japão tem um número maior de atletas de alto nível, o que nos permite treinar com muitas meninas que testam diferentes situações de luta. Na seletiva mundial, todas as atletas que ainda não possuem vaga irão lutar. Certamente vamos fazer um número maior de combates e por isso o treino com as japonesas é tão importante neste momento”, explicou Giullia Penalber, medalha de prata no pan-americano da modalidade este ano.
 
Caso não conquistem a vaga no Pré-Olímpico mundial da Mongólia, os atletas brasileiros ainda possuem uma última chance de classificar, o segundo Pré-Olímpico Mundial, que acontece em Istambul, Turquia, de 6 a 8 de maio. Neste torneio, os dois primeiros países das 18 categorias olímpicas nos três estilos da Luta Olímpica garantem vaga.
 
O Brasil já possui cinco atletas classificados, um recorde do esporte, em uma só edição de Jogos. Como conseguiu classificar seus representantes via pré-olímpicos, a United World Wrestling, entende que o país não necessita das quatro vagas de país sede. A Confederação Brasileira de Wrestling já solicitou formalmente que essa decisão seja reavaliada.
 
Confira a programação brasileira no primeiro Pré-olímpico Mundial:
 
Dia 22/4 – Susana Santos até 48kg e Giullia Penalber até 53kg
Dia 23/4 – Antoine Jaoude até 125kg
 
Fonte: CBW
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

Natália Gaudio não avança à final do evento-teste, mas mostra recuperação e evolução

Natália Gaudio. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.brNatália Gaudio. Foto: Miriam Jeske/ brasil2016.gov.br
 
Parte integrante de sua preparação rumo aos Jogos Olímpicos, o evento-teste de ginástica rítmica serviu como importante lição para Natália Gaudio. Nesta quinta-feira (21.04), a brasileira abriu a competição no individual geral com seu aparelho favorito e com o embalo da torcida presente à Arena Olímpica do Rio, no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. No entanto, quase no fim da coreografia, o arco escapou e rolou para fora da área de competição, provocando descontos na nota. Os 14.566 pontos a deixaram em 24º e último lugar na primeira rotação, longe da líder bielorrussa, Melitina Staniouta, com 18.116 no aparelho.
 
“Confesso que no arco eu me emocionei demais. Na primeira vez que escutei os gritos, a torcida, me deu vontade de chorar”, admite Natália. A partir daí, contudo, a ginasta conseguiu esquecer o erro, controlar as emoções e evoluir a cada nova apresentação: a brasileira somou, nesta ordem, 15.883 na bola, 16.350 nas maças e 16.466 na fita – a maior nota de sua carreira no aparelho –, fechando a competição ao som de samba e levantando ainda mais o público.
 
“Eu vi que precisava me controlar. É uma sensação que nunca tive antes, uma emoção que vivo pela primeira vez na vida e a realização do meu sonho, pisando na arena olímpica", avalia. "A partir do segundo aparelho, entrei mais tranquila e fui me acostumando. Percebi a importância do evento-teste. Agora já tenho noção da grandiosidade e de como vai ser a torcida nas Olimpíadas, que vai ser muito maior do que hoje”, acredita.
 
Para avançar à final do individual geral, programada para esta sexta-feira (22.04), Natália precisaria ficar entre as dez melhores. Mesmo de fora da decisão, o 17º lugar final e a soma de 63.265 pontos foram comemorados. “Esse é o espírito de uma atleta olímpica: saber reverter a adversidade e trazer a responsabilidade para ela. Eu vejo que tudo hoje foi aprendizado”, analisa a técnica Monika Queiroz.
 
“Passei de meninas que ficaram na minha frente no Mundial do ano passado. Estou mostrando uma evolução muito grande e espero continuar nesse ritmo para as Olimpíadas”, deseja Natália. “Saímos daqui com detalhes a serem corrigidos. Agora não era o momento de estar 100%, ainda temos três competições lá fora. Quero evoluir aos poucos para estar no auge em agosto”, planeja a ginasta.
 
Natália ficou com a vaga destinada ao país-sede dos Jogos após terminar com a melhor colocação entre as brasileiras no Mundial de Stuttgart (Alemanha), em 2015. Após a apresentação das ginastas nos quatro aparelhos – arco, bola, fita e maças –, a classificatória do evento-teste foi encerrada com Melitina Staniouta em primeiro lugar. A bielorrussa, terceira colocada no Mundial e com vaga antecipadamente garantida nas Olimpíadas, somou 18.116 na bola, 18.150 no arco, 17.883 na fita e 18.066 nas maças, totalizando 72.215 pontos.
 
“Eu estava preocupada com a apresentação das maças porque na competição passada eu tinha outra coreografia, então saí satisfeita", comenta Melitina, que também aprovou a animação da torcida na Arena Olímpica do Rio. "Fiquei assustada quando vi poucas pessoas no trampolim (na última terça), mas quando eu vi o público hoje foi muito bom. Eles são emotivos, gritam bastante, é muito legal”, conta.
 
Definições
Com as apresentações desta quinta, foram definidas as últimas atletas classificadas para os Jogos Olímpicos do Rio no individual: Sabrina Ashirbayeva (Cazaquistão), Nicol Ruprecht (Áustria), Veronica Bertolini (Itália), Ektaerina Volkova (Finlândia), Anastasiya Serdyukova (Uzbequistão), Ana Luiza Filioranu (Romênia) e Shang Rong (China). A alemã Jana Berezko-Marggrander tecnicamente também teria uma vaga, mas terá de aguardar uma confirmação oficial da Federação Internacional de Ginástica (FIG) devido aos critérios de representação continental. Com o posto da Oceania, a australiana Danielle Prince também foi confirmada. As outras 15 vagas foram distribuídas aos países após o resultado do Mundial de 2015.
 
Nesta sexta, será realizada a final do individual geral, além da competição dos conjuntos. Ao todo, sete países disputam as três vagas restantes para os Jogos. Como anfitrião, o Brasil tem assegurada a participação da seleção.
 
Programação - Sexta (22.04)
 
11h - 12h30: Conjunto geral final

12h35 - 12h45: Cerimônia de premiação

16h - 18h15: Individual geral final

18h20 - 18h30: Cerimônia de premiação
 
Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br 
Ascom – Ministério do Esporte
 

CBDA apresenta delegação brasileira de esportes aquáticos para os Jogos Olímpicos

Vestindo camisetas com os dizeres “Vaga 2016 garantida”, as equipes de natação, nado sincronizado, maratona aquática e saltos ornamentais foram apresentadas na manhã desta quinta-feira (21.04) no Parque Aquático Maria Lenk. O “mestre de cerimônias” foi o ex-nadador Gustavo Borges, que afirmou estar orgulhoso e emocionado ao olhar a atual delegação brasileira. 
 
Ele aproveitou a ocasião e aconselhou os atletas a se dedicarem e aproveitarem o momento: “Com um centésimo tem gente que não vai para a Olimpíada. Com um centésimo você vai ser medalhista ou não. Se eu tivesse um conselho para os atletas e para as pessoas, diria para identificar esse centésimo e ir em frente. Com um centésimo a gente sai do lugar comum”, disse.
 
Foto: Andrea Lopes/brasil2016.gov.brFoto: Andrea Lopes/brasil2016.gov.br
 
Os que ouviram essa declaração, com certeza se lembraram da quarta-feira (20), quando o recordista mundial César Cielo perdeu a chance de representar o país na Rio 2016, ao ser superado por Bruno Fratus e Ítalo Duarte por centésimos.
 
Thiago Pereira, considerado o “capitão” da equipe por seu comportamento integrador, fez questão de ressaltar tanto o mérito dos atletas classificados quanto a importância de César mesmo não fazendo parte da equipe olímpica. “Quero parabenizar o Ítalo e o Bruno. Como o próprio Cesar disse ontem, eles foram os melhores, vão representar o nosso país. Claro que a gente sente. Cesar é uma figura importante na natação do nosso país. Vai continuar sendo para todos nós. Acho que ele mostrou para muitos que o impossível é possível, com aquela medalha dele de ouro em 2008, conquistando o único ouro do Brasil”, disse.
 
O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, também fez questão de exaltar não só os bons resultados obtidos pela natação – que terá a maior delegação em Jogos Olímpicos – mas as classificações dos atletas nos saltos, na maratona e no nado sincronizado. E aproveitou para destacar o apoio recebido: “Tenho que agradecer ao Ministério do Esporte por todas as ações nos últimos quatro anos”.
 
César Castro, dos saltos ornamentais, deixou claro como os esportes aquáticos evoluíram do último ciclo olímpico para cá. "É um prazer representar os saltos. Tive oportunidade de competir nas últimas Olimpíadas com Hugo e Juliana e agora temos mais atletas. É muito bom ver o crescimento dos saltos".
 
Duda Miccuci, do nado sincronizado, na mesma linha, completou: “É uma honra participar das Olimpiadas. É um orgulho muito grande porque é a primeira vez que a gente entra como equipe. A gente está treinando bastante e a espera colher um excelente resultado e contar com a torcida de todo mundo”.
 
De 21 a 23 de abril, toda a delegação participa da clínica organizada pela CBDA, que conta com treinamentos, palestras e integração das equipes. A entidade conta com investimentos do Governo Federal via Lei Agnelo/Piva.
 
Andrea Lopes - brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte 
 

Nota de Pesar

O Ministério do Esporte lamenta profundamente a tragédia ocorrida nesta quinta-feira (21.04), na Ciclovia Tim Maia, na Praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de dois ciclistas e deixou uma pessoa desaparecida.
 
Neste momento de dor e de consternação, prestamos solidariedade às famílias e aos amigos das vítimas. Ao mesmo tempo, esperamos que as causas do acidente sejam apontadas o mais rápido possível e que todas as providências cabíveis sejam tomadas.
 
Ricardo Leyser, ministro do Esporte
 

Primeiro brasileiro a carregar a Tocha Olímpica, Giovane se emociona em Olímpia

Os quase 300 metros percorridos pelo ex-jogador de vôlei Giovane Gávio no seu trajeto do Revezamento da Tocha em Olímpia, na Grécia, passaram rapidamente. Mas representaram muita coisa para o bicampeão olímpico, que esteve presente nas duas campanhas douradas da Seleção Brasileira masculina – em Barcelona 1992, com o técnico José Roberto Guimarães, e em Atenas 2004, com o treinador Bernardinho.
 
Giovane recebeu o fogo olímpico das mãos do ginasta grego Eleftherios Petrounias em frente ao Monumento a Pierre de Coubertin, o francês idealizador dos Jogos Olímpicos na era moderna, cujo coração está sepultado em Olímpica. Alguns minutos depois de receber a chama, o ex-jogador encerrou, com um beijo na tocha, mais um capítulo vitorioso de sua carreira. Além dos dois títulos em Jogos Olímpicos, Giovane venceu a Liga Mundial em quatro oportunidades (1993, 2001, 2003 e 2004) e foi campeão mundial em 2002.
 
Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
Desde que foi convidado para ser o primeiro brasileiro a carregar a tocha dos Jogos Olímpico Rio 2016, Giovane aguardava ansiosamente por este momento. “Primeiro, é muita emoção já de estar aqui, onde há milhares de anos os gregos já praticavam esporte, já competiam... Tem todo um significado”, ressaltou o brasileiro. “É difícil colocar em palavras o que está passando dentro de mim agora”, continuou.
 
Emocionado, ele descreveu rapidamente sua vida como um filme, que unia quase instantaneamente o seu passado de sucesso nas quadras e o momento desafiador que vive atualmente por fazer parte do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.  “Olha, é um momento mágico. Fico muito feliz de estar participando. Agradeço a oportunidade de estar aqui. Agradeço ao Nuzman (Carlos Arthur, presidente Comitê Rio 2016). É inesquecível”, afirmou.
 
 
Giovane também analisou como o revezamento da tocha olímpica pode ajudar a criar um sentimento de união no Brasil. “Independentemente dos desafios que estamos enfrentando como país, é uma oportunidade bacana para o povo conhecer de perto isso aqui e ver a importância dos Jogos Olímpicos, a relevância de todos os povos estarem no mesmo local, competido com regras, com amizade, com união”, destacou.
 
Inspirados pela beleza e o significado da cidade de Olímpia, o ex-jogador convocou os brasileiros para, juntos, tirarem o melhor dos Jogos Rio 2016, cuja realização perpetua uma tradição milenar de tamanha força que as guerras eram interrompidas para que os Jogos acontecessem na Grécia. “Quando a tocha começar a correr o Brasil, vai levar a mensagem de união, de amizade, de respeito, que são valores importantes que nosso país precisa viver e entender”, declarou.
 
Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
Sonhos
Giovane Gávio também explicou como o espírito olímpico pode transformar suor, lutas e dedicação em sonhos realizados. Para ele, os grandes vencedores não medem esforços para suas conquistas.  “Desde pequeno eu tinha o sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira e de jogar uma Olimpíada. De certa forma, é isso que precisamos passar para as pessoas: Independentemente das dificuldades, dos desafios diários, é preciso lutar pelos nossos sonhos, pois, aí, tudo vale a pena. E sem sacrifício, sem dor, não tem como vencer”.
 
Cidade em festa
O lindo dia de sol em Olímpia compôs o cenário perfeito para a Cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica. As "arquibancadas" improvisadas do Estádio Olímpico ficaram lotadas de famílias, crianças, turistas e jornalistas credenciados de todo o mundo.
 
Moradores de Olímpia, como o comerciante Cyro Craptarydes, 58 anos, e a filha Patrícia, de 10, chegaram duas horas e meia antes de o evento começar para não perderem nenhum detalhe. “Venho de dois em dois anos, tanto nas Olimpíadas de verão quanto na de inverno. Já é uma tradição na minha família. Hoje eu trouxe minha filha pela vez", contou Craptarydes. “A dança das sacerdotisas é muito legal. Consegui tirar fotos incríveis”, comemorou Patrícia.
 
Padre da igreja ortodoxa (que permite casamentos) na cidade de Pyrgos – distante 25 quilômetros de Olímpia –, Georguis Klapta veio para acompanhar a filha Rebeca Klapta, uma das coordenadoras do Comitê Olímpico Helênico. “Vim para prestigiá-la e acompanhar esse momento tão especial”, disse Georguis.
 
O padre conta que um dos sonhos de Rebeca é acompanhar os Jogos Rio 2016 no Brasil. Para isso, ela estuda a possibilidade de vender o carro para pagar as despesas. “Se isso vai fazer minha filha feliz, eu dou todo apoio. Tomara que dê certo”, incentivou Georguis Klapta.
 
Além dos gregos, muitos estrangeiros puderam ver de perto mais esse momento histórico da cidade de Olímpia. Com uma bandeira do Uruguai nas mãos, o engenheiro Ricardo Pérez contou o esforço que fez para estar presente na festa. “Estou passando férias em Atenas. Quando soube que teria a chance de acompanhar o acendimento da tocha olímpica, não pensei duas vezes antes de encarar uma viagem de seis horas de ônibus para chegar aqui”, detalhou Pérez.
 
Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Olímpia (Grécia)

Ascom - Ministério do Esporte

 

Com a chama olímpica acesa na Grécia, tem início o tour rumo aos Jogos do Rio

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
Repleta de simbolismos e referências às origens dos Jogos, a  cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica realizada nesta quinta-feira (21.04) em Olímpia, na Grécia, deu início oficialmente ao revezamento rumo à cerimônia de abertura da Rio 2016, em 5 de agosto. Milhares de pessoas acompanharam a solenidade que marcou o início do tour que irá passar por quase 30 cidades gregas antes de desembarcar no Brasil, onde passará por 334 municípios.
 
Seguindo o ritual, a atriz grega Katerina Lehou, acompanhada por várias sarcerdotisas, acendeu a tocha olímpica em frente ao Templo de Hera. Já dentro do Estádio Olímpico, ela passou o fogo olímpico ao primeiro carregador, o ginasta grego Eleftherios Petrounias, campeão mundial das argolas na ginástica artística e medalha de prata no evento-teste da modalidade, no último fim de semana. Ele caminhou em direção ao monumento em homenagem a Pierre de Coubertin, o francês que idealizou os Jogos Olímpicos Modernos, e repassou para as mãos do brasileiro Giovane Gávio.
 

"Essa oportunidade de conduzir a tocha com o fogo olímpico me faz esperar que ela realmente traga boas coisas para o nosso país. É um momento mágico e espero que todos os brasileiros vivam ele (o momento) intensamente", disse o bicampeão olímpico de vôlei, títulos conquistados em Barcelona (1992) e Atenas (2004).
 
União e fraternidade
O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, salientou a emoção da cerimônia de Acendimento da Tocha e o início dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. “Foi emocionante, simbólico. Todos ficamos emocionados com o início efetivo dos Jogos”, afirmou. “A chama representa a união, a paz e a fraternidade em todos os povos. Na antiguidade havia tréguas que paravam guerras e batalhas durante as competições. Então, é essa a mensagem que a tocha vai carregar para o Brasil”, disse o ministro.
 
 
Para o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, o acendimento do fogo olímpico é o momento em que o passado e o futuro se conectam para levar ao mundo os valores olímpicos. “Estamos escrevendo a história hoje. A chama vai levar os valores olímpicos de tolerância, solidariedade e paz. Esse será um grande legado dos Jogos para o Brasil e para o mundo”, disse.
 
Bach citou também a importância da realização dos Jogos pela primeira vez na América do Sul, em um país com uma diversidade única . “O Rio de Janeiro e o Brasil, com o apoio dos brasileiros, vão realizar Jogos Olímpicos memoráveis”, disse. Ao fim de seu discurso, o presidente do COI se despediu em português. “Muito obrigado aos nossos amigos cariocas e a todos os brasileiros”, concluiu.
 
Foto: Roberto Castro/MEFoto: Roberto Castro/ME
 
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que o evento realizado na Grécia marca o ponto de partida dos Jogos e prepara um cenário de celebrações no Brasil. “O acendimento da chama olímpica e o início do revezamento, aqui em Olímpia, na Grécia, e depois indo para o Brasil, traz um sentimento de brasilidade grande, traz o espírito de toda a população estar envolvida com os Jogos e o Brasil inteiro estar envolvido com a competição”, disse Nuzman.
 
Para ele, o percurso da tocha no Brasil será motivo de celebração. “Eu acho espetacular (o revezamento). Isso aqui é uma das coisas mais emotivas que tem. Nós vamos ter brasileiros carregando a tocha de diversas origens, de diversos ramos de atividades, atletas ou não, mas o importante é ver o carregador da tocha e a população celebrando em cada cidade. Esse cenário é único”, concluiu.
 
O ginasta grego Eleftherios Petrounias descreveu a oportunidade de ser o primeiro a carregar a tocha dos Jogos Rio 2016 como a maior honra de um atleta, inclusive superando conquistas dentro dos tablados de sua modalidade. "As emoções são muitas. Não tem como descrever em palavras. É o maior momento na carreira de um atleta, maior do que uma medalha ou um campeonato mundial. Eu realmente fiquei feliz quando fui convidado”, afirmou. Rival direto do brasileiro Arthur Zanetti, o ginasta grego espera estar na final dos Jogos Rio 2016 na disputa nas Argolas. “Eu espero entrar para a final e, então, ter uma grande batalha com o Zanetti”, projetou.
 
Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
Chama Olímpica
O significado da chama olímpica vai além dos resultados esportivos. O estudo dos simbolismos olímpicos, presentes na cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica faz parte do cotidiano da professora Katia Rubio, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Ela explica que a chama que nasce dentro da skaphira, o espelho côncavo usado na cerimônia, é a representação maior de Zeus, dono do Olimpo, onde as celebrações atléticas do passado aconteciam. 
 
“A Cerimônia de Acendimento do Fogo representa efetivamente o início da cerimônia olímpica, a celebração olímpica. No momento em que se acende o fogo, e se captura Zeus, é como se aquela chama representasse essa celebração divina onde essa chama estacionar. Zeus sairá do Olimpo para estar presente no Rio de Janeiro”, explanou. 
 
Para Katia, a chama representa valores como celebração de paz entre os povos e remete ao tempo em que as guerras paravam para a realização dos Jogos. “Aquele fogo representa a amizade entre os povos, e a possibilidade de gente do mundo inteiro estar presente e se respeitar no momento da competição, independentemente das questões econômicas, políticas, religiosas, raciais”, comentou.
 
Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Olímpia (Grécia)
Ascom - Ministério do Esporte

Definidos grupos do basquete em cadeira de rodas do Rio 2016

Foto: Gabriel Nascimento/Rio 2016Foto: Gabriel Nascimento/Rio 2016O sorteio dos grupos do basquete em cadeira de rodas para os Jogos Paralímpicos, em setembro, foi realizado nesta quarta-feira (20.04), na sede do Comitê Organizador Rio 2016. As categorias feminina e masculina contam com dois grupos cada, com dez representantes nas disputas entre as mulheres e 12 entre os homens.

No feminino, o Brasil caiu no Grupo A, junto com Canadá, Alemanha, Grã-Bretanha e Argentina. A seleção obteve o nono lugar nas Paralimpíadas de Londres 2012 e terá pela frente as atuais campeãs, as alemãs.

No Grupo B ficaram Estados Unidos, Holanda, França, China e Argélia. Destaque para as holandesas, que faturaram a medalha de bronze nos últimos Jogos.

A atleta da seleção, Geisiane de Souza, acompanhou o sorteio e fez uma projeção dos desafios e metas do Brasil nos Jogos. “Está difícil, mas nada impossível. Do mesmo jeito que as adversárias estão buscando, nós também iremos atrás do nosso objetivo. Estamos treinando e fazendo amistosos, nos preparando para chegar à conquista de uma medalha. O terceiro lugar seria algo sensacional", destacou a capixaba.

Masculino

A seleção verde e amarela ficou no Grupo B e terá como adversários o Irã, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a Holanda e a Argélia. O melhor resultado dos brasileiros em Jogos Paralímpicos foi em Pequim 2008, com a nona colocação. Do grupo, o adversário a ser batido deve ser os Estados Unidos, medalha de bronze em Londres 2012.

Já no Grupo A, estão as seguintes seleções: Espanha, Austrália, Canadá, Turquia, Holanda e Japão. Lembrando que Canadá e Austrália foram campeão e vice, respectivamente, na última edição dos Jogos Paralímpicos.

Outro atleta que participou do evento foi Paulo César dos Santos, que analisou o fato de disputar uma Paralimpíada em casa. “É excelente! Jogando em casa, com a energia positiva da torcida, o ginásio lotado, a gente se redobra dentro de quadra. Tenho certeza de que isso vai acontecer e também de que teremos um grande resultado”, declarou o experiente integrante da seleção masculina.

Os locais de disputas da modalidade nos Jogos serão a Arena Carioca 1 e a Arena Olímpica do Rio, ambas localizadas no Parque Olímpico da Barra.

Fonte: CPB

Ascom - Ministério do Esporte

Seleção brasileira de goalball é convocada para evento-teste do Rio 2016 e Rio Open

Leomon Moreno é uma das estrelas da seleçãoLeomon Moreno é uma das estrelas da seleçãoA seleção brasileira masculina de goalball terá dois grandes desafios na preparação para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Nos dias 04 e 05 de maio, na Arena do Futuro, no Parque Olímpico, os atuais campeões mundiais disputam o Aquece Rio Internacional, evento-teste do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paralimpíadas. Dois dias depois será a vez de competir no Rio Open Goalball Men’s Tournament, de 07 a 09. Para ambos os eventos que acontecem no Rio de Janeiro foram convocados oito jogadores.

Durante as duas competições os brasileiros medirão forças contra as principais concorrentes que terá na luta pelo ouro paralímpico. No evento-teste são as quatro primeiras seleções do Ranking Mundial, com Estados Unidos, Finlândia, Lituânia e o Brasil, o primeiro colocado. Para o Rio Open, Suécia e Turquia se juntam às quatro seleções.

A comissão técnica da seleção fez duas convocações para a disputa das competições:
 
Aquece Rio International Goalball Men's Tournament (04 e 05/05)

Alex Melo de Sousa (SESI-SP)
Alexsander Almeida Maciel Celente (ACERGS-RS)
José Roberto Ferreira de Oliveira (APACE-PB)
Josemarcio da Silva Sousa (SESI-SP)
Leomon Moreno da Silva (SANTOS-SP)
Luciano de Souza Batista (SESI-SP)
 
Rio Open Goalball Men's Tournament (07 a 09/05)

Alex Melo de Sousa (SESI-SP)
Alexsander Almeida Maciel Celente (ACERGS-RS)
José Roberto Ferreira de Oliveira (APACE-PB)
Josemarcio da Silva Sousa (SESI-SP)
Paulo Rubens Ferreira Saturnino (SANTOS-SP)
Romário Diego Marques (SANTOS-SP)

Fonte: CBDV

Ascom - Ministério do Esporte

No ninho do Dragão: experiência dos brasileiros na terra do tênis de mesa

Andrews Martins, mais conhecido como Ceará, nunca tinha imaginado que vivenciaria uma experiência como a que teve na China. Do país do futebol, o técnico de tênis de mesa respirou pela primeira vez os ares da modalidade na terra da superpotência da raquete e da bolinha.  
 
Por meio de intercâmbio entre os governos brasileiro e chinês, o técnico fez parte da comitiva nacional que contou com três técnicos, além do headcoach da seleção principal – o português Ricardo Faria –, e 16 jovens atletas que foram selecionados pelo projeto “Diamantes para o Futuro”.
 
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
 
Foi na cidade de Chengdu, capital da província de Sichuan, que a visão de Ceará sobre o esporte mudou. Durante um mês na Ásia oriental, entre novembro e dezembro de 2015, ele conheceu as técnicas, disciplina e a paixão dos chineses pelo tênis de mesa.
 
Os resultados começaram a aparecer. No último fim de semana, os jogadores Gustavo Gerstmann e Daniel Godoi, que participaram da experiência, venceram em Brasília os títulos da Copa Brasil nas categorias mirim e infantojuvenil, respectivamente.
 
O período no centro de treinamento de Chengdu, que hospeda jogadores de todo o mundo, transformou a forma de pensar do treinador. “Foi uma experiência inigualável. Estávamos com os melhores do mundo. A infraestrutura é realmente tudo aquilo que imaginamos. O local tem estrutura olímpica, com mão de obra extremamente qualificada. Vi que a cidade respira o esporte”, disse Ceará. 
 
O tênis de mesa é o esporte número um na China. Os números mostram a força olímpica: das 28 medalhas de ouro distribuídas na história da modalidade nos Jogos, 24 foram conquistadas por chineses. O esporte entrou para o programa Olímpico em Seul, 1988.
 
Fundado em 2006, o centro de treinamento de Chengdu oferece intercâmbios com treinamentos diários, alojamento e refeições durante todo o ano. Na instalação, os atletas têm a oportunidade de treinar com os melhores jogadores da província. Os treinadores altamente qualificados supervisionam todas as sessões de treinamento, além de acompanhamento individual.
 
“O clube é preparado para receber os estrangeiros. Saímos de lá e a delegação da Alemanha chegou para participar do mesmo intercâmbio. Vivenciei 120 horas de curso de extensão como técnico. Esse lugar é sensacional pela estrutura, bem parecida com o centro construído para as partidas dos Jogos Olímpico do Rio 2016 e, por incrível que possa parecer, é uma estrutura de bairro”, conta.  
 
Os dias na China serviram também para aumentar o conhecimento sobre a cultura milenar do país. “A cultura é muito forte. Tudo é feito com muita qualidade. A filosofia do atleta é totalmente voltada para dedicação, sem corpo mole. A repetição e o nível de exigência são altíssimos. Sempre com estrutura, filmando, coisa que fazemos no Brasil somente na seleção principal”, explicou.  
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
 
Ceará é técnico federado pelo Jundiaí Clube, no interior paulista, e da seleção brasileira de base sub13. Segundo ele, ter desde cedo uma experiência desse nível traz um impacto muito positivo na formação dos atletas. O profissional acrescenta que todo o aprendizado é aplicado, agora, nos treinamentos no Brasil. 
 
“Ver como os melhores do mundo trabalham abriu muito os meus horizontes. Estou aplicando o conhecimento nos meus alunos. Hoje, de 60 a 70% dos treinos que comando são com ensinamentos que aprendi na China”, concluiu. 
 
Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 
 

Campeões mundiais do trampolim falham e ficam fora do pódio

Evento-teste da ginástica de trampolim. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)Evento-teste da ginástica de trampolim. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)

Uma das potências da ginástica de trampolim, a China conquistou o ouro durante o Mundial de Odense, na Dinamarca, em novembro do ano passado, tanto no masculino quanto no feminino. Assim, os atuais campeões mundiais Li Dan e Gao Lei eram esperados como as grandes estrelas do evento-teste da modalidade, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (19.04). Contrariando as expectativas, porém, os dois cometeram falhas na final e ficaram de fora do pódio do torneio.

A ginasta Li Dan terminou a fase classificatória em primeiro lugar após totalizar 102.480 pontos com a apresentação das séries obrigatória e livre. Já na final, a atleta não conseguiu o mesmo desempenho e, com 52.745 pontos da rotina livre, fechou a competição em quinto lugar. Ainda assim, não lamentou o resultado. “Não estou decepcionada porque acabei de fazer um movimento com mais dificuldade e que eu utilizei pela primeira vez dentro de uma competição. Então não estou nem um pouco triste”, afirma. “Sei que preciso melhorar mais e esse é o objetivo. Acredito que a minha próxima apresentação vai ser bem melhor”, ressalta.

No feminino, o ouro ficou com a também chinesa Liu Lingling (55.485 na final), campeã mundial em 2014, seguida pela russa Yana Pavlova (54.160) e pela bielorrussa Tatsiana Piatrenia (53.540). Agora, as atletas da China esperam somar mais pontos nas próximas competições para brigarem internamente pelas duas vagas do país para os Jogos Olímpicos.

“No nosso sistema, nós fazemos acúmulo de pontos. O resultado daqui com certeza está contribuindo para eu dar um passo a mais para os Jogos, mas, como na China tem muitos atletas, eu preciso continuar melhorando”, explica Liu Lingling. “O torneio me faz ganhar confiança. Eu quero estar na lista dos atletas que vão participar das Olimpíadas este ano”, determina.

Li Dan tem o mesmo objetivo. “Internamente  a nossa competição é acirrada. Temos muitos atletas muito bons na China. Mesmo que eu já tenha ganhado muitas medalhas, ainda tenho que continuar me empenhando mais e conquistando mais nas competições dentro da China para acumular os pontos e entrar na lista de atletas para participar da Olimpíada este ano”, aponta Li Dan, dona de sete medalhas de ouro em mundiais.

Gao Lei também deixou a classificatória em primeiro lugar, com 110.660 pontos na soma das duas séries. Na final, porém, o atleta acabou saindo do trampolim e somou apenas 24.865 pontos, ficando com o oitavo e último lugar da decisão. “Eu estou um pouco triste, esperava um resultado melhor”, admite. “Ninguém sabe a lista final (da vaga olímpica). O que eu tenho que fazer é melhorar e conquistar mais pontos para garantir a participação na Olimpíada do Rio”, analisa.

Se conseguir a classificação, o ginasta já sabe onde quer chegar. “Vou me esforçar ao máximo, o objetivo de todo atleta é o ouro”, comenta. O título da prova ficou com o bielorrusso Uladzislau Hancharou (59.750), a prata com o neozelandês Dylan Schmidt (58.550) e o bronze com o português Diogo Ganchinho (58.085).

Campeão mundial, Gao Lei saiu do trampolim na final e terminou em oitavo lugar. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)Campeão mundial, Gao Lei saiu do trampolim na final e terminou em oitavo lugar. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)

Em relação à supremacia da China na modalidade, Gao Lei aponta que o país evoluiu aos poucos até chegar ao estágio atual. “Não existe um truque. Começamos como qualquer país que não era forte, mas fomos treinando e aprendendo com os mais fortes. Nossa equipe foi melhorando e hoje todos são bons e querem competir entre si”, conta.

De acordo com Tatiana Figueiredo, técnica do brasileiro Rafael Andrade, a China mudou a realidade do esporte. “Depois que eles entraram no trampolim, o nível ficou muito mais alto. Eles elevaram o padrão, a forma dos saltos e até o treinamento, porque eles treinam muito mais que todos os outros países, até por terem muitos atletas no trampolim”, avalia.

Classificação
Enquanto a China definirá os convocados para os Jogos de acordo com a pontuação em competições, cada um dos demais países com vagas asseguradas adotará um critério para escolha do atleta que competirá no Rio de Janeiro em agosto. As vagas asseguradas tanto no Mundial como no evento-teste são dos países, e não de atletas específicos.

Durante o evento-teste desta terça, sete países garantiram vagas olímpicas no masculino: Nova Zelândia, Portugal, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá e Cazaquistão. O oitava posto é do Brasil como país-sede. Já no feminino, os oito países classificados foram: Rússia, Ucrânia, Japão, Uzbequistão, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e França.

Competiram no evento-teste 16 atletas em cada gênero, sendo que oito avançavam às finais. Os medalhistas do Mundial já haviam garantido vagas a seus países.

Brasil fora da final
Rafael Andrade será o representante brasileiro nos Jogos Rio 2016.(Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)Rafael Andrade será o representante brasileiro nos Jogos Rio 2016.(Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)Sem a meta de disputar medalha com ginastas de países com tradição no trampolim, o brasileiro Rafael Andrade, que herdou a vaga dos anfitriões ao terminar à frente dos compatriotas no Mundial, fechou a prova do evento-teste em 14o lugar. Com um total de 101.870 pontos, o ginasta não avançou à final.

“Eu estava na expectativa de quebrar o gelo do ginásio, porque nunca competi em um tão grande, e de usar a aparelhagem das Olimpíadas. Fiquei muito feliz com a primeira série porque fiz meu recorde pessoal de pontuação (48.050). Agora é manter o que tenho feito nos treinamentos”, comenta. “Já a segunda série, que era a mais firme, eu tive que salvar um pouco e perdi em dificuldade, mas no fim das contas foi uma experiência boa”, acredita Rafael.

A técnica Tatiana Figueiredo também aprovou a participação do ginasta no torneio. “A primeira série foi muito boa e eu fiquei feliz porque era onde ele estava tendo dificuldade, e hoje realizou com boa execução e pontou bem. A segunda poderia ter sido melhor, mas ele deu uma afrouxada na perna logo no segundo salto. Foi uma excelente experiência e daqui para a frente ele vai só crescer para os Jogos Olímpicos”, destaca.

De acordo com a treinadora, o objetivo é aumentar a dificuldade das séries para que Rafael consiga cerca de 104 ou 105 pontos nas Olimpíadas. A melhor marca do brasileiro foi alcançada justamente no Mundial que o classificou, com 102.325 pontos, quando terminou em 36º lugar. “Eu só quero fazer uma competição limpa e conseguir o meu melhor, o meu recorde pessoal de pontuação. Essa é a minha medalha na Olimpíada, estrear e representar bem o Brasil”, define o ginasta.

Aos 29 anos, o atleta goiano treina na Inglaterra, onde seguirá até os Jogos. Rafael foi prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, quinto colocado no trampolim sincronizado na Copa do Mundo de Portugal, em 2013, prata nos sul-americanos de 2013 e 2014, e bronze por equipe no pan-americano de 2014.

Regras
Na ginástica de trampolim, os atletas apresentam duas séries na classificatória: uma obrigatória e outra livre, cada uma com dez movimentos. Já na final, os oito melhores da qualificatória apresentam uma única série, também de dez movimentos e sem limitação. As rotinas são avaliadas de acordo com a dificuldade e a execução dos movimentos, além do tempo de “voo”.

Quedas de energia
Ao longo do evento-teste de ginástica, a Arena Olímpica do Rio vem sofrendo falhas de energia, chegando a atrasar algumas competições. Nesta terça-feira (19.04), a qualificatória feminina do trampolim precisou ser interrompida devido a uma nova queda da rede elétrica.

Segundo o Comitê Organizador Rio 2016, os problemas ocorridos foram devido a uma sobrecarga na rede. O gerador funcionou, mas o aparelho exige de 10 a 15 minutos para atingir a potência máxima. A organização disse ainda que a arena conta com apenas um sistema de backup, mas que, agora, será instalado um segundo, ainda durante o evento-teste, para que a falha não ocorra novamente.

Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Acendimento da chama olímpica, nesta quinta, marca o início simbólico dos Jogos

Foto: Roberto Castro/MEFoto: Roberto Castro/ME
 
A cidade de Olímpia parou nesta quarta-feira para assistir ao ensaio oficial da Cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica. Com o Sítio Arqueológico tomado por crianças, turistas, curiosos e moradores, a atriz grega Katerina Lehou, acompanhada por várias sarcerdotisas, acendeu a tocha olímpica em frente ao Templo de Hera.
 
Nesta quinta (21.04), a partir das 6h (de Brasília), o tour terá o início oficial. Assim que for aceso por Lehou, o fogo olímpico será transmitido ao primeiro carregador, o ginasta grego Eleftherios Petrounias, campeão mundial das argolas na ginástica artística e medalha de prata no evento-teste da modalidade, no último fim de semana. Ele caminhará em direção ao monumento em homenagem a Pierre de Coubertin, o francês que idealizou os Jogos Olímpicos Modernos.
 
No percurso, o bicampeão olímpico Giovane Gávio, do vôlei, será o primeiro brasileiro a ter a honra de participar do revezamento. "Não vou correr. Vou fazer os 250 metros que cabe a cada condutor bem devagar. Não quero que esse momento mágico acabe rápido", diz o medalhista de ouro nos Jogos de 1992 (Barcelona) e 2004 (Atenas).  
 
Para o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, a cerimônia, que promove a conexão entre os Jogos da Antiguidade, nascidos em Olímpia 776 a.C., e os Jogos da Modernidade, é repleta de simbolismos. “Aqui é onde tudo começou e onde os Jogos foram criados, imaginados. Na Grécia antiga, havia tréguas de três meses antes e depois dos Jogos para que os guerreiros pudessem participar”, disse Leyser, que representa o governo federal brasileiro na cerimônia.
 
Foto: Roberto Castro/MEFoto: Roberto Castro/ME
 
Exaltação às divindades
Os gregos da Antiguidade consideravam o fogo um elemento divino. A chama que ficava exposta na entrada dos principais templos, como o de Olímpia, era acesa através de raios de sol com o uso da "skaphia", um espelho côncavo. O objetivo do ritual era assegurar a pureza do fogo que queimaria permanentemente nos altares dos deuses Zeus, Héstia e Hera.
 
O Revezamento da Tocha Olímpica é um retrato das cerimônias que um dia fizeram parte dos Jogos da Antiguidade de Olímpia. A cidade, aliás, e a maneira rústica como a chama é acesa reforçam a conexão entre os Jogos da Antiguidade e os da Modernidade.
 
De mão em mão
Após rápido trajeto pela Grécia, o símbolo olímpico será entregue ao Brasil em 27 de abril, ainda na Europa. Após a travessia do Atlântico, em 3 de maio terá início, em Brasília, o revezamento pelo Brasil. O Governo do Distrito Federal já detalhou como será o evento na capital federal, com direito a rapel, canoa havaiana, ciclistas e nadadores num trajeto de 105 quilômetros.
 
“A chama vai rodar o Brasil de norte a sul, as capitais e os principais pontos turísticos”, disse Leyser. “Com certeza esse fogo vai esquentar o coração do brasileiro e fazer um aquecimento para o início dos Jogos, chamando a atenção para o esporte e para os atletas que estão chegando. O Brasil começa a entrar, finalmente, no clima olímpico”.
 
(Foto: Roberto Castro/ME)(Foto: Roberto Castro/ME)
 
Nacionalização dos Jogos
Durante a rota no Brasil, a tocha será carregada por cerca de 12 mil condutores, além de voar 10 mil milhas pelo país. O símbolo olímpico vai passar por 83 municípios escolhidos como "cidade celebração": em cada um desses locais haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. Todas as capitais estão incluídas na lista.
 
O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 localidades: 300 cidades receberão o revezamento propriamente dito e outras 200 assistirão à passagem do comboio com a chama exposta.
 
O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.
 
Etiene, o greco-baiano
Bem menos famoso que Giovane, outro brasileiro chamou a atenção no evento. Etiene Andrade de Jesus parecia não acreditar no que está por vir. "Moro em Pyrgos – distante 25 quilômetros de Olímpia – e terei a honra de ser a primeira pessoa a carregar a tocha na minha na cidade", disse o professor de musculação e capoeira.
 
Aos 34 anos, Etiene chegou à Grécia em 2006 e já imagina que não vai segurar a emoção durante os 250 metros em que carregar a tocha. "Representar o meu país vai ser especial. É importante ter um brasileiro, que mora aqui na Grécia, e que poderá participar de um momento tão importante", disse o baiano nascido em Porto Seguro.
 
Bicampeão olímpico Giovane Gávio será o primeiro brasileiro a carregar a tocha olímpica (Foto: Roberto Castro/ME)Bicampeão olímpico Giovane Gávio será o primeiro brasileiro a carregar a tocha olímpica (Foto: Roberto Castro/ME)
 
PROGRAMAÇÃO:
 
A Cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica está marcada para as 12h desta quinta (6h no Brasil).  Na programação, entre outras atrações, estão previstos a execução do Hino Nacional do Brasil, recital de poemas, hasteamento de bandeiras e início do revezamento.  Veja abaixo o roteiro (horário de Brasília) da Cerimônia. 
 
6h – Cerimônia de Abertura                
 
6h07 – Hino Olímpico
- Elevação da Bandeira Olímpica
- Hino Nacional do Brasil
- Elevação da bandeira brasileira
 
6h11 – Hino Nacional da Grécia
- Elevação da bandeira grega
- "A Luz de Olympia " , poema Takis Doxas recitado por Yiannis Stankoglou
- Fala de autoridades
 
6h23 – Discurso do Presidente do Comitê Olímpico Grego, Spyros Capralos
 
6h26 – Entrada dos oficiais cadastrados no Templo de Hera
 
6h32 – Cerimônia de Acendimento no Templo de Hera
 
- Entrada da Alta Sacerdotisa e das Sacerdotisas no Estádio Antigo com a chama olímpica
- Apresentação cultural das sacerdotisas
 
6h50 – Entrega da Chama Olímpica pela Alta Sacerdotisa ao primeiro carregador da tocha
- Partida do primeiro carregador, o ginasta grego Eleftherios Petrounias, para o Monumento a Pierre de Coubertin. (o primeiro brasileiro será o ex-jogador de vôlei Giovane Gávio)
- Abertura do Revezamento da Tocha Olímpica
 
 
 
Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Olímpia (Grécia)
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 
 
 
 

Bicampeão olímpico Jongoh Jin é surpreendido na Copa do Mundo de tiro

Jongoh Jin atira durante a final da Pistola 50m, em Deodoro: derrota na última série para rival ucraniano. (Foto: André Motta/Brasil2016.gov.br)Jongoh Jin atira durante a final da Pistola 50m, em Deodoro: derrota na última série para rival ucraniano. (Foto: André Motta/Brasil2016.gov.br)

Todos os olhos do Centro Nacional de Tiro Esportivo estavam voltados para o sul-coreano Jongoh Jin nesta terça-feira (19.04). Afinal, não é todo dia que se tem a oportunidade de assistir a um dos melhores atiradores do mundo em ação. Jin era o favorito para conquistar o título da Pistola 50m da Copa do Mundo de tiro esportivo.

“O sul-coreano é um fenômeno. Para ele, as coisas sempre dão certo, é fora da curva e acima da média. Em um dia que ele está bem mesmo, 570 pontos é um resultado médio. Para mim seria excepcional”, elogiou o brasileiro Julio Almeida, depois de competir com Jin na fase classificatória.

Sozinho, Jongoh Jin soma cinco medalhas olímpicas na vitoriosa carreira. A primeira delas em Atenas 2004, justamente na Pistola 50m, de prata. Depois, o sul-coreano engrenou e subiu ao pódio quatro vezes em duas edições. Em Pequim 2008, o atirador foi prata na Pistola de ar 10m e ouro na Pistola 50m. Quatro anos mais tarde, em Londres 2012, o atleta que hoje tem 36 anos, mas aparenta ser bem mais jovem, colocou mais dois ouros no peito, na Pistola de ar 10m e na Pistola 50m.

Prestes a competir em sua quarta Olimpíada, pela primeira vez no Brasil e na América do Sul, Jongoh Jin viu nesta terça que o caminho para mais medalhas douradas será duro e cheio de obstáculos. O principal deles, a julgar pela Copa do Mundo, será o ucraniano Oleh Omelchuk, que desbancou o favorito em uma final emocionante, decidida nos últimos tiros em Deodoro.

Pódio da Pistola 50m na Copa do Mundo, no Rio de Janeiro: Jongoh Jin (E), Oleh Omelchuk (C) e Zhiwei Wang (D). (Foto: André Motta/Brasil22016.gov.br)Pódio da Pistola 50m na Copa do Mundo, no Rio de Janeiro: Jongoh Jin (E), Oleh Omelchuk (C) e Zhiwei Wang (D). (Foto: André Motta/Brasil22016.gov.br)

A prova
Foram duas etapas na Pistola 50m. A primeira reuniu 56 atletas, todos atirando simultaneamente no estande. Eles tiveram uma hora e meia para executar 60 tiros cada. Nesta fase, cada disparo vale no máximo 10 pontos. Caso um ou mais atletas terminem empatados, o número de tiros certeiros no centro do alvo, que valem dez, determina o desempate.

Três brasileiros participaram da etapa de classificação: Julio Almeida, Felipe Wu e Vladimir Silveira. O melhor colocado foi Julio, que terminou na 30ª colocação, com 552 pontos, sendo nove disparos no centro do alvo. Felipe somou 545, terminando em 43º, com duas balas no centro do alvo, enquanto Silveira foi o 52º, com 537 e duas no centro do alvo.

Brigando pela última vaga olímpica do Brasil nos Jogos Rio 2016 contra o compatriota Bruno Heck, Julio fez um balanço de sua participação na Pistola 50m. “Fiz mais ou menos o que faço no treino. Não saio satisfeito pela quantidade de oitos, que foram 14. Mas é assim. É uma prova muito difícil e seletiva. Você não consegue manter a mesma concentração todos os dias. Gostaria de ter feito mais, mas não é um resultado ruim. Não atirei mal”, comentou.

Já Felipe Wu, que lidera o ranking mundial na Pistola 10m, admitiu que precisa melhorar o desempenho nos 50m. “Cada vez que termino essa prova vejo que tenho que me dedicar mais. A gente já definiu que tem que dar uma intensificada, mesmo que no primeiro mês caia um pouco o resultado nos 10m. Isso é para chegar em agosto no mesmo nível nas duas provas”, afirmou Wu.

O melhor desempenho na fase de classificação foi justamente do favorito Jongoh Jin. O atual bicampeão olímpico somou 570 pontos, deixando para trás Zhiwei Wang, da China, com 568, e Oleh Omelchuk, com 564. Ainda se classificaram para a decisão o indiano Jai Ritu, os chineses Jiajie Mai e Wei Pang, o norte-americano Jay Shi e o sul-coreano Cheongyong Kim.

A definição do campeão é disputada em um formato diferente da fase anterior. Primeiro, todos executam duas séries de três tiros cada em um tempo máximo de dois minutos. A partir da terceira série, que passa a ter dois tiros em 50 segundos, os atletas vão sendo eliminados um por um. Além disso, a pontuação entra nas casas decimais, podendo chegar até 10,9.

A decisão foi acirrada e ficou para a última série de dois tiros, envolvendo Jongoh Jin e Oleh Omelchuk. Após os disparos da penúltima série, entre os tiros 17 e 18 do total de 20 previstos, Jin liderava por 0,5: 171,4 a 170,9.

Mesmo com a vantagem, o favorito viu o ucraniano somar um 10,7 e um 9,7 na hora decisiva, contra um 9,4 e um 8,6, e levar o título, para espanto do público que se reuniu para assistir à final. Omelchuk ficou com a medalha de ouro, a segunda da Ucrânia na Copa do Mundo, com 191,3 pontos, enquanto Jin terminou com 189,4. O chinês Zhiwei Wang, bronze nos Jogos de Londres 2012, completou o pódio no Centro Nacional de Tiro Esportivo com 169,7.

Vagner Vargas – Brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Empate na natação: Henrique Rodrigues e Thiago Pereira terminam juntos os 200m medley e se classificam para o Rio 2016

Thiago e Henrique veem o tempo igual no placar dos 200m medley. (Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br)Thiago e Henrique veem o tempo igual no placar dos 200m medley. (Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br)

Na noite desta terça-feira (19.04), deu empate. E não foi no número de gols de esportes como futebol ou handebol. Na piscina olímpica dos Jogos Rio 2016, Thiago Pereira e Henrique Rodrigues terminaram a final dos 200m medley no Troféu Maria Lenk em iguais minuto, décimos e centésimos. Eles já foram para a última parcial juntos: viraram com 1m28s96, deixando a definição do melhor para o crawl. Mas o nado livre confirmou o empate e, com exatos 1m57s91, o quarto melhor tempo do mundo em 2016, os dois se classificaram para a Olimpíada.

“A primeira vez que empatei foi em 2002, no Troféu Brasil em Brasília, com o Lucas Salatta, agora é a segunda vez que estou empatando”, contou Thiago Pereira. “É a primeira vez que eu estou empatando. E é uma alegria muito grande que a gente está garantido para a Olimpíada, é isso que a gente veio buscar aqui”, completou Henrique.

O duelo na final entre Henrique e Thiago era bastante aguardado neste quinto dia de competições no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No histórico recente, Henrique foi o campeão da prova no Pan de Toronto em 2015, com 1m57s06. A prata naquela decisão ficou com Thiago Pereira (1m57s42). Menos de um mês depois, no Mundial de Kazan, Thiago disputou com o norte-americano cinco vezes campeão olímpico Ryan Lochte até o fim, fez a última virada na frente e foi ultrapassado nos últimos 50m, ficando com a prata, com 1m56s65. Henrique terminou em sétimo (1m58s52) na mesma prova.

Thiago disputará a quarta edição de Jogos Olímpicos - a primeira foi em Atenas 2004 - e Henrique, a segunda. “É legal a gente estar indo junto, tem bastante tempo ainda  e vai dar para treinar legal  e fazer um bom resultado”, disse Henrique.

Larissa Oliveira bateu o recorde sul-americano dos 100m livre. (Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br)Larissa Oliveira bateu o recorde sul-americano dos 100m livre. (Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br)

Recorde sul-americano nos 100m livre
Em ótima fase, após garantir vaga nos 200m livre com recorde sul-americano e no revezamento 4x200m livre, Larissa Oliveira tornou-se também a melhor do continente nos 100m livre. Com 54s03, a nadadora do Pinheiros venceu a prova e superou o recorde sul-americano de Etiene Medeiros, que eram os 54s26 da primeira seletiva olímpica em Palhoça (SC), em dezembro do ano passado. E foi esta a marca que classificou Etiene para os Jogos Olímpicos com Larissa. A pernambucana fez 54s50 na noite desta terça.

“Estou numa fase boa. A gente não consegue mergulhar duas vezes no mesmo rio, e minha fase ruim já passou. Vim preparada, com novos objetivos, mais firmes, e o principal: com o psicológico bom. Comecei bem, quebrei o gelo com os 200m livre, consegui o índice pela manhã. Saio feliz com o tempo de hoje, mas querendo um pouco melhor. 54s03 é quase 53s, mas não é 53s, e para uma semifinal ou final olímpica esse tempo tem que baixar”, disse Larissa. O tempo de 54s03 é o vigésimo do mundo em 2016.

“Estou feliz em ter garantido a vaga, mas não fiquei feliz com o resultado. O momento é para reformular muita coisa, parar para pensar, temos três meses”, avaliou Etiene, que também garantiu vaga nos 100m costas e amanhã disputa os 50m livre.

Completam o quarteto do revezamento 4x100m livre, que já tem vaga garantida nos Jogos, Daynara de Paula, com 55s02 da eliminatória, e Manuella Lyrio, que fez 55s20 em Palhoça.

Léo de Deus confirma vaga nos 200m costas
Depois de se classificar para os 200m borboleta, Leonardo de Deus se garantiu, também, nos 200m costas. Ele venceu a prova desta terça com 1m57s57, e já havia feito 1m57s43 em Palhoça, ambas as marcas abaixo do índice olímpico. Nos 200m peito feminino, nenhum brasileiro se classificou.

» Confira os atletas classificados para os Jogos Olímpicos após o quinto dia de competições:

Provas individuais

» Brandonn Almeida – 400m medley
» Luiz Altamir – 400m livre
» João Gomes Jr. – 100m peito
» Felipe França – 100m peito
» Daynara de Paula – 100m borboleta
» Daiene Dias – 100m borboleta
» Joanna Maranhão- 200m medley e 400m medley
» Etiene Medeiros – 100m costas e 100m livre
» Nicolas Oliveira –100m livre e 200m livre
» João De Lucca – 200m livre
» Guilherme Guido – 100m costas
» Larissa Oliveira – 200m livre e 100m livre
» Manuella Lyrio – 200m livre
» Leonardo de Deus – 200m borboleta e 200m costas
» Kaio Márcio - 200m borboleta
» Marcelo Chierighini - 100m livre
» Tales Cerdeira - 200m peito
» Thiago Simon – 200m peito
» Thiago Pereira – 200m medley
» Henrique Rodrigues – 200m medley

Revezamentos

4x100m livre masculino
»Marcelo Chierighini
»Nicolas Oliveira
»João De Lucca
»Matheus Santana

4x200m livre feminino

»Larissa Oliveira
»Manuella Lyrio
»Jéssica Cavalheiro
»Gabrielle Roncato

4x100m livre feminino

» Larissa Oliveira
»Etiene Medeiros
» Daynara de Paula
» Manuella Lyrio

Carol Delmazo, brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Vídeo: preparação e estrutura do judô para os Jogos Rio 2016

 
Foto: Divulgação/COBFoto: Divulgação/COB
 
Modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos - são 19 no total, sendo três de ouro, três de prata e 13 de bronze -, o judô espera manter o posto nos Jogos Rio 2016. A expectativa, além de muitos pódios, é utilizar a estrutura que ficará como legado do evento para desenvolver ainda mais o esporte.
 
Reportagem em vídeo mostra a preparação dos atletas para o grande evento e a projeção de legado que os Jogos deixarão para a modalidade. “Esse fomento ao judô de base é fundamental para a gente criar novos exemplos de superação e sucesso”, diz Flávio Canto, medalha de bronze nos Jogos de Atenas-2004.
 
Na briga por uma vaga olímpica, a judoca Maria Portela lembra a importância do esporte para a formação dos jovens. “O judô é o esporte que mudou a minha vida. Comecei em um projeto social e acredito que ter espaços como esse pode também mudar a vida de outras crianças”, diz a medalhista de bronze do Pan de Toronto em referência às instalações do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), que recebeu investimentos do governo federal. 
 
Confira o vídeo: 


Fonte: brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte

Seleção de ginástica rítmica faz último treino antes de evento-teste

Natália Gaudio será a representante brasileira no individualNatália Gaudio será a representante brasileira no individualNa contagem regressiva para a participação no evento-teste dos Jogos Olímpicos, a seleção brasileira de ginástica rítmica fez o último treino de controle em Aracaju (SE) antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Nesta terça-feira (19.04), o treino foi aberto e contou com a presença de estudantes da capital sergipana no Ginásio de Esportes Constâncio Vieira. Houve apresentações de conjunto e de Natália Gaudio, da seleção individual, ambas classificadas as Olimpíadas.

» Confira o apoio dado pelo Ministério do Esporte à modalidade

O primeiro teste das brasileiras na Arena Olímpica do Rio será nesta quarta-feira (20.04), das 14h05 às 14h45, com o treino de pódio de Natália, e das 16h às 16h40, com o de conjunto. A avaliação realizada em Aracaju faz parte do planejamento das seleções para os Jogos. "Temos ainda alguns meses de preparação para as Olimpíadas e, até lá, é fundamental que elas tenham esse ritmo de competição. As coreografias estão definidas, as meninas já evoluíram na execução, porque a cada competição elas melhoram ainda mais e, consequentemente, nossa nota também vai aumentando. Temos tudo para irmos muito bem no evento-teste e, quem sabe, trazer uma medalha", analisou Camila Ferezin, treinadora-chefe do conjunto.

No evento-teste, o conjunto irá contar com a mesma formação que representou o Brasil nas últimas competições internacionais. "Estamos indo com seis ginastas para o evento-teste, sendo que cinco entram em quadra. Na série de arco e maças contaremos com Gabrielle, Jéssica, Morgana, Eliane e Francielly. Na coreografia de cinco fitas sai a Gabrielle e entra Maiara. As outras quatro permanecem", contou a técnica.

O público que comparecer à Arena Olímpica do Rio para conferir o talento das brasileiras e de várias outras ginastas de destaque pode se preparar para se encantar com a coreografia de cinco fitas ao som da música de Ivete Sangalo. "No evento-teste, pela primeira vez, vamos usar a música interpretada pela Ivete, que é a Aquarela do Brasil na coreografia de cinco fitas", finalizou Camila. O evento-teste reúne as três modalidades olímpicas da ginástica.

» Seleção feminina conquista o ouro e a vaga por equipes para os Jogos


Fonte: CBG

Ascom - MInistério do Esporte

Troféu Brasil Caixa de atletismo terá início em 30 de junho e valerá como seletiva olímpica

Rosangela e Thiago André foram os destaques em 2015. (Foto: Carol Coelho/CBAt)Rosangela e Thiago André foram os destaques em 2015. (Foto: Carol Coelho/CBAt)A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) confirmou nesta terça-feira (19.04) que o Troféu Brasil Caixa, a mais importante competição interclubes de Atletismo da América Latina, será disputado de 30 de junho a 03 de julho, na Arena Caixa, no Centro de Atletismo Professor Oswaldo Terra, em São Bernardo do Campo (SP).

A cidade do Grande ABC paulista receberá pelo segundo ano consecutivo o torneio, que desta vez terá o grande atrativo de definir a seleção que representará o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O último dia de prazo para a obtenção de índices para as provas de pista e campo termina justamente no dia 03 de julho.

Histórico

Na edição do ano passado, participaram 723 atletas de 92 clubes de todas as regiões do país. A BM&FBovespa, de São Caetano do Sul (SP), conquistou pela 14ª vez seguida o título, somando 567,5 pontos (298 no masculino e 269,5 no feminino), e 46 medalhas (20 de ouro, 12 de prata e 14 de bronze).

O vice-campeão foi o EC Pinheiros, de São Paulo, com 376,5 pontos e 23 medalhas (sete de ouro, dez de prata e seis de bronze). O terceiro foi a Orcampi/Unimed, de Campinas (SP), com 264 pontos e 19 medalhas (oito de ouro, seis de prata e cinco de bronze).

No total, 66 clubes colocaram atletas entre os oito primeiros e marcaram pontos na competição. Trinta equipes colocaram atletas no pódio e dez delas fizeram campeões.

Thiago do Rosário André (BM&FBovespa) e Rosângela Santos (Pinheiros) foram eleitos os destaques individuais do Troféu Brasil Caixa. Thiago André venceu os 800 m e os 1.500 m, enquanto Rosângela ganhou os 100 m e o 4x100 m.

O Campeonato Brasileiro Caixa Sub 18 Interclubes, que será disputado de 27 a 29 de maio, também foi confirmado para a Arena Caixa, em São Bernardo. As duas competições fazem parte do Programa Caixa de Competições, organizado pela Confederação Brasileira de Atletismo, patrocinada pelo banco.

Fonte: CBAt

Ascom - Ministério do Esporte

Vídeo: investimentos embasam crescimento do rúgbi no Brasil

De volta ao programa olímpico após 92 anos, o rúgbi brasileiro aproveita os investimentos feitos para os Jogos Rio 2016 para embasar seu crescimento. Reportagem em vídeo mostra os investimentos feitos pelo Governo Federal na modalidade: a instalação temporária que receberá o rúgbi durante os Jogos Olímpicos tem capacidade para 15 mil torcedores e recebeu um aporte de R$ 39 milhões do Ministério do Esporte.

O Ministério também investiu na construção e reforma de um complexo esportivo no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com campo de rúgbi, que será utilizado para treinamentos durante os Jogos Rio 2016, além de dois campos de hóquei sobre grama, a reforma de uma piscina, de vestiários e obras de acessibilidade.

“Nós estamos nesse processo de legado dos Jogos, investindo muito na recuperação das universidades federais, e isso também vai ter um impacto na formação dos nossos profissionais, que passam a ter condição de praticar, conhecer e se preparar profissionalmente com equipamentos de primeira qualidade”, explica o ministro do Esporte, Ricardo Leyser. 

"Esse é o primeiro campo de rúgbi de padrão internacional do Brasil, então é uma honra para a confederação poder receber esse legado. A gente espera poder desfrutar muito desse campo”, completa Sami Arap, presidente da Confederação Brasileira de Rúgbi.

» Confira o vídeo:

Fonte: brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Cidade grega de Olímpia vive expectativa para acendimento da chama

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME

Quem andou nesta terça-feira (19.04) pelas ruas da pequena Olímpia, cidade grega com cerca de 15 mil habitantes localizada a 300 quilômetros de Atenas, percebeu que chegou novamente o momento do foco esportivo mundial apontar para o local. Postes tomados por centenas de bandeiras de vários países colorem as ruas e conduzem visitantes, turistas e moradores até as proximidades do Sítio Arqueológico de Olímpia. No caminho, crianças de escolas da região participavam de uma celebração em homenagem ao aniversário de 80 anos do revezamento da tocha olímpica, iniciado nos Jogos de 1936, em Berlim.

Seguindo em frente, já nas proximidades do Templo de Hera, atrizes trajadas de sarcedotisas gregas ensaiavam para o evento responsável pela mudança na rotina da cidade, a tradicional cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica, marcada para o próximo dia 21 de abril.

Aproximadamente 30 sacerdotisas cuidavam para que cada movimento saísse perfeitamente como pretendia a coreógrafa Artemis Ignatiou. A chama, trazida pela atriz Katerina Lehou do Templo de Hera até o Estádio Olímpico de Olímpia, foi entregue simbolicamente para um membro da organização do Comitê Olímpico Grego, que representou o ginasta Eleftherios Petrounias, o primeiro atleta a carregar a tocha e que está no Brasil  participando de evento-teste no Rio de Janeiro. Tudo deverá estar pronto para o ensaio oficial desta quarta-feira (20.04), por volta das 12h local (6h pelo horário de Brasília). E tudo deverá estar impecável para o acendimento da tocha no dia 21.

Após um rápido trajeto pela Grécia, a tocha será entregue ao Brasil no dia 27 de abril. Em 3 de maio, terá início, em Brasília, o revezamento da tocha pelo Brasil.

Fotos: Roberto Castro/ MEFotos: Roberto Castro/ ME

80 anos do Revezamento
Idealizado pelo alemão Carl Diem, o tour teve início nos Jogos Olímpicos de 1936. Com o passar das edições dos Jogos, o revezamento ganhou a representatividade de união e festa para o país-sede. No Centro Histórico de Olímpia, dezenas de crianças prestavam tributo a essa história. O evento foi realizado em parceria com a cidade russa de Yakutsk, cidade-irmã de Olímpia e sede da sexta edição dos Jogos Children Of Asia, espécie de olimpíadas para jovens asiáticos de até 16 anos.

Para o secretário-geral do Chidren Of Asia e membro do Comitê Olímpico Internacional, Sergei Khatylykov, promover o movimento olímpico junto aos jovens por meio de eventos como o realizado em Olímpia é um privilégio. "É sempre um prazer estar aqui no berço dos Jogos, promover o movimento olímpico, passar os valores dos Jogos aos jovens e acompanhar o início do revezamento da tocha olímpica", disse.

Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Olímpia, na Grécia

Ascom - Ministério do Esporte

Revezamento da Tocha Olímpica no DF terá 105 quilômetros de percurso, em cinco regiões administrativas

 
A capital federal conta os dias para a chegada da Tocha Olímpica e o início do revezamento do símbolo dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Brasil. Em evento realizado na manhã desta terça-feira (19.4) no Palácio do Buriti, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, acompanhado pela secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, apresentou à imprensa o trajeto que será percorrido pela chama olímpica no Distrito Federal.
 
A Tocha chegará à cidade na madrugada de 3 de maio. A previsão é de que o avião que trará a chama da Europa – o acendimento da Tocha será no dia 21 de abril, em Olímpia, na Grécia – pouse na capital por volta das 5h20. O símbolo será recebido pelo governador Rodrigo Rollemberg e o início do revezamento está previsto para às 10h30, quando a Tocha deverá descer a rampa do Palácio do Planalto carregada pelo primeiro condutor, após uma cerimônia com a presidente Dilma Rousseff.
 
No total, a chama percorrerá 105 quilômetros de um percurso que passará por cinco regiões administrativas do Distrito Federal e mais de 15 pontos turísticos de Brasília. Nesse trajeto, por 40 quilômetros a Tocha será carregada pelos 143 condutores que terão a honra de levar a chama sob os aplausos da população. A lista com os nomes dos condutores deverá ser revelada na próxima semana, quando também se conhecerá mais detalhes da operação de segurança que envolverá a passagem da Tocha Olímpica pela capital. Acompanhe abaixo o mapa do trajeto do revezamento da Tocha Olímpica no Distrito Federal:
 
 
 
Segundo Leila, 27 órgãos do Governo do Distrito Federal se envolveram na organização do revezamento da Tocha Olímpica e para planejar a rota foram consideradas desde as características de Brasília até as exigências dos organizadores dos Jogos Rio 2016. Leila destacou ainda que no dia 3 de maio, uma terça-feira, não será declarado feriado ou ponto facultativo. Segundo ela, a expectativa é de que, com isso, as pessoas possam parar por alguns minutos suas atividades cotidianas para acompanhar a passagem da Tocha por suas regiões, ampliando, assim, a participação popular no evento.
 
“Levamos em conta o tempo do revezamento, com previsão de início às 10h30 e término às 20h30, e o compromisso de colocar o máximo de pontos turísticos da cidade. Também pensamos no acesso da população a esse momento histórico”, resumiu a secretária.
 
A organização promete um espetáculo diversificado na passagem da Tocha Olímpica por Brasília. Nos 40 quilômetros em que será carregada pelos condutores, a maioria do percurso será, como de costume, com corridas. Mas haverá outros meios, como rapel, bicicleta, barcos, canoa havaiana e até a nado.
 
“Queremos mostrar esse lado de Brasília, que tem pessoas apaixonadas por esporte e praticantes de diversas modalidades. O Lago Paranoá, por exemplo, é simbólico, por ser um lugar com muita prática esportiva”, explicou Leila Barros, que ressaltou que o roteiro prestigiará o esporte paraolímpico, com a presença de pessoas com deficiência entre os condutores.
 
Para o governador, a passagem da Tocha Olímpica pela capital será mais uma enorme possibilidade de mostrar Brasília para o mundo. Rollemberg ainda destacou que, além de iniciar o revezamento da chama, a capital terá destaque durante os Jogos Olímpicos, uma vez que antes mesmo do início oficial dos Jogos Olímpicos, em 5 de agosto, a cidade será palco, no dia 4 de agosto, da estreia da Seleção Brasileira masculina de futebol no torneio olímpico. O Brasil inicia a caminhada contra a África do Sul, às 16h, no Estádio Nacional Mané Garrincha.
 
“As pessoas terão oportunidade de conhecer lugares lindos da nossa cidade, dessa cidade que é patrimônio cultural da humanidade. Nós não vamos esgotar tudo o que temos de belo na cidade. Mas essa é uma oportunidade também para que as pessoas tenham curiosidade e que turistas do mundo todo tenham muita vontade de visitar Brasília”, declarou o governador.
 
A Tocha Olímpica: 143 condutores terão a honra de carregar o símbolo pelas ruas do Distrito Federal. Foto: Getty ImagesA Tocha Olímpica: 143 condutores terão a honra de carregar o símbolo pelas ruas do Distrito Federal. Foto: Getty Images
 
O revezamento
O percurso começará na rampa do Palácio do Planalto, após cerimônia, por volta das 10h30. De lá, a Tocha será levada ao Congresso Nacional por uma das 143 pessoas escolhidas para carregá-la em Brasília. Ela subirá pela lateral na plataforma das cúpulas do Senado e da Câmara e descerá a rampa em direção ao gramado do canteiro central da Esplanada dos Ministérios.
 
O fogo olímpico seguirá pelo Eixo Monumental na N1 até a altura da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Depois será conduzido, pela Via S1, à rampa do Palácio do Itamaraty e à Praça dos Três Poderes. Após breve parada no local, o caminho para a Ponte JK, no Lago Sul, será em carro com suporte de comboio.
 
Da ponte, a Tocha chegará às águas do Lago Paranoá por rapel pouco antes do meio-dia. O condutor da vez fará a descida vertical e saltará em uma lancha. A embarcação segue rumo ao Pontão do Lago Sul. Antes de retomar o percurso em terra firme, haverá uma troca de meio de transporte: da lancha para uma canoa havaiana. No Pontão, uma pessoa correrá com a chama pela orla.
 
Mané Garrincha
Depois, o fogo olímpico chegará — conduzido por comboio — ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, palco dos dez jogos de futebol agendados para Brasília durante os Jogos Olímpicos. Uma pessoa fará rapel para acessar a arena com a ajuda de um helicóptero e a descida ao gramado será feita pela cúpula do estádio. No local, ocorrerá um evento com tempo estimado de 10 minutos.
 
O revezamento passará para o Complexo Aquático Cláudio Coutinho, ao lado do Mané Garrincha. Um nadador atravessará a piscina com a Tocha. De lá, o objeto será levado, por carro, ao Parque Nacional de Brasília, conhecido como Água Mineral.
 
Na unidade de conservação, a partir das 13h, carregarão a chama um nadador, um cadeirante e uma criança, todos dentro da Piscina Velha, e outro condutor a transportará por um trecho de uma das trilhas do parque.
 
Fora do Plano Piloto
O Setor de Indústria e Abastecimento receberá o símbolo da Olimpíada por volta das 14h. Após uma parada de 15 minutos para ação da concessionária Nissan, patrocinadora oficial do evento, o trajeto será a pé entre os Trechos 1 e 2. Depois, a Tocha será levada de comboio a Taguatinga.
 
No fim da EPTG e no início da primeira quadra da Avenida Central da região — em frente ao comércio local —, será retomado o percurso a pé. A estimativa é que essa ação seja iniciada às 14h40.
 
O desfile se estenderá por cerca de 500 metros até a altura da Praça do Relógio, quando muda para a Avenida Comercial Sul. Ao fim dela, os condutores vão por longo trecho de área residencial, andando a Samdu Sul e entrando na QSE 14. De lá, passam pela QSF 16 e outras quadras em direção à Praça da Vila Dimas e ao Sesc de Taguatinga Sul. Desse último ponto, percorrerão pouco mais de um quilômetro em ruas internas até parada na fábrica da Coca-Cola, também patrocinadora oficial dos Jogos do Rio 2016.
 
Centro Olímpico
Por volta das 16h, o revezamento seguirá, em comboio, para o Riacho Fundo I. A primeira parada na região será no Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar do Distrito Federal. A ação começará com um cadeirante e continuará com um cavaleiro, um aluno de ecoterapia e uma amazona.
 
De lá, o comboio transportará a chama olímpica por cerca de 1,5 quilômetro até a entrada da Avenida Central. Nesse ponto, os condutores a levarão passando pela Biblioteca Pública e entrando na CLS 4, no segundo balão da pista principal. Antes de alcançar o Fórum do Tribunal de Justiça do DF e Territórios da região, o caminho se desviará por conjuntos internos entre a QS 2 e a QS 4 e contornará a quadra em direção ao centro olímpico e paraolímpico.
 
A previsão é que a Tocha chegue ao espaço esportivo do governo de Brasília às 16h50. Depois, o símbolo dos Jogos retornará ao Plano Piloto.
 
A rota até a Via L2 Sul, com transporte por comboio, se dará pelas Estradas Parques Núcleo Bandeirante, Indústria e Abastecimento Sul e Guará. Na L4 Sul, os veículos farão retorno após a Vila Telebrasília.
 
Igrejinha
O revezamento a pé será reiniciado na altura da L2, em frente a 616 Sul, em direção à Rodoviária do Plano Piloto. Seguirá pela via até entrar na comercial da 406/407 Sul, pouco antes das 18h. Então, subirá pelos comércios das quadras 208/207 Sul e 108/107 Sul, e fará uma pausa para ato na Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
 
Conhecido como Igrejinha, o templo foi o primeiro em alvenaria a ser construído na capital federal, em 1958. Foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, assim como muitos dos monumentos por onde a Tocha passará.
 
O objeto voltará a ser conduzido pela comercial no sentido Eixão. O trajeto vai subir a tesourinha que dá acesso ao Eixinho Leste, sentido área central, e mudar novamente para comboio na altura da 204 Sul.
 
Os veículos passarão pelo Setor Bancário Sul. O caminho voltará a ser feito a pé próximo à antiga sede do Touring Club do Brasil, de onde seguirá até a lateral do Teatro Nacional e fará o retorno, percorrendo a via em frente ao Congresso Nacional, à plataforma superior da Rodoviária, ao Conic e à Estação Galeria rumo ao Setor Comercial Sul. Nesse ponto, por volta das 19h, haverá uma ação na agência bancária do Bradesco, também patrocinador dos Jogos Rio 2016, na Quadra 2.
 
Esplanada
Antes de partir para o último trecho do revezamento, a Tocha será levada de carro até a pista do Parque da Cidade, perto do Ana Lídia. Um condutor correrá com ela pelo local até a Entrada 5, ponto em que o comboio reassumirá e transportará o objeto até o Memorial JK e o Memorial dos Povos Indígenas, no Eixo Monumental. O símbolo olímpico retornará às mãos de um corredor que passa pelos dois memoriais.
 
O percurso final será quase todo feito a pé. Do museu indígena, um ciclista levará a chama pública até a área em frente à Torre de TV e a passará para um condutor a pé, que rodeará a fonte. Outro partirá então para o gramado central da Esplanada dos Ministérios, nas proximidades da Biblioteca Nacional de Brasília, local em que a Tocha será repassada ao último condutor, por volta das 20h20, que a entregará em palco montado para celebração, com programação a ser divulgada posteriormente.
 
Luiz Roberto Magalhães – brasil2016.gov.br – com informações da Agência Brasília
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

Marcelo Chierighini e Nicolas Oliveira confirmam vaga nos 100m livre no Rio 2016

 
Marcelo Chierighini e Nicolas Oliveira serão os representantes do Brasil nos 100m livre nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A confirmação veio após as finais desta segunda-feira (18.4), quarto dia de competições do Troféu Maria Lenk, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Chierighini ficou com o ouro no torneio com a marca de 48s23, pouco acima dos 48s20 obtidos na eliminatória e que o garantiram com o melhor tempo nos Jogos Olímpicos. Nicolas Oliveira fez 48s54 à tarde e ficou com a prata, mas a marca que lhe deu a segunda vaga no Rio 2016 foi feita pela manhã: 48s30. Cesar Cielo fez o sexto melhor tempo na eliminatória (48s97), mas optou por não nadar a final e priorizar a disputa dos 50m livre.
 
“Queria baixar um pouco (o tempo) na final, mas não importa o tempo, importa que eu consegui a vaga no individual e é uma coisa que eu queria muito. Será minha segunda Olimpíada, mas é a primeira vez que estou nadando a prova individual, então não posso reclamar”, disse Chierighini.
 
O nadador do Pinheiros, de 25 anos, contou que pensou em largar a natação durante o último ciclo olímpico, mas o apoio do treinador, o australiano Brett Hawke, e o fato de o Brasil sediar os Jogos foram determinantes. “O ano de 2013 foi talvez o mais próximo da minha melhor fase, e eu não consegui manter essa boa fase. No ano seguinte, eu nadei muito mal, fiquei muito chateado, estava até pensando em parar de nadar, mas eu continuei nos treinos. Meu técnico sempre acreditou em mim e fui indo devagar, passo a passo. Com seletiva olímpica em casa, não podia deixar de ficar animado e tentar meu melhor e deu resultado”, explicou.
 
Já Nicolas Oliveira atribui a conquista ao momento de tranquilidade que vive na carreira. “Minha cabeça está muito diferente. Natação é o que eu amo e o que eu gosto de fazer, mas não é mais o que me define como pessoa. Isso está tirando um peso muito grande das minhas costas, toda vez que eu caio na água está sendo uma diversão, o que eu nunca consegui fazer na carreira”. Ele também está classificado para os 200m livre.
 
O nadador Marcelo Chierighini, no Troféu Maria Lenk, evento-teste para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.brO nadador Marcelo Chierighini, no Troféu Maria Lenk, evento-teste para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br
 
Revezamento
Pelos melhores tempos, completam o revezamento 4x100m livre masculino, que já tem vaga garantida no Rio 2016, João De Lucca, com a marca da eliminatória desta segunda (48s59), e Matheus Santana, com os 48s71 feitos na primeira seletiva olímpica, em Palhoça (SC), no ano passado.
 
“Vai ser bem bacana estar competindo com eles, porque além de companheiros são amigos mesmo, a gente se conhece há bastante tempo. Estou na postura de mais velho da equipe e quero puxar essa responsabilidade e fazer acreditar que isso é possível”, disse Nicolas, que disputará a Olimpíada com 29 anos.
 
Além do quarteto, é possível levar para os Jogos Olímpicos até dois atletas reservas para o revezamento, com uma condição: se inscrever o atleta, ele tem que nadar, ou na eliminatória ou na final. Além disso, nadadores que se classificaram para outras provas também podem compor a equipe. Isso abre a possibilidade, por exemplo, de Cesar Cielo (48s97, sétimo tempo brasileiro) ou Bruno Fratus (49s12, nono tempo) – caso garantam vaga na prova dos 50m livre na próxima quarta-feira (20.4) – integrarem a equipe. De acordo com o superintendente executivo da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Ricardo de Moura, a definição de levar ou não reservas será tomada na clínica marcada para 21 a 23 de abril.
 
“Vamos primeiro ver a situação do quinto. O 4x100m livre é no segundo dia de competição, isso pesa. O quinto hoje é o Gabriel Santos. É um júnior, mas nadou com personalidade sensacional, tudo tem que ser avaliado. Ao mesmo tempo, ele não tem experiência. E todos que estão inscritos (nos Jogos) tem possibilidade de serem aproveitados de alguma forma”, explicou Ricardo de Moura.
 
“São milhões de fatores. Se eu não estiver bem no dia, posso abrir a minha vaga para um atleta que esteja melhor. Lógico que os quatro atletas têm a preferência, mas são muitas variáveis”, disse João De Lucca, que também comentou a possibilidade de Cielo e Fratus integrarem o quarteto. “Acho importante ter os dois na equipe. O Cesão é um espelho para todos nós, a palavra dele de ‘vamos time’ vale mais que qualquer uma. O Bruno é muito experiente, foi quarto numa Olimpíada (Londres 2012, nos 50m livre). Ter esses dois no nosso time é muito importante, nadando ou não. E dá uma satisfação saber que a gente conseguiu superar dois caras que, para mim, são ídolos”.
 
No Mundial de Kazan, o revezamento 4x100m livre que ficou em quarto lugar foi formado por Bruno Fratus, Matheus Santana, João de Lucca e Marcelo Chierighini.
 
200m peito: Simon e Cerdeira
A final do Troféu Maria Lenk dos 200m peito masculino foi vencida por Thiago Pereira (2m11s86), mas as vagas na prova nos Jogos Olímpicos ficaram com Tales Cerdeira, pelo tempo da eliminatória (2m10s99) e Thiago Simon, com a marca de Palhoça (2m11s29).
 
“É um sonho que se realiza. É meu quinto ano no Corinthians. Quando cheguei lá, parecia tudo tão distante. Mas conforme foram passando os anos eu fui crescendo, melhorando, aprendendo muita coisa. Hoje, sou o Simon que está nas Olimpíadas. Acho que aconteceu um pouco rápido também, mas tenho a agradecer a todo mundo”, disse Thiago Simon.
 
Na outra prova do dia, 200m borboleta feminino, nenhuma atleta alcançou o índice. Joanna Maranhão foi a brasileira com o melhor tempo, 2min11s75, e a marca olímpica era 2min09s33. “Não gostei. A ideia era nadar para 2min09 ou abaixo disso. Não sei se errei alguma coisa, mas senti bastante o final da prova. Essas coisas acontecem e com a idade isso fica mais difícil. Mas tem que ter prioridade que não é todo dia e tem que priorizar as provas”, disse a nadadora, de 28 anos – completa 29 no fim do mês –, e que se classificou para os 200m e os 400m medley.
 
Como não há brasileiras com índice olímpico, a CBDA pode inscrever Joanna para nadar os 200m borboleta nos Jogos, porque ela já está garantida em outras provas e ultrapassou o chamado índice B (2m13s86).
 
O Troféu Maria Lenk é o evento-teste da natação para os Jogos Olímpicos Rio 2016 e última seletiva olímpica. Os principais aspectos testados são a área de competição, a ação dos voluntários do esporte e a tecnologia de resultados. Confira os atleta classificados para os Jogos Olímpicos até o momento em provas individuais:
 
» Brandonn Almeida – 400m medley
» Luiz Altamir – 400m livre
» João Gomes Jr. – 100m peito
» Felipe França – 100m peito
» Daynara de Paula – 100m borboleta
» Daiene Dias – 100m borboleta
» Joanna Maranhão- 200m medley e 400m medley
» Etiene Medeiros – 100m costas
» Nicolas Oliveira –100m livre e 200m livre
» João De Lucca – 200m livre
» Guilherme Guido – 100m costas
» Larissa Oliveira – 200m livre
» Manuella Lyrio – 200m livre
» Leonardo de Deus – 200m borboleta
» Kaio Márcio - 200m borboleta
» Marcelo Chierighini - 100m livre
» Tales Cerdeira - 200m peito
» Thiago Simon – 200m peito
 
Programação do Troféu Maria Lenk 2016
-Eliminatórias a partir de 9h30
-Finais a partir de 17h30 até o dia 19, e a partir de 17h no dia 20
 
Terça-feira (19.4)
» 100m livre feminino
» 200m costas masculino
» 200m peito feminino
» 200m medley masculino
 
Quarta-feira (20.4)
» 50m livre masculino
» 50m livre feminino
» 100m borboleta masculino
» 200m costas feminino
» 1500m livre masculino
» 800m livre feminino
 
Carol Delmazo, brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte
 

Nas finais por aparelhos, Brasil conquista mais quatro medalhas no Rio

Arthur Zanetti levou a melhor nas argolas no evento-teste. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brArthur Zanetti levou a melhor nas argolas no evento-teste. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br
 
Para fechar a participação no evento-teste de ginástica artística, o Brasil conquistou nesta segunda-feira (18.4) mais quatro medalhas. Nas argolas, Arthur Zanetti superou o atual campeão mundial, o grego Eleftherios Petrounias, e ficou com o ouro na sua primeira competição do ano. No feminino, ouro e prata para Flávia Saraiva, no solo e na trave, respectivamente, e bronze para Rebeca Andrade nas assimétricas. 
 
“Competir na arena das Olimpíadas, fazer a mesma trajetória e sair com um resultado desse foi muito bom, valeu muito a pena participar da competição”, avalia Zanetti, que na classificatória do último domingo (17) havia somado (15.800) e terminado em segundo, atrás do rival (15.900). Desta vez, o brasileiro conseguiu 15.866 pontos e assistiu do banco o adversário fechar a prova com a nota de 15.833. O francês Samir Ait Said ficou com o bronze e completou o pódio (15.500).
 
No pódio, Zanetti conversou rapidamente com Petrounias. “Eu falei para ele que foi uma competição muito difícil e agradeci porque eu consegui ter esse resultado por causa dele. Como ele foi o campeão mundial, era o cara a ser batido. Ninguém sabe o quanto eu treinei para ter esse resultado”, conta o campeão olímpico nas argolas em Londres-2012, comemorando o crescimento da nota de um dia para o outro.
 
“Se a série tiver a mesma nota de partida, geralmente acontece de a nota final ser mais baixa (do que na classificatória). Desta vez consegui fazer o contrário, a série foi muito boa e eu cravei a saída. Isso fez a diferença e veio esse ouro maravilhoso”, festeja.
 
Zanetti comentou ainda que fez algumas alterações na série para evitar algum tipo de “vício” por parte da arbitragem. “Às vezes tem que ter algumas estratégias. Os árbitros já estavam descontando de alguns elementos praticamente sem ver. A gente acabou mudando um pouco a série, as posições da mão e da cabeça, para chamar um pouco mais de atenção e tirar esse foco dos elementos. A série está muito bem encaixada, provavelmente vamos manter isso”, explica o ginasta. 
 
Flávia Saraiva durante a série que lhe valeu o ouro no solo do evento-teste da ginástica artística. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brFlávia Saraiva durante a série que lhe valeu o ouro no solo do evento-teste da ginástica artística. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br
 
Inspiração nas americanas
Quem também brilhou no evento-teste foi Flávia Saraiva. Classificada para as finais do solo e da trave, a atleta levantou a torcida a cada apresentação e faturou duas medalhas: ouro e prata, respectivamente. “Eu já me imagino na Olimpíada, competindo aqui. Eu me sinto muito bem com o público torcendo por mim, gosto muito disso”, comenta.
 
Flávia ressaltou ainda que, para ficar mais constante nas apresentações, tem seguido um treinamento no estilo das norte-americanas. “A gente está treinando muito firme, igual as americanas. Passei um tempo com elas na Itália e vi que elas não erram quase nada. Por isso que na hora vão lá e acertam. Eu estou tentando treinar isso e melhorando de pouco em pouco. Ainda não estou perfeita como elas, mas se Deus quiser vou ficar um dia”, deseja a ginasta.
 
A outra medalha do dia foi conquistada por Rebeca Andrade, nas assimétricas. A brasileira levou o bronze ao somar 14.433, atrás das alemãs Elisabeth Seitz (15.133) e Sophie Scheder (15.033). Já Daniele Hypolito terminou em quinto lugar no salto (14.049) e em sexto no solo (12.566), após um desequilíbrio na finalização do primeiro movimento. Jade também saiu sem medalha: a brasileira sofreu uma queda do aparelho e terminou em oitavo e último lugar da final da trave, com 12.066 pontos.
 
“Hoje o dia foi importante para a gente sentir mais um pouco como o ginásio estará montado para as Olimpíadas. São oportunidades que a gente tem que aproveitar”, acredita Daniele. “Fechando esta semana, a preparação vai ser firme como foi para o evento-teste. Com certeza cada atleta tem suas metas pessoais, mas a gente viu a chance que a gente tem também como grupo de estar em uma final olímpica por equipes”, completa.
 
A ginástica artística brasileira agora se prepara para disputar a Copa do Mundo de São Paulo, entre os dias 20 e 22 de maio, no Ibirapuera. Nesta terça-feira (19), o evento-teste do Rio recebe a competição da ginástica de trampolim. O Brasil será representado por Rafael Andrade, já garantido nos Jogos Olímpicos.
 
Resultados por aparelhos:
 
Solo masculino
1- Oleg Verniaiev (Ucrânia) – 15.266
2- Kieran Behan (Irlanda) – 15.058
3- Nestor Abad (Espanha) – 14.833
 
Salto feminino
1- Dipa Karmakar (Índia) – 14.833
2- Oksana Chusovitina (Uzbequistão) – 14.716
3- Emily Little (Austrália) – 14.383 
 
Cavalo com alças (masculino)
1- Wei Sun (China) – 15.566
2- John Orozco (Estados Unidos) – 15.066
3- Vid Hidvegi (Hungria) – 14.700 
 
Paralelas assimétricas (feminino)
1- Elisabeth Seitz (Alemanha) – 15.133
2- Sophie Scheder (Alemanha) – 15.033
3- Rebeca Andrade (Brasil) – 14.433 
 
Argolas (masculino)
1- Arthur Zanetti (Brasil) – 15.866
2- Eleftherios Petrounias (Grécia) – 15.833
3- Samir Ait Said (França) – 15.500 
 
Salto masculino
1- Oleg Verniaiev (Ucrânia) – 15.333
2- Jacob Dalton (Estados Unidos) – 14.853
3- Igor Radivilov (Ucrânia) – 14.649 
 
Trave (feminino)
1- Sanne Wevers (Holanda) – 14.800
2- Flávia Saraiva (Brasil) – 14.733
3- Lieke Wevers (Holanda) – 14.366 
 
Barras paralelas (masculino)
1- Oleg Verniaiev (Ucrânia) – 16.133 
2- Ferhat Arican (Turquia) – 15.733
3- Anton Fokin (Uzbequistão) – 15.700 
 
Solo feminino
1- Flávia Saraiva (Brasil) – 14.400
2- Larissa Miller (Austrália) – 13.700
3- Leah Griesser (Alemanha) – 13.566 
 
Barra fixa (masculino)
1- Epke Zonderland (Holanda) – 15.733
2- Andreas Bretschneider (Alemanha) – 15.600
3- John Orozco (Estados Unidos) – 15.366 
 
Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 

Daniel Dias conquista o tri do Prêmio Laureus na categoria atletas com deficiência

 
O nadador paralímpico Daniel Dias conquistou, nesta segunda-feira (18.4), seu terceiro Prêmio Laureus, o Oscar do esporte, de melhor atleta com deficiência do planeta. Os vencedores foram revelados em cerimônia realizada em Berlim, na Alemanha.
 
Daniel Dias já havia sido eleito o melhor paralímpico do mundo em outras duas ocasiões: 2009 e 2013. Em 2016, a vitória veio por causa das oito medalhas (sete de ouro e uma prata) conquistadas no Mundial Paralímpico de Natação, em Glasgow, na Escócia, e dos oito ouros nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá. Ambos os eventos realizados em 2015.
 
“Estou muito feliz por receber pela terceira vez este prêmio. Infelizmente, não pude estar presente, mas agradeço primeiramente a Deus e também à Fundação Laureus por ter votado em mim”, disse Daniel, que foi indicado pela sexta vez à honraria.
 
Daniel não pôde viajar para a Alemanha para receber o prêmio por estar em preparação para o Open Internacional Caixa Loterias de Natação, que acontecerá de sexta a domingo (22 a 24 de abril), no Rio de Janeiro. A competição servirá como evento-teste para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
 
“Daniel Dias é o maior atleta paralímpico brasileiro da história e o prêmio Laureus não poderia vir em melhor momento, na semana do Open Internacional, o evento-teste da natação paralímpica, no Rio. Daniel teve um ano impressionante em 2015 e torcemos para que ele possa brilhar ainda mais nos Jogos Paralímpicos Rio 2016”, disse Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).
 
Daniel contou com a concorrência da francesa Marie Bochet (esqui), da chinesa Liu Cuiqing (atletismo), da cubana Omara Durand (atletismo), do sul-africano Pieter Du Preez (atletismo e ciclismo) e do chinês Leung YukWing (bocha).
 
“Ficamos felizes quando soubemos. Faltando pouco menos de cinco meses para os Jogos, vê-lo vencer uma premiação assim mostra o quão bem ele está para os Jogos. A premiação é merecida, já que ele teve uma temporada fantástica com os títulos em Glasgow e em Toronto”, celebrou Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação paralímpica brasileira.
 
Além de Daniel, os atletas paralímpicos brasileiros Clodoaldo Silva (natação) e Alan Fonteles e Terezinha Guilhermina, ambos do atletismo, já foram indicados ao prêmio Laureus. Os vencedores são escolhidos por votação da Laureus World Sports Academy, um júri esportivo qualificado, composto de 55 dos maiores esportistas de todos os tempos.
 
Fonte: CPB
Ascom - Ministério do Esporte

Centro paralímpico em Botucatu começa a ser construído

Botucatu, no interior de São Paulo, terá uma estrutura que credencia a cidade a ser uma referência no paradesporto da região. O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, assinou junto ao prefeito João Cury Neto, a ordem de serviço para o início das obras de um ginásio para atender modalidades como basquete em cadeira de rodas e vôlei sentado, nesta segunda-feira (18.04). A empresa está contratada e iniciou os trabalhos nesta tarde.
 
“Neste ano olímpico, parte dos nossos planos é o financiamento de projetos dos municípios. Temos milhares de financiamentos, mas nem sempre os parceiros conseguem entregar no tempo correto e no preço justo. E aqui temos um parceiro de sucesso, com esse espírito público que nos dá segurança”, elogiou o ministro.
 
Prefeito de Botucatu e ministro do Esporte assinam ordem de serviço para início das obras de ginásio paralímpico. (Foto: Francisco Medeiros/ ME)Prefeito de Botucatu e ministro do Esporte assinam ordem de serviço para início das obras de ginásio paralímpico. (Foto: Francisco Medeiros/ ME)
 
O ginásio paralímpico terá quadra com dimensões oficiais de 40 por 20 metros e capacidade para receber até 800 pessoas. Os investimentos serão de R$ 2,1 milhões, sendo R$ 1,7 milhão em recursos federais. Localizado no Bairro Alto, o equipamento vai integrar um complexo que terá duas piscinas (uma semiolímpica e outra de hidroterapia) e um Centro de Tecnologia e Inclusão para pessoas com deficiência, que estão em fase final de construção. As instalações ficam ao lado do ginásio poliesportivo municipal.
 
“O apoio que recebemos do Governo Federal mudou a realidade do nosso esporte em várias modalidades e por conta da nossa parceria em diversos programas. No Segundo Tempo, temos mais de 1,5 mil crianças no contraturno escolar, o que transformou a vida de muitas famílias”, comentou o prefeito Cury Neto.
 
Ricardo Leyser apontou o potencial de Botucatu para servir como modelo de políticas públicas esportivas para outros municípios. “Poucas prefeituras no Brasil dão atenção ao paradesporto, que tem um potencial enorme de inclusão social e desenvolvimento humano. São políticas públicas importantes para todos e a população se beneficia. É fundamental termos cidades que sejam modelo para servir de referência para outros municípios e aqui vemos esse potencial”.
 
Ricardo Leyser recebe placa em agradecimento aos serviços prestados à Botucatu. (Foto: Francisco Medeiros/ ME)Ricardo Leyser recebe placa em agradecimento aos serviços prestados à Botucatu. (Foto: Francisco Medeiros/ ME)
 
Sucesso paralímpico
O apoio do Ministério do Esporte na construção do ginásio faz parte da estratégia de espalhar o legado dos Jogos Rio 2016 por todo o país. O ministro lembrou que os atletas terão o Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, um dos melhores complexos do tipo no mundo.
 
Ricardo Leyser aproveitou ainda para chamar a atenção para as disputas das Paralimpíadas do Rio. “Temos um descompasso do desempenho do paradesporto brasileiro com o interesse do público. Estamos entre os sete melhores países paralímpicos e pouca gente tem interesse nestas modalidades”, disse o ministro, que convidou os presentes a prestigiarem o megaevento em setembro.
 
Outro incentivo ao paradesporto se dá por meio do Bolsa Atleta, maior programa de patrocínio individual e direto do mundo. O Ministério do Esporte beneficia 1.298 atletas de modalidades paralímpicas, totalizando R$ 18,7 milhões por ano. Com a Bolsa Pódio, categoria mais alta do Bolsa Atleta, 94 atletas de modalidades individuais são patrocinados. O investimento anual é de R$ 15 milhões.
 
Infraestrutura esportiva
Também nesta segunda-feira, o ministro e o prefeito assinaram a ordem de serviço para a construção de um complexo esportivo na região do Jardim Monte Mor. O espaço contará com diversas estruturas, entre elas uma pista de BMX e um campo de futebol de grama sintética e receberá R$ 4 milhões em investimentos, sendo R$ 3,9 milhões do Ministério do Esporte.
 
A cidade ainda conta com uma Praça da Juventude. Inaugurada em 2013, a instalação recebeu aporte de R$ 1,5 milhão e tem uma quadra poliesportiva, campo de futebol, pistas de corrida e de skate, área de ginástica, centros de convivência e da terceira idade. 
 
Gabriel Fialho, de Botucatu (SP)

Ascom - Ministério do Esporte

Velódromo de Indaiatuba (SP) é inaugurado para cidade seguir vocação no ciclismo

Foto: Francisco Medeiros/ MEFoto: Francisco Medeiros/ ME
 
A tradição de uma cidade em um determinado esporte pode ser explicada por diversos fatores. Indaiatuba, no interior de São Paulo, é plana, cheia de ciclovias e com trânsito calmo. Esses fatores fizeram da cidade um celeiro de grandes ciclistas, dentre eles, Joaracy Mariano de Barros, que batiza o velódromo inaugurado nesta segunda-feira (18.04) pelo ministro do Esporte, Ricardo Leyser, e pelo prefeito Reinaldo Nogueira.
 
A homenagem póstuma ao atleta que viveu e construiu sua carreira na cidade, sendo campeão do ranking paulista de 1977 e integrante da seleção brasileira reforça a vocação de Indaiatuba para o ciclismo. “É muito boa essa homenagem aos precursores, que abriram as portas para termos hoje as condições que não tínhamos 20, 30 anos atrás”, afirmou o ministro. “Um ponto fundamental do nosso planejamento é esse. Nós estamos trazendo a infraestrutura para onde há a prática. Quando você pega uma cidade, que tem uma tradição gigantesca no ciclismo, e traz um equipamento de qualidade, você está aproximando as pessoas que estão lá na ponta treinando, com a melhor infraestrutura”, completou.
 
Foto: Francisco Medeiros/ MEFoto: Francisco Medeiros/ MEA história passa por ciclistas como Armando Camargo, com 50 anos de experiência no esporte e que competiu ao lado de Joaracy. “Sempre tivemos boas equipes. Eu estava junto com o Joaracy, que foi um dos melhores da época, e isso marca muito. O tempo passou e hoje temos um velódromo como esse”, conta. Para ele, a estrutura do esporte brasileiro vem melhorando nos últimos anos e vai beneficiar o surgimento de novos talentos. “Aqui é o ciclismo de velocidade, explosão, diferente da estrada. Então a meninada pode treinar aqui com segurança. Isso aqui vai ser o futuro”, projetou.
 
A instalação integra a Rede Nacional de Treinamento, legado esportivo dos Jogos Rio 2016, que vai dar encadeamento às carreiras dos atletas, da base ao alto rendimento, nacionalizando os benefícios da realização do megaevento. Com investimento total de R$ 6,1 milhões, sendo R$ 5,2 milhões do Ministério do Esporte, o velódromo já foi procurado por equipes estrangeiras, dentre elas China e Portugal, que desejam fazer aclimatação no Brasil antes das Olimpíadas.
 
“Acredito que teremos muitas equipes aqui. Essa é a tendência. E também a de realizar campeonatos internacionais e nacionais e trazer toda a indústria do ciclismo e do esporte, gerando renda e visibilidade para o município e formando exemplos para a nossa juventude”, destacou Leyser. A primeira competição no local será nos dias 14 e 15 de maio, com uma etapa do Campeonato Brasileiro da modalidade.
 
A disputa faz parte dos planos da Confederação Brasileira e da Federação Paulista de Ciclismo, em parceria com o município, de ocuparem o espaço com competições e treinos de equipes de alto rendimento. A pista também será usada para o desenvolvimento do esporte de base. "Vamos alinhar o calendário de eventos com as entidades esportivas e dar iniciação a essa modalidade, que é difícil. A inclinação da pista exige uma bicicleta especial, com os pneus mais estreitos e a caixa mais alta, então vamos educar a população e adquirir bicicletas para um trabalho de base”, projetou Humberto Panzetti, secretário municipal de Esporte e Lazer.
 
Foto: Francisco Medeiros/ MEFoto: Francisco Medeiros/ ME
 
Na primeira etapa das obras, foi construída a pista, entregue em 2014 e que teve investimento de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 975 mil do Ministério do Esporte. A estrutura segue os parâmetros exigidos pela União Ciclística Internacional (UCI), feita de cimento e com 250 metros lineares de extensão.
 
Na segunda etapa, entregue hoje, foi finalizado o Centro de Formação de Atletas, ao custo de R$ 4,7 milhões (R$ 4,3 milhões do Ministério do Esporte). Foi construída uma arquibancada coberta para mil pessoas, lanchonete, sala de segurança, pátio e sanitários acessíveis. Também foi inaugurado o bloco das equipes, com 1,14 mil m² de área. São dez boxes para os ciclistas, com banheiros, ambulatório, sala de imprensa, administração, cozinha, despensa, refeitório e terraço. Todo o complexo, incluindo a pista, ocupa uma área de 2,87 mil m².
 
Além da pista em Indaiatuba, o Ministério do Esporte também está construindo um velódromo coberto no Parque Olímpico da Barra, que será usado nos Jogos Rio 2016.
 
Fotos: Gabriel Fialho/ MEFotos: Gabriel Fialho/ ME
 
Outros investimentos 
O prefeito Reinaldo Nogueira aproveitou a ocasião para agradecer e enumerar os investimentos do Governo Federal no esporte e em programas para os jovens de Indaiatuba. “Somos gratos, porque com os investimentos federais cobrimos a nossa quadra poliesportiva, temos o Pronatec com mais de dez mil alunos formados, um Centro Esportivo está sendo construído e ainda teremos uma piscina a ser entregue”, disse. O município ainda realiza projeto de esporte e educação com recursos captados pela Lei de Incentivo ao Esporte e que atende a oito mil crianças.
 
Após inaugurar o velódromo, o ministro Ricardo Leyser e o prefeito visitaram as obras da piscina, com dimensões de dez metros por 50 metros, sendo 1,4 metro de profundidade, que fica no Centro Esportivo do Trabalhador. O projeto custará R$ 440 mil, com R$ 243,7 mil de aporte do Ministério. O local terá múltiplos usos, desde a natação à hidroginástica.
 
Outro apoio do Governo Federal foi para a construção do Centro Esportivo do Califórnia, inaugurado em 2013. Com 933,25 m² de área construída, piscina semiolímpica coberta e academia, o espaço oferece aulas gratuitas de natação, musculação e hidroginástica. A obra custou R$ 1,3 milhão, sendo R$ 975 mil de orçamento do Ministério do Esporte.
 
Gabriel Fialho, de Indaiatuba (SP)

Ascom - Ministério do Esporte

Trabalho em “família” ajuda Evandro e Pedro Solberg no sonho olímpico

Evandro, 25 anos, e Pedro Solberg, 30, encontraram na parceria no vôlei de praia o caminho para realizar o sonho de disputar os Jogos Olímpicos nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro. Juntos desde outubro de 2014, a dupla deseja, mais do que participar, entrar para o hall de medalhistas olímpicos. E para conseguir o objetivo eles utilizam uma fórmula: equipe multidisciplinar em forma de “família”.
 
 
A dupla conta com dois treinadores. Renato França trabalha com Solberg há dez anos.  Já Ednilson Costa Junior treina com Evandro. A formação da nova dupla, que conquistou o direito de representar o país nos Jogos Olímpicos Rio 2016, juntou os dois treinadores que contam com 30 anos de amizade. “Nós somos ex-jogadores e jogamos juntos ainda quando éramos juvenis”, lembrou o treinador Renato França.
 
Evandro e Pedro são jogadores de bloqueio. Com saque forte e ótima rede como armas principais, o trabalho agora visa desenvolver o jogo no fundo de quadra. E ter profissionais próximos ajuda no ambiente agradável durante os treinamentos. “Sem dúvida, o entrosamento contribui para o ambiente de trabalho. Não é só o jogo. Encontrar as pessoas embutidas com espírito em equipe”, disse Renato. 
 
Além dos treinadores, quatro profissionais trabalham na equipe de Evandro e Pedro Solberg: Marlos de Almeida, fisiologista; Leandro Peçanha, fisioterapeuta; Ricardo Reis, preparador físico; e o auxiliar técnico Felipe Rodrigues. 
 
O programa Bolsa Pódio, do Ministério do Esporte, custeia os salários de quatro profissionais da equipe de Pedro e Evandro e ainda garante bolsas mensais aos jogadores. Os outros dois profissionais da equipe são pagos com recursos dos próprios atletas.
 
“Contamos neste ciclo com a maior estrutura que já tivemos. É uma equipe grande e boa. Os profissionais envolvidos contam com apoio do Ministério do Esporte. Não tínhamos um grupo tão grande trabalhando em prol do objetivo olímpico”, prossegue Renato.
 
A dupla foi formada com o objetivo de representar o Brasil nos Jogos do Rio 2016. Para Evandro, a experiência representou a primeira corrida olímpica. Para Pedro o caminho foi mais longo: depois de quase conquistar a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, ele acabou impossibilitado de ir aos Jogos de Londres 2012 devido a um episódio de doping, do qual acabou posteriormente inocentado.
 
Segundo Renato França, a adaptação entre os diferentes profissionais foi fácil. “Pensamos em colocar pessoas de confiança, competentes e que de alguma forma tem uma história com a gente. O vôlei de praia é um esporte recente e não tem tradição de uma equipe grande nos auxiliando”, completou.
 
Breno Barros 
Ascom – Ministério do Esporte
 

Larissa Oliveira bate o recorde sul-americano nos 200m livre. Revezamento mira final olímpica

Larissa Oliveira: tempo de 1m57s37 nos 200m livre valeram o recorde sul-americano e a vaga na prova no Rio 2016. Foto: Gabriel Heusi/ brasil2016.gov.brLarissa Oliveira: tempo de 1m57s37 nos 200m livre valeram o recorde sul-americano e a vaga na prova no Rio 2016. Foto: Gabriel Heusi/ brasil2016.gov.br
 
Larissa Oliveira escutava do técnico Mirco Cevales: “estou te treinando para 1m57”. Ela não confiava muito, mas, neste domingo (17.04), na final dos 200m livre do Troféu Maria Lenk, foi à piscina olímpica do Estádio Aquático, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e nadou para 1m57s37, batendo o recorde sul-americano e garantindo a vaga na prova no Rio 2016.
 
“Acreditar, saber que é capaz, a gente só acredita quando faz. Meu técnico não me deixou desistir e, de tanto ouvir, esse tempo ficou gravado no meu subconsciente e acabei conseguindo. Ainda não estou acreditando. Só tenho que agradecer a todo mundo que estava comigo”, disse.
 
A segunda vaga na prova individual ficou com Manuella Lyrio, com o tempo que fez na primeira seletiva olímpica, em Palhoça (SC), em dezembro do ano passado: 1m58s43. Neste domingo, ela nadou apenas a Final B, tendo feito 2m01s29 de manhã e 1m58s62 à noite. Ela também era a detentora do recorde sul-americano (1m58s03, no Pan de Toronto) quebrado por Larissa. “Agora é correr atrás, mas estou dando o meu melhor. Não encaixei a prova hoje, acontece”, disse a nadadora do Pinheiros.
 
Revezamento forte
Jéssica Cavalheiro e Gabrielle Roncatto comemoraram bastante os tempos que fizeram na Fina A: com 1m59s05 e 1m59s22, respectivamente, elas garantiram participação no revezamento 4x200m livre. Os resultados quarteto – Larissa, Manuella, Jéssica e Gabrielle -, fazem da meta de chegar à final olímpica algo bem mais real.
 
“A gente tem as quatro nadadoras abaixo de 2m00, isso é muito forte, e só dá mais confiança para treinar ainda mais forte para pegar a final”, disse Jéssica Cavalheiro.
 
“Com esse tempo que eu tenho, nosso revezamento acaba ficando mais forte. E não só o meu, as meninas também melhoraram os tempos delas. Fica cada vez mais perto de repetir uma final olímpica”, acrescentou Larissa, em referência a Atenas 2004, quando o revezamento 4x200m livre do Brasil ficou em sétimo lugar.
 
No Mundial do ano passado, em Kazan (Rússia), quando o quarteto brasileiro terminou em 11º lugar, fizeram a prova Manuella, Jéssica, Larissa e Joanna Maranhão. Neste domingo, Joanna optou por não nadar a Final B dos 200m.
 
“A minha ideia era nadar de manhã e ver o que eu poderia fazer, mas não estava competitiva. Não é fácil ser nadadora dos 200m medley, 400m medley, entrar nos 200m livre, tentar o 200m borboleta”, disse.
 
Ela elogiou a equipe definida para o Rio 2016. “As meninas estão muito bem, acabou de ser formado o melhor revezamento da história do Brasil. Se somar os tempos, elas têm condições de fazer final olímpica. Acredito muito nelas, mas o meu foco é nas minhas provas e no que eu posso fazer para nadar o mais rápido possível”, explicou Joanna.
 
A nadadora pernambucana, que já havia se garantido nos 400m medley, também confirmou, neste domingo, a vaga nos 200m medley. O índice foi conquistado em Palhoça, quando nadou para 2m14s04. 
 
Leonardo de Deus fez o quinto tempo da temporada em 2016 nos 200m borboleta. Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.brLeonardo de Deus fez o quinto tempo da temporada em 2016 nos 200m borboleta. Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br
 
200m borboleta
A outra prova do dia foi a disputa dos 200m borboleta, vencida por Leonardo de Deus com 1m55s54, o quinto melhor tempo da temporada 2016, A marca o confirmou nos Jogos Olímpicos.
 
“É um tempo muito bom. Eu venho acompanhando os melhores do mundo, o Chad Le Clos (sul-africano, atual campeão olímpico da prova) acabou de fazer a seletiva dele para um 1h54s04. A gente está na briga. Essa era uma competição em que eu não vinha 100%, e como eu fiz um Sul-Americano não tão bom, busquei descansar um pouquinho mais, e melhorei o meu índice olímpico”, explicou Leonardo.
 
A outra vaga ficou com Kaio Márcio, que superou o índice na eliminatória e melhorou o tempo na final, com 1m56s21.
 
Ao fim do terceiro dia de competições no Troféu Maria Lenk, o Brasil já conta com 15 nadadores classificados para o Rio 2016 em provas individuais, sendo que Joanna Maranhão confirmou-se em duas provas.
 
Cesar Cielo nesta segunda
Uma das provas mais esperadas, os 100m livre abrem o quarto dia do Troféu Maria Lenk, quando o campeão olímpico Cesar Cielo tentará uma das vagas para o Rio 2016. Em Palhoça, Cielo anotou 49s55 e ficou fora da final. Quatro brasileiros superaram o índice (48s99) em Santa Catarina: Nicolas Oliveira (48s41), Matheus Santana (48s71), Marcelo Chierighini (48s72) e Alan Vitória (48s96). O quinto e o sexto melhores tempos foram feitos por Pedro Spajari (49s06) e Bruno Fratus (49s12).
 
Na última competição em que disputou os 100m livre, o GP de Orlando, nos Estados Unidos, em março, Cielo fez 49s92 nas eliminatórias e classificou-se apenas para a Final B, em que fez o tempo de 50s05. Foi no Troféu Maria Lenk de 2015, há um ano, que Cesar nadou na casa dos 48s pela última vez: fez 48s97 e ficou com a prata. O vencedor daquela prova foi Matheus Santana (48s78). O recorde mundial dos 100m livre ainda é de Cielo, com  a marca de 46s91 feita em 2009.
 
A disputa desta segunda (18.04) definirá os dois representantes brasileiros na prova individual e os quatro que vão compor o revezamento 4x100m livre, prova em que o Brasil tem vaga garantida. O Troféu Maria Lenk é o evento-teste da natação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Os principais aspectos testados são a área de competição, a ação dos voluntários do esporte e a tecnologia de resultados.
 
Programação do Troféu Maria Lenk 2016:
 
-Eliminatórias a partir de 9h30
-Finais a partir de 17h30 até o dia 19, e a partir de 17h no dia 20
 
Segunda-feira (18.4)
» 100m livre masculino
» 200m borboleta feminino
» 200m peito masculino
 
Terça-feira (19.4)
100m livre feminino
200m costas masculino
200m peito feminino
200m medley masculino
 
Quarta-feira (20.4)
» 50m livre masculino
» 50m livre feminino
» 100m borboleta masculino
» 200m costas feminino
» 1500m livre masculino
» 800m livre feminino
 
Carol Delmazo, brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 
 
 

Etiene Medeiros conquista o índice olímpico para os 100m costas: “o mais difícil”

Etiene Medeiros, um dos destaques no Troféu Brasil de Natação, evento-teste para os Jogos Olímpicos. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brEtiene Medeiros, um dos destaques no Troféu Brasil de Natação, evento-teste para os Jogos Olímpicos. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
Etiene Medeiros terminou a prova dos 100m costas, olhou para o placar, viu o 1m00s00 cravado e sentiu o peso saindo dos ombros. Na manhã deste sábado (16.04), no Troféu Maria Lenk, ela nadou abaixo do índice (1m00s25) para o Rio 2016, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, no Rio de Janeiro, e comemorou o que considerou a marca mais difícil de conquistar.
 
“Aliviada, esse é o nome. Mais uma vez, a natação surpreende qualquer um. Eu estava em busca desse índice e acho que foi o mais difícil que eu fiz, de condições mental e física, e acabou gerando uma pressão para mim. Eu tinha que fazer e não estava saindo. Não foi o tempo que eu realmente queria, mas ainda tem à tarde”, comentou a atleta do Sesi, que já tem índice nos 50m e nos 100m livre. Ela também atingiu a marca nos 100m borboleta, mas as vagas ficaram com Daynara de Paula e Daiene Dias.
 
Etiene comentou a relação de amor que tem com o estilo que a fez escrever o nome na história da natação feminina brasileira.  “Relação de amor é isso, às vezes está bem, às vezes não, mas a gente insiste, sempre quer o melhor. Com o nado costas é uma relação de amor e graças a Deus estou me dando muito bem. Quando a gente tem amor por uma prova, a gente precisa lapidar cada vez mais e descobrir algum segredo dela. Estou nessa fase”, explicou a atleta.
 
A nadadora conquistou ouro no Mundial de piscina curta de Doha (Catar) em 2014 nos 50m costas, a primeira medalha feminina da modalidade em Mundiais. Na mesma prova, ela conquistou a prata no Mundial de Kazan (Rússia) de 2015. Mas a distância olímpica do estilo são os 100m, e Etiene correu atrás. No Pan de Toronto (Canadá), também no ano passado, levou pra casa o primeiro ouro da natação feminina em Pan-Americanos, exatamente nos 100m costas. E foi dessa prova que ela se lembrou neste sábado quando estava a alguns segundos de conquistar o índice para o Rio 2016.
 
Etiene Medeiros durante o evento-teste da natação, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brEtiene Medeiros durante o evento-teste da natação, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
“A adrenalina dessa prova tem que ter mais dosagem, eu fico muito energizada, tem muito nervosismo. Quando vi o placar, até lembrei do Pan: em todas as provas do costas eu virava e via minha passagem,  e agora fiz a mesma coisa. Dei aquela lembrada, então teve um flashback do Pan e isso me motivou para fechar a prova bem”, contou. O 1m00s00 conquistado nesta manhã é o recorde do Troféu Maria Lenk. 
 
O treinador Fernando Vanzella comentou a sensação de dever cumprido. "É a prova que para ela é a mais complexa de ser trabalhada. E ela tem que estar muito bem no dia, tem que estar ajustada. Ela fez uma prova excelente hoje. Teve um detalhe da chegada que não foi tão bem, tirou um tempinho que poderia ter dado 59", mas ela nadou muito”, disse.
 
Outros resultados da manhã
Nos 100m costas masculino, Guilherme Guido também bateu o recorde do campeonato com 53s10, o quinto melhor tempo do mundo em 2016. A marca é bem próxima dos 53s09 que o atleta fez na primeira seletiva olímpica, em Palhoça (SC), em dezembro de 2015, batendo o recorde sul-americano.
 
“Estava esperando fazer 52s, pegou um pouco no final, vou ver com o pessoal da biomecânica do Pinheiros se houve algum erro. Não deu, passou perto e vamos tentar à tarde”, disse Guido.
 
Nos 200m livre masculino, os dois atletas que já haviam conquistado índice em Palhoça melhoraram suas marcas. Nicolas Oliveira fez a eliminatória em 1m46s97, e tinha 1m47s09 de Santa Catarina. João de Lucca diminuiu o 1m47s81 de Palhoça para 1m47s77.
 
Não houve brasileiras nadando abaixo do índice olímpico nem nos 100m peito nem nos 400m livre. Na primeira, a melhor nadadora nacional nas eliminatórias foi Jhennifer Conceição (1m09s08), e a marca para o Rio 2016 é 01m07s85. Nos 400m livre, Manuella Lyrio  fez 4m16s89, ainda distantes do índice de 4m09s08. Lyrio já tem marca olímpica para os 200m livre.
 
Formato e finais
As eliminatórias, disputadas pela manhã, classificam oito atletas com os melhores tempos para nadar a Final A, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Os nadadores brasileiros que terminam as eliminatórias da manhã entre a nona e a 16ª posições participam da Final B.
 
O pódio da prova internacional (Final A) é definido logo após a disputa. Já o pódio do evento nacional é determinado depois da realização das duas Finais (A e B). Isso porque o atleta que nadar a final B tem a mesma oportunidade daquele que nadar a final A na busca do índice olímpico, na pontuação para seus clubes e também concorre ao pódio nacional. Dessa forma, as colocações e as pontuações do Campeonato Nacional só são divulgadas após a realização das duas provas decisivas.
 
O Troféu Maria Lenk é o evento-teste da natação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Os principais aspectos testados são a área de competição, a ação dos voluntários do esporte e a tecnologia de resultados.
 
Programação do Troféu Maria Lenk 2016:
 
-Eliminatórias a partir das 9h30
-Finais a partir de 17h30 até o dia 19, e a partir de 17h no dia 20
 
Sábado (16.04)
» 100m costas feminino
» 200m livre masculino
» 100m peito feminino
» 100m costas masculino
» 400m livre feminino
 
Domingo (17.04)
» 200m livre feminino
» 200m borboleta masculino
» 200m medley feminino
 
Segunda-feira (18.04)
» 100m livre masculino
» 200m borboleta feminino
» 200m peito masculino
 
Terça-feira (19.04)
100m livre feminino
200m costas masculino
200m peito feminino
200m medley masculino
 
Quarta-feira (20.04)
» 50m livre masculino
» 50m livre feminino
» 100m borboleta masculino
» 200m costas feminino
» 1500m livre masculino
» 800m livre feminino
 
Carol Delmazo, brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 

Espanha leva mais um ouro no evento-teste de tiro em Deodoro

 
Em um esporte tão disputado e com tantos candidatos a medalhas quanto o tiro esportivo, é raro ver um competidor que consegue dois pódios em competições seguidas. Neste domingo (17.04), o espanhol Alberto Fernandez conseguiu um feito ainda mais difícil: obteve a sua segunda medalha de ouro consecutivas em edições da Copa do Mundo de Tiro Esportivo. Ele venceu a final do tiro ao prato - fossa olímpica, depois de também liderar a fase classificatória da etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo da modalidade, que está sendo disputada no Centro Nacional de Tiro Esportivo (CNTE).
 
Vencedor em Nicosia (Chipre) há menos de um mês, Fernandez derrotou o belga Yannick Peeters em uma disputa tiro a tiro na final. Depois de um empate série inicial, a medalha de ouro veio em um shoot-off (desempate) de 7 x 6. Peeters, por sua vez, leva para casa sua primeira medalha em Copas do Mundo, assim como o terceiro colocado, Jean Pierre Brol Cardenas, da Guatemala. Os brasileiros Emilson Menarim, Emanuel Munaretto e Carlos Alberto da Costa ficaram nas 48ª, 56ª e 59ª posições, respectivamente.
 
"Fiquei muito feliz com essa segunda medalha de ouro. Estou orgulhoso de ter conseguido aqui no centro que abrigará os Jogos Olímpicos. Trabalhei muito duro durante os últimos meses e foi muito bom ver esse trabalho recompensado. Agora tenho que trabalhar ainda mais para voltar aqui em agosto", afirmou Fernandez, segundo espanhol a vencer no CNTE esta semana.
 
 
Pistola de ar
Na outra final do dia, a campeão olímpica de 2004, Olena Kostevych, da Ucrânia, ganhou a medalha de ouro da pistola de ar 10m feminina. Na final, ela não deu a mínima chance às suas sete concorrentes e alcançou 201,7 pontos. A medalhista de prata, Antonaeta Boneva (Bulgária), chegou a 197,7. O bronze ficou com Teo Shun Xie, de Singapura. As brasileiras que participaram da prova foram: Rachel Silveira (36ª colocada), Ana Luiza Souza Lima (47ª) e Ana Paula Cotta (57ª).
 
Na pistola de ar 10m, os atiradores miram em um alvo eletrônico e acompanham seus resultados em um monitor ao lado da sua posição de tiro. Na fase classificatória, os pontos são inteiros, de sete a dez, de acordo com a proximidade do centro. Cada competidor faz séries de dez tiros (seis séries no masculino e quatro no feminino). A quantidade de vezes que o competidor fez a pontuação máxima (dez pontos) é usada como critério de desempate. Os oito melhores seguem para a final. Na final, há diferenças em casas decimais. Um tiro pode valer 9.8 ou 10.9, por exemplo.
 
Evento-teste
A competição segue até o dia 24 de abril no Centro Nacional de Tiro Esportivo, localizado em área do Exército Brasileiro, em Deodoro. O Centro foi construído em 2007 para os Jogos Pan-Americanos. Com 50 mil metros quadrados e estandes para todas as provas dos programas olímpico e paralímpico, a instalação passou por reforma e ampliação para 2016, com investimento federal de R$ 38,3 milhões.
 
O torneio também está testando protocolos para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Estão sendo avaliadas as áreas esportivas e de tecnologia, o sistema de resultados, a logística de competição, aspectos de arquitetura e engenharia da instalação, a segurança e a apresentação das provas, com locutores e DJs.
 
Assista às íntegras das finais deste domingo:
 
 

 
Pistola de ar 10m (feminino)
 
1) Olena Kostevych (Ucrânia)
2) Antoaneta Boneva (Bulgária)
3) Teo Shun Xie (Singapura)
4) Wu Chia Ying (Taipé Chinesa)
5) Kim Jangmi (Coréia do Sul)
6) Heidi Diethelm Gerber (Suíça)
7) Guo Wenjun (China)
8) Chia Chen Tien (Taipé Chinesa)
 
Tiro ao prato - fossa olímpica (masculino)
 
1) Alberto Fernandez (Espanha)
2) Yannick Peeters (Bélgica)
3) Jean Pierre Brol Cardenas (Guatemala)
4) Jiri Liptak (República Tcheca)
5) Marian Kovacocy (Eslováquia)
6) Edward Ling (Grã-Bretanha)
 
Provas em disputa nesta segunda (18.04):
 
Masculino
 
Carabina de ar 10m (9h às 13h30)
Pistola 50m (9h às 12h45)
Treinos abertos para o Tiro ao Prato - Fossa Double
 
Abelardo Mendes Jr - brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 

Seleção feminina conquista o ouro e a vaga por equipes para os Jogos

 
A meta era terminar entre os quatro melhores países no evento-teste para, assim, garantir a classificação por equipes para os Jogos Olímpicos. A seleção feminina do Brasil, contudo, foi além neste domingo (17.4), na Arena Olímpica do Rio. Com um total de 226.477 pontos, o elenco assegurou não só a vaga olímpica, mas o ouro da competição com uma nota que colocaria as brasileiras em quarto no Mundial de Glasgow, realizado em outubro do ano passado, quando a vaga direta para os Jogos Rio 2016 escapou por pouco.
 
“Nada é por acaso. A gente saiu do Mundial e todo mundo me dizia para ver o lado bom, de que a gente competiria no Brasil com a equipe, a torcida, no ginásio, tendo uma experiência que Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, ninguém mais teve”, avalia a coordenadora da seleção feminina, Georgette Vidor, entre um abraço e outro de comemoração com as ginastas. “Com essa pontuação e mais um pouquinho a gente disputa medalha. Então agora elas vão ter que treinar mais”, brinca.
 
 
Aliviada com o resultado, Daniele Hypolito também viu com bons olhos a participação do Brasil no pré-olímpico. “Para a gente foi super importante, principalmente para as atletas que não tinham competido ainda dentro do Brasil. A Rebeca, que é muito forte, também não tinha participado do Mundial”, justifica, já pensando em resultados melhores em agosto, nas Olimpíadas.
 
“Vamos firmes para os Jogos Olímpicos e, até lá, vamos melhorar muita coisa. No evento-teste a gente precisava estar firme, mas na Olimpíada é tudo ou nada. Vamos fazer elementos ainda mais difíceis”, adianta a experiente atleta, de 31 anos, que abriu a competição para o Brasil neste domingo, na trave, e assegurou um lugar na sua quinta edição olímpica da carreira.
 
“Eu fiquei mais tranquila pisando na arena de competição, com o público chamando o Brasil, do que no ginásio de aquecimento. Nunca fiz uma trave tão tranquila na vida sendo a pessoa a abrir o aparelho”, comenta Daniele. “Eu peguei muito do trabalho que a gente faz com a psicóloga. Ela tem motivado a gente a não deixar a energia do grupo cair, a não deixar as meninas se apagarem na competição. Eu me sinto na responsabilidade de dar essa energia para elas”, acrescenta.
 
Foi o lado psicológico que também ajudou Rebeca Andrade, recém recuperada de uma lesão no joelho. “Todas fizeram o máximo. Algumas tinham dores, outras já estavam cansadas, algumas achavam que não iam conseguir, mas ontem nossa psicóloga conversou com a gente e todo mundo se esforçou. Achei importante a união da equipe”, pondera a ginasta, que fechou a participação do Brasil na disputa com uma nota de 14.400 nas paralelas. “Eu treinei tanto esse aparelho! Depois da cirurgia foi o primeiro que eu voltei a treinar, então fiquei muito feliz com o resultado”, comemora.
 
Assim, o Brasil assegurou a inédita participação das duas equipes nos Jogos Olímpicos. “É uma felicidade muito grande ter a artística masculina e feminina pela primeira vez. É uma conquista muito grande”, festeja a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Luciene Resende.
 
 
Desempenho consistente
O Brasil demonstrou segurança ao longo da competição. Estreando na trave, a seleção marcou 14.166 com Daniele, 14.233 com Jade Barbosa, 14.566 com Flávia Saraiva e 13.566 com Lorrane dos Santos. Uma falha no computador da arbitragem atrasou a apresentação de Carolyne Pedro, que acabou perdendo a concentração, sofrendo uma queda e marcando apenas 12.466.
 
Em seguida, as brasileiras se apresentaram no solo: 13.933 para Daniele, 13.891 para Jade, 14.150 para Flávia, 13.400 para Lorrane e 12.300 para Carolyne. O terceiro aparelho, o salto, foi o que rendeu as maiores notas para o país: Daniele marcou 14.333 e Flávia fez 14.533. “Eu gostei bastante do meu salto, que é novo e executei pela segunda vez em competição”, comemora Flávia Saraiva. Em seguida, Jade somou 14.966, Lorrane atingiu 14.608 e Rebeca teve o melhor resultado no aparelho, com 14.933.
 
À frente no placar, restava ao país enfrentar seu pior aparelho, as paralelas assimétricas. Carolyne abriu a rotação com a nota de 13.433 e foi seguida por Jade Barbosa, que sofreu uma queda logo no início e atingiu 12.733 pontos. “Fiquei um pouco chateada na paralela, mas sempre uma pode errar. As outras acertaram, então fiquei tranquila. Tentei fazer uma série mais difícil do que no ano passado e tentei até o final melhorar a série, mesmo com a queda, para que a próxima subisse mais tranquila”, conta a ginasta.
 
E as outras realmente melhoraram o nível do país na prova. Flávia marcou 13.633 pontos, enquanto Lorrane e Rebeca foram além: 14.066 e 14.400, respectivamente, notas comemoradas pela equipe. Ao término das quatro rotações, as brasileiras celebravam os 226.477 pontos e a quase certeza da classificação, confirmada oficialmente após as demais competições do dia.
 
“Hoje foi outra equipe em relação ao treino de pódio. Elas estavam concentradas, focadas, querendo muito. Isso faz diferença na hora, você mostrar para o árbitro o que você veio fazer aqui”, pondera Jade, que durante os treinamentos chegou a chamar a atenção das companheiras. Lorrane também festejou o resultado. “Voltei há pouco tempo de lesão no pé, ainda estou sentindo dores, mas vim com toda a força e garra porque queria muito ajudar a equipe. Acho que fiz o melhor hoje”, afirma.
 
Até o fim de junho, a comissão técnica terá de definir os nomes das atletas que irão compor a equipe brasileira nos Jogos Olímpicos. Segundo Georgette, a dúvida gira em torno da última ginasta. “Pode ser a Tawany, a Milena, Letícia, a Carol... A gente tem uma base fiel com Daniele, Jade, Flávia, Lorrane e Rebeca. Essas cinco só sairiam em caso de lesão ou se não treinarem”, adianta a coordenadora, que já está selecionando os próximos compromissos das atletas. “Minha ideia é levar o grupo para a Copa do Mundo em Anadia e depois treinar um tempo em Portugal”, planeja.
 
 
Classificação
A pontuação do Brasil neste domingo colocaria o país em quarto lugar no Mundial de Glasgow, atrás apenas dos Estados Unidos (236.611), da Rússia (231.437) e da Grã-Bretanha (227.162), e à frente da China (225.127). Depois do Brasil, Alemanha (223.977), Bélgica (221.438) e França (220.869) também asseguraram vaga para os Jogos Olímpicos por equipes. Os quatro países agora se juntam aos oito classificados na Escócia: Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, China, Itália, Japão, Canadá e Holanda.
 
Já a tradicional Romênia, país de Nadia Comaneci, somou 216.569 pontos e, em sétimo lugar, ficou de fora da classificação mesmo com as fortes apresentações da cinco vezes medalhista olímpica Catalina Ponor na trave (14.600 pontos) e no solo (14.300). No salto, contudo, a ginasta sofreu uma queda e marcou 12.333. O país agora terá de escolher apenas uma atleta para as Olimpíadas. Também ficaram de fora as equipes da Austrália (218.428), Suíça (218.336) e Coreia do Sul (203.828).
 
Nesta segunda-feira (18.4), último dia do evento-teste de ginástica artística, serão realizadas as finais por aparelhos a partir das 13h10. No masculino, Arthur Zanetti compete nas argolas. Já no feminino, o país será representado por Flávia (solo e trave), Jade (trave), Daniele (solo e salto) e Rebeca (paralelas assimétricas). Neste domingo, a Arena Olímpica do Rio voltou a sofrer uma queda do sistema de energia, atrasando em 50 minutos a competição.
 
Programação:
 
Segunda-feira (18.4)
13h10 - 14h10: Final por aparelhos – solo (masculino) e salto (feminino)
14h10 - 14h25: Cerimônia de premiação
14h25 - 15h25: Final por aparelhos – cavalo com alças (masculino) e barras assimétricas (feminino)

15h25 - 15h40: Cerimônia de premiação 

17h10 - 17h40: Final por aparelhos – argolas (masculino)

17h40 - 17h50: Cerimônia de premiação 

18h - 18h30: Final por aparelhos – salto (masculino)

18h30 - 18h40: Cerimônia de premiação 

18h40 - 19h10: Final por aparelhos – trave (feminino) 

19h10 - 19h20: Cerimônia de premiação 

20h30 - 22h: Final por aparelhos – barras paralelas, barra fixa (masculino) e solo (feminino)

22h - 22h20: Cerimônia de premiação 
 
Terça (19.4)


14h – 16h35: Ginástica de trampolim – qualificatória e finais (feminino)
16h35 – 16h45: Cerimônia de premiação

17h – 19h35: Ginástica de trampolim – qualificatória e finais (masculino)

19h35 – 19h45: Cerimônia de premiação 
 
Quinta (21.4)


13h – 16h: Ginástica rítmica – individual geral (arco e bola)
16h30 – 19h30: Ginástica rítmica – individual geral (maças e fita)
 
Sexta (22.4)


11h – 12h30: Ginástica rítmica – Conjunto geral final
12h35 – 12h45: Cerimônia de premiação

16h – 18h15: Ginástica rítmica – individual geral final

18h20 – 18h30: Cerimônia de premiação 
 
Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte

Com atletas de 15 estados, tênis de mesa abre calendário nacional de competições 2016

Foto: Ivo LimaFoto: Ivo Lima

A pequena Allana Maschio, de 10 anos, saiu de Balneário Camboriú, Santa Catarina, rumo a Brasília para disputar pela primeira vez um competição nacional. Com encurtamento na formação óssea na perna direita, Allana pode ser considerada a nova “cara” do esporte: jovem, apaixonada pela raquete e pela bolinha, determinada e sonhadora. “Quero ser profissional e ganhar uma Paralimpíada para o Brasil”, projetou. Se depender dos resultados, a mesatenista realizará o sonho. Ela volta para casa com o vice-campeonato na categoria pré-mirim na primeira etapa da Copa Brasil de tênis de mesa.

Disputado em dois ginásios poliesportivos na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), o evento reúne cerca de 400 jogadores, olímpicos e paralímpicos, de 15 estados na capital federal. O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, e o secretário executivo da pasta, Marcos Jorge, acompanharam neste sábado (16.04) a competição que abre oficialmente o calendário de competições deste ano.

O ano de 2016 contará com seis eventos nacionais: quatro Copas do Brasil e dois Campeonatos Brasileiros. “Um Brasileiro é de inverno, que será disputado no próximo mês em Fortaleza. O segundo será o de verão, em Bento Gonçalves (RS)”, divulgou o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Alaor Rezende.

O governo federal investiu nos últimos anos no tênis de mesa. Desde 2010, o Ministério do Esporte celebrou seis convênios com a CBTM, com valores que somam R$ 16,7 milhões.

Fotos: Ivo Lima/MEFotos: Ivo Lima/ME

Ricardo Leyser ressaltou que a modalidade é uma das que mais deram um salto de qualidade e que souberam aproveitar os recursos durante o ciclo olímpico do Rio 2016. “A modalidade tem tradição no país. Estou aqui para aprender. O brasileiro tem muito talento esportivo, mas não tinha a mesma condição dos atletas de Alemanha, Japão, China ou dos Estados Unidos. Estamos orgulhosos de investir na modalidade. Assim, os atletas brasileiros contam com a mesma igualdade de condições de outras nações”, disse o ministro.

Allana Maschio pratica o tênis de mesa há um ano e meio. A iniciação esportiva foi dentro da escola. Depois de quatro meses de treinamento, a jovem foi transferida para a equipe do projeto de Balneário Camboriú e começou a competir.

Jovem atleta Allana Maschio (Foto: Ivo Lima/ME)Jovem atleta Allana Maschio (Foto: Ivo Lima/ME)

“Percebemos que ela tinha futuro no esporte. Uma menina esperta e que faz de tudo, apesar da deficiência. Sobe em árvore, joga futebol e tem muita energia”, contou o treinador José Gamba Neto. Balneário conta com três escolinhas da modalidade, com trabalho social e de rendimento.

Sobre o futuro de atletas brasileiros como Allana, o ministro Ricardo Leyser falou que trabalha para manter os investimentos. “Este ciclo foi de aprendizado. Todos aprendemos o que fazer e aplicar o conhecimento. A perspectiva que temos para 2020, em Tóquio, e para os outros Jogos, é que a gente consiga manter o nível de investimento, avançar mais no conhecimento que iniciamos neste ciclo do Rio 2016. Assim, vamos criar um legado duradouro”, frisa.

Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte

Seleção feminina faz treino de pódio antes de seletiva final para os Jogos

Tranquilidade e confiança são as palavras de ordem na seleção brasileira feminina de ginástica artística. Durante o evento-teste, última chance de classificação do grupo, são esses os sentimentos que as ginastas tentam transmitir no lugar da pressão pelo torneio do domingo (17.04). Nesta sexta-feira (15.04), Carolyne Pedro, Daniele Hypolito, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade e a reserva Milena Theodoro fizeram o treino de pódio na Arena Olímpica do Rio.

“Acho que estou mais tranquila do que no evento-teste passado. Aquele estava mais difícil do que este. Agora estamos dentro de casa, preparadas, focadas e com uma equipe forte”, compara Daniele Hypolito em relação ao Pré-Olímpico de 2012, em Londres. “Eu confio no nosso grupo, na nossa competência como equipe. Estamos unidas e com essa mescla da geração passada com a nova. Tivemos mais tempo do que no outro evento-teste para treinar e nos prepararmos melhor. Agora está na nossa mão para chegarmos tranquilas no dia da competição”, avalia.

Daniele Hypolito, da seleção brasileira de ginástica artística. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Daniele Hypolito, da seleção brasileira de ginástica artística. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)

Mais experiente do grupo, aos 31 anos, Daniele pode garantir neste fim de semana a participação em sua quinta edição olímpica. Após o treino de pódio, a ginasta deixou animada a área de competição. “Eu gostei dos três aparelhos que fiz, que foram trave, solo e salto. É sempre bom quando você acaba e o técnico fala que o treino foi bom, que ele está satisfeito. Só dele ter falado isso, já fico tranquila”, comenta.

» Confira a programação do evento-teste

Flávia Saraiva também aprovou o treinamento de pódio e elogiou a cor do carpete ao redor dos aparelhos. “Achei que o ginásio ficou bonito. Gostei desse verde, deixou o ginásio alegre”, afirma. A atleta ainda minimizou uma falha no sistema de som, que obrigou as ginastas a treinarem o solo sem música. “A gente tem que continuar com foco e concentração. Já treinamos bastante com música, então uma vez só não vai atrapalhar”, acredita.

Foto: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.brFoto: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.br

No treino de pódio, o Brasil deu início aos exercícios pela trave, passando pelo solo, salto e, por último, paralelas assimétricas. Considerado o aparelho mais fraco para as brasileiras, a aposta do grupo nas paralelas gira em torno de Rebeca Andrade. “Eu tenho que treinar mais do que todo mundo na paralela porque é um aparelho que faço bem”, explica.

Em seu retorno à seleção após um período afastada por lesão, Rebeca não se apresentará no solo. “Quando faço errado alguns exercícios, sinto um pouco de dor, aí não consigo terminar bem a série. E eu quero chegar para fazer o máximo, e não mais ou menos”, afirma. Neste sábado, a seleção feminina ainda fará um último treino antes da disputa decisiva de domingo.

Puxão de orelha
Segunda mais velha do grupo, com 24 anos, Jade Barbosa diz ter assumido um papel quase de mãe diante das mais jovens. “Eu fico numa função meio difícil de, ao mesmo tempo, apoiar e brigar às vezes porque elas são novas e acham que tudo é lindo, então eu mando elas focarem. Às vezes tenho que ser um pouco chata”, explica.

“Até por eu ter perdido minha mãe muito cedo e cuidado do meu irmão, tenho isso de querer cuidar delas. Para mim ainda é difícil porque sou muito sentimental. Quando acerto, fico feliz e, quando erro, fico com raiva. Eu passo isso para elas, quero que sejam focadas”, comenta Jade. “É a única oportunidade que a gente tem de estar lá dentro e treinamos muito, não podemos deixar isso passar. Elas são muito novas e às vezes começam a olhar para o lado e a ver o que a outra menina está fazendo”, conta.

Jade Barbosa, da seleção brasileira de ginástica artística. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Jade Barbosa, da seleção brasileira de ginástica artística. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)

Mesmo com a pouca idade da nova geração, Jade acredita que o Brasil nunca teve uma seleção tão forte. “É a equipe mais talentosa que a gente já teve. Se todo mundo estiver 100%, sem lesão, vai ser a melhor Olimpíada para o Brasil”, aposta. No momento, contudo, o grupo não pensa em medalhas ou sequer em finais. “Até agora a gente não treinou para isso, só para classificar. A gente faz as séries para acertar na hora, seguras. Todo mundo sabe fazer um pouco mais do que faz aqui, mas tem que arriscar. E na equipe não pode arriscar”, justifica Jade.

Com a experiência de ter disputado os Jogos Pan-Americanos de 2007 na Arena Olímpica do Rio, quando conquistou o ouro no salto e o bronze no solo, a ginasta diz ter se sentido à vontade no treino de pódio do evento-teste. “Nós também treinamos aqui do lado, então as meninas ficaram bem à vontade. Fiquei até surpresa, tanto que no salto eu briguei com elas para ficarem focadas”, admite. “O salto é um aparelho que, se a gente acerta, dá vantagem em cima das outras. Elas estavam meio ‘avoadas’ e eu briguei, mas é pelo bem”, brinca.

Para conseguir uma vaga para toda a equipe nos Jogos Olímpicos, o Brasil precisa terminar entre os quatro melhores países no próximo domingo. Serão sete rivais: Alemanha, Austrália, Bélgica, Coreia do Sul, França, Romênia e Suíça. No Mundial de Glasgow (Escócia), em outubro do ano passado, as brasileiras terminaram com a nona colocação, a apenas um posto da classificação direta.

Neste sábado (16.04), terão início as competições do evento-teste com a disputa masculina, a partir das 10h30 (de Brasília). O Brasil será representado por Arthur Zanetti, nas argolas, e por Sérgio Sasaki, no individual geral, que competem na subdivisão 2, a partir das 14h30.

Segurança
O evento-teste de ginástica conta com a atuação da Força Nacional de Segurança Pública. São cerca de 300 profissionais na arena, incluindo policiais militares, civis e bombeiros, trabalhando na segurança interna e nas proximidades da instalação de competição. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a Força Nacional atuará ainda nas instalações de treinamento e nos alojamentos.

Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Atletas e dirigentes avaliam Estádio Aquático no primeiro dia de competições

Foto: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.brFoto: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.br

“Está tudo muito lindo, fiquei deslumbrando quando entrei, está de outro mundo. Padrão internacional”. Assim o nadador Brandonn de Almeida descreveu a casa da natação olímpica e paralímpica nos Jogos Rio 2016. O Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, passa pelo primeiro grande teste com a realização, de 15 a 20 de abril, do Troféu Maria Lenk. Além de mais de 350 atletas disputando a competição por 58 clubes nacionais, 57 estrangeiros também conhecerão a piscina olímpica.

» Confira a programação do Troféu Maria Lenk

Nesta sexta (15.04), nadadores, dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), da Federação Internacional de Natação (FINA) e do Comitê Organizador Rio 2016 avaliaram a instalação. A impressão geral é positiva e os principais pontos de ajuste têm solução encaminhada para agosto de 2016.

Fotos: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.brFotos: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.br

O diretor executivo da FINA, Cornel Marculescu, disse que é importante reconhecer os progressos na instalação. A entidade e a CBDA chegaram a pensar no Plano B de realizar a competição – que é a última seletiva olímpica da natação brasileira - no Parque Aquático Maria Lenk, mas mantiveram o torneio no Estádio Aquático. Apenas a necessidade de mais ventilação na área ao redor da piscina foi apontada por Marculescu como questão pendente e, segundo ele, já há sinalização da Prefeitura do Rio para resolver o problema.

“A única coisa que necessitamos é ter ventilação artificial no deck da piscina. Falamos com o prefeito e acho que será feito. Os planos já existem para isso. A qualidade da luz aqui é fantástica, faz um ambiente fantástico, especialmente de noite. Não existem muitas piscinas com esse tipo de luz. Somos realistas, há que reconhecer o progresso. Ainda tem muito trabalho, mas há tempo”, disse Marculescu.

“A prefeitura está fazendo um estudo e a gente aguarda com ansiedade o resultado. Conforme o prefeito falou, isso é importante e ele vai dar o máximo para se tornar realidade”, acrescentou Ricardo Prado, gerente geral de Esportes Aquáticos do Rio 2016 sobre a colocação de ventiladores no deck.

Os principais testes do Comitê Organizador são a área de competição, a ação dos voluntários específicos do esporte e a tecnologia de resultados. “Os últimos dias foram de muito trabalho pra tentar adequar a instalação à realidade dos atletas entrando, então a gente priorizou as áreas que os atletas vão efetivamente usar. Muita coisa ainda tem que ser feita, mas a gente conseguiu. A piscina de fora, a piscina de dentro, vestiários, o lounge dos atletas. Alguns tempos já chacoalharam as arquibancadas com os convidados, então foi um ótimo começo”, avaliou Ricardo Prado.

A CBDA também demonstrou satisfação com o andamento do primeiro dia da seletiva olímpica. “Houve uma dúvida grande durante o percurso até se a gente ia conseguir trazer o Troféu Maria Lenk para cá. A gente alertou várias vezes, e tenho que agradecer a parte operacional do Rio 2016. É complexo fazer tudo isso e a gente tem que agradecer porque eles correram atrás”.

Piscina de aquecimento, na área externa do Estádio Aquático. (Foto: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.br)Piscina de aquecimento, na área externa do Estádio Aquático. (Foto: Gabriel Heusi/ Brasil2016.gov.br)

Elogios nacionais e estrangeiros
Os atletas teceram vários elogios ao Estádio Olímpico. O ponto comum de incômodo mencionado por eles é o calor, sobretudo na piscina de aquecimento. Ela terá cobertura para os Jogos com uma estrutura temporária que ainda não foi colocada.

“É lindo (o estádio), é a primeira vez que tem quatro lados. É um pouco menor que as outras arenas, mais aconchegante, bacana, eu gostei. Agora são as coisas finais de obra. Ainda não está com o ar ligado (nas áreas funcionais), fica bem quente, mas vai ficar pronto, não tem que estressar”, avaliou Joanna Maranhão.

“A piscina é brilhante. A instalação não é tão grande, então quando tiver muitos espectadores vai ficar bem legal, com uma ótima atmosfera. Algumas coisas podem estar melhores, nem todas as áreas estão abertas para nós, e estávamos no sol. Mas esse é o primeiro teste”, disse a tcheca Barbora Zavadova.

Barbora Závadová, da República Tcheca, durante o evento-teste de natação, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Barbora Závadová, da República Tcheca, durante o evento-teste de natação, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos. (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)

“É um evento muito importante, por isso vieram nadadores de todo o mundo. Está um espetáculo. A piscina é muito boa. Faz calor lá fora, mas as duas (piscinas) me parecem bem”, disse o argentino Martín Carrizo.

O maior desafio para os nadadores já pensando nos Jogos Olímpicos, de acordo com o superintendente executivo da CBDA, são as provas tarde da noite. “O pior é nadar às 22h, que é uma coisa inédita. Nadar com piscina quente a gente já nadou, várias arenas estavam quente. Nadar às dez da noite é o grande desafio”, afirmou Ricardo de Moura, em referência ao horário das finais durante o megaevento.

Carol Delmazo, brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Franciela Krasucki obtém índice olímpico nos 100m

Brasileira terminou a prova em 11s31 e superou a marca mínima de 11s32. (Foto: Wagner Carmo/ CBAt)Brasileira terminou a prova em 11s31 e superou a marca mínima de 11s32. (Foto: Wagner Carmo/ CBAt)

O Brasil tem mais um atleta com índice para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A paulista Franciela Krasucki venceu, nesta quinta-feira (14.04), a prova dos 100m na Cal State LA Twilight Open, em Los Angeles, Estados Unidos, com o tempo de 11s31, superando assim a marca mínima de 11s32 exigida pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês).

O Brasil teve outras quatro atletas na prova: Bruna Farias, quarta colocada com 11s65; Kauiza Venancio, quinta com 11s74; Evelyn Paula, sétima com 11s79; e Vanuza Santos, oitava com 11s80.

Na prova masculina dos 100m, o Brasil fez dobradinha com Jorge Henrique Vides, vencedor com 10s22, seguido de Bruno Lins, com 10s25. Rodrigo Nascimento terminou em quarto, com 10s36, Paulo André Oliveira em quinto, com 10s38, Aldemir Gomes Junior em sexto, com 10s41, José Carlos Codó Moreira em oitavo, com 10s57, e Antonio Rodrigues em nono, com 10s61.

Com o resultado nos 100m, Paulo André ratifica o índice para o Campeonato Mundial Sub 20, que será disputado em julho, na Polônia.

Nos 200m, Geisa Coutinho ficou em segundo lugar, com 23s72, enquanto Antonio Rodrigues e Rodrigo Nascimento terminaram na segunda e na terceira colocações, respectivamente, com 21s09 e 21s10.

Fonte:CBAt

Ascom - Ministério do Esporte

Troféu Maria Lenk: João Gomes Jr faz o segundo tempo do mundo nos 100m peito

João Gomes Jr comemora a marca nos 100m peito. (Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br)João Gomes Jr comemora a marca nos 100m peito. (Foto: Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br)
 
Na prova mais disputada do primeiro dia de competições do Troféu Maria Lenk, última seletiva da natação brasileira para os Jogos Olímpicos Rio 2016, atletas que já haviam conquistado o índice olímpico (1m00s57) nos 100m costas melhoraram suas marcas na manhã desta sexta-feira (15.4), na piscina do Estádio Aquático, no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. O destaque foi João Gomes Jr, que completou a prova em 59s06. Esse é o segundo melhor tempo do mundo em 2016 na prova, perdendo apenas para o britânico Adam Peaty (58s41). Com o resultado da eliminatória, ele sai na frente na briga por uma das duas vagas olímpicas nos 100m costas.
 
“A gente nunca pode dizer que está 100% garantido, mas é legal porque os outros agora vão ter que correr atrás de mim. Lutei pra isso e estou conquistando meu objetivo. Minha marca na cabeça é o ouro olímpico, é só isso que eu almejo. À noite noite é confirmar meu nome na Olimpíada”, disse João Gomes Jr.
 
Ele acrescentou que vai brigar para nadar na casa 58s hoje à noite. “Quebrei o gelo na primeira caída. Estou com o pé direito na competição, entrei do jeito que eu queria, e à tarde é baixar a temperatura, a euforia e ficar tranquilo para acertar e nadar na casa dos 58”, explicou.
 
Os outros três brasileiros que nadaram abaixo do índice na primeira seletiva olímpica, em Palhoça (SC), em dezembro do ano passado, são Felipe França, Pedro Cardona e Felipe Lima. Nesta sexta, Felipe França repetiu a marca feita em Santa Cantarina (59s56), Pedro Cardona fez 59s77, melhorando o resultado de Palhoça (1m0014) e Felipe Lima nadou para 1m00s06, pouco melhor que o 1m00s09 de dezembro. João Gomes Jr havia feito 1m00s00 em Santa Catarina.
 
Daiene Dias e Etiene Medeiros celebram o índice olímpico nos 100m borboleta. (Foto: Carol Delmazo/brasil2016.gov.br)Daiene Dias e Etiene Medeiros celebram o índice olímpico nos 100m borboleta. (Foto: Carol Delmazo/brasil2016.gov.br)
 
Índice nos 100m borboleta
Daiene Dias nadou os 100m borboleta na terceira série em 58s04, tempo abaixo dos 58s74 que são o índice de referência para os Jogos Olímpicos. Na mesma prova, Etiene Medeiros fez 58s49 e também conseguiu superar o tempo exigido. Como terminou antes, Etiene ficou esperando na zona mista, onde ficam os jornalistas, o resultado da amiga Daiene. Ao final, as duas comemoraram juntas.
 
“Alcancei o índice em mais uma prova. Queria realmente fazer o índice nessa prova, só queria mais baixo. Mas fiquei megafeliz. Ainda vamos conversar sobre essa prova e foi muito bom”, disse Etiene Medeiros, que já tem índice nos 50m e nos 100m livre. Como a prioridade da atleta do Sesi é conseguir a marca para os 100m costas, prova que será realizada neste sábado (16.4), ela optou por não disputar a final dos 100m borboleta no fim de tarde desta sexta.
 
“Sabia que tinha que fazer minha parte, gostei do tempo, foi o meu melhor. Estou muito feliz, treinei muito para essa prova e tomara que eu consiga garantir (a vaga) à tarde. Eu sabia que tinha que ‘socar a bota’ de manhã, fazer meu máximo. Eu gosto de nadar de manhã e fui pra cima”, disse Daiene Dias.
 
Outras provas do dia
Também foram disputadas, na manhã desta sexta-feira, as eliminatórias dos 400m livre masculino e dos 400m medley nos dois gêneros. Não houve novidades em termos de marcas brasileiras para índices olímpicos. Luiz Altamir, que já fez 3m50s32 (abaixo do índice) na primeira seletiva olímpica, fechou os 400m livre em 3m57s23 e vai disputar a final B nesta sexta.
 
Nos 400m medley, Brandonn Almeida, que detém o recorde mundial júnior da prova com a marca que fez na seletiva de Palhoça (4m14s07), já abaixo do índice olímpico, completou a distância no Maria Lenk em 4m24s97. Na prova feminina, Joanna Maranhão nadou para 4m46s54. Ela superou o índice olímpico, que é de 4m43s46, em Santa Catarina, ao completar  distância em 4m40s78.
 
“A ideia era ter segurado um pouco mais, mas aproveitei para nadar um estilo encaixado. No peito e o crawl eu dei uma segurada boa, principalmente no crawl, que faz a diferença no final de prova, é aquele negócio que você só consegue fazer em final de competição. Como era eliminatória e estava muito na frente, segurei”, explicou Joanna.
 
Formato e finais
As eliminatórias, disputadas pela manhã, classificarão oito atletas com os melhores tempos para nadar a Final A, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Os nadadores brasileiros que terminarem as eliminatórias da manhã entre a nona e a 16ª posições participarão da Final B.
 
O pódio da prova internacional (Final A) será definido logo após a disputa. Já o pódio do evento nacional será determinado depois da realização das duas Finais (A e B). Isso porque o atleta que nadar a final B terá a mesma oportunidade daquele que nadar a final A na busca do índice olímpico, na pontuação para seus clubes e também estará concorrendo ao pódio nacional. Dessa forma, as colocações e as pontuações do Campeonato Nacional só serão divulgadas após a realização das duas provas decisivas.
 
Programação do Troféu Maria Lenk 2016: 
 
-Eliminatórias a partir de 9h30
-Finais a partir de 17h30 até o dia 19, e a partir de 17h no dia 20
 
Sexta-feira (15.4)
» 400m medley masculino
» 100m borboleta feminino
» 400m livre masculino
» 400m medley feminino
» 100m peito masculino
 
Sábado (16.4)
» 100m costas feminino
» 200m livre masculino
» 100m peito feminino
» 100m costas masculino
» 400m livre feminino
 
Domingo (17.4)
» 200m livre feminino
» 200m borboleta masculino
» 200m medley feminino
 
Segunda-feira (18.4)
» 100m livre masculino
» 200m borboleta feminino
» 200m peito masculino
 
Terça-feira (19.4)
100m livre feminino
200m costas masculino
200m peito feminino
200m medley masculino
 
Quarta-feira (20.4)
» 50m livre masculino
» 50m livre feminino
» 100m borboleta masculino
» 200m costas feminino
» 1500m livre masculino
» 800m livre feminino
 
Carol Delmazo, brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

Valendo as últimas vagas para os Jogos, torneio de ginástica tem início neste sábado

São as últimas vagas em disputa para a ginástica dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E o mesmo palco da competição olímpica de agosto recebe, a partir deste sábado (16.04), o Qualificatório Final de Ginástica, evento-teste das modalidades artística, rítmica e de trampolim. Ao todo, 316 atletas, de 62 países, se apresentarão na Arena Olímpica do Rio, legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Parque Olímpico da Barra, até o próximo dia 22.

De acordo com as listas de inscritos do Comitê Organizador Rio 2016, está prevista a participação de 111 atletas da artística masculina, 105 na artística feminina, 31 no trampolim, 26 na rítmica individual e 43 ginastas no conjunto. O Brasil disputa o evento-teste com 17 ginastas.

Flávia Saraiva: representante da nova geração da ginástica brasileira. (Foto: Getty Images)Flávia Saraiva: representante da nova geração da ginástica brasileira. (Foto: Getty Images)

Chamada final
Entre as provas, o torneio feminino da ginástica artística, no domingo (17.04), é o que terá o maior peso para as donas da casa: o evento-teste é a última chance de o Brasil garantir a participação da equipe completa nos Jogos Olímpicos. No Mundial de Glasgow (Escócia), em outubro do ano passado, as brasileiras terminaram com a nona colocação, uma acima do necessário para garantir a vaga sem necessidade da disputa do Pré-Olímpico.

Após meses de treinos intensos e em dois períodos, a equipe compete nesta semana no Rio de Janeiro composta por Carolyne Pedro, Daniele Hypolito, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Rebeca Andrade. Milena Theodoro será a reserva.

"Estou treinando bastante para ajudar a equipe a se classificar para os Jogos Olímpicos. Todas as meninas estão se esforçando e espero que todas possam fazer o melhor. Acredito que vai dar tudo certo. Competir em casa será ótimo", comenta Flávia, que neste ano já conquistou dois ouros e uma prata na Copa do Mundo de Baku, em fevereiro. A competição será aberta ao público, com ingressos à venda no site do Rio 2016.

"Fizemos uma preparação muito boa. Existe certa ansiedade, que é natural, mas treinamos bem", acredita a coordenadora da seleção artística feminina, Georgette Vidor. "Temos que estar confiantes, mas só poderemos estar tranquilas no último aparelho, no último momento. Temos que passar bem pela nossa competição. Teremos aqui grandes seleções, que já estiveram com uma equipe completa nas Olimpíadas, mas as meninas estão preparadas", acrescenta.

Competem oito equipes femininas no evento-teste: Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, França, Romênia e Suíça. Desses países, quatro garantirão a classificação para os Jogos, ao lado dos oito já garantidos pelo resultado no Mundial: Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, China, Itália, Japão, Canadá e Holanda. O torneio na Arena Olímpica definirá ainda as últimas vagas individuais. Caso o Brasil não classifique o grupo completo, apenas uma ginasta poderá competir nos Jogos.

Arthur Zanetti defenderá o título olímpico nas argolas nos Jogos do Rio. (Foto: Getty Images)Arthur Zanetti defenderá o título olímpico nas argolas nos Jogos do Rio. (Foto: Getty Images)

Masculino
Com a vaga por equipes assegurada durante o Mundial do ano passado, a seleção masculina do Brasil contará com a participação de apenas dois atletas no evento-teste. O campeão olímpico e mundial Arthur Zanetti fará, no Rio de Janeiro, a sua primeira competição do ano. Já Sérgio Sasaki, que em 2015 esteve afastado das competições devido a duas lesões, será o representante no individual geral.

Nesta quinta-feira (14.04), a ginástica artística masculina fez o treino de pódio na Arena Olímpica. “A instalação está ótima, com aparelhos bons”, comentou Sasaki após os exercícios. Os atletas comentaram ainda sobre o uso da cor verde no piso. “Geralmente a gente pega tudo azul, já no ano passado era rosa. Desta vez foi verde. Eu vi pela foto e achei meio esquisito, mas ao vivo é legal. Não fez diferença nos aparelhos e ficou forte, chamativo. Os aparelhos ficaram legais, eles mudaram a borda do colchão. Eu gostei bastante”, aprovou Arthur Zanetti.

O romeno Marian Dragulescu, contudo, estranhou a cor. “Achei um pouco difícil de acostumar, ao menos para mim, no salto. Nunca tinha sido verde, foi difícil, mas espero estar pronto até o dia da competição e acostumado com a cor”, avaliou. “O restante está bom, esperamos que o ginásio esteja cheio de pessoas na torcida para que tenhamos um bom momento e consigamos classificar a equipe”, acrescentou.

Assim como no feminino, oito países disputam o evento-teste com o objetivo de assegurar uma das quatro vagas para equipes nos Jogos Olímpicos: Alemanha, Canadá, Romênia, Espanha, França, Ucrânia, Holanda e Bielorrúsia.

Natália Gáudio será a representante do Brasil no evento-teste e nos Jogos Olimpicos. (Foto: Getty Images)Natália Gáudio será a representante do Brasil no evento-teste e nos Jogos Olimpicos. (Foto: Getty Images)Rítmica
Já classificada para os Jogos Olímpicos após ter a vaga carimbada durante o Mundial de Stuttgart, Natália Gaudio será a representante do Brasil na ginástica rítmica individual também no evento-teste. A atleta capixaba ficou com a vaga olímpica do país-sede ao terminar à frente da compatriota Angélica Kvieczynski na competição na Alemanha. Assim, Natália será a responsável por colocar o Brasil de volta ao individual geral da modalidade nos Jogos depois de 24 anos de ausência: a última representante foi Marta Schonhurst, na edição de 1992, em Barcelona.

Como anfitrião, o Brasil ainda tem direito à participação da seleção de conjunto nos Jogos. A equipe se apresentará na Arena Olímpica do Rio no último dia do evento-teste (22.04). A equipe final será composta por cinco atletas e definida no fim de junho. Para a apresentação com fitas, foi escolhida a música “Aquarela do Brasil”, cantada por Ivete Sangalo. Já na rotina de arco e maças, foi feito um mix de músicas brasileiras, como “Tico-tico no Fubá” e “Brasileirinho”.

Trampolim
Outro brasileiro que já tem vaga garantida nos Jogos Olímpicos é Rafael Andrade. O atleta goiano, medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Gualajara, em 2011, será o primeiro representante do país na ginástica de trampolim das Olimpíadas. A classificação veio após o Mundial da Dinamarca, em novembro do ano passado, quando Rafael ficou em 36º lugar e à frente dos rivais brasileiros, conquistando, assim, a vaga destinada ao país-sede. Os oito mais bem colocados no Mundial asseguraram a classificação direta para os Jogos.

A competição de trampolim no evento-teste será na próxima terça (19.04) e definirá as últimas classificações olímpicas. Os cinco melhores atletas da qualificatória garantem uma vaga ao país, e não aos atletas, que poderão ser escolhidos pelas delegações. Já nas ginásticas artística e rítmica, as classificações são nominais.

Investimentos
Entre 2010 e 2014, foram celebrados três convênios entre o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), no valor total de R$ 8,7 milhões. A ginástica brasileira foi beneficiada com a compra de mais de mil equipamentos a partir de um convênio celebrado em 2010 no valor de R$ 7,2 milhões. Os itens foram destinados a 16 centros de treinamento, em 13 cidades brasileiras.

Além disso, outros dois convênios contemplaram a preparação da seleção de ginástica rítmica e a participação das seleções brasileiras (artística, rítmica e de trampolim) em aclimatações e mundiais, como preparação para os Jogos Olímpicos. Outro convênio, de 2011, no valor de R$ 666,6 mil, foi firmado entre o ministério e a Federação de Ginástica de Santa Catarina, com o objetivo de implantar e estruturar núcleos de base da ginástica artística nos municípios de Blumenau, Florianópolis, Joinville, Chapecó, Criciúma e São Bento do Sul.

O Ministério do Esporte ainda está construindo o Centro de Excelência Esportiva das modalidades artística e rítmica em São Caetano do Sul (SP), resultado de uma parceria com a prefeitura da cidade. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 7,8 milhões, sendo R$ 7,2 milhões do governo federal. O CT integrará a Rede Nacional de Treinamento.

Já no apoio aos atletas, o Brasil conta hoje com 13 ginastas da modalidade artística contemplados com a Bolsa Pódio do governo federal (investimento de R$ 1,6 milhão): Arthur Zanetti, Diego Hypolito, Sérgio Sasaki, Arthur Nory, Henrique Flores, Francisco Barretto, Pétrix Barbosa, Ângelo Assumpção, Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Letícia Costa, Lorrane Oliveira e Caio Souza.

No trampolim, o representante Rafael Andrade recebe a Bolsa Atleta na categoria internacional, assim como Natália Gaudio, na rítmica. Dos 17 brasileiros convocados para o evento-teste, 15 são bolsistas do governo federal, resultando em um investimento de R$ 905 mil ao ano. Em 2015, a ginástica teve 121 contemplados com a Bolsa Atleta (R$ 1,9 milhão ao ano). Já pela Lei Agnelo/Piva, a CBG recebeu R$ 20,7 milhões entre 2010 e 2015. Para 2016, a previsão é de R$ 4,3 milhões.

Foto: Ministério do EsporteFoto: Ministério do Esporte

» Programação

Sábado (16)
10h30 - 13h: Competição por equipes (masculina) - Subdivisão 1
14h30 - 17h: Competição por equipes (masculina) - Subdivisão 2
18h30 - 21h: Competição por equipes (masculina) - Subdivisão 3
21h - 21h15: Cerimônia de premiação

Domingo (17)
9h30 - 11h30: Competição por equipes (feminina) - Subdivisão 1
13h - 15h: Competição por equipes (feminina) - Subdivisão 2
16h30 - 18h30: Competição por equipes (feminina) - Subdivisão 3
20h - 22h: Competição por equipes (feminina) - Subdivisão 4
22h - 22h15 - Cerimônia de premiação

Segunda-feira (18)
13h10 - 14h10: Final por aparelhos – solo (masculino) e salto (feminino)
14h10 - 14h25: Cerimônia de premiação
14h25 - 15h25: Final por aparelhos – cavalo com alças (masculino) e barras assimétricas (feminino)
15h25 - 15h40: Cerimônia de premiação
17h10 - 17h40: Final por aparelhos – argolas (masculino)
17h40 - 17h50: Cerimônia de premiação
18h - 18h30: Final por aparelhos – salto (masculino)
18h30 - 18h40: Cerimônia de premiação
18h40 - 19h10: Final por aparelhos – trave (feminino)
19h10 - 19h20: Cerimônia de premiação
20h30 - 22h: Final por aparelhos – barras paralelas, barra fixa (masculino) e solo (feminino)
22h - 22h20: Cerimônia de premiação

Terça (19)
14h – 16h35: Ginástica de trampolim – qualificatória e finais (feminino)
16h35 – 16h45: Cerimônia de premiação
17h – 19h35: Ginástica de trampolim – qualificatória e finais (masculino)
19h35 – 19h45: Cerimônia de premiação

Quinta (21)
13h – 16h: Ginástica rítmica – individual geral (arco e bola)
16h30 – 19h30: Ginástica rítmica – individual geral (maças e fita)

Sexta (22)
11h – 12h30: Ginástica rítmica – Conjunto geral final
12h35 – 12h45: Cerimônia de premiação
16h – 18h15: Ginástica rítmica – individual geral final
18h20 – 18h30: Cerimônia de premiação

Ana Cláudia Felizola – brasil2016.gov.br, com informações da Confederação Brasileira de Ginástica

Ascom - Ministério do Esporte

Seleção feminina de basquete é convocada para Sul-Americano na Venezuela

O técnico da Seleção Brasileira Adulta Feminina, Antonio Carlos Barbosa, convocou as 15 jogadoras que irão realizar a preparação para o 35º Campeonato Sul-Americano, entre os dias 20 e 26 de maio em Barsiquimeto, na Venezuela. O evento classifica quatro primeiros colocados para a Copa América / Pré-Mundial de 2017, que irá classificar três países para o Campeonato Mundial de 2018.
 
A armadora Adrianinha é uma das principais jogadoras da equipe. (Foto: Divulgação)A armadora Adrianinha é uma das principais jogadoras da equipe. (Foto: Divulgação)
 
O Brasil busca o 26º título na competição e o 16º consecutivo invicto. A Seleção Brasileira se apresenta no dia 2 de maio, em Campinas, no interior de São Paulo. A preparação será em dois períodos até o dia 17 de maio. 
 
“Na primeira convocação procuramos chamar as jogadoras que estão em melhores condições para esta competição, mas lembrando que não é definitiva para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Procuramos fazer uma lista enxuta e não muito ampla, com uma mesclagem de jogadoras jovens, outras que já vinham aparecendo nos ciclos anteriores e as mais experientes. O Sul-Americano não apresenta mais as facilidades das edições anteriores e não é o mesmo campeonato apresentado em outros anos. As equipes do continente evoluíram bastante”, disse o treinador brasileiro.
 
“Entre as convocadas teremos o retorno de jogadoras experientes e de minha confiança como as pivôs Kelly Santos e Êga. Elas possuem experiência e ainda estão em condições de jogar em nível internacional, além de serem importantes para o meu sistema tático. A armadora Adrianinha é indispensável para nossa equipe. Ela iniciou na seleção sob meu comando no Sul-Americano Juvenil do Equador (1996) e depois na Seleção Adulta no Sul-Americano do Brasil (1999) e no Pré-Olímpico de Cuba (1999)”, analisou Barbosa. 
 
“De novidade temos as armadoras Joice Rodrigues e a Bárbara Honório, mas que já haviam trabalhado comigo no Sul-Americano Cadete do Equador (2001). Mantive também jogadoras que vinham no processo de renovação como Patrícia Teixeira, Tainá Paixão, Isabela Ramona e Tatiane Nascimento, além de mantermos outras que vinham bem na seleção ou que fizeram um bom Campeonato Nacional caso da Palmira, Jaqueline, Iziane, Nádia e Gilmara”, completou o técnico. 
 
As jogadoras que disputarão os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro serão convocadas na segunda quinzena de maio. 
 
 
Confira a lista de atletas convocadas: 
 
Adriana Moisés Pinto Mafra – Armadora – 37 anos – 1,70m – Uninassau / América de Recife (PE) – SP
Bárbara Generoso Honório – Armadora – 30 anos – 1,80m – Corinthians / Americana (SP) – SP
Gilmara Justino – Pivô – 35 anos – 1,83m – Corinthians / Americana (SP) – SP
Isabela Ramona Lyra Macedo – Ala – 21 anos - 1,80m – Sampaio Basquete (MA) – BA
Iziane Castro Marques – Ala – 34 anos – 1,82m – Sampaio Basquete (MA) – MA
Jaqueline de Paula Silvestre – Ala – 30 anos – 1,79m – Basketball Santo André (SP) – SP
Joice Cristina de Souza Rodrigues – Armadora – 29 anos – 1,76m – Corinthians / Americana (SP) – SP
Karina da Silva Jacob – Pivô – 30 anos – 1,85m – Sampaio Basquete (MA) – RJ
Kelly Santos Muller – Pivô – 36 anos – 1,93m – Uninassau / América de Recife (PE) – SP
Nádia Gomes Colhado – Pivô – 27 anos – 1,95m – Sampaio Basquete (MA) – SP
Palmira Cristina Marçal – Ala –31 anos – 1,78m –Sampaio Basquete (MA) – SP
Patrícia Teixeira Ribeiro – Ala – 25 anos – 1,76m – Maranhão Basquete (MA) – SP
Soeli Garvão Zakrzeski (Êga) – Pivô – 38 anos – 1,88m – Maranhão Basquete (MA) – PR
Tainá Mayara da Paixão – Armadora – 24 anos – 1,72m – Uninassau / América de Recife (PE) – SP
Tatiane Pacheco Nascimento – Ala – 25 anos – 1,81m – Uninassau / América de Recife (PE) – SP
 
Fonte: CBB
Ascom – Ministério do Esporte
 

Bolsistas encaram prova de ciclismo de estrada do Giro del Trentino na Itália

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
 
A equipe brasileira de ciclismo de estrada embarcou esta semana para disputar o tradicional Giro del Trentino, na Itália, entre os dias 19 e 22 de abril. O percurso da competição será dividido em quatro etapas, começando com uma prova contrarrelogio por equipes de 12,1 quilômetros com chegada em Torbole.
 
Serão oito ciclistas defendendo a bandeira do Brasil. André Gohr e Caio Godoy representam a nova geração da Sub23. Completam o time João Gaspar, Flavio Cardoso, Kleber Ramos, Magno Prago, Murilo Affonso e Otávio Bulgarelli. Cinco dos atletas nacionais recebem o benefício do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte. 
 
No segundo dia os ciclistas pedalam 220,3 km entre as localidades de Arco e Anras, enquanto na terceira etapa o desafio acumula 204,5 km com largada em Sillian e chegada na Mezzolombardo, sendo considerada a etapa chave da competição. A última prova terá 160,9 km percorridos entre Malé e Cles.
 
“O Giro del Trentino é uma competição referência no calendário mundial. A prova reúne grandes equipes e sem dúvidas será uma grande experiência para todos. A seleção estará participando com atletas talentosos e todos estão muito confiantes para fazer uma boa prova”, declarou Adir Romeo, técnico da seleção.
 
Fonte: CBC
Ascom – Ministério do Esporte
 

Última seletiva da natação, Troféu Maria Lenk testa Estádio Aquático pela primeira vez

 
O Troféu Maria Lenk 2016 tem início nesta sexta-feira (15.04), no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, dando aos atletas brasileiros a última chance de conquistar os índices para as 14 provas olímpicas da natação.
 
Participam da competição, que vai até o dia 20 de abril, mais de 350 nadadores de 58 clubes na disputa nacional, além de 57 estrangeiros de 11 países: Argentina, Canadá, Chile, China, Eslováquia, Finlândia, Japão, Paraguai, República Tcheca, Ucrânia e Uruguai. Além de seletiva olímpica, o Maria Lenk será o primeiro evento-teste realizado no Estádio Aquático, entregue ao Comitê Organizador no último dia 8 de abril.
 
Serão testados vários aspectos da área de competição – como o sistema de largada e as raias –, a ação dos voluntários específicos do esporte, o sistema de cronometragem, a apresentação esportiva e um pouco da operação de espectadores, já que amigos e familiares de atletas e convidados estarão presentes nas arquibancadas. Não haverá venda de ingressos para o público em geral. 
 
Nadadores treinam no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos na véspera do Maria Lenk. Foto: Satiro Sodré/SSPressNadadores treinam no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos na véspera do Maria Lenk. Foto: Satiro Sodré/SSPress
 
O diretor de Esportes do Rio 2016, Rodrigo Garcia, explicou que a estrutura para o Maria Lenk no Estádio Aquático não é exatamente como ficará para o chamado “Games Time”.
 
“Ainda há trabalho a ser feito na instalação. Faremos o Maria Lenk sem a cobertura na piscina de aquecimento, mas haverá cobertura nos Jogos, uma estrutura temporária. O painel será fixado em local diferente. Os sistemas de iluminação e ventilação ainda não estão 100%, e os testes feitos agora vão ser fundamentais para entregar a melhor estrutura em agosto”, disse.
 
A competição terá somente provas olímpicas, de forma que as provas de 50m estilos (costas, peito e borboleta), 1.500m livre feminino e 800m livre masculino ficarão de fora. Também não serão realizadas as provas de revezamento. O foco da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) é formar a melhor seleção brasileira possível.
 
“O Maria Lenk 2016 será disputado com muitos ingredientes complementares, tais como o ambiente olímpico, a presença dos familiares no apoio pela conquista de uma vaga olímpica, a proximidade dos Jogos Olímpicos, a participação em casa, a expectativa e a pressão. Faz toda a diferença disputar a competição já na piscina olímpica: conhecer o local de batalha antecipadamente ajuda, já se cria uma intimidade com a instalação. Por isso, fizemos todo o esforço para realizar o Maria Lenk no Estádio Aquático”, disse o superintendente executivo da CBDA, Ricardo de Moura.
 
Depois da natação olímpica, serão realizados mais dois eventos-teste no Estádio Aquático: natação paralímpica (22 a 24 de abril) e polo aquático (25 a 29 de abril).
 
Formato e finais
As eliminatórias, disputadas pela manhã, classificarão oito atletas com os melhores tempos para nadar a Final A, sejam eles brasileiros e estrangeiros. Os nadadores brasileiros que terminarem as eliminatórias da manhã entre a nona e a 16ª posições participarão da Final B.
 
O pódio da prova internacional (Final A) será definido logo após a disputa. Já o pódio do evento nacional será determinado depois da realização das duas Finais (A e B). Isso porque o atleta que nadar a final B terá a mesma oportunidade daquele que nadar a final A na busca do índice olímpico, na pontuação para seus clubes e também estará concorrendo ao pódio nacional. Dessa forma, as colocações e as pontuações do Campeonato Nacional só serão divulgadas após a realização das duas provas decisivas.
 
Há três estrangeiros nadando pelos clubes brasileiros. Eles competem há mais de três anos no Brasil, já são considerados "brasileiros" esportivamente, segundo o regulamento, e podem disputar a Final B (nacional) do Maria Lenk. São eles: a argentina Julia Sebastian, recordista sul-americana dos 200m peito, pela Unisanta, e os equatorianos Esteban Enderica, recordista sul-americano dos 1500m livre, e Samantha Arevalo, também fundista, que nadarão pelo Fluminense.
 
Primeira seletiva
Seguindo o padrão dos últimos anos, a CBDA adotou como tempos mínimos para participação nas provas individuais dos Jogos Olímpicos os chamados índices A da  Federação Internacional de Natação (FINA).
 
A primeira seletiva ocorreu em dezembro de 2015, em Palhoça (SC). As disputas foram divididas em dois torneios simultâneos: o 25º Campeonato Brasileiro Sênior - Troféu Daltely Guimarães, e o 11º Torneio Open. Pela manhã, os atletas disputaram o Daltely, como se fosse uma fase eliminatória. Os oito melhores de cada prova se classificam para o Torneio Open, uma espécie de final, realizado no período da tarde. Os tempos anotados nas 14 provas olímpicas das duas competições valeram como índice para o Rio 2016 (veja a lista dos atletas ao final).
 
Revezamentos
No caso dos revezamentos, o Brasil garantiu, no  Mundial de Kazan 2015, na Rússia, vagas para quatro provas: 4x100m livre masculino, 4x100m medley masculino, 4x100m livre feminino e 4x200m livre feminino. A definição das equipes será feita também com base nos tempos das duas seletivas olímpicas. Os nadadores que conseguirem índice nas provas individuais automaticamente entram para os quartetos dos revezamentos, sempre seguindo a ordem dos melhores tempos. Caso o número de vagas não seja preenchido por atletas com índice, serão classificados nadadores adicionais que tenham alcançado o tempo mínimo de participação nos Jogos exigido pela FINA - os chamados índices B, um pouco mais altos que os índices A.
 
Cielo tem a última chance de se classificar para o Rio 2016 no Troféu Maria Lenk. Foto: Alex Menendez/Getty ImagesCielo tem a última chance de se classificar para o Rio 2016 no Troféu Maria Lenk. Foto: Alex Menendez/Getty Images
 
O desafio do campeão olímpico
Recordista mundial dos 50m livre (20s91) e dos 100m livre (46s91), com tempos alcançados em 2009, Cesar Cielo tem no Maria Lenk a última chance de se garantir no Rio 2016,  já que ficou fora da final dos 100m em Palhoça, deixou o campeonato antes de nadar os 50m livre e ainda não tem índice nessas provas. 
 
Mas o campeão olímpico dos 50m em Pequim 2008 – que também conquistou o bronze nos 100m em Pequim e nos 50m em Londres 2012 -  enfrenta um desafio ainda maior que os índices estabelecidos pela FINA. Como só podem ir aos Jogos, em cada prova individual, dois atletas por país, Cesar terá que superar os companheiros de seleção que já fizeram tempos abaixo do índice.
 
No caso dos 50m livre, o índice FINA é 22s27, mas Bruno Fratus fez 21s50 em Palhoça e Ítalo Duarte, 22s08. Isso significa que Cielo terá que ser pelo menos mais rápido que Ítalo para estar nessa prova no Rio 2016.  Mais três nadadores (Marcelo Chierighini - 22s17, Matheus Santana - 22s17 e Henrique Martins - 22s25) nadaram abaixo do índice no torneio de dezembro, e todos eles ainda têm a chance de melhorar as marcas no Maria Lenk. No caso do revezamento, vão os quatro mais rápidos. 
 
A situação dos 100m livre não é muito diferente. O índice FINA é 48s99, mas Nicolas Oliveira - 48s41, Matheus Santana - 48s71, Marcelo Chierighini - 48s72  e Alan Vitória - 48s96 superaram a marca em Palhoça.
 
Thiago Pereira fora dos 400m medley
Outro medalhista olímpico brasileiro, Thiago Pereira não vai lutar pelo índice nos 400m medley, prova que lhe rendeu a prata em Londres 2012. Ele não está inscrito nessa prova no Maria Lenk. O maior medalhista de Jogos Pan-Americanos da história – 23 pódios, sendo 15 ouros – já tem o índice olímpico para os 200m medley.
 
Programação do Troféu Maria Lenk 2016
-Eliminatórias a partir de 9h30
-Finais a partir de 17h30 até o dia 19, e a partir de 17h no dia 20
 
Sexta-feira (15.04)
400m medley masculino
100m borboleta feminino
400m livre masculino
400m medley feminino
100m peito masculino
 
Sábado (16.04)
100m costas feminino
200m livre masculino
100m peito feminino
100m costas masculino
400m livre feminino
 
Domingo (17.04)
200m livre feminino
200m borboleta masculino
200m medley feminino
 
Segunda-feira (18.04)
100m livre masculino
200m borboleta feminino
200m peito masculino
 
Terça-feira (19.04)
100m livre feminino
200m costas masculino
200m peito feminino
200m medley masculino
 
Quarta-feira (20.04)
50m livre masculino
50m livre feminino
100m borboleta masculino
200m costas feminino
1500m livre masculino
800m livre feminino
 
Atletas que conquistaram índice para o Rio 2016 em Palhoça (SC)
 
50m livre masculino(22s27) 
Bruno Fratus - 21s50 / Ítalo Duarte - 22s08 / Marcelo Chierighini - 22s17 / Matheus Santana - 22s17 / Henrique Martins - 22s25 
 
50m livre feminino (25s28)
Etiene Medeiros - 24s71 / Graciele Herrmann - 24s92
 
100m livre masculino (48s99)
Nicolas Nilo Oliveira - 48s41  / Matheus Santana - 48s71 / Marcelo Chierighini - 48s72/ Alan Vitória - 48s96 
 
100m livre feminino (54s43)
Etiene Medeiros - 54s26
 
200m livre masculino (1m47s97)
Nicolas Nilo Oliveira - 1m47s09 / João de Lucca - 1m47s81
 
200m livre feminino (1m58s96)
Manuella Lyrio - 1m58s43
 
400m livre masculino (3m50s44)
Luiz Altamir Melo - 3m50s32
 
100m borboleta masculino (52s36)
Henrique Martins - 52s14 / Marcos Macedo - 52s17 / Nicholas Santos - 52s31
 
200m borboleta masculino (1m56s97)
Leonardo de Deus - 1m56s14
 
100m costas masculino (54s36)
Guilherme Guido - 53s09
 
200m costas masculino (1m58s22)
Leonardo de Deus - 1m57s43
 
100m peito masculino (1m00s57)
Felipe França - 59s56  / João Gomes Junior - 1m00s00 / Felipe Lima - 1m00s09 / Pedro Cardona - 1m00s14
 
200m peito masculino (2m11s66)
Thiago Simon - 2m11s29
 
200m medley masculino (2m00s28)
Henrique Rodrigues - 1m58s26 / Thiago Pereira - 1m58s32
 
200m medley feminino (2m14s26)
Joanna Maranhão - 2m14s04
 
400m medley feminino (4m43s46)
Joanna Maranhão - 4m40s78
 
400m medley masculino (4m16s71)
Brandonn Almeida - 4m14s07
 
Carol Delmazo, brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 

Maior evento-teste do Rio 2016, Copa do Mundo de Tiro Esportivo começa nesta sexta

Estrutura do Centro Nacional de Tiro Esportivo, que passará por evento-teste de 14 a 25 de abril. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brEstrutura do Centro Nacional de Tiro Esportivo, que passará por evento-teste de 14 a 25 de abril. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br
 
O maior evento-teste para os Jogos Olímpicos Rio 2016 começa nesta sexta-feira (15.04). O Centro Nacional de Tiro Esportivo, no Parque Olímpico de Deodoro, recebe a Copa do Mundo de Tiro Esportivo, com cerca de 700 atletas de quase 90 países para a disputa das 15 provas nas três categorias da modalidade: carabina, pistola e tiro ao prato.
 
A competição integra o calendário da Federação Internacional de Tiro Esportivo e conta pontos para o ranking mundial. Por não ser aberto ao público, não haverá venda de ingressos. Neste primeiro dia, serão realizadas as preliminares da prova de fossa olímpica do tiro ao prato, no masculino quanto no feminino.
 
O Centro Nacional de Tiro Esportivo foi construído em 2007 para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Com 50 mil metros quadrados e estandes para todas as provas dos programas olímpico e paralímpico, a instalação passou por reforma e ampliação para 2016, com investimento federal de R$ 38,3 milhões.
 
A equipe brasileira contará com 29 homens e 14 mulheres, com pelo menos um representante em cada uma das 15 provas olímpicas. Desse total, 33 atletas contam com apoio do Ministério do Esporte por meio da Bolsa Atleta.
 
A Copa do Mundo servirá para a definição da última das nove vagas do Brasil nos Jogos Olímpicos. Bruno Heck (carabina) e Julio Almeida (pistola) têm pontuações semelhantes no ranking da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). Os pontos do torneio se somarão aos já conquistados por eles em campeonatos anteriores e decidirão quem volta ao estande em agosto para disputar os Jogos.
 
Estrutura do Centro Nacional de Tiro Esportivo, que passará por evento-teste de 14 a 25 de abril. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brEstrutura do Centro Nacional de Tiro Esportivo, que passará por evento-teste de 14 a 25 de abril. Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br
 
Os brasileiros já classificados para as Olimpíadas são Cassio Rippel (carabina deitado), Felipe Wu (pistola de ar); Daniela Carraro (tiro ao prato), Janice Teixeira (tiro ao prato), Renato Portella (tiro ao prato), Roberto Schmits (tiro ao prato), Emerson Duarte (pistola) e Rosane Budag (carabina).
 
A principal esperança de medalha verde e amarela é o paulista Felipe Wu. Medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015, ele conquistou a última etapa da Copa do Mundo, em março de 2016, na Tailândia, e alcançou o topo do ranking mundial na pistola de ar 10m.
 
O tiro esportivo foi a modalidade que deu as primeiras medalhas olímpicas ao Brasil. Em 1920, na Antuérpia, Guilherme Paraense conquistou o ouro, Afrânio Costa obteve prata e a equipe ficou com um bronze.
 
Medalhistas olímpicos
Dos 700 participantes da Copa do Mundo de Tiro Esportivo, 50 atiradores já conquistaram medalhas olímpicas. Os destaques entre os atletas internacionais são o coreano Jin Jongoh, detentor de três ouros e duas pratas em Jogos Olímpicos, e os americanos Matthew Emmons (três medalhas olímpicas) e Vincent Hancock (atual bicampeão olímpico de skeet). Entre as mulheres, as americanas Kimberly Rhode e Corey Cogdell, a francesa Celine Goberville, a ucraniana Olena Kostevych e a italiana Jessica Rossi são as principais competidoras.
 

Provas em disputa na etapa carioca da Copa do Mundo de Tiro Esportivo:
 
Masculino
 
Carabina de ar - 10m
Carabina deitado - 50m
Carabina 3 posições - 50m
Pistola de ar - 10m
Pistola de tiro rápido - 25m
Pistola 50m
Tiro ao prato - fossa olímpica
Tiro ao prato - fossa double
Tiro ao prato - skeet
 
Feminino
 
Carabina de ar 10m
Carabina 3 posições - 50m
Pistola de ar - 10m
Pistola - 25m
Tiro ao prato - fossa olímpica
Tiro ao prato – skeet
 
Copa do Mundo de Tiro Esportivo
 
15 a 24 de abril de 2016, no Centro Nacional de Tiro Esportivo
Av. Brasil, 26.196, Vila Militar de Deodoro, em frente à Arena da Juventude
Não haverá venda de ingressos e a presença de público será restrita a convidados e associados da CBTE
 
Abelardo Mendes Jr. - Brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte 
 
 
 
 

Vadão e técnicos dos adversários do Brasil comentam o chaveamento do futebol feminino

O sorteio dos grupos do torneio olímpico feminino de futebol colocou China, Suécia e África do Sul no caminho da seleção brasileira. A estreia será contra as chinesas, às 16h do dia 3 de agosto, no Estádio Olímpico (Engenhão), no Rio de Janeiro. Na sequência, o adversário será a Suécia, às 22h do dia 6, no mesmo Engenhão. A terceira e última partida da primeira fase será contra a África do Sul, às 21h do dia 9 de agosto, na Arena da Amazônia, em Manaus.

Técnico da equipe brasileira, Oswaldo Alvarez, o Vadão, considerou o grupo equilibrado, assim como os demais. “Até pelo critério que a FIFA usa de distribuir pelo ranking, então você vê que todo grupo tem duas seleções consideradas favoritas. Acho que nosso grupo não foi diferente”, disse, após a cerimônia do sorteio, realizada nesta quinta-feira (14.04), no Maracanã, Rio de Janeiro.

Vadão elogiou o crescimento do futebol chinês, primeiro adversário da seleção feminina nos Jogos Rio 2016. (Foto: Getty Images)Vadão elogiou o crescimento do futebol chinês, primeiro adversário da seleção feminina nos Jogos Rio 2016. (Foto: Getty Images)

» Definidos os grupos do futebol. Seleção masculina estreia contra a África do Sul

Ele conta com grande apoio da torcida em toda a primeira fase. “Vamos jogar duas no Rio. Estamos dentro do clima olímpico, tudo é aqui no Rio. Óbvio que nós teremos uma recepção muito boa. Mas quem está dando mais público no campeonato feminino brasileiro é o Iranduba, que joga na Arena de Manaus. O público lá tem reconhecido o futebol feminino. Então acho que teremos um apoio maciço da torcida nos três jogos.”

“Será muito empolgante jogar contra o Brasil, haverá muita gente no estádio”, acrescentou o francês Bruno Bini, que esta à frente da equipe da China, adversária do Brasil na estreia.

Sobre o primeiro oponente, Vadão comentou o trabalho que vem sendo feito no futebol chinês. “A China vem numa ascensão muito grande, visto o que está sendo feito com os jogadores brasileiros, tanto no masculino quanto no feminino. É um plano de governo.”

Futebol-referência
Duas vezes campeã do torneio olímpico de futebol comandando os Estados Unidos (Pequim 2008 e Londres 2012), a sueca Pie Sundhage estará à frente do país de nascimento no Rio 2016. A treinadora destacou a oportunidade de jogar contra o time que considera referência no futebol e exaltou a principal jogadora brasileira, que atualmente joga pelo FC Rosengard, na Suécia.

A sueca Pie Sundhage vai comandar a seleção de seu país após passagem pelos Estados Unidos. (Foto: Getty Images)A sueca Pie Sundhage vai comandar a seleção de seu país após passagem pelos Estados Unidos. (Foto: Getty Images)

“É muito legal jogar contra o Brasil. Quando se fala em futebol, para mim o Brasil é futebol. Como técnica dos Estados Unidos, eu encontrei a Marta algumas vezes. E também a tenho visto várias vezes na liga sueca. Somos muito orgulhosos do fato de que ela ainda jogue na Suécia, elevando o nível do futebol. Estar aqui no Rio e jogar não só contra ela, mas contra outras jogadoras como Cristiane, será fantástico”, disse Pie.

Sonho
Técnica da África do Sul, a holandesa Vera Pawn demonstrou muita satisfação com o sorteio dos grupos que definiu o caminho da segunda participação do país africano no futebol feminino em Jogos Olímpicos.

“Estamos muito animados porque vamos jogar os primeiros dois jogos no Rio e depois vamos a Manaus jogar contra o país-sede. Com o que mais você poderia sonhar? Não importa o que aconteça conosco, vamos deixar a África do Sul orgulhosa. Qualquer chaveamento seria complicado para nós, faremos o que for possível no grupo”, comentou Pawn.

A equipe será alvo de análise detalhada por parte da seleção brasileira. “A África do Sul é a novidade, porque na minha passagem pela seleção eu não tive a oportunidade de jogar contra eles. É uma equipe de velocidade e força e daqui pra frente vamos estudar melhor para saber os detalhes”, explicou Vadão.

Planejamento
A seleção brasileira jogará dois amistosos antes dos Jogos Olímpicos contra a seleção canadense, no Canadá, em 4 e 7 de junho, e Vadão espera contar com a equipe completa nesses compromissos. A convocação final para os Jogos será feita em julho. O grupo vai se reunir gradativamente, à medida que as jogadoras terminarem a participação no Campeonato Brasileiro.

“Todo o investimento que foi feito este ano e no ano passado na seleção permanente foi muito importante. Realmente temos um grupo consciente da nossa responsabilidade e principalmente da nossa capacidade”, afirmou o técnico brasileiro. A preparação emocional, segundo Vadão, será uma das prioridades até a estreia, em 3 de agosto.

“Não estamos 100% preparados hoje, temos que nos preparar para essa parte emocional, a ansiedade, a torcida a favor, tudo isso será trabalhado. Esse aspecto é fundamental e temos que estar muito bem equilibrados”, analisou Vadão.

Regulamento
No torneio feminino, as 12 seleções estão em três chaves. A primeira fase terá 18 partidas. Avançam para os jogos eliminatórios das quartas de final as duas melhores equipes de cada grupo e as duas melhores entre as terceiras colocadas. A decisão do ouro será às 17h30 do dia 19 de agosto, também no Maracanã.

Abelardo Mendes Jr e Carol Delmazo – Brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Técnico da Seleção Masculina de handebol, Jordi Ribera analisa equipes garantidas nos Jogos Olímpicos

 
 
No último fim de semana, os torneios pré-olímpicos realizados na Europa contemplaram as últimas vagas e possibilitaram ao Brasil fazer uma análise mais aprofundada dos adversários que o time masculino terá pela frente no maior evento esportivo do planeta.
 
Já estavam garantidos anteriormente o Brasil, por ser o anfitrião; a Argentina, por ser o segundo melhor do continente americano, já que os brasileiros venceram os Jogos Pan-Americanos de Toronto; o Egito, como campeão africano; o Qatar, por ser campeão asiático; a Alemanha, como campeã européia; e a França, atual dona do título mundial. Nos pré-olímpicos, mais seis países garantiram vaga: Polônia, Tunísia, Eslovênia, Suécia, Dinamarca e Croácia.
 
Um dos fatos que chamou atenção na definição foi a Espanha, campeã mundial em 2013, ter ficado de fora. O país, que tem grande tradição na modalidade, disputou duas vagas com Eslovênia, Irã e Suécia e acabou sendo superado pelos dois últimos. O comandante da Seleção Brasileira que, inclusive, é espanhol, disse que era uma disputa em que tudo era possível. “Esse era um grupo mais aberto. A partida entre Espanha e Eslovênia definiu bastante e contra a Suécia (vice-campeã olímpica) o jogo foi definido no último segundo”.
 
Para Jordi, todos os participantes estão muito bem preparados para a disputa mais importante do ciclo. “Todos os países, nesses últimos quatro anos, fizeram diferentes estruturações em suas equipes. Foram incorporados jogadores jovens e, de acordo com o planejamento de todos, as ações que foram feitas permitiram que chegassem ao final do ciclo com um nível mais alto. As equipes da Europa têm um equilíbrio grande. Podemos considerar que a França conseguiu dar um passo a mais nos últimos anos e tem conquistado os principais títulos”, analisou. 
 
Para ele, apesar de poder estudar todas as equipes desde já, ainda é preciso aguardar a  definição das chaves para traçar um planejamento mais específico. “Nosso planejamento não muda em nada, por enquanto, mas, sim, após o sorteio dos grupos. Com isso, vamos conseguir fazer uma preparação mais específica, e, inclusive, escolher amistosos que sejam interessantes para nossa preparação”, explicou. O sorteio dos grupos para os Jogos Olímpicos será realizado no Rio de Janeiro no dia 29 de maio.
 
Fonte: CBHb
Ascom - Ministério do Esporte 

Rio Preto se isola mais na liderança e fica perto da vaga na semi do Brasileiro de Futebol Feminino

Foto: All Sports/ CBFFoto: All Sports/ CBF

O Rio Preto e o São José mantiveram a ponta de seus respectivos grupos na segunda fase do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Nesta quarta-feira (13.04), três partidas fecharam a rodada, que teve início no dia anterior com a vitória do Flamengo sobre o Corinthians, por 3x2.

Jogando em casa, o Rio Preto fez 3x0 no São Francisco, com gols de Jéssica, Adriana e Ana Alice. O time do interior paulista aumentou ainda mais a vantagem na liderança no Grupo 5, que era de um ponto e, agora, são de quatro pontos, para a vice líder Ferroviária. A equipe de Araraquara visitou o Foz Cataratas e foi derrotada por 2x1. Com o resultado, as paranaenses voltaram a ficar com boas chances de classificação.

Pelo Grupo 6, a atacante Carlinha abriu o placar para o São José aos 37 minutos do primeiro tempo, na Arena da Amazônia, contra o Iranduba. Mas, aos 27 minutos da etapa final Elisa anotou para as donas da casa e definiu o marcador em 1x1. Com o empate, as joseenses seguem na ponta da chave, agora com oito pontos, seguidas por Flamengo com sete.

Elisa comemora gol de empate na Arena da Amazônia. (Foto: All Sports/ CBF)Elisa comemora gol de empate na Arena da Amazônia. (Foto: All Sports/ CBF)

Faltam duas rodadas para o término da segunda fase, que definirá as quatro equipes semifinalistas. Na próxima semana, o Rio Preto receberá o Foz Cataratas, enquanto o São Francisco joga em casa contra a Ferroviária. Pela outra chave, São José encara o Corinthians, no Estádio Martins Pereira, enquanto o Iranduba joga na Arena da Amazônia contra o Flamengo.

» Classificação

Grupo 5
Rio Preto (SP): 10 pts
Ferroviária (SP): 6 pts
Foz Cataratas (PR): 5 pts
São Francisco (BA): 1 pt


Grupo 6  
São José (SP): 8 pts
Flamengo (RJ): 7 pts
Corinthians (SP): 4 pts
Iranduba (AM): 2 pts

Ascom - Ministério do Esporte

Vencedor de gincana contra mosquito Aedes, funcionário do Ministério do Esporte conduzirá tocha olímpica

Da esquerda para direita: Funcionário José Ivan, o ministro Ricardo Leyser e o vencedor da gincana Silvio Bezerra. (Foto: Francisco Medeiros/ME)Da esquerda para direita: Funcionário José Ivan, o ministro Ricardo Leyser e o vencedor da gincana Silvio Bezerra. (Foto: Francisco Medeiros/ME)
 
Uma área repleta de lixo transformada em jardim na Colônia Agrícola Samambaia, cidade satélite de Brasília, e o trabalho de conscientização que envolveu alunos do ensino fundamental da rede pública. Estas foram as ações desenvolvidas por um grupo de funcionários do Ministério do Esporte que venceu a “Gincana Esporte x Aedes: Vamos vencer o mosquito e o vírus Zika”.  
 
Como prêmio, o funcionário Silvio Bezerra, coordenador da Coordenação-Geral de Prestação de Contas (CGPCO), ganhou o direito de conduzir a tocha olímpica do Rio 2016. O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, parabenizou o funcionário pela iniciativa concreta no combate ao mosquito Aedes aegypti.
 
“Foi um estímulo saber que o prêmio da gincana era carregar a tocha olímpica. Sou apaixonado por esporte, pratico judô desde os 7 anos, e participar desse momento da história do esporte brasileiro será incrível”, disse o servidor. 
 
Antes e depois do trabalho de arborização do canteiro. (Foto: Arquivo pessoal)Antes e depois do trabalho de arborização do canteiro. (Foto: Arquivo pessoal)
 
Os funcionários do Ministério do Esporte foram divididos em grupos para realizar o trabalho de conscientização e combate ao mosquito. Uma das ações da equipe vencedora foi transformar em jardim o canteiro utilizado para entulhar lixo. Além da arborização, os moradores receberam sementes da crotalária, planta que atrai a libélula, predadora do mosquito Aedes aegypti.
 
Trabalho desenvolvido na escola 306 Sul, em Brasília. (Foto: Divulgação)Trabalho desenvolvido na escola 306 Sul, em Brasília. (Foto: Divulgação)
 
Já na escola classe 306 sul o trabalho foi educativo. Os funcionários promoveram ação com todos os alunos, como explicou Bezerra. “A melhor forma de conscientizar a população é falando com as crianças. Elas transmitem as mensagens aos pais. Os alunos estudaram as fases de crescimento do mosquito, trabalharam o tema em sala de aula e receberam as sementes da crotalária”, contou. 
 
Equipe do Ministério do Esporte que trabalhou no combate ao mosquito Aedes (Foto: Ivo Lima/ME)Equipe do Ministério do Esporte que trabalhou no combate ao mosquito Aedes (Foto: Ivo Lima/ME)
 
Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte
 
 
 

Definidos os grupos do futebol. Seleção masculina estreia contra a África do Sul

Foto: Abelardo Mendes Jr/ MEFoto: Abelardo Mendes Jr/ ME

Os grupos do Torneio Olímpico de Futebol foram sorteados nesta quinta-feira (14.04), no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Em busca da inédita medalha de ouro olímpica no futebol, o primeiro confronto da seleção brasileira feminina será contra a China, às 16h do dia 3 de agosto, no Engenhão, na capital fluminense. A equipe masculina fará sua estreia diante da África do Sul, às 16h do dia 4 de agosto, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

» Vadão e técnicos dos adversários do Brasil comentam o chaveamento do futebol feminino

As partidas de futebol dos Jogos Olímpicos Rio 2016 serão disputadas entre 3 e 20 de agosto, em seis estádios de cinco cidades: Maracanã e Engenhão (Rio de Janeiro), Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília), Mineirão (Belo Horizonte), Arena da Amazônia (Manaus), Arena Fonte Nova (Salvador) e Arena Corinthians (São Paulo).

» Conheça as sedes do torneio de futebol olímpico

No masculino, as 16 equipes foram divididas em quatro chaves de quatro países. Serão 24 partidas nesta primeira fase. As duas melhores de cada grupo avançam para as quartas de final - a partir daí os jogos serão eliminatórios. A final será disputada às 17h30 do dia 20 de agosto, no Maracanã.

No torneio feminino, as 12 seleções estão em três chaves. A primeira fase terá 18 partidas. Avançam para os jogos eliminatórios das quartas de final as duas melhores de cada grupo e as duas melhores entre as terceiras colocadas. A decisão do ouro será às 17h30 do dia 19 de agosto, também no Maracanã.

» Conheça os investimentos do Ministério do Esporte no futebol feminino

Caminho do Brasil na fase de grupos
Depois da estreia contra a África do Sul, no dia 4, a seleção brasileira masculina permanece em Brasília para enfrentar o Iraque no dia 7 de agosto. A terceira e última partida da primeira fase será contra a Dinamarca, na Fonte Nova, em Salvador.

"O grupo está bom e o Brasil pode dar alegria para a gente. Temos que tratar todas as seleções da mesma forma para não haver surpresa", disse Ronaldinho Gaúcho, que atuou como um dos ajudantes no sorteio das chaves. "É o sonho de qualquer atleta poder participar de uma Olimpíada, ainda mais sendo em casa. É uma chance de entrar para a história, e temos uma geração de jovens talentos que pode ser mesclada com atletas experientes", completou.

A seleção feminina começa o torneio contra a China, no Engenhão. Em seguida, enfrentará a Suécia às 22h do dia 6 de agosto, no mesmo Engenhão e, por fim joga contra a África do Sul, em 9 de agosto, na Arena da Amazônia, em Manaus, às 21h.

"A Suécia tende a respeitar muito o Brasil, principalmente pela Marta, que jogou lá. Trabalhando bem dá para sair em primeiro lugar e encaminhar uma briga pela medalha", afirmou Aline Pellegrino, prata com a seleção nos Jogos de Atenas. "O nervosismo vai bater como em qualquer estreia, faz parte, mas o Brasil jogou nos últimos seis meses pelo menos três vezes contra a China. Tem bastante material para trabalhar e o Brasil tem tudo para fazer uma grande estreia", disse.

Para ela, o importante é o Brasil voltar ao pódio. "Temos duas pratas em cinco edições. Na última, caímos nas quartas. Voltar a ser medalhista está de bom tamanho, mas é óbvio que todos estão em busca da medalha dourada".

Foto: Abelardo Mendes Jr/ Brasil2016Foto: Abelardo Mendes Jr/ Brasil2016

Ingressos
O Comitê Organizador Rio 2016 anunciou que novos lotes de ingressos estarão disponíveis a cada semana a partir desta quinta-feira (14.04). Isso inclui sessões que já estavam esgotadas, como as cerimônias de abertura e encerramento e a final do futebol masculino, no Maracanã.

» Curiosidades sobre o futebol olímpico:

- O futebol foi esporte de demonstração nos Jogos de 1900 e 1904, tendo sido incluído no programa olímpico em 1908. Daí em diante, fez parte de todas as edições, menos nos anos de guerra, quando os Jogos foram cancelados, e na edição de 1932. Mas somente a partir de 1992 é que jogadores profissionais puderam jogar. A partir de Barcelona, o limite de idade passou a ser 23 anos, com exceção de três atletas.

- O futebol feminino entrou no programa olímpico em 1996 e não tem limite de idade.

Torneio masculino

- A Hungria é o país com o maior número de medalhas: três ouros (1952, 1964,  1968), uma prata (1972) e um bronze (1960).

- Brasil, Dinamarca e a antiga Iugoslávia possuem três vice-campeonatos. Holanda e a então União Soviética contam com três bronzes.

- Países europeus têm o domínio do futebol olímpico: conquistaram 16 dos 23 ouros em disputa até hoje.

- Uruguai (1924 e 1928) e Argentina (2004 e 2008) são os únicos países da América do Sul que conquistaram o torneio.

- Depois do bicampeonato, o Uruguai ficou fora do torneio por 84 anos e só retornou em 2012.

- O Brasil participou do torneio 12 vezes: ganhou a prata três vezes (1984, 1988 e 2012) e o bronze em duas ocasiões (1996 e 2008). O ouro em 2016 seria uma conquista inédita.

- Apenas três países-sede dos Jogos Olímpicos ganharam o ouro masculino: Grã-Bretanha em 1908, Bélgica em 1920 e a Espanha 1992.

- Fiji é a única seleção estreante desta edição do torneio masculino.

Torneio feminino

- A brasileira Formiga é a única jogadora que participou dos cinco torneios olímpicos do futebol feminino, de Atlanta 1996 até Londres 2012.

- Formiga tem o recorde de 24 jogos no torneio feminino. Atrás dela, vêm a norte-americana Christine Rampone (22 jogos) e a também brasileira Tânia (20).

- Brasil, Estados Unidos e Suécia participaram das cinco edições do torneio feminino.

- Os Estados Unidos estiveram nas cinco finais, tendo perdido apenas em Sydney 2000, quando o país foi derrotado pela Noruega na prorrogação por 3 a 2.

- A brasileira Cristiane é a jogadora que mais marcou gols no torneio olímpico feminino: 12.

- A alemã Birgit Prinz é a única jogadora que marcou gols em quatro edições do torneio feminino.

- Zimbábue fará sua estreia em torneios FIFA de futebol feminino no Rio 2016.

Abelardo Mendes Jr e Carol Delmazo, do Rio de Janeiro - brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Lei de Incentivo: Vasco busca apoio para remo, basquete, natação e atletismo

Foto: Paulo Fernandes/VascoFoto: Paulo Fernandes/Vasco
 
Dois projetos de desenvolvimento de esportes olímpicos do Clube de Regatas Vasco da Gama foram aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte. Com o sinal verde do Ministério do Esporte, a agremiação carioca busca captação de recursos junto a parceiros.  
 
A primeira ação atende as modalidades de remo, basquete, natação e atletismo. O segundo é exclusivo do remo, modalidade mais antiga do clube. Os dois projetos somam R$ 4,2 milhões. O clube tem até o dia 1 de março de 2017 para conseguir investidores. 
 
A reabertura do parque aquático e a montagem de um time de basquete masculino para a disputa da NBB CAIXA no próximo ano, caso o clube consiga a vaga que é oferecida na Liga Ouro, estão entre as prioridades do clube. 
 
 
Ascom – Ministério do Esporte 
 

Goiânia recebe acervo do Museu Olímpico Internacional

Mascotes, medalhas, uniformes e tochas dos Jogos Olímpicos da Era Moderna estarão reunidas pela primeira vez na capital goiana. Por meio da exposição “Se Prepara Brasil”, o museu itinerante com acervo do Museu Olímpico Internacional chegará no dia 30 de abril na cidade, na Praça Universitária.  
 
A exposição apresenta a história dos Jogos Olímpicos desde a origem na Grécia Antiga, seu resgate na era moderna, com curiosidades e bastidores das edições passadas e, principalmente, como o Brasil se preparou para recebera Rio 2016.
 
A mostra também leva recursos audiovisuais que recriarão a atmosfera e a emoção dos Jogos ao longo dos tempos dentro de duas carretas que percorrerão 46 cidades brasileiras.
 
Ascom – Ministério do Esporte
 

Para ministro do Esporte, revezamento da tocha irá alavancar venda de ingressos dos Jogos Rio 2016

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME

O revezamento da Tocha Olímpica, que terá início no Brasil em 03 de maio e irá percorrer 334 cidades em todos os estados do país, vai aumentar a venda de ingressos para os Jogos Rio 2016. Essa é a opinião do chefe da pasta do Esporte, Ricardo Leyser, que participou do programa “Bom Dia, ministro” da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) nesta quarta-feira (13.04).

“As pessoas ainda não despertaram para os Jogos, porque o noticiário está muito concentrado nas questões políticas. Nós temos um grande evento, vamos receber os melhores atletas do mundo e as pessoas ainda não estão completamente ligadas nas chances e possibilidades de assistirem a esse grande evento. Então, eu acho que com o começo do percurso da tocha as pessoas vão estar mais ligadas aos Jogos e essa venda de ingressos vai aumentar”, disse Leyser.

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ MEO Fogo Olímpico será aceso no dia 21 de abril, em Olímpia, para depois percorrer outras cidades da Grécia. Antes de desembarcar em Brasília, no início do próximo mês, a tocha passará pelas sedes da ONU e do Comitê Olímpico Internacional, ambos na Suíça. “O Fogo Olímpico e a Tocha Olímpica têm um grande simbolismo, que hoje é muito importante para o nosso país, que é um símbolo de paz, de união dos povos. Nós sabemos que na Antiguidade até guerras eram suspensas para a realização dos Jogos”, afirmou Leyser.

Além do incentivo do revezamento da Tocha, o ministro acredita que os brasileiros também devem estar abertos a conhecerem modalidades menos populares por aqui. “As pessoas não tem o hábito de consumir outros esportes. Temos ingressos esgotados para a natação, para o atletismo, mas existem outros esportes tão interessantes quanto estes e que nós vamos ver os melhores do mundo aqui. As pessoas ainda não se atentaram, que talvez o rúgbi, o hóquei, o badminton, o tênis de mesa, sejam grandes experiências. Além disso, o Brasil ainda não tem essa tradição de assistir ao vivo o esporte paraolímpico. Apesar de o país ser uma grande potência paralímpica, as pessoas ainda não têm esse hábito de comprar o ingresso e ir ao evento. O que posso sugerir é que corram para comprar os ingressos dos Jogos Paralímpicos e pesquisem outros esportes, não só aqueles que estão acostumados a assistir”, convidou.

O revezamento da tocha servirá para promover diversos pontos turísticos do Brasil. As cidades se preparam para fazer apresentações artísticas e cultura para o evento, que será um dos aspectos de nacionalização dos Jogos Rio 2016. O outro, e mais importante, é a Rede Nacional de Treinamento que está sendo construída pelo Governo Federal. “Estamos orgulhosos do que o Brasil fez nos últimos sete anos. Não é só uma questão de entregar os Jogos, mas de entregar os Jogos bem. O Brasil vai ter orgulho do que vai ser entregue no Rio de Janeiro, mas é uma questão de mudar a nossa estrutura esportiva. Eu estive na Universidade Federal de Santa Catarina entregando uma pista de atletismo nova. Nós tínhamos poucas pistas no Brasil, vamos chegar ao final de 2016 com mais de 40”, exemplificou o ministro, que ainda citou outras instalações em uso pelo país, que servirão de legado para as futuras gerações.

“O Brasil aproveitou muito esse ciclo olímpico para aprender o que precisava fazer para desenvolver seus atletas, aprender como dar acesso à prática esportiva de qualidade para a população e para renovar um pouco essa infraestrutura. Isso realmente impactava na qualidade da prática esportiva e dos nossos atletas. Temos uma grande condição para depois de 2016 termos uma condição ainda melhor no esporte brasileiro, porque nós construímos todas essas instalações para os Jogos de 2016, mas para 2020, 2024, para o futuro, todas as instalações já estarão prontas, disponíveis e vão beneficiar milhares de jovens e crianças que vão poder ter uma grande opção de vida pelo esporte”, projetou.

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME

» Confira outros trechos da entrevista

Crise política e os Jogos Rio 2016
Os Jogos Olímpicos estão praticamente prontos, com 97%, 98% da estrutura pronta, então, eles estão um pouco imunes à crise política. O Brasil vai cumprir todos os seus compromissos internacionais, organização dos Jogos em qualquer contexto que for. Não tenho dúvidas sobre isso. Isso graças ao planejamento que nós fizemos e a entrega com antecedência. Chegamos nesse ano com crise política, um pouco de crise econômica, mas com tudo pronto. Então, graças a esse planejamento não teremos problemas para entrega dos Jogos, qualquer que seja a situação do país.

Andamento das obras olímpicas
Nós avançamos muito no planejamento. O Brasil tinha ficado muito tempo fora disso que é uma grande indústria que é a realização dos eventos esportivos. Nós tínhamos, antes do Pan-Americano de 2007, feito apenas o Pan em São Paulo e a Universíade em Porto Alegre em 1963. O Brasil perdeu  muito tempo nessa indústria, que é muito forte, ligada ao entretenimento, muita mídia gera muito emprega. Obviamente, quando o Brasil volta a fazer parte desta indústria ele tem suas dificuldades. A dificuldade que o Rio de Janeiro passou em 2007, no Pan, outras cidades passaram na Copa do Mundo em 2014, porque não tinham essa experiência.

No caso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Rio de Janeiro já se beneficiou de um planejamento que veio do Pan-Americano, então, cerca de 45% dos Jogos Olímpicos foram construídas para o Pan-Americano, uma parte dos Jogos Mundiais Militares de 2011, outra parte da própria Copa do Mundo, o estádio da abertura é o Maracanã, já renovado. No Rio de Janeiro, o Brasil conseguiu dar um show de planejamento, porque num período de dez anos, dos Jogos Pan-Americanos aos Jogos Olímpicos, de 2007 a 2016, nós construímos uma infraestrutura esportiva muito significativa e conseguimos fazer isso com antecedência. Recebemos a visita, ontem, do Comitê Olímpico Internacional e a avaliação sobre o estágio das obras e a infraestrutura é muito boa. Tanto é que estou dizendo que hoje estamos com o foco muito mais na operação do que na entrega da infraestrutura. Uma situação bem mais confortável do que vivemos na Copa do Mundo.

Legado esportivo
A primeira resposta é a atenção. Nunca se falou tanto sobre o esporte no Brasil, nunca tivemos tanto financiamento, realmente temos que agradecer à presidenta Dilma essa atenção não só no investimento nos Jogos no Rio de Janeiro, mas por permitir espalhar esses benefícios por todo o Brasil. Nós estamos terminando um centro esportivo em Fortaleza, no Ceará, que é um dos melhores do mundo e vai permitir que a região Nordeste também tenha acesso a essa prática esportiva. A preocupação que todos os estados se beneficiem que nós chegamos mais perto de toda população com essa possibilidade de ter essa vida esportiva e de eventualmente seguir no esporte de alto rendimento, é um grande legado que os Jogos deixam para o Brasil em termos de esporte.

Doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti
São questões que acontecem em todos os países. Hoje, com o mundo globalizado, já tivemos gripe aviária, suína, vez ou outra aparece epidemias. Estivemos reunidos com o COI nesses dois dias. Acredito que não vai afetar de forma alguma a vinda dos atletas, do público estrangeiro e as pessoas que vão trabalhar. São milhares de pessoas que vem trabalhar nos Jogos. Houve preocupação inicial pelo desconhecimento sobre a Zika, as consequências. Mas, hoje posso garantir que se houver impacto, ele será baixo.

Processo de escolha das cidades que receberão a tocha
Obviamente gostaríamos de passar com a tocha por todo o Brasil. Escolhemos com alguns critérios claros: todas as capitais e pontos turísticos que queremos mostrar para o exterior; cidades com tradição esportiva; foram vários. Também a questão operacional da rota, por onde passar e chegar. Às vezes, tem cidade que precisa passar e acabamos escolhendo alguma outra nesse percurso. O mais importante é que todos os estados estarão presentes.

Processo da vinda da tocha ao Brasil
É uma operação bonita de ser vista. Primeiro pelo aspecto virtual, pelo acendimento no templo, em Olímpia, muito carregada de simbolismo. Passa por cidades gregas, depois vem por uma lanterna, ela não pode apagar. Uma vez aceso, o fogo só pode se encerrar ao final dos Jogos Olímpicos. Ele fica esse período todo aceso. Então, tem toda uma questão de lanternas seguras, porque vem de avião, não pode apagar o fogo. Tudo isso é especial, as tochas são sofisticadas. Vamos receber no Palácio do Planalto dia 3 de maio, vai ser acesa uma mini pira, e a presidenta acende a tocha na pira e passa para o primeiro atleta do percurso, o bicampeão do vôlei Giovane Gavio. Ele será o primeiro condutor da tocha. Em algumas cidades haverá eventos culturais, shows, celebração... em outras só passará. Estamos selecionando milhares de alunos da rede pública para conduzir a tocha e atletas. Não só a tocha tem uma história, todos os condutores têm uma história a ser contada. O que fizeram pelo esporte, pela cidade, pela comunidade. Vamos passar por áreas quilombolas, assentamentos do MST, aldeias indígenas, toda a sociedade vai estar representada no percurso e nos condutores da tocha. Será um momento de união, de valorização do Brasil.

Gabriel Fialho

Ascom - Ministério do Esporte

Ginastas de 13 países encerram treinamento no Clube Flamengo no Rio de Janeiro

Foto: Gilvan de Souza / FlamengoFoto: Gilvan de Souza / Flamengo
 
O ginásio do Clube de Regatas do Flamengo foi palco nos últimos dias de intercâmbio internacional. Atletas de 13 países, que irão disputar o evento-teste da modalidade na capital fluminense, participaram de aperfeiçoamento técnico no Ginásio Cláudio Coutinho, na Gávea.  Alemanha, Áustria, Croácia, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Israel, Malásia, Noruega, Nova Zelândia, Portugal e Romênia participaram do treinamento que terminou nesta quarta-feira (13.04). 
 
“É motivo de orgulho muito grande recebê-los aqui. Além disso, esta é uma oportunidade ímpar de termos tantas delegações num mesmo local, num mesmo período. Com todos esses contratos, o Flamengo ganha destaque no cenário internacional da modalidade. Isso possibilita fazermos contatos, abrirmos possibilidades de intercâmbio direto, etc. É incrível termos a possibilidade de receber em nosso ginásio países de renome mundial da ginástica artística”, analisou o gerente de esportes terrestres do clube, Luisa Parente. 
 
Foto: Gilvan de Souza / FlamengoFoto: Gilvan de Souza / Flamengo
 
As equipes de ginástica do Clube de Regatas do Flamengo contam com recursos financeiros captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do governo federal. O projeto é patrocinado pela MRS Logística.
 
Fonte: Flamengo.com
Ascom - Ministério do Esporte
 
 

Luta olímpica chega ao Japão para intercâmbio de olho no Rio 2016

As seis titulares da luta olímpica brasileira chegaram nesta quarta-feira (13.04) ao Japão para mais uma etapa de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Aline Silva da categoria até 75kg, Gilda Oliveira até 69kg, Joice Silva até 58kg e Lais Nunes até 63kg treinam em Tóquio até o próximo maio no Ajinomoto Training Center. As lutadoras estão classificadas para os Jogos Olímpicos.  
 
Imagens dos últimos treinamentos das brasileiras no Japão (Foto: Divulgação)Imagens dos últimos treinamentos das brasileiras no Japão (Foto: Divulgação)
 
Já Susana Santos, até 48kg, e Giullia Penalber, até 53kg, realizam parte do treinamento no Japão e depois seguem para Ulan Bator na Mongólia, onde buscam as vagas no primeiro Pré-Olímpico Mundial, que acontece de 22 a 24 de abril, e que classifica as duas primeiras atletas de cada categoria para os Jogos Olímpicos do Rio.
 
“Quando me perguntam se tenho algum ídolo, sempre respondo Japão e o povo japonês. Além da cultura, sempre que chegamos ao país somos recebidas e tratadas com muito carinho e respeito. No estilo livre feminino, o Japão é tido com a mais forte do mundo, com duas tricampeãs olímpicas, Saori Yoshida e Kaori Icho. Os treinos são sempre intensos e tenho certeza que vão nos ajudar bastante na preparação”, elogiou Aline Silva, vice-campeã mundial em 2014.
 
Apenas três equipes já confirmaram presença em todas as seis categorias olímpicas no estilo livre feminino que serão disputadas nos Jogos do Rio. Além das japonesas, chinesas e canadenses já classificaram suas atletas. A equipe brasileira vem na sequência com quatro atletas garantidas na competição, um recorde da modalidade.
 
Parceria 
Além do convênio de intercâmbios entre a Federação Japonesa e a Confederação Brasileira, que inclui a ida das atletas nacionais ao menos uma vez por ano para um período de treinamentos no Japão, a Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) firmou parceria com a empresa japonesa Ajinomoto, que passa a ser a fornecedora oficial de suplementos aos atletas brasileiros. O presidente da Confederação Brasileira de Wrestling, Pedro Gama Filho, explica a parceria.
 
“A Ajinomoto ajuda na recepção e nutrição dos nossos atletas no Japão e na suplementação dos nossos atletas aqui no Brasil. Além dos suplementos, temos uma parceria de intercâmbio com a Federação Japonesa iniciada neste ciclo olímpico e que vai se estender até 2020, quando o Japão será a sede dos Jogos. As atletas estão transformando esses intercâmbios em resultados”, afirmou Pedro Gama Filho.
 
 
Fonte: CBW
Ascom – Ministério do Esporte
 

CPB divulga o regulamento das Paralimpíadas Escolares 2016

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou nesta terça-feira (12.04) o regulamento das Paralimpíadas Escolares 2016, marcadas para o mês de novembro, de 21 a 26, em São Paulo (SP). Entre as mudanças, houve uma redução de no mínimo três equipes inscritas nas modalidades coletivas. A faixa etária também sofreu alteração e será de 12 a 17 anos.

As Paralimpíadas Escolares são organizadas pelo CPB para fortalecer o esporte paralímpico desde a base. Ao longo dos anos, os Jogos já revelaram nomes importantes do paradesporto, como Alan Fonteles, campeão dos 200m nos Jogos de Londres 2012; a saltadora Lorena Spoladore, campeã mundial em Lyon 2013 e medalha de prata em Doha 2015; Leomon Moreno, do goalball, medalhista de prata em Londres 2012 e campeão mundial na Finlândia 2014; e o velocista recordista mundial dos 200m T47, Petrúcio Ferreira.

Modalidades: Atletismo, bocha, judô, natação e tênis de mesa
Idade: 12 a 17 anos

Modalidades: Futebol de 5, futebol de 7, goalball, tênis em cadeira de rodas e voleibol sentado*
Idade: 14 a 17 anos

*Para a modalidade voleibol sentado, a equipe será composta por atletas do gênero masculino e feminino, obedecendo a proporção de 50% entre os gêneros, sendo obrigatória a presença de duas atletas em quadra durante a partida.

Entre 2010 e 2015, convênios do Ministério do Esporte com o Comitê Paralímpico Brasileiro somaram mais de R$ 67,38 milhões. Os recursos possibilitaram a preparação de atletas em diversas modalidades, treinamentos no Brasil e no exterior, participação em competições, assim como a contratação de equipes multidisciplinares e a compra de equipamentos.

Fonte: CPB

Ascom - Ministério do Esporte

Dupla brasileira de velejadoras é bronze no Campeonato Europeu de 470

A dupla de velejadoras Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, da classe 470 feminina, segue em preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta terça-feira (12.04), as brasileiras foram ao pódio pela quarta vez em cinco competições na temporada. Desta vez, elas conquistaram a medalha de bronze no Campeonato Europeu de 470, em Palma de Mallorca, na Espanha. Elas são contempladas com a Bolsa Pódio do Ministério do Esporte

Em janeiro, Fernanda e Ana foram campeãs do Campeonato Norte-Americano, em Miami, nos Estados Unidos, e bronze na etapa de Miami da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (ISAF). Em fevereiro, ficaram em quarto lugar no Campeonato Mundial de 470, em San Isidro, na Argentina. E, no início deste mês de abril, faturaram a medalha de prata no tradicional Troféu Princesa Sofia, também em Palma de Mallorca.

Ana e Fernanda ficaram entre as cinco melhores duplas em todos os torneios que disputaram este ano. (Foto: Bernardi Biblioni/CNA)Ana e Fernanda ficaram entre as cinco melhores duplas em todos os torneios que disputaram este ano. (Foto: Bernardi Biblioni/CNA)

“Estamos felizes com o resultado, faz parte de todo o nosso processo de aprimoramento até os Jogos. O fato de termos conseguido ficar no top 5 em todos os campeonatos no ano nos faz acreditar ainda mais no nosso trabalho”, afirmou Fernanda, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, na classe 470, ao lado de Isabel Swan.

Na regata da medalha do Europeu, nesta terça-feira, as brasileiras chegaram na segunda posição, ficando com 67 pontos perdidos na classificação geral. O ouro foi para as austríacas Lara Vadlau e Jolanta Ogar, com 35, enquanto a prata ficou com as holandesas Afrodite Kyranakou e Anneloes Van Veen, com 58.

No masculino, Henrique Haddad e Bruno Bethlem encerraram o Europeu na 31ª posição, com 197 pontos perdidos. O ouro foi para os australianos Mathew Belcher e Will Ryan, com 51; a prata ficou com os franceses Sofian Bouvet e Jeremie Mion, com 67; e o bronze foi para os americanos Stu Mcnay e Dave Hughes, com 71.

Fonte: Confederação Brasileira de Vela

Ascom - Ministério do Esporte

Flamengo dá o troco e vence Corinthians pelo Brasileiro de Futebol Feminino

Pela quarta rodada da segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol, Flamengo e Corinthians fizeram o jogo de volta nesta terça-feira (12.04) no Estádio da Gávea, no Rio de Janeiro. Com o peso de ganhar a partida em casa após a derrota no último jogo por 2 a 0 no Estádio José Liberatti, em Osasco (SP), a equipe rubro-negra mostrou qualidade técnica e entrosamento para construir a vitória por 3 a 2.

Foto: All Sports/ CBFFoto: All Sports/ CBF

Apesar do equilíbrio em campo, o Flamengo encontrou a oportunidade de gol logo no primeiro tempo. Após escanteio, Bárbara aproveitou a bola na área e balançou a rede. As outras duas finalizações certeiras ficaram por conta da artilheira Larissa, que chegou ao seu quinto gol na competição.

Com uma jogadora a menos, a equipe paulista diminuiu a desvantagem nos últimos minutos do segundo tempo. A camisa 11, Gabi Nunes, marcou o primeiro gol do Corinthians de pênalti, e a atacante Byanca Brasil, em cobrança de falta, deixou sua marca no jogo.

Com o resultado, o Flamengo ultrapassou o Corinthians e, agora, ocupa a segunda posição do Grupo 6 com sete pontos. As paulistas estão em terceiro lugar, com quatro pontos.

O complemento da rodada será nesta quarta-feira (13.04), com os seguintes jogos:

15h - Rio Preto X São Francisco - Estádio Anísio Haddad, São José do Rio Preto (SP)
19h - Foz Cataratas X Ferroviária - Estádio Pedro Basso, Foz do Iguaçu (PR)
21h - Iranduba X São José - Arena da Amazônia, Manaus (AM)

Fonte: CBF

Ascom - Ministério do Esporte

Giovane Gávio será o primeiro brasileiro a conduzir a tocha olímpica

Giovane receberá a tocha olímpica das mãos de um atleta grego. (Foto: Facebook/Reprodução)Giovane receberá a tocha olímpica das mãos de um atleta grego. (Foto: Facebook/Reprodução)Bicampeão olímpico no vôlei de quadra em Barcelona-1992 e Atenas-2004, o ex-jogador Giovane Gávio vai ser o primeiro brasileiro a conduzir a tocha olímpica no caminho para o Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico da Grécia divulgou a programação para a cerimônia de acendimento da tocha e início do revezamento, anunciando que Giovane receberá o símbolo olímpico das mãos do ginasta Lefteris Petrounias, campeão mundial na prova das argolas.

Petrounias será o primeiro atleta a receber a chama olímpica, durante a cerimônia do acendimento da tocha, marcada para o dia 21 de abril, ao lado do Templo de Hera, nas ruínas da cidade antiga de Olímpia. A atriz grega Katerina Lehou, interpretando a sacerdotisa do Templo de Hera, entregará a tocha nas mãos de Petrounias, que vai iniciar o revezamento.

Marcada para as 12h do dia 21 de abril (18h no horário de Brasília), a cerimônia do acendimento da tocha olímpica vai misturar tradições gregas antigas e modernas. De acordo com a programação divulgada pelo Comitê Olímpico Helênico, a cerimônia terá discursos de autoridades gregas e do presidente do Comitê Rio 2016, o brasileiro Carlos Arthur Nuzman. Também está prevista a execução do hino brasileiro, além de apresentações artísticas.

“O acendimento da chama une civilizações antigas e modernas, apresentando para todas as gerações os ideais e valores que nasceram na Grécia antiga e depois viajaram por todo o mundo, simbolizando de maneira concreta os significados de cultura e paz”, disse o presidente do Comitê Olímpico Helênico, Spyros Capralos, ao site do Comitê Olímpico Internacional.

» Mais detalhes sobre o Revezamento da Tocha Olímpica pelo Brasil

Depois da cerimônia, a tocha olímpica vai começar uma jornada de seis dias pela Grécia, cobrindo aproximadamente 2.234 quilômetros no território helênico e passando por locais de importância histórica. Entre as 450 pessoas que conduzirão a tocha, estará um refugiado sírio que pediu asilo na Grécia. Ele ou ela receberá a chama no campo de migrantes de Eleonas, zona oeste de Atenas, e conduzirá o símbolo em nome dos refugiados.

O revezamento será encerrado no antigo estádio Panathinaiko, que recebeu a primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896. O evento de 2016 vai marcar o aniversário de oitenta anos do primeiro acendimento da tocha na era moderna, que ocorreu nas vésperas dos Jogos de Berlim-1936.

Revezamento no Brasil
Depois de passar pela Grécia, a tocha olímpica chega ao Brasil para o início do revezamento no país. A chama parte de Brasília em 3 de maio e percorre mais de 300 cidades de todo o país em esquema de revezamento que envolverá 12 mil condutores até a cerimônia de abertura dos Jogos, no Maracanã, em 5 de agosto, quando a pira será acesa.

Fontes: brasil2016.gov.br, com informações do Comitê Olímpico Helênico e do Comitê Olímpico Internacional

Ascom - MInistério do Esporte

Com espinha dorsal dos Jogos pronta, COI debate detalhes operacionais do Rio 2016

Depois de seis anos de reuniões de planejamento e monitoramento da preparação do Brasil para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, começou nesta terça-feira (12.04), na capital fluminense, a 10ª e última reunião da Comissão de Coordenação do COI (Cocom) para os Jogos Rio 2016.

Durante o encontro, as autoridades debateram, principalmente, a compatibilização dos diferentes cronogramas, como de obras, de energia elétrica, de segurança e transporte. Nesta fase de preparação, o Comitê Organizador começa a trabalhar os detalhes das operações, como explicou o ministro do Esporte, Ricardo Leyser.

“É um momento de muito trabalho. A infraestrutura, espinha dorsal dos Jogos, está pronta, mas é preciso operar o evento. Isso não é um desafio menor. A operação é tão desafiadora quanto a construção da estrutura e vai dizer se os Jogos irão ser perfeitos”, explicou Leyser.

Foto: Matthew Stockman/Getty ImagesFoto: Matthew Stockman/Getty Images

No encontro que segue até quarta-feira (13.04), os gestores irão acertar o planejamento, rever os ajustes identificados nos eventos-teste, alinhar as especificações técnicas e analisar pequenas situações de logística.

“Como a presidente Nawal El Moutawakel falou: ‘são milhares de pequenas questões que precisam ser resolvidas, ajustadas no cronograma’. O que se sobressai é essa necessidade de acertar os detalhes. Pode ser em energia, segurança ou transporte”, completou o ministro.

No primeiro dia de reunião foi debatida a operação de transporte, atualização das instalações esportivas e segurança, tanto no Rio de Janeiro quanto nas cidades-sede do futebol. A experiência digital dos Jogos Olímpicos, a gestão dos Parques Olímpicos (da Barra e de Deodoro), eventos-teste, sustentabilidade, além das operações de mídia, engajamento e comunicação também entraram na pauta.  No último dia de reunião, será debatida a operação dos Jogos Paralímpicos e a experiência do público, entre outros assuntos.

» Confira os principais pontos da entrevista concedida pelo ministro Ricardo Leyser à imprensa:

Ricardo Leyser. (Foto: Francisco Medeiros/ME)Ricardo Leyser. (Foto: Francisco Medeiros/ME)A Reunião
O Cocom é mais para a compatibilização de cronogramas. Estamos na fase de encaixar as operações nas instalações. São centenas de questões que são levantadas na reunião. Exemplo: a obra tem que fazer uma parte elétrica e a Light (empresa fornecedora de energia) tem que fazer a outra parte. As duas operações têm que se encontrar, não só de cronograma, mas de especificação técnica. Então, a reunião trata muito dessas questões.

Relação com o COI
Sempre digo que os Jogos Pan-Americanos 2007, Jogos Mundiais Militares 2011 e a Copa do Mundo FIFA 2014 foram uma reintrodução do Brasil no grande mercado internacional de organização de eventos multiesportivos. É uma indústria ligada ao entretenimento, que gera muito emprego.

O Brasil tinha ficado mais de 40 anos de fora dessa indústria. Antes, tínhamos realizado a Universíade, em Porto Alegre, e o Pan-Americano em São Paulo, ambos em 1963. Depois disso não tivemos nenhum evento desse porto.

Brasil voltou ao cenário internacional com estrutura defasada. Tivemos uma boa atualização para os Jogos Pan e Parapan-Americanos 2007, mas o grau de envolvimento e gestão do Comitê Olímpico Internacional (COI) tem para os Jogos Olímpicos é uma coisa que transcende muito o nosso dia a dia da indústria brasileira de realização de evento.

O Brasil se qualificou muito. Não só os governos, mas todos os profissionais que trabalharam no comitê organizador. Conheceram mais afundo o que há de mais moderno em gestão esportiva.

Temos que agradecer essa experiência. O COI tem uma estrutura muito profissional e clara para fazer o gerenciamento dos Jogos e permite conhecer muito afundo o trabalho deles.

Metrô
O cronograma está em ordem, o ritmo de obras é intenso. Nós estamos certos que a obra estará concluída para os Jogos. Hoje foi tratada as questões dos bilhetes, para ônibus e metrô, como vai funcionar. Mas não foi tocado especificamente na operação, o Estado do Rio de Janeiro que tem detalhes.

Situação Política
Nós recebemos vários elogios pelo aumento da presença do governo federal durante os últimos meses, apesar do contexto político. Em toda a nossa apresentação conseguimos resolver muitos problemas e ter uma presença no Rio de Janeiro muito mais forte em relação há três ou quatro anos. Assim, o COI percebeu o aumento da presença do governo e o engajamento na resolução do planejamento.

Breno Barros, do Rio de Janeiro
Ascom – Ministério do Esporte

Em abril, nove eventos-teste movimentam o Rio de Janeiro

A contagem regressiva para os Jogos Rio 2016 passará por uma série de eventos-teste, neste mês, para afinar os últimos ajustes para o megaevento de agosto. Os primeiros foram o Campeonato Sul-Americano de Levantamento de Peso, na Arena Carioca 1, e  a prova da maratona, no centro da cidade, disputados no último fim de semana. Outras sete competições serão realizadas em abril, o mais movimentado do Aquece Rio, e que envolvem o tiro esportivo, a natação olímpica e paralímpica, a ginástica, a esgrima, o polo aquático e o handebol.

Centro Nacional de Tiro Esportivo terá capacidade para duas mil pessoas. (Foto: Miriam Jeske/ Brasil2016)Centro Nacional de Tiro Esportivo terá capacidade para duas mil pessoas. (Foto: Miriam Jeske/ Brasil2016)

Na próxima sexta-feira (15.04) terão início as disputas do tiro esportivo, que irá marcar a reinauguração do Centro Olímpico de Tiro – construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 (confira a galeria completa de fotos) – e a natação, que vai estrear a piscina do Estádio Aquático Olímpico.

O evento de tiro será a reta final de classificação dos atletas brasileiros e vai até o dia 24 de abril. A equipe de nove atiradores (que já conta com seis nomes definidos) ficará completa após o Campeonato Mundial de Tiro Esportivo, fechado ao público, e que promete reunir mais de 30 dos 45 medalhistas em Londres 2012.

O tradicional Troféu Maria Lenk de natação, que vai até o dia 20 de abril, será a primeira competição do Estádio Aquático Olímpico (entregue na última semana). O torneio é a última chance para os atletas brasileiros se classificarem para os Jogos Olímpicos.

Parque Aquático foi entregue na última semana e receberá três eventos-teste em abril. (Foto: Roberto Castro/ ME)Parque Aquático foi entregue na última semana e receberá três eventos-teste em abril. (Foto: Roberto Castro/ ME)

Ginástica Artística
O evento-teste da modalidade será disputado entre os dias 16 e 22, na Arena Olímpica do Rio. Esta será a última chance de colocar a equipe completa feminina nos Jogos de 2016. A tarefa não é fácil já que, ao lado do Brasil, outras grandes seleções também buscam a vaga.

Na competição, o Brasil irá contar com Carolyne Pedro, Daniele Hypolito, Flavia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Milena Theodoro e Rebeca Andrade. A coordenadora da seleção, Georgette Vidor, conta que a equipe titular será definida somente um dia antes da competição. "Vamos definir a ginasta que será reserva no último momento. Depende também do que elas irão fazer no treinamento de pódio", explicou.

Flávia Saraiva é uma das esperanças do Brasil para os Jogos Rio 2016Flávia Saraiva é uma das esperanças do Brasil para os Jogos Rio 2016

Serão oito equipes participantes e quatro delas garantem a classificação. Além do Brasil, no feminino o evento-teste terá a presença da Alemanha, Austrália, Bélgica, Coreia do Sul, França, Romênia e Suíça. As brasileiras irão se apresentar na segunda subdivisão, a partir das 13h. Na segunda-feira (18.04) será realizada a final por aparelhos masculina e feminina.

Caso não se classifique, o Brasil tem direito a colocar uma ginasta nos Jogos Olímpicos. No masculino, como o país já tem a vaga por equipe assegurada. Irão competir somente Arthur Zanetti e Sérgio Sasaki no evento-teste.

Natação paralímpica
Entre 22 e 24 de abril, 212 nadadores paralímpicos de 19 países vão cair na piscina do Estádio Aquático. O evento-teste será o Open Internacional Caixa Loterias de Natação Paralímpica. Para receber os nadadores internacionais, a seleção brasileira terá força máxima na competição, que será uma oportunidade para atingir os índices de classificação para os Jogos.

A presença de grandes nomes da natação de outros países promete elevar o nível do Open no Rio de Janeiro. “Teremos grandes duelos na piscina no Rio de Janeiro. O Daniel Dias terá o americano Roy Perkins como rival, o Talisson Glock enfrentará o colombiano Nelson Crispin, e ainda teremos o duelo entre os brasileiros Andre Brasil e Phelipe Rodrigues na classe S10”, citou Rui Meslin, coordenador de natação no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Esgrima
A Arena Carioca 3 receberá entre 23 e 27 de abril o evento-teste da modalidade. Serão realizadas disputas na espada individual masculina e duas provas por equipes: o sabre masculino e o florete feminino.

Polo aquático
O Estádio Aquático Olímpico será palco do evento-teste de polo aquático, o terceiro do local no mês, de 25 a 29 de abril. Ao todo, 60 atletas de quatro países (Brasil, Estados Unidos, China e Canadá) participam da competição. O evento será fechado ao público e não vale vaga para os Jogos Olímpicos.

Arena do Futuro será inaugurada pelos atletas no evento-teste de handebol. (Foto: Brasil 2016)Arena do Futuro será inaugurada pelos atletas no evento-teste de handebol. (Foto: Brasil 2016)

Handebol
Os últimos a entrarem em quadra neste mês serão os atletas do handebol, entre 29 de abril e 1º de maio. Estreando a Arena do Futuro, o Torneio Internacional Masculino de Handebol, no Parque Olímpico da Barra, traz 64 jogadores para um amistoso entre quatro seleções de países das Américas (Brasil, Estados Unidos, Cuba e Uruguai).

Balanço
Os 34 eventos-teste realizados até o momento, 14 apenas no início deste ano, serviram para checar as instalações dos Parques Olímpicos da Barra e de Deodoro, além de estruturas na Marina da Glória, na Lagoa Rodrigo de Freitas, em Copacabana, no Sambódromo, o ginásio Maracanãzinho e o Rio Centro.

O mês de maio encerra a lista de eventos preparatórios para os Jogos Rio 2016. O goalball será o último teste do Parque Olímpico da Barra. A seleção brasileira enfrentará as equipes da Finlândia, Estados Unidos e Lituânia - um torneio entre os quatro melhores países do mundo no esporte.

Em seguida, uma série de três eventos-teste encerra o calendário Aquece Rio: o atletismo (14 a 16), o atletismo Paralímpico (18 a 21) e o futebol (22) vão alinhar os últimos ajustes para o Estádio Olímpico receber as competições dos Jogos Rio 2016.

Rede Nacional de Treinamento

A Rede é a aposta do Governo Federal para o legado de infraestrutura esportiva e de nacionalização dos efeitos dos Jogos Rio 2016. O projeto pretende interligar as diversas instalações existentes ou em construção em todo o país. A Rede contará com diferentes padrões de estruturas e atenderá dezenas de modalidades, desde a fase de detecção e formação de talentos até o treinamento de atletas e equipes olímpicas e paralímpicas. No topo estão os Centros Olímpicos de Treinamento (COT), que estão sendo construídos no Rio de Janeiro.

Ascom - Ministério do Esporte, com informações do COB, CPB e Rio 2016

Seleções masculina e feminina de basquete em cadeira de rodas disputam série de amistosos contra o Canadá

As seleções brasileiras de basquete em cadeira de rodas masculina e feminina passaram o fim de semana enfrentando amistosos contra o Canadá. Os duelos foram realizados em Niterói, no Rio de Janeiro. Ao todo, foram três confrontos no masculino, com duas vitórias para o Brasil e uma para os canadenses, e outros três no feminino, com uma vitória brasileira e duas para as adversárias. A série de amistosos faz parte da preparação do país para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 e ainda contará com um embate nesta terça-feira (12.04), na Andef.

Foto: CPBFoto: CPB

O primeiro dia de jogo foi na sexta-feira (09.04). A estreia, aliás, foi ótima para o lado brasileiro, com vitórias no masculino e no feminino. Entre os homens, a equipe entrou inspirada para conquistar a vitória por 69 a 49 em cima dos atuais campeões paralímpicos. As mulheres também tiveram boa atuação na estreia dos amistosos e venceram por 64 a 45.

No sábado (10.04), segundo dia da série, o Canadá deu o troco nas duas partidas disputadas. No feminino, as visitantes superaram as brasileiras por 62 a 36 em um jogo que o técnico Martoni Sampaio escalou um time diferente do primeiro confronto para fazer o rodízio das atletas. O time masculino do Brasil também foi derrotado. O grupo comandado por Tiago Frank saiu de quadra com o placar apontando 71 a 56 para o Canadá.

O domingo (11.04) reservou o confronto mais emocionante e acirrado entre as seleções até o momento. O time masculino venceu por apenas três pontos (70 a 67) em um jogo que foi decidido nos segundos finais com uma cesta de três pontos para os brasileiros.

“A estratégia tática que elaboramos para a partida surtiu efeito. Os atletas absorveram o sistema de ataque e defesa e colocaram em prática as nossas instruções. Conseguimos tirar o Canadá da zona de conforto. Além disso, é preciso destacar a compreensão e dedicação dos atletas e o laço de confiança que está sendo estabelecido entre toda a equipe, que tem procurado dar o melhor do início ao fim”, resumiu Tiago Frank.

O confronto feminino também foi acirrado e definido no último quarto da partida. As canadenses, atuais campeãs do mundo, fizeram um jogo duro para vencer as brasileiras por 60 a 53. Os amistosos para as meninas terminaram ontem. Contudo, o time masculino ainda volta à quadra da Andef nesta terça-feira para o último jogo contra os campeões paralímpicos.

Fonte: CPB

Ascom - Ministério do Esporte

Em jantar no Rio, dirigentes esportivos homenageiam o ministro Ricardo Leyser

Foto: Francisco Medeiros/MEFoto: Francisco Medeiros/ME

Dirigentes esportivos nacionais se reuniram na noite desta segunda-feira (11), no Rio de Janeiro, em homenagem ao ministro do Esporte, Ricardo Leyser. Os presidentes dos Comitês Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, e Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, e os comandantes de diferentes confederações parabenizaram o gestor pela trajetória e pela contribuição para o desenvolvimento do esporte nacional.

“Cada um de nós aqui carrega uma história de relacionamento com o Ricardo Leyser. Temos que agradecer à presidenta Dilma por ter dado a oportunidade de termos um ministro que veio do esporte. Durante os últimos anos temos lutado em busca de crescimento e temos que reconhecer que o Ministério do Esporte tem um papel importante no cenário esportivo brasileiro”, discursou Nuzman.

O presidente do COB recordou ainda o tempo em que conheceu o trabalho de Leyser durante a gestão na Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da prefeitura São Paulo e depois na campanha dos Jogos Pan e Parapan-Americanos de 2007.  Segundo Nuzman, a homenagem é a forma de reconhecer o trabalho dentro do governo federal.

“Nós somos extremamente gratos pelo trabalho desenvolvido pelo ministro. Dentro do governo federal não existe nenhuma pessoa que conheça mais sobre os Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro do que ele. A homenagem de hoje é agradecimento e uma forma de dizer que estamos juntos”, completou o presidente do COB.

Foto: Francisco Medeiros/MEFoto: Francisco Medeiros/ME

O ministro Ricardo Leyser agradeceu o gesto dos dirigentes. “A minha trajetória no esporte é um pouco sobre como encarar desafios. Gostaria de agradecer as palavras gentis do presidente Nuzman. Quem sou eu ao comparar a trajetória no esporte perto de todos vocês que trabalham e se dedicam há muito mais tempo”, agradeceu.

Sobre o trabalho desenvolvido no esporte de alto rendimento, Leyser falou sobre os princípios que orientaram a gestão pública nos últimos anos. “Primeiro, nós não somos entidade esportiva. O governo tem que fazer políticas públicas e não promover eventos. O segundo princípio foi reconhecer que as confederações esportivas são parceiras. Quem sabe fazer esporte no Brasil é a confederação. Nós sempre respeitamos o princípio de que somos governo. Nós entendemos de políticas públicas, sabemos fazer convênios e administrar os recursos públicos. Assim, espero contribuir ainda mais para o esporte”, finalizou. 

Também estiveram presentes no jantar o secretário executivo do Ministério do Esporte, Marcos Jorge de Lima; o CEO do Comitê Rio 2016, Sidney Levy; Marcus Vinicius Freire; Bernard Rajman; o diretor de Relações Institucionais da Liga Nacional de Basquete (LNB), Kouros Monadjemi; o superintendente da LNB, Sérgio Domenici; o gerente de marketing da LNB, Álvaro Cotta; o secretário nacional para a ABCD, Marco Aurelio Klein, além de José Antônio Martins Fernandes, representante do atletismo; Carlos Nunes, do basquete; João Tomasini, da canoagem; Coaracy Nunes, dos desportos aquáticos; Emilio Strapasson, dos desportos no gelo; Gerli dos Santos, da esgrima; Antonio Carlos Nunes de Lima, do futebol; Manoel Luiz Oliveira, do handebol; Paulo Wanderley Teixeira, do judô; Enrique Monteiro Dias, do levantamento de peso; Pedro Gama Filho, das lutas associadas; Helio Meireles Cardoso, do pentatlo moderno; Carlos Fernandes, do taekwondo; Alaor Gaspar Azevedo, do tênis de mesa; Marco Aurélio de Sá Ribeiro, da vela; e Ricardo Trade, do voleibol.

Breno Barros, do Rio de Janeiro
Ascom – Ministério do Esporte

Centro Principal de Mídia é entregue para o Comitê Rio 2016

Uma das principais instalações não esportivas dos Jogos Rio 2016 foi entregue nesta segunda-feira (11.04). Atletas e torcida não irão circular na instalação, mas, será no Centro Principal de Mídia (MPC na sigla em inglês) que serão escritas as histórias de atletas, técnicos e de superação que vão emocionar o mundo durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016.

Construído para abrigar jornalistas que trabalham na mídia online e impressa, a estrutura de 27 mil metros quadrados será o local de trabalho dos profissionais credenciados no evento esportivo. Com 24 horas de funcionamento, o MPC fica no coração dos Jogos: o Parque Olímpico na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Foto: Francisco Medeiros/ MEFoto: Francisco Medeiros/ ME

Durante a entrega das chaves do Centro Principal de Mídia para o presidente do Comitê Rio 2016, o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, parabenizou a marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), no papel de guia durante os seis anos de preparação do Brasil para os Jogos Olímpicos. Leyser destacou, ainda, a parceria com a sociedade civil na realização do projeto do MPC.

"Estamos na reta final. Gostaria de destacar a solidez do nosso setor privado, que contribuiu para a entrega de hoje. O Brasil tem empresas e empresários comprometidos que têm condições de colocar equipamentos dessa qualidade de pé e pronto para atender os Jogos sem a necessidade do aporte financeiro do setor público. Isso mostra a força do Brasil e a força da sociedade civil brasileira", frisou.

O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, destacou também as ações do setor privado na concretização do projeto. "Isso aqui é algo inédito na história das Olimpíadas. O Parque Olímpico é uma PPP (Parceria Público-Privada), tudo isso que vocês estão vendo é dinheiro privado. Não tem um tostão de dinheiro público, a não ser a galeria técnica dos geradores e do ar condicionados", disse. O prédio onde vai ficar o Centro de Mídia vai se transformar em um prédio comercial.

A entrega da chave contou com as presenças do secretário executivo do Ministério do Esporte, Marcos Jorge; do presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso; da presidente da Comissão de Coordenação do COI, marroquina Nawal El Moutawakel; e do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

Visita ao Parque Olímpico
Antes da inauguração do MPC, os membros da Comissão de Coordenação do Rio 2016 e o ministro Ricardo Leyser visitaram as instalações esportivas no Parque Olímpico da Barra: Arena Carioca 1, Estádio Aquático, de Handebol e do Tênis.

Outro espaço entregue para o público nesta segunda-feira foi Live Site. A área comum dentro do Parque Olímpico será o ponto de encontro dos torcedores durante o evento esportivo.

Breno Barros, do Rio de Janeiro
Ascom – Ministério do Esporte

Ministério divulga resultado de chamada pública para Programas de Educação, Lazer e Inclusão Social

A Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis) do Ministério do Esporte divulgou nesta segunda-feira (11.04) o resultado da chamada pública para os Programas Segundo Tempo, e suas vertentes Universitário e Paradesporto, Luta pela Cidadania, Vida Saudável e Programa Esporte e Lazer da Cidade.

» Confira Edital

As parcerias serão celebradas por meio de Convênios e Termos de Execução Descentralizada (TED) entre os governos Federal, dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal e Instituições Públicas de Ensino.

A vigência será de 24 meses, sendo os quatro meses iniciais destinados à fase de estruturação. Durante este período, devem ser realizadas as ações com o intuito de emitir a Ordem de Início (OI). O documento é expedido pelo Ministério do Esporte e autoriza a entidade a iniciar as atividades junto aos beneficiados.

As entidades públicas estaduais, municipais, do Distrito Federal e Instituições Estaduais e Municipais de Ensino terão que apresentar projeto técnico pedagógico e declaração de capacidade técnica e histórico.

» Resultados

"Visando ampliar o atendimento por meio dos Programas desta Secretaria de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social – SNELIS,  a Comissão de Avaliação nomeada pela Portaria nº 004/2015 divulga  o resultado preliminar referente ao Edital de Chamamento Público SNELIS nº 02/2015, de 29 de dezembro de 2015 conforme item 7.1. DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DA SELEÇÃO.
 
Cabe destacar que, as análises de mérito dos projetos técnicos pedagógicos foram realizadas por esta Comissão de Avaliação, sendo as notas determinadas de acordo com cada um dos critérios estabelecidos no item 5.6 do supramencionado Edital.  
 
As entidades proponentes aprovadas estão elencadas abaixo em ordem crescente de classificação. Para tanto,  foi considerado o Programa pleiteado,  a nota recebida e, quando necessário foram adotados os critérios de desempate.
 
Os bancos de propostas  estão apresentados da seguinte maneira:
 
Programa Luta pela Cidadania: classificação por Estado;
 
Programa Segundo Tempo:
 
Padrão:  classificação por Estado;
 
Paradesporto: classificação Nacional;
 
Universitário: classificação Nacional.


Ademais,  no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV) estão disponíveis os Pareceres Técnicos com as avaliações de mérito e as respectivas notas das entidades proponentes."

 

Luta pela Cidadania

Resultado - Lista de Estados Região Centro-Oeste (Arquivo PDF 691 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Nordeste (Arquivo PDF 1.561 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Norte (Arquivo PDF 850 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sudeste (Arquivo PDF 702 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sul (Arquivo PDF 529 KB)

 

Programa Segundo Tempo

Resultado - Lista de Estados Região Centro-Oeste (Arquivo PDF 692 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Nordeste (Arquivo PDF 1.399 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Norte (Arquivo PDF 1.025 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sudeste (Arquivo PDF 703 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sul (Arquivo PDF 528 KB)

PST Paradesporto (Arquivo PDF 188 KB)

PST Universitário (Arquivo PDF 271 KB)


"Visando ampliar o atendimento por meio dos Programas desta Secretaria de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social – SNELIS,  a Comissão de Avaliação nomeada pela Portaria nº 05/2015 divulga  o resultado preliminar referente ao Edital de Chamamento Público SNELIS nº 01/2015, de 29 de dezembro de 2015 conforme item 7.1. DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DA SELEÇÃO.
 
Cabe destacar que, as análises de mérito dos projetos técnicos pedagógicos foram realizadas pela Comissão de Avaliação, sendo as notas determinadas de acordo com cada um dos critérios estabelecidos no item 5.6 do supramencionado Edital.  
 
As entidades proponentes aprovadas estão elencadas abaixo em ordem crescente de classificação. Para tanto,  foi considerado o Programa pleiteado,  a nota recebida e, quando necessário foram adotados os critérios de desempate.
 
Os bancos de propostas estão apresentados da seguinte maneira:
 
Programa Esporte e Lazer da Cidade - PELC: classificação por Estado;
 
Programa Vida Saudável: classificação por Estado.

 
Ademais,  no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse - SICONV estarão disponíveis os Pareceres Técnicos com as avaliações de mérito e as respectivas notas das entidades proponentes."

 

Programa Esporte e Lazer da Cidade

Resultado - Lista de Estados Região Centro-Oeste (Arquivo PDF  686 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Nordeste (Arquivo PDF 1.563 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Norte (Arquivo PDF  675 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sudeste (Arquivo PDF  700 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sul (Arquivo PDF  523 KB)

 

Vida Saudável

Resultado - Lista de Estados Região Centro-Oeste (Arquivo PDF  520 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Nordeste (Arquivo PDF 1.196 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Norte (Arquivo PDF 171 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sudeste (Arquivo PDF 686 KB)

Resultado - Lista de Estados Região Sul (Arquivo PDF 516 KB)

 

Ascom - Ministério do Esporte

Fernando Reis lesiona o cotovelo e fica fora do pódio do levantamento de pesos

O Brasil conquistou dez medalhas por peso total no Campeonato Sul-Americano de Levantamento de Pesos, evento-teste da modalidade realizado na Arena Carioca 1 do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Mas o principal atleta da modalidade, Fernando Reis (+105kg), virou motivo de preocupação. Ele sentiu o cotovelo direito na segunda tentativa do arranco. Após levantar 190kg com êxito, ele tentou 200kg, falhou, sentiu dores e abandonou a competição.

“Ele desestabilizou o peso quando estava acima da cabeça, sentiu um estalo e estava com um pouco de dor na hora que flexionava o braço. Fizemos um pouco de gelo e resolvemos também fazer exame de imagem. Toda lesão preocupa, ainda mais de articulação”, disse o chefe da equipe brasileira, Edmilson Dantas.

ernando Reis durante o evento-teste de levantamento de peso. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)ernando Reis durante o evento-teste de levantamento de peso. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)

Fernando foi levado para um hospital na Barra da Tijuca para a realização de ressonância magnética. De acordo com informações fornecidas pela Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP), o atleta sofreu estiramento no cotovelo e a estimativa médica é de que em quatro dias ele possa ser liberado para retomar os treinos.

Dantas explicou que a marca de 200kg já havia sido alcançada em treinamento. “Não foi um exagero, o Fernando tinha feito em teste no treino no mês passado, e queríamos confirmar a marca em competição, porque passaria a ser recorde pan-americano, que é 197kg. Foi falta de sorte, fatalidade”.

Na categoria de Fernando, o evento-teste foi vencido pelo alemão Almir Velagic, com o total de 421kg. A prata ficou com Fernando Salas, do Equador (390kg), e o bronze foi para o também equatoriano Anderson Calero (372kg). Foram quatro premiações para cada categoria: a do evento-teste, pelo peso total (em que os países participantes de fora da América do Sul podem ganhar medalha), e três medalhas do Sul-Americano: arranco, arremesso e total. Sendo assim, considerando apenas o resultado regional, os equatorianos ficaram com ouro e prata.

Visão geral do evento-teste de levantamento de peso, no Parque Olímpico da Barra. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)Visão geral do evento-teste de levantamento de peso, no Parque Olímpico da Barra. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)

Testes e ajustes
O Comitê Organizador testou principalmente a área de competição, a tecnologia de resultados e a ação dos voluntários. Segundo Gustavo Nascimento, diretor de Gestão das Instalações do Rio 2016, o principal ponto de ajuste são as plataformas. “Essa prova será no Riocentro (durante os Jogos), então ficamos mais focados na dinâmica, entrada e saída dos voluntários, a tecnologia dos resultados. Fluiu bem. Tirando o problema com o piso (das plataformas) na área de aquecimento, tivemos um evento tranquilo”.

A principal observação feita pelos atletas é de que o piso estava deslizando. O Comitê Organizador explicou que as plataformas foram indicadas e homologadas pela Federação Internacional de Levantamento de Pesos (IWF, na sigla em inglês). Questionado sobre isso, Sam Coffa, vice-presidente da entidade, disse que as estruturas são novas e por isso deslizaram mais que o comum.

“Quando as plataformas chegam da fábrica, com a pintura nova, com o verniz, ficam escorregadias. Todos os equipamentos, quando são muito novos, precisamos raspá-los um pouco. Vamos conversar com os fabricantes e daremos o relatório do que ocorreu aqui. Isso não será uma questão nos Jogos”, afirmou o representante da IWF.

O chefe da equipe brasileira havia criticado a estrutura das plataformas de aquecimento, que não puderam ser colocadas diretamente sobre o piso da arena, para evitar o risco de danificá-lo. Sendo assim, foi feita uma base com uma camada de madeira e outra de borracha embaixo de cada plataforma, que estava afundando.

Rio 2016 e IWF explicaram que a estrutura para os Jogos, a ser montada no Pavilhão 2 do Riocentro, será diferente. No lugar da base de madeira e borracha para cada plataforma, será colocada uma estrutura única de proteção para o solo, feita de madeira mais resistente.

Josue Lucas durante o evento-teste de levantamento de peso. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)Josue Lucas durante o evento-teste de levantamento de peso. (Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br)

Resultados dos brasileiros
Mateus Gregório, da categoria 105kg, ficou com o bronze ao somar 370kg. A prata ficou com David Arroyo, do Equador (376kg),  e o grande vencedor foi Jesús González, da Venezuela (381kg).

“Meu resultado não foi muito bom. No arranco, errei de bobeira no segundo, mas consertei no terceiro (com 170kg), mas não foi meu melhor, que é 175kg. No arremesso, fiz só o primeiro. Tenho que me concentrar mais. Eu sei que eu posso chegar na Olimpíada e competir melhor, meu foco é lá e é onde vou dar meu 100%”, explicou Gregório.

Romário Martins foi o campeão da categoria até 94kg com o total de 340kg. Em segundo lugar, ficou o argentino Ivan Palacios (332kg), e o bronze foi para o equatoriano Wilmer Contreras (327kg). “Estou muito emocionado. Queria ter acertado minhas seis tentativas, mas acertei cinco. Foi um bom resultado e espero melhorar. Vou treinar ainda mais duro”, disse o brasileiro.

Vagas
O Brasil tem direito a cinco vagas olímpicas por ser sede dos Jogos Rio 2016, sendo três masculinas e duas femininas. Entre os homens, segundo a Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP), Mateus Gregório e Fernando Reis estão praticamente garantidos. Os principais concorrentes à terceira vaga são Welisson Rosa, que não participou do evento-teste por conta de lesão, e Romário.

“Hoje seria Welisson Rosa, ele faz 5kg a menos que a marca do Romário em uma categoria abaixo. Mas a comissão técnica vai sentar e discutir. O Welisson vai ter que competir o Pan, o Romário aqui fez uma boa competição, ele pode se motivar com isso e melhorar mais. Com essa competição dele, ficou um pouco mais em aberta a disputa”, disse Edmilson Dantas, fazendo referência ao Pan-Americano da modalidade que será realizado em junho na Colômbia.

Na 85kg, o colombiano Yoni Andica ficou com o ouro ao somar 330 kg. O norte-americano Daniel Cooper foi prata no evento-teste (325kg), e o brasileiro Josué Lucas ficou com o bronze (325kg). Como o resultado de Cooper não conta para o Sul-Americano, Josué foi prata para a competição regional e o bronze foi dado ao chileno Kevin Cistena (295kg).

Das dez medalhas brasileiras para o peso total, sete foram conquistadas por mulheres nos três primeiros dias de competição. O chefe da equipe brasileira deu destaque à Rosane Reis (53kg), que obteve o ouro e a melhor evolução e resultado, mas afirmou que a disputa pelas duas vagas femininas ainda está em aberto. A CBLP deve definir a equipe olímpica após o Pan da Colômbia.

Medalhas do Brasil, pelo peso total

Luana Madeira (48kg) – prata
Rosane Reis (53kg) – ouro
Letícia Laurindo (53kg) – bronze
Eliane Nascimento (58kg) – bronze
Bruna Piloto (63kg) – prata
Liliane Menezes (69kg) – bronze
Jaqueline Ferreira (75kg) – bronze
Josué Lucas (85kg) – bronze no evento-teste e prata no Sul-Americano
Romário Martins (94kg) – ouro
Mateus Gregório (105kg) – bronze

Carol Delmazo, brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Com foco nas operações do Rio 2016, ministro Ricardo Leyser participa de reunião com o COI

Para debater os ajustes operacionais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, participou nesta segunda-feira (11.04), no Rio de Janeiro, de reunião com membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), da prefeitura do Rio, do governo estadual e do Governo Federal. Nesta terça e quarta-feira (12 e 13.04) a capital fluminense recebe a 10ª e última reunião da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

"Nós construímos tudo que estava planejado. A última reunião de coordenação será de transição. Vamos abordar agora as questões operacionais. Na prévia, vimos que existem muitas discursões para ajustar pequenos detalhes que vão tornar a operação dos Jogos perfeita", antecipou Leyser.

Além do ministro do Esporte, participam da reunião a presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos de 2016, a marroquina Nawal El Moutawakel; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; e o presidente da Autoridade Pública Olímpica, Marcelo Pedroso.

Para Leyser, chegou o momento de confrontar o planejamento com a realidade. "Estamos preparando comissões e grupos de trabalho com o foco operacional nas instalações olímpicas. Eles irão realizar os ajustes finais. Do ponto de vista das obras e dos financiamentos está tudo resolvido. Acredito que teremos uma boa reunião", disse.

Breno Barros, do Rio de Janeiro

Ascom – Ministério do Esporte

Como legado dos Jogos Rio 2016, ABCD forma novos Oficiais de Controle de Dopagem

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem promoveu, no sábado e domingo (9 e 10 de abril), no Ministério do Esporte, em Brasília, a 15ª Jornada ABCD Formação para a Luta Contra a Dopagem no Esporte. A iniciativa teve como objetivo formar novos oficiais de controle de dopagem (DCO, na sigla em inglês para Doping Control Officer) e contou com a participação de 37 candidatos. De acordo com o Código Mundial Antidopagem, os novos DCOs obrigatoriamente devem ser profissionais da área de saúde com curso superior (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, biomédicos, profissionais de educação física, etc) e com conhecimento da língua inglesa.

O sábado foi todo dedicado à parte teórica e, no domingo, houve uma aula prática, com simulação de sessão de coleta de amostras, além exercício sobre cenários complexos de notificação e dos procedimentos envolvidos nas coletas.

Para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a estimativa é de que cerca de 150 DCOs atuem no Brasil, sendo muitos deles brasileiros. Alem dos DCOs, existem outros dois tipos de agentes envolvidos nas operações de controle de dopagem: os BCOs (oficiais de coleta de sangue, ou Blood Collection Officer, na sigla em inglês) e os Escoltas (que conduzem os atletas até as áreas de coleta).

Depois de assimilado todo o volume de informações teóricas e práticas envolvidos na Jornada ABCD de Formação, os candidatos ainda precisam passar por uma última etapa antes de se tornarem oficiais: a certificação. "É nessa fase que eles atuam em campo, em competições e em testes fora de competição", explica a diretora de Relações Institucionais da ABCD, Martha Dallari. Segundo Martha, os candidatos que participaram da Jornada da ABCD em Brasília terão que ser avaliados em quatro missões (dentro e fora das áreas de competição) antes de receberem a certificação como oficiais de controle de dopagem.

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ MEPara o secretário nacional da ABCD, Marco Aurelio Klein, a Jornada é uma iniciativa de enorme importância. "Os Jogos Olímpicos proporcionam um imenso avanço na luta contra a dopagem no esporte no Brasil. E parte desse avanço se dá na formação de pessoal, na qualificação de equipes para trabalhar no campo, para trabalhar na luta contra a dopagem no esporte. Nós temos, ante a Agência Mundial Antidopagem e os Comitês Olímpico Internacional e Comitê Paralímpico Internacional, a tarefa de formar equipes que o Comitê Organizador poderá contratar durante os Jogos. São profissionais que, de acordo com o Código Mundial Antidopagem em vigor, precisam ser certificados pela ABCD", destacou Klein.

Consultor da Unesco para a ABCD, o português Luis Horta, uma das grandes autoridades em assuntos ligados ao combate da dopagem no esporte no mundo, trabalhou orientando os candidatos neste fim de semana durante a Jornada. Ele ressaltou que ter uma boa quantidade de agentes de controle de dopagem no Brasil é fundamental para o sucesso das ações da ABCD.

"Os agentes de controle de dopagem são muito importantes porque eles, afinal, são o nosso braço armado em campo. É muito importante termos uma quantidade substancial de agentes de controle de dopagem, nesse caso oficiais de controle de dopagem, porque o Brasil é um continente. Embora os atletas estejam localizados principalmente na região Sul e Sudeste, há atletas por todo o país e podem ocorrer controles de dopagem em todo o país. Por isso, é importante que tenhamos uma relação de proximidade até para baixar os custos. A proximidade dos DCOs em relação aos locais onde vão ser realizados os controles é fundamental", explicou Luis Horta.

Fotos: Roberto Castro/ MEFotos: Roberto Castro/ ME

Christian Farias Trajano é médico em Vitória (ES) e foi um dos candidatos que participou da Jornada da ABCD. "A iniciativa de ter uma Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem no país é fantástica, não só pela existência dos Jogos Olímpicos agora, em 2016, mas para garantir que, do ponto de vista governamental e também como cidadão, os recursos que são distribuídos para incentivar o esporte sejam aplicados por atletas que estão jogando limpo. A gente poder ter esse controle em casa e formar profissionais, acredito que faz com que o exemplo seja mais patente do que a punição. A gente jamais vai conseguir abranger o universo inteiro de atletas. Mas se a gente conseguir tornar exemplos algumas pessoas que se destacam no meio esportivo e que estão jogando sujo, isso tem um efeito muito maior do que punir simplesmente", avaliou o ortopedista.

Portuguesa e vivendo há apenas seis meses no Brasil, Maria Manuela Soares, formada em educação física, também participou da Jornada e exaltou a iniciativa da ABCD. "Tem sido bastante agradável e tudo foi feito com muita qualidade. É bastante importante para um desporto brasileiro mais limpo, mais justo e com mais igualdade entre os atletas. Tem sido gratificante e tem dado uma grande melhoria para a minha formação profissional e também pessoal", declarou.

Luiz Roberto Magalhães – brasil2016.gov.br

Ascom - Ministério do Esporte

Teste da Maratona abre janela para o centro histórico do Rio

Márcio Barreto Silva venceu o evento-teste com o tempo de 2h31min22s. Foto: Alex Ferro/Rio2016Márcio Barreto Silva venceu o evento-teste com o tempo de 2h31min22s. Foto: Alex Ferro/Rio2016

Se a prova de ciclismo de estrada prioriza o visual da orla marítima do Rio de Janeiro, os 42,195km do percurso da maratona olímpica foram pensados para deixar em primeiro plano o Centro Histórico da cidade e a região do Aterro do Flamengo. Com largada e chegada no Sambódromo, o circuito, plano em sua totalidade, passou por teste em vários de seus aspectos na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro.

Assim como havia ocorrido no evento-teste da Marcha Atlética, mesmo com a largada bem cedo, pouco depois das 6h, a combinação entre umidade alta e temperatura elevada fez com que o ritmo de prova fosse mais cadenciado. Ao todo, largaram 17 fundistas brasileiros, 16 homens e Marta Magna dos Santos entre as mulheres. Primeiro a cruzar a linha de chegada na região já próxima à Praça da Apoteose, o baiano Márcio Barreto Silva cravou 2h31min22s, bem acima do índice olímpico que estava em jogo, que é de 2h17min.

"O percurso é todo plano e maravilhoso. A prova estava bem organizada, balizada, com segurança, mas o calor e a umidade fortes têm impacto. Eu não tinha mesmo expectativa de conseguir índice. Para mim, foi um privilégio participar e ganhar. Se for para dar uma dica aos atletas que vêm para as Olimpíadas, é não sair muito forte, porque podem pagar um preço alto", afirmou Márcio.

Atleta com o melhor tempo entre os brasileiros na corrida para ficar entre os três fundistas confirmados nos Jogos do Rio, o brasiliense Marilson dos Santos aproveitou 20km da prova para fazer uma avaliação do trajeto e para retomar o ritmo de competições, já que vinha de alguns meses de recuperação de uma lesão na panturrilha da perna esquerda.

"Eu me senti bem. Já vinha fazendo bons treinos. Não senti nada da lesão. Agora, vou competir uma maratona em Praga, na República Tcheca, e pensar em outras provas mais curtas, para ganhar velocidade e ritmo. Mas já ficou bem claro que vou ter de fazer uma aclimatação boa, porque essa relação com o clima será um diferencial importante", disse Marilson.

Largada do evento-teste da Maratona, no Sambódromo do Rio. Foto: Alex Ferro/Rio2016Largada do evento-teste da Maratona, no Sambódromo do Rio. Foto: Alex Ferro/Rio2016

 

Ícone maior da maratona brasileira, Vanderlei Cordeiro de Lima também esteve presente no evento, abrindo uma prova de meia maratona exclusivamente para mulheres realizada por um os patrocinadores dos Jogos. Mesmo com três Jogos Olímpicos no currículo e um bronze conquistado em Atenas (2004), ele não nega um quê de inveja de quem terá a oportunidade de defender o país em agosto.

"Já vivi meu momento, já tive a minha fase, mas dá uma vontade enorme de poder estar aqui competindo. Participar dos Jogos fora tem uma dimensão, mas correr com o calor da torcida, em sua casa, vai ser realmente marcante na vida desses atletas. Todos, de todas as modalidades, são privilegiados. Espero que possam curtir ao máximo".

Santos Dumont

Com uma logística superlativa, a prova, mesmo sendo organizada num domingo, causa efeitos colaterais. Além de alguns pontos de congestionamento na região central, houve relatos de uma certa turbulência no fluxo de embarques e desembarques no Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo ao trecho interditado no Aterro do Flamengo.

"O impacto no Santos Dumont foi uma preocupação desde o início da organização desse teste. É importante dizer que teremos uma operação totalmente diferente durante os Jogos. Não temos interesse algum em complicar a operação do terminal, até porque o aeroporto é parte da logística indispensável ao bom funcionamento dos Jogos", afirmou Gustavo Nascimento, diretor de instalações do Comitê Rio 2016.

"E um dos focos aqui é exatamente esse. Discutir com a operação de tráfego e segurança as necessidades de cercamentos e desvios de trânsito, o tempo de cada um desses fechamentos, e se esse cercamento pode ser ajustado", disse Nascimento. Segundo o diretor, o desenho do percurso está praticamente definido. Ajustes só serão realizados se houver alguma necessidade técnica levantada pela Federação Internacional de Atletismo. E os outros testes, com cronometragem e sistema de resultados, tiveram o desempenho esperado.

Na soma dos fatores, de acordo com os dirigentes, sobressai com sobras o benefício, inclusive no plano do imaginário mundial. Segundo Jorge Pereira, gerente de atletismo do Comitê Rio 2016, o desenho da prova tem o potencial de dar a espectadores de todo o mundo um novo olhar para áreas simbólicas mas não tão icônicas da capital fluminense.

"Nós e a empresa oficial de transmissão temos como prioridade na maratona mostrar coisas que são características da cidade, mas que fogem daquele processo padronizado. Sim, tem o Pão de Açúcar, o Corcovado e Copacabana, mas tem mais a mostrar. Como o Centro do Rio está passando por uma transformação grande, isso será legal. E é um percurso novo. O aterro já foi testado em outras maratonas. Já o Centro, a Praça XV, a Praça Mauá, é tudo novo", disse. "Em termos visuais, a parte histórica, a renovação do porto e o centro financeiro estarão em foco para bilhões de espectadores", completou Gustavo Nascimento.

Índices

São até três as vagas no masculino e no feminino para o Brasil nos Jogos. Na lista de fundistas com índice, além de Marilson Gomes dos Santos, também está Paulo Roberto de Almeida (2h11min02s). Solonei Rocha, com 2h13min15s, conquistou o índice no Mundial de Pequim 2015 e ficou entre os 20 primeiros na prova, o que já lhe garante o posto no Rio.

Correm por fora Valério Fabiano (2h15min14s), Franck Caldeira (2h16min35s), Gilberto Lopes (2h16min39s) e Edson dos Santos (2h16min51s). A data limite para eles conseguirem marcas melhores que a dos colegas é 6 de maio.

No feminino, quatro atletas já obtiveram o índice de 2h42min: Adriana Aparecida da Silva (2h35min28s), Marily dos Santos (2h37min25s), Sueli Pereira da Silva (2h39min36s) e Graciete Moreira Santana (2h41min39s).

Como no evento-teste, as provas masculina e feminina da maratona serão disputadas em domingos, o que facilita a logística. A largada feminina será às 9h do dia 14 de agosto. Os 80 atletas da prova masculina largam em 21 de agosto, às 9h30.

Gustavo Cunha - Brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte

Sada Cruzeiro fatura o terceiro título consecutivo da Superliga de vôlei

Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBVFoto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

A final da Superliga masculina de vôlei, disputada na manhã deste domingo (10.04), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, poderia ter dois desfechos completamente diferentes. De um lado da rede, o Sada Cruzeiro tentava manter sua hegemonia e chegar ao terceiro título consecutivo. Do outro, o Brasil Kirin, de Campinas, disputava sua primeira decisão e tentava conquistar a inédita taça de campeão.

Depois de 2h20 de um jogo extremamente disputado, o clube mineiro saiu de quadra com a vitória e o tricampeonato consecutivo, o quarto na Superliga: 3 x 1, parciais de 23/25, 25/23, 25/15 e 30/28.

Lotado, o ginásio reuniu mais de nove mil torcedores, dirigentes, jogadores, ex-jogadores e autoridades, entre elas o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, que participou da cerimônia de premiação da partida, distribuindo medalhas para os atletas do Sada Cruzeiro, do Brasil Kirin e do Taubaté, terceiro colocado.

Depois de entregar as medalhas, o ministro Leyser destacou o ginásio lotado em Brasília, cidade que não tinha um representante direto dentro de quadra. Para ele, o sucesso de público na final masculina e na final feminina, disputada no último fim de semana, também em Brasília, mostram a importância do esporte em todas as regiões do país.

Foto: Francisco Medeiros/MEFoto: Francisco Medeiros/ME“É a força do vôlei e do esporte brasileiro. Mostra que a gente ainda tem que avançar muito nessa nacionalização do esporte. Há uma demanda muito grande do brasileiro por esporte, por espetáculos como esse”, destacou o ministro. “Estamos no caminho certo ao incentivar que a gente tenha times em todos os estados e que os campeonatos sejam realmente nacionais. Há um potencial enorme e uma vontade muito grande do brasileiro de todas as regiões de participar do esporte”, acrescentou Ricardo Leyser.

Além de assistir à partida e participar da cerimônia, o ministro do Esporte valorizou a presença no evento também pela oportunidade de estar em contato com atletas, ex-atletas e dirigentes do esporte brasileiro.

“É muito bacana você poder conversar e assistir. É a maneira de se inteirar sobre o que está acontecendo no esporte. Tenho falado que a equipe técnica do ministério tem crescido muito, e é nesse acompanhamento, estando presente e conversando. Conversei muito com o pessoal da comissão de atletas da CBV e fica mais fácil depois ir acertando a política pública”, comentou o ministro.

De acordo com Leyser, a final da Superliga serviu também para o andamento do projeto que prevê a criação de uma Liga de Desenvolvimento no vôlei, assim como ocorre no basquete, em parceria com a Liga Nacional de Basquete (LDB). “Estava discutindo o projeto da futura liga. Ainda não tem nome, mas a gente deve trabalhar com a Superliga nos mesmos moldes do basquete, para ter times sub-21, talvez sub-21 e sub-19. Essa presença é o momento que a gente aproveita para ir costurando e entendendo esses projetos”, adiantou Ricardo Leyser.


Festa do Cruzeiro

Após a partida e a conquista do tetracampeonato, o terceiro seguido, atletas e comissão técnica do Cruzeiro comemoraram bastante o título. “Somos um time que fez história no Brasil e a felicidade é muito grande. O nosso grupo é batalhador e sempre acreditou na comissão técnica e no projeto do Sada Cruzeiro. O resultado disso tudo são os títulos e as vitórias que tivemos”, disse o técnico da equipe, Marcelo Mendez.

Do lado do Brasil Kirin, o sentimento era de frustração, já que a equipe saiu na frente do placar ao vencer o primeiro set por 25/23. “Fica um gostinho ruim. Nosso time tinha qualidade um grupo unido para ganhar essa final. É muito difícil ganhar destes caras. Infelizmente não deu”, afirmou o ponteiro Lucas Loh.


Premiações individuais

Para completar as comemorações e o fim da temporada da Superliga, os melhores jogadores da temporada, no masculino e no feminino, também foram reconhecidos e premiados no Nilson Nelson. Confira a lista completa:


MASCULINO

Maior pontuador – Escobar (Minas Tênis Clube)

Melhor ataque – Wallace (Sada Cruzeiro)

Melhor bloqueio – Maurício (Brasil Kirin Vôlei)

Melhor levantador – William (Sada Cruzeiro)

Melhor saque – Giovanni (Bento Vôlei/Isabela)

Melhor recepção – Filipe (Sada Cruzeiro)

Melhor defesa – Serginho (Sada Cruzeiro)

FEMININO

Maior pontuadora – Alix (Dentil/Praia Clube) 

Melhor ataque – Walewska (Dentil/Praia Clube

Melhor bloqueio – Carol (Rexona-AdeS)

Melhor levantadora –  Macris (Terracap/Brasília Vôlei)

Melhor saque – Carol (Rexona-AdeS)

Melhor recepção – Léia (Camponesa/Minas) 

Melhor defesa – Vanessa Janke (Rio do Sul/Equibrasil)

 

Vagner Vargas
Ascom – Ministério do Esporte

Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos é entregue para testes e "sonhos"

Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
O Hino Nacional na abertura da solenidade de entrega do Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos era mera formalidade para muitos, mas teve força simbólica intensa na primeira fileira de assentos, os mais próximos da presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (08.04). Ali estava sentada uma atleta de 48 anos, que já foi pentacampeã brasileira de triatlo e disputou 13 edições do Iron Man. Uma mãe de três filhos que precisou rever conceitos, metas e prioridades em função de uma sigla chamada AMS, que designa Atrofia de Múltiplos Sistemas. “Quando tocou o hino, fechei os olhos e me imaginei ganhando uma medalha aqui. É emoção demais. É o sonho de minha vida. Disputar uma Paralimpíada em casa não tem preço”, disse Susana Schnarndorf.
 
No próximo dia 21, ela estará dentro da piscina de 50m do Parque Olímpico da Barra, que desta vez só pôde olhar da beirada e de cima da baliza da raia 4, a mais cobiçada pelos nadadores, porque nela largam os atletas de melhor tempo. Fora do pódio por 12 centésimos nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, ela busca o índice para o Rio no evento-teste e a reclassificação funcional, da Classe S6 para a S5. Isso porque nos últimos anos a severidade da doença degenerativa limitou seus movimentos e sua capacidade respiratória. “No dia 21 vou passar pela reclassificação. Na S5, serei muito mais competitiva”, disse. Na natação paralímpica, num resumo simplista, quanto menor o número da classe, maior a limitação de movimentos do atleta.
 
Antes de mergulhar no lugar que definiu como incrível, a gaúcha que treina num centro de referência em São Caetano do Sul ouviu atenta as descrições do equipamento entregue por autoridades dos governos federal, estadual e municipal e da Rio 2016. Com R$ 225 milhões do Ministério do Esporte, o Estádio Aquático conta com piscina principal para competições e uma de aquecimento.
 
Susana na Raia 4, a dos melhores tempos. Sonho Paralímpico da atleta já tem o seu palco. (Foto: Gustavo Cunha/Brasil2016.gov.br)Susana na Raia 4, a dos melhores tempos. Sonho Paralímpico da atleta já tem o seu palco. (Foto: Gustavo Cunha/Brasil2016.gov.br)
 
"Aqui a gente introduz o conceito de arquitetura nômade. O campo de jogo é o melhor possível, a experiência do espectador é a melhor, mas sem luxo, sem exagero. A ventilação é natural. Debaixo dos bancos há buracos que passam ventilação. A arena é parafusada. A gente fez um estádio que logo depois dos Jogos vai ser desmontado e vamos transformar em dois ou três novos equipamentos para o Rio, que vamos usar nas Vilas Olímpicas das áreas mais pobres da cidade”, disse o prefeito Eduardo Paes.
 
"Estamos construindo um benchmarking, uma referência, uma relação de qualidade nesta Olimpíada. Primeiro, porque os Jogos estão sendo feitos com parceria entre governo federal, estado, prefeitura e setor privado. É uma característica forte. Segundo, termos encarado esse desafio dentro do prazo, com qualidade e baixo custo. Terceiro, o legado. O que fica para a população do Rio: escolas, estruturas esportivas e uma infraestrutura significativa de mobilidade”, disse a presidenta Dilma Rousseff.
 
Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
Pressão sadia
As arquibancadas trazem outra inovação. Como a parte interna do estádio tem apenas uma piscina, sem o tanque e o trampolim de saltos, os 18 mil lugares de capacidade bruta são mais próximos da área de competição. "Eu tenho uma caminhada longa de Jogos Olímpicos. Em nenhum deles tivemos um estádio aquático só para a natação. Vocês vão sentir a pressão sadia do público. Não teremos a torcida da natação naquela área isolada, longe, dos saltos ornamentais. Isso nos orgulha e nos deixa com a certeza de que estamos trazendo mais uma colaboração ao Comitê Olímpico Internacional”, afirmou Carlos Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos.
 
Com a proximidade do público com jeito de “caldeirão”, Susana até já projeta fixar a audição em três assentos específicos, em que estarão Maila, Kaipo e Kaillane. “Eu até estava brincando aqui. Se eu ouvir um ‘“Vai, mãe’, na hora da competição, eu ganho as provas”, afirmou a atleta.
 
“Não precisamos de mármore, granito ou poltronas caríssimas. Podemos fazer de forma mais razoável, com todos os requisitos esportivos, de transmissão. Temos estruturas como se fossem definitiva, mas que podem ser desmontadas. Não nos interessava ter um parque olímpico deste tamanho como legado. Já temos o Maria Lenk que nos atende 100%. A economia no projeto chegou a R$ 100 milhões”, disse o ministro do Esporte, Ricardo Leyser.  “Existe o perfeito e o ótimo. O ótimo é adequado para a nossa concepção. E assim sobressai a cidade. Não precisamos criar ícones da arquitetura. A cidade já é muito bonita. É um equipamento fantástico para que o esporte sobressaia”, completou Leyser.
 
Sobressair com o esporte, aliás, é conceito que sintetiza a relação de Susana com o mundo. Ela somou forças para combater a doença sem cura no carinho pelos filhos e na prática esportiva. “Normalmente a pessoa vive seis ou sete anos com essa doença. Eu já estou com ela há 11 anos. O esporte desacelerou o processo degenerativo. Por isso, para mim ele é mais importante do que qualquer outra coisa, porque devolveu minha vida. Se eu não estivesse treinando, provavelmente não estaria mais aqui”.
 
Foto: Roberto Castro/ MEFoto: Roberto Castro/ ME
 
Eventos-teste
O Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos receberá o primeiro evento-teste a partir do próximo dia 15. Ao longo dos seis dias de competição, o Troféu Maria Lenk reunirá nadadores de 11 países, além do Brasil, e servirá como última seletiva olímpica para os donos da casa. Além dos 356 brasileiros, o torneio contará com a participação de 55 estrangeiros para as disputas das provas olímpicas. As eliminatórias têm início sempre às 9h30 e as finais, às 17h30.
 
Já entre os dias 22 e 24 deste mês, a nova arena sediará o Open Internacional Caixa Loterias, evento-teste da natação paralímpica. Serão 212 atletas de 19 países, e o Brasil contará com jovens promessas além da equipe principal, que compete em busca de índice para os Jogos Paralímpicos. O pólo aquático, por sua vez, fecha a sequência de torneios preparatórios no Estádio Aquático, entre os dias 25 e 29 de abril. Segundo o Comitê Organizador Rio 2016, está prevista a participação de 60 atletas, de quatro países (Brasil, Estados Unidos, Canadá e China).
 
O Estádio Aquático conta com uma piscina principal para competições e uma de aquecimento, sendo que ambas estão concluídas e preenchidas com água. Nos últimos dias, foram executados serviços como instalação de forros nas áreas técnicas, de luminárias e dos geradores, além da finalização da fixação dos assentos, que são nas cores verde e azul.
 
A fachada externa, já aplicada, é composta por 66 painéis com 27 metros de altura cada, feitos de poliéster e revestidos de PVC, com tratamento anti-UV para proteger a temperatura interna da instalação. As telas reproduzem a obra “Celacanto Provoca Maremoto”, da artista plástica Adriana Varejão. A piscina principal tem cerca de 3,7 milhões de litros de água, que durante os Jogos serão mantidos entre 25 e 28 graus centígrados. Um filtro especial reduz em 25% o uso de produtos químicos e elimina 99,9% das impurezas da água.
 
O Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos será palco da natação, entre os dias 6 e 13 de agosto, e da fase final do pólo aquático, de 15 a 20 de agosto, durante os Jogos Olímpicos, além da natação dos Jogos Paralímpicos, de 8 a 17 de setembro. 
 
Ambulâncias para serem usadas em emergências nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e que ficarão de legado após os megaeventos. (Foto: Roberto Castro/ME)Ambulâncias para serem usadas em emergências nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e que ficarão de legado após os megaeventos. (Foto: Roberto Castro/ME)
 
Ambulâncias
Na mesma cerimônia de entrega do Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, o Governo Federal entregou 146 ambulâncias que servirão aos turistas e atletas que participarão dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, e o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio de Souza, assinaram o Termo de Cessão dos veículos.
 
“As Unidades Móveis de Suporte Avançado serão utilizadas para socorrer os casos mais graves. Estamos trabalhando, em parceria com estados e demais municípios onde haverá competições para aprimorar a infraestrutura e a organização dos serviços públicos do setor, para garantir toda assistência aos brasileiros e turistas que vêm ao nosso país acompanhar o mundial”, ressaltou Marcelo Castro.
 
Do total de ambulâncias, dez unidades foram entregues em 2015 ao governo do estado. O evento desta sexta marcou a entrega simbólica pela presidenta Dilma Rousseff das 136 ambulâncias restantes. As ambulâncias estão disponíveis para que o governo estadual do Rio de Janeiro possa buscá-las em Tatuí (SP), onde são fabricados os veículos.
 
Gustavo Cunha, brasil2016.gov.br, com informações do Ministério da Saúde
Ascom - Ministério do Esporte

Seleção brasileira de futebol de 5 é convocada para a IV Fase de Treinamento

A seleção brasileira de futebol de 5 foi convocada para a IV Fase de Treinamento, de 12 a 21 de abril, no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. A comissão técnica dará continuidade ao trabalho que definirá os dez convocados para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
 
Para esta etapa de preparação foram chamados 14 atletas. A disputa por uma vaga está cada vez mais acirrada. Até o principal evento do paradesporto mundial o Brasil terá mais quatro fases de treinamento, além do Rio Open Football Five-A-Side Tournament, de 01 a 05 de junho, na cidade sede dos Jogos.
 
» Confira a lista dos convocados
 
Goleiros
Luan de Lacerda Gonçalves (AGAFUC-RS)
Milton Pereira Silva (Apace-PB)
Vinícius Tranchezzi Holzsauer (APADV-SP)
 
Jogadores de linha
Cassio Lopes dos Reis (ICB-BA)
Damião Robson de Souza Ramos (Apace-PB)
Gledson da Paixão Barros (APADV-SP)
Jeferson da Conceição Gonçalves (ICB-BA)
Marcos José Alves Felipe (Apace-PB)
Maurício Tchopi Dumbo (AGAFUC-RS)
Raimundo Nonato Alves Mendes (ADVP-PE)
Ricardo Steinmetz Alves (AGAFUC-RS)
Severino Gabriel da Silva (Apace-PB)
Tiago da Silva (Urece-RJ)
Tiago Santos Nascimento (ICB-BA)
 
Comissão Técnica
Fábio Luiz Ribeiro Vasconcelos – Técnico
Halekson Barbosa de Freitas – Fisioterapeuta
Josinaldo Costa Sousa – Auxiliar Técnico
Lucas Leite Ribeiro – Médico
Luis Felipe Castelli Correia de Campos – Preparador Físico
Vivian Maria dos Santos Paranhos – Nutricionista
 
» Saiba mais sobre o Futebol de 5: 

Investimentos
Entre 2010 e 2015, o Ministério do Esporte firmou 17 convênios com o Comitê Paralímpico Brasileiro, que somam mais de R$ 67,38 milhões. Os recursos possibilitaram a preparação de atletas em diversas modalidades, treinamentos no Brasil e no exterior, participação em competições, assim como a contratação de equipes multidisciplinares e a compra de equipamentos.
 
Além disso, para alcançar a meta de ficar entre os cinco primeiros colocados no quadro geral de medalhas das Paralimpíadas Rio 2016, a equipe brasileira contará com um importante reforço: o Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Os investimentos nas obras do Centro de Treinamento são de R$ 264,272 milhões, sendo R$ 149,630 milhões do governo federal e R$ 114,642 milhões do estado de São Paulo. O Ministério do Esporte aplicou mais R$ 20 milhões e o governo paulista outros R$ 4 milhões na aquisição de equipamentos para o local.
 
Fonte: CBDV
Ascom - Ministério do Esporte

Brasil termina em segundo no Torneio Internacional do Qatar de Handebol Masculino

Foto: CBHbFoto: CBHbO Brasil fez uma boa partida na última rodada do Torneio Internacional do Qatar de Handebol Masculino, nesta quinta-feira (07.04), mas não conseguiu terminar com vantagem no placar diante dos donos da casa. O resultado foi 28 a 30 (14 a 15 no primeiro tempo), apesar do ataque rápido e de uma defesa que fez a diferença em alguns momentos, com grande atuação do goleiro Maik no primeiro tempo.
 
Este foi um bom teste para a seleção que se prepara para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, segundo o técnico espanhol Jordi Ribera. "O Brasil jogou bem. O primeiro tempo foi bastante equilibrado e a defesa 5x1 conseguiu interceptar várias bolas, dificultando o contra-ataque do Qatar. Hoje também contra-atacamos de uma forma mais efetiva e chegamos a ficar à frente por três gols. No segundo período, eles fizeram troca de jogadores e ganharam mais velocidade, terminando com a vitória", comentou o treinador da equipe brasileira.
 
O Qatar é o atual vice-campeão mundial e é treinado pelo também espanhol Valero Rivera, apontado como um dos melhores técnicos do mundo. Os brasileiros venceram a Argentina na abertura do torneio e foram derrotados pelo clube qatari El Jaish. Os donos da casa venceram os três jogos e conquistaram a primeira colocação. O Brasil ficou em segundo, seguido pelo El Jaish, que foi derrotado pela Argentina na última rodada por 23 a 21.
 
Gols do Brasil: Haniel (4), Leonardo (4), Alemão (3), Chiuffa (3), Lucas (3), Tchê (3), Teixeira (3), Thiagus (2), Ales (1), Diogo (1) e José Guilherme (1).
 
» Tabela
 
Rodada 1
Qatar 34 x 24 El Jaish
Brasil 24 x 20 Argentina
 
Rodada 2
Brasil 26 x 28 El Jaish
Qatar 33 x 19 Argentina
 
Rodada 3
El Jaish 21 x 23 Argentina
Qatar 30 x 28 Brasil
 
Fonte: CBHb

Ascom - Ministério do Esporte

Atletas paralímpicos recebem curso sobre controle de dopagem

 
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) promoveu nesta quinta-feira (07.04), um workshop sobre controle de dopagem para seus principais atletas. Cerca de 80 estiverem em um hotel na Zona Sul de São Paulo para o evento, que foi promovido em parceria com a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).
 
A intenção da palestra foi a de esclarecer dúvidas quanto aos procedimentos dos testes em competição e surpresa feitos pela ABCD. Nomes do atletismo, halterofilismo, natação e tiro esportivo puderam sanar questões sobre o trabalho da entidade.
 
No período da tarde, o trabalho foi voltado à orientação dos atletas com deficiência visual. Eles puderam ter contato com o sistema de localização da ABCD, no qual os esportistas têm de informar onde estarão diariamente para serem eventualmente submetidos a exames antidoping surpresa.
 
O evento contou ainda com a presença do diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro, Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, e de Martha Dallari, diretora de relações institucionais da ABCD.
 
Fonte: CPB

Ascom - Ministério do Esporte

Brasileira entre as melhores do mundo no mountain bike

Foto:Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COBFoto:Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB
 
Com quatro vitórias em seis provas disputadas na temporada e o pódio em outras duas, a brasileira Raiza Goulão subiu no ranking mundial de mountain bike. Com 1.151 pontos, Raiza ocupa o 15º lugar na lista divulgada pela União Ciclística Internacional (UCI). Na corrida por uma vaga nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a ciclista ainda viu sua vantagem sobre Isabella Lacerda subir para 417 pontos.
 
“Estou muito feliz com essa colocação no ranking. Não tenho palavras para descrever minha felicidade. O que definiu essa boa diferença de pontos para minha principal concorrente acredito que tenha sido minha estratégia em 2015, de ter um calendário maior de provas para poder me poupar em 2016. Desta forma, estou podendo focar agora o máximo no treino e também na performance”, explicou Raiza.
 
Brasileira mais bem colocada no ranking mundial de mountain bike há dois anos, a ciclista conquistou a medalha de prata no Campeonato Pan-Americano da modalidade, no mês passado, em Catamarca, Argentina, e ficou mais perto da vaga olímpica. Por ser o país-sede dos Jogos Rio 2016, o Brasil tem direito a uma vaga no feminino e outra no masculino.
 
“A ideia era somar pontos com um bom resultado, de preferência no top 5, por estarmos na reta final da classificação para Rio 2016. A pressão aumentou, mas eu sabia que era a hora de tentar definir logo e encaminhar a vaga. Em 2015 fui a décima colocada no Pan em uma condição que não era boa, pela altitude da Colômbia. Neste ano queria buscar um lugar no pódio, para deslanchar nos pontos e me aproximar da vaga na Rio 2016. Felizmente consegui esse feito, do vice-campeonato pan-americano, o que me deixa muito feliz e confiante”, finalizou Raiza.
 
Fonte: CBC
Ascom – Ministério do Esporte
 

Após três rodadas, Rio Preto e São José lideram grupos no Brasileiro de Futebol Feminino

Após três rodadas, Rio Preto e São José lideram seus grupos na segunda fase do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Os tradicionais clubes do interior de São Paulo alcançaram sete pontos ao golearem suas adversárias no meio da semana. As joseenses fizeram 4x0 no Iranduba (AM), no estádio Martins Pereira, enquanto as atuais campeãs nacionais anotaram 5x0 no São Francisco (BA), fora de casa.

Rio Preto goleia São Francisco e encaminha classificação na busca pelo bi. (Foto: All Sports/ CBF)Rio Preto goleia São Francisco e encaminha classificação na busca pelo bi. (Foto: All Sports/ CBF)

A rodada também foi boa para a Ferroviária (SP), que venceu o Foz Cataratas (PR) por 3x0, na Arena da Fonte Luminosa, e se manteve na segunda posição da chave 5, a mesma do Rio Preto. De quebra, as paulistas quebraram a invencibilidade das paranaenses, que vinham de dois empates na segunda fase.

No clássico entre as duas maiores torcidas do país, o Corinthians (SP) levou a melhor sobre o Flamengo (RJ) por 2x0, jogando em Osasco. Com o resultado, o time alvinegro pulou para o segundo lugar do grupo 6, empatado com as rubro-negras, com quatro pontos, mas na frente nos critérios de desempate.

Ferroviária vence em casa e segue viva na luta pela vaga às semifinais. (Foto: All Sports/ CBF)Ferroviária vence em casa e segue viva na luta pela vaga às semifinais. (Foto: All Sports/ CBF)

A terceira rodada fechou o primeiro turno das duas chaves. Pelo Grupo 5, Rio Preto e Ferroviária podem garantir classificação antecipada na próxima semana, caso ambos vençam seus compromissos. Na outra chave, o São José pode deixar bem encaminhada a passagem para a semifinal em caso de vitória.

Na segunda fase, classificam dois times por grupo, que fazem a semifinal. Os vencedores decidem o título, que a cada ano ficou com um clube diferente - todos paulistas: Adeco, em 2013; Ferroviária, em 2014; e Rio Preto, em 2015. O Campeonato Brasileiro conta com o investimento de R$ 10 milhões da Caixa Econômica Federal. (Saiba mais sobre o apoio do Ministério do Esporte à modalidade)

» Confira os próximos jogos

4ª Rodada

12 de abril (terça-feira)
15h - Flamengo X Corinthians - Estádio da Gávea, Rio de Janeiro  

13 de abril (quarta-feira)
15h - Rio Preto X São Francisco - Estádio Anísio Haddad, São José do Rio Preto (SP)
19h - Foz Cataratas X Ferroviária - Estádio Pedro Basso, Foz do Iguaçu (PR)
21h - Iranduba X São José - Arena da Amazônia, Manaus (AM)

» Classificação

Grupo 5
Rio Preto – 7 pts
Ferroviária – 6 pts
Foz Cataratas – 2 pts
São Francisco – 1 pt

Grupo 6
São José – 7 pts
Corinthians – 4 pts (4 Gols Pró)
Flamengo – 4 pts (3 Gols Pró)
Iranduba – 1 pt

Gabriel Fialho

Ascom - Ministério do Esporte

Jogos Olímpicos oferecem mais de oito mil vagas temporárias de trabalho no Rio

Com a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro, novos postos de trabalho temporário estão disponíveis no mercado. Uma empresa global de recrutamento e seleção de talentos está selecionando mais de oito mil profissionais para atuar em áreas de serviços de atendimento ao público durante a competição. Para concorrer às vagas, de empresas do ramo de alimentação, é necessário fazer cadastro no site www.maisvagasrio.com.br.
 
As oportunidades são principalmente para funções operacionais. Há vagas para atuar como atendentes, caixas, seguranças, ajudante de cozinha, cozinheiro e serviços gerais, entre outras. Parte dos postos de trabalho também será destinada a cargos de líder operacional e coordenação de equipes. Todas as posições são estendidas a pessoas com deficiência. Os salários variam de R$ 1 mil a R$ 6 mil, em regime CLT e com benefícios. A idade mínima para se candidatar é de 18 anos.
 
"Esta é uma iniciativa de grande impacto para o Rio e para o Brasil e também uma oportunidade muito interessante para quem deseja, além de um emprego, potencializar o currículo", afirma Nilson Pereira, presidente do ManpowerGroup Brasil, empresa de recrutamento.
 
O site de inscrições será atualizado diariamente com as oportunidades. "Mesmo que o candidato entre no site e não encontre naquele momento a função que procura, ele deve fazer seu cadastro. As vagas vão surgir diariamente", completa o executivo.
 
Além disso, há ainda disponíveis cerca de outras três mil vagas para trabalhar com o Comitê Organizador Rio 2016. Nesse caso, a inscrição deve ser feita pelo site www.talentosmanpowergroup.com.br.
 
Complexos Esportivos
A Prefeitura do Rio de Janeiro também abriu vagas temporárias de trabalho. Serão 500 postos abertos pela Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego (SMTE) para serviços no Complexo Esportivo de Deodoro e no Parque Olímpico da Barra como camareira, além de 100 vagas para auxiliares de lavanderia. Não é necessário ter experiência, apenas ensino fundamental completo. O trabalho será em escalas de turnos de segunda a quinta-feira ou de sexta-feira a domingo.
 
Para se candidatar e participar do processo seletivo é necessário levar carteira de trabalho, RG e PIS a um dos postos da SMTE até o próximo dia 12. Os Postos Municipais de Trabalho funcionam de segunda a sexta, nos endereços: Rua Camaragibe, 25, Tijuca (das 8h às 17h); Estrada do Guerenguê, 1.630, Jacarepaguá (das 9h às 16h30min); Rua Barcelos Domingos, 162, Campo Grande (das 8h às 17h); Estrada do Dendê, 2.080, Ilha do Governador (das 8h às 17h); Rua Vinte e Quatro de Maio, 931, Méier (das 9h às 17h); Rua da América, 81, Gamboa (das 9h às 17h); Avenida Presidente Vargas, 1997, Centro - unidade destinada às pessoas com deficiência (das 8h às 17h) e Rua Luiz Cavalcanti, 576, Guadalupe (8h às 17h).
 
O processo seletivo será no dia 13, no Posto de Campo Grande, em horários que serão agendados.
 
Fontes: ManpowerGroup Brasil e Prefeitura do Rio
Ascom – Ministério do Esporte
 

Brasil coloca quatro atletas entre as melhores do mundo na luta olímpica

(Foto: Divulgação/CBW)(Foto: Divulgação/CBW)
 
A United World Wrestling, entidade máxima da luta olímpica no planeta, anunciou nesta quinta-feira (07.04), o ranking internacional com as 20 melhores atletas do mundo em cada categoria de peso. Quatro brasileiras aparecem entre as melhores do mundo. Aline Silva ocupa o 4º lugar na categoria até 75kg; Lais Nunes é a 13ª colocada na divisão até 63kg, Giullia Penalber figura em 17º lugar na categoria até 53kg e Joice Silva a 19º colocada na categoria até 58kg. Mais uma prova do avanço brasileiro no cenário mundial do esporte. As lutadoras recebem o apoio financeiro do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte. 
 
“Essas colocações no ranking são bastante expressivas para um país em evolução como o Brasil. É a prova que o trabalho desenvolvido pela comissão técnica e o esforço das atletas está dando resultado. A equipe está evoluindo como um todo. Hoje temos quatro atletas classificadas no feminino para os Jogos Olímpicos e um atleta no masculino. Ainda temos duas seletivas: em abril na Mongólia e em maio na Turquia. A delegação pode aumentar”, afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Wrestling, Pedro Gama Filho.
 
Entre as quatro atletas presentes no ranking mundial, apenas Giullia Penalber ainda busca a vaga nos Jogos Olímpicos. Já Joice Silva até 58kg, Lais Nunes até 63kg, Gilda Oliveira até 69kg e Aline Silva até 75kg já garantiram o país nos Jogos entre as mulheres. Entre os homens, apenas a categoria até 130kg do estilo greco-romano está confirmada. Antoine Jaoude e Eduard Soghomonyan farão uma seletiva para saber quem representará o país nos Jogos, ainda sem data definida.
 
As próximas chances dos atletas brasileiros garantirem a classificação para a luta olímpica são os pré-olímpicos mundiais. Caso os atletas não consigam a vaga, eles ainda possuem uma última chance por meio de convites (wild cards) concedidos pela United World Wrestling.
 
1º Pré-olímpico mundial - 22 a 24 de abril - Ulaambaatar - Mongólia
Garantem vaga os três primeiros colocados dos estilos livre masculino e greco-romano, e as duas primeiras colocadas do estilo livre feminino por categoria de peso.
 
2º Pré-olímpico mundial - 6 a 8 de maio - Istambul - Turquia
Garantem vaga os dois primeiros colocados dos estilos livre masculino e greco-romano, e as duas primeiras colocadas do estilo livre feminino por categoria de peso.
 
Fonte: CBW
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

Equipe Sub 21 de judô chega à Itália para disputa da Copa Europeia Júnior

 
A equipe Sub 21 do Brasil está na Itália para a disputa da Copa Europeia Júnior de Lignano. Serão 33 atletas em ação neste final de semana nos tatames verdes e vermelhos montados no Ge.tur Village neste final de semana. Na delegação brasileira que já realizou o primeiro treino em terras italianas, estão atletas com menos de 18 anos, da classe cadete.
 
 No sábado, serão realizadas as disputas das categorias superligeiro (44kg, 55kg), ligeiro (48kg, 60kg), meio leve (52kg, 66kg) e leve (57kg, 73kg). Já no domingo, 10, é a vez do meio médio (63kg, 81kg), médio (70kg, 90kg), meio pesado (78kg, 100kg) e pesado (+78kg, +100kg). 
 
“Alguns atletas que ainda são Sub 18 já vieram para essa competição, visando a melhor transição da classe Cadete para o Júnior. Os convocados foram os atletas mais bem posicionados no ranking nacional e que ainda serão Sub 21 no próximo ano. A ideia é já dar bagagem internacional para esses talentos que irão disputar o Mundial Sub 21 do ano que vem”, disse Marcelo Theotônio, lembrando que em ano olímpico não são realizados os Campeonatos Mundiais das categorias de base.
 
No feminino, as convocadas foram Thays Marinho (44kg/FMJ/Minas Tênis Clube), Gabriela Clemente (48kg/FGJ/Grêmio Náutico União), Jéssica Lima (52kg/FPJ/S.E.L. de São José dos Campos), Giovanna Pernoncini (57kg/FGJ/Sogipa), Ketelyn Nascimento (57kg/FPJudo/ Palmeiras), Yanka Pascoalino (63kg/ FPJudo/ Esporte Clube Pinheiros), Bruna Nesi (70kg/ FPRJ/ Sociedade Morgenau), Gabriela Paliano (78kg/ FJMS/ Ass. Atlética Judô Futuro), Ellen Furtado (+78kg/ FPJudo/ SESI) e Beatriz Souza (+78kg/ FPJudo/ Esporte Clube Pinheiros).
 
No masculino, foram chamados Daniel Silva (55kg/FGJ/Associaçao Rodrigo Bilhar), Mike Pinheiro (55kg/FPJudo/São João Tênis Clube), Kainan Santos Pires (60kg/FPJudo/Esporte Clube Pinheiros), Daniel Cargnin (66kg/FGJ/Sogipa), David Dias Lima (73kg/FPJudo/Esporte Clube Pinheiros), Giovani Ferreira (81kg/FPJudo/S.E.Palmeiras), André Humberto (90kg/FMJ/Minas Tênis Clube), Henrique Francini (90kg/FPJudo/Esporte Clube Pinheiros), Arthur Silva (100kg/FPJudo/SESI) e Matheus Rocha (+100kg/FPJudo/SESI).
 
Além deles, participam do Estágio em forma de adesão Renan Torres (55kg/FPJudo/SESI); Bruno Watanabe (55kg/FPJudo/São João Tênis Clube); Haniel Simas (60kg/FPJudo/São João Tênis Clube); Lucas Turt (66kg/FPJudo/SEL São José dos Campos); Hiago Pirolo (66kg/FGJ/Grêmio Náutico União); Jeferson Santos Junior (66kg/FPJudo/ADPM São José); Igor Morishigue (81kg/FPJudo/SESI); Luanh Saboya Rodrigues (81kg/FPRJ/Sociedade Morgenau); William Souza Junior (100kg/FMJ/Academia Espaço Marques Guiness); Jéssica Silva (52kg/FPJudo/São João Tênis Clube); Alana Uraguti (63kg/FPJudo/Clube Paineiras do Morumby); Bruna Silva (70kg/FGJ/Grêmio Náutico União); e Victoria Oliveira (+78kg/FPJudo/Clube Atlético Juventus).
 
Além de Marcelo Theotônio, chefe da delegação, a comissão técnica é composta pelos técnicos Douglas Vieira e Andrea Berti, pelos fisioterapeutas Rodolfo Monteiro e Luana Carvalho e pelo assistente técnico Matheus Theotônio.
 
Depois da disputa da Copa Europeia Júnior de Lignano, nos dias 09 e 10, os jovens judocas ficam mais três dias em solo italiano participando do Treinamento de Campo, organizado pela União Europeia de Judô. No dia 13, chegam à Rússia para a disputa da Copa Europeia Junior de São Petersburgo nos dias 16 e 17 de abril. Assim como na Itália, por ser um evento oficial do calendário da FIJ para a classe de idade, serão mais três dias de treinamento. A chegada ao Brasil está prevista para o dia 19.
 
Fonte: CBJ
Ascom – Ministério do Esporte
 

Guia de recomendações e procedimentos para segurança no futebol será lançado no próximo mês

Foto: Ivo Lima/ MEFoto: Ivo Lima/ ME

A primeira reunião da Comissão Nacional de Prevenção da Violência e Segurança nos Espetáculos Esportivos (Consegue) em 2016 serviu para o  grupo finalizar o Guia de Recomendações e Procedimentos Operacionais para Segurança em Eventos de Futebol, que será lançado no próximo mês.  O documento estabelece algumas orientações que atendem ao Estatuto do Torcedor e que poderão ser aplicadas em qualquer parte do país. O objetivo é integrar as Forças de Segurança, disseminar novas metodologias de trabalho e defender os direitos dos cidadãos.

Fábio Souza do Ministério da Justiça apresentou o guia durante reunião da Consegue (Foto: Ivo Lima/ ME)Fábio Souza do Ministério da Justiça apresentou o guia durante reunião da Consegue (Foto: Ivo Lima/ ME)“A gente procurou fazer um documento que pudesse abranger todos os estados e cidades do país, evitando regionalismos e situações particulares. Trouxemos orientações comuns para cidades com menor experiência em receber partidas de futebol até para os grandes centros. Preocupamos em ter essa amplitude nacional. Este é um documento muito prático e é muito fácil o entendimento da aplicação do que está nele”, explica Fábio Souza, coordenador de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça.

A elaboração do texto ficou a cargo da Senasp, que reuniu 18 especialistas da área para formatar o guia. O grupo teve como base as discussões sobre segurança no futebol que datam de 2009, quando foi formada uma câmara técnica no próprio Ministério da Justiça para discutir o tema, passando pela experiência acumulada na Secretaria Especial de Segurança em Grandes Eventos (Sesge), responsável pelas ações na Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Rio 2016, além dos debates na Consegue.

Para o secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Rogério Hamam, o guia será importante para aproximar as Forças de Segurança das entidades que cuidam do futebol. “O guia servirá para dar referência de atuação a todos os atores envolvidos. Com isso, esperamos maior padronização e unificação das Forças de Segurança. Também queremos delimitar com maior precisão a atuação dos entes públicos e privados”, disse Hamam, lembrando que a Copa do Mundo de 2014 inseriu um novo ator no futebol brasileiro, os “stewards”, agentes privados que fazem a segurança no interior dos estádios e orientam o público.

Após a publicação do guia, a meta dos envolvidos no trabalho é disseminar o documento entre as federações esportivas, órgãos de segurança e torcedores. O presidente da Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatog), André Azevedo, espera que o documento seja um meio para aumentar o diálogo entre as entidades.

“Toda ação com o propósito de diminuir a violência é válida. Acredito que, olhando principalmente para os grandes centros, o guia vai trazer avanços. A gente sempre fomenta o diálogo, não queremos impor, queremos mostrar [para as torcidas organizadas], para avançar na prevenção da violência”, disse Azevedo, que vai iniciar o debate nas redes sociais com os presidentes das organizadas.

“Vamos voltar a fazer visitas técnicas, porque é muito difícil reunir todas as torcidas do país, em parceria com o Ministério do Esporte, para que seja feita essa explicação técnica do guia. E também pelas redes sociais podemos iniciar o debate, porque temos um grupo com praticamente todos os presidentes de torcidas do país”, afirmou.

Secretário Nacional de Futebol, Rogério Hamam destaca importância da integração das Forças de Segurança. (Foto: Ivo Lima/ ME)Secretário Nacional de Futebol, Rogério Hamam destaca importância da integração das Forças de Segurança. (Foto: Ivo Lima/ ME)

Etapas

O guia foi dividido em três partes, sendo que uma trata dos procedimentos prévios aos campeonatos e jogos, outra define as responsabilidades dos órgãos envolvidos e a terceira explica como deve ser a ação integrada de segurança.

As ações devem iniciar antes do primeiro jogo de determinado campeonato, quando é elaborado um Plano de Ação de Segurança e Contingências para todo o torneio. Este plano será o documento de referência para todos os envolvidos com o espetáculo e deve prever, dentre outras coisas, o acesso ao estádio e a circulação nas arenas, os perímetros de segurança, a proteção dos torcedores no sistema de mobilidade urbana e os níveis de atuação dos agentes públicos e privados.

Já o Plano de Ação Especial será específico para partidas com grande expectativa de público e aquelas que apresentam um maior risco para a segurança, o que pode depender da situação de determinada equipe no campeonato.

“Algumas atividades acontecem na preparação do campeonato, desde a confecção da tabela, seja brasileiro, regional, ou estadual. Estabelecemos alguns planos, em atendimento ao que diz o Estatuto do Torcedor. O primeiro é o Plano Geral de Contingências, que deve acontecer antes do início da competição, e temos o Plano de Ação Especial para partidas com grande expectativa de público, ou com algum tipo de risco agregado. Além disso, temos atividades que devem ocorrer no período prévio ao jogo, como as solicitações de policiamento, apresentação de laudos, vistorias preliminares nos estádios, reuniões preparatórias entre as Forças de Segurança e avaliações de risco”, detalha Souza.

Com a definição das responsabilidades de cada órgão envolvido, o objetivo final é integrar o trabalho das Forças de Segurança, tendo como exemplo os Centros Integrados de Comando e Controle usados nos megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo. Os centros servem para receber o fluxo de informações, desde uma central, e coordenar, com uma visão ampla da situação, as equipes de segurança que estão nas ruas.

Também estiveram presentes na reunião da Consegue representantes do Ministério Público, secretarias de segurança pública, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, federações estaduais, Confederação Brasileira de Futsal, policias civil, militar de diversos estados do país. 

Gabriel Fialho

Ascom - Ministério do Esporte

Ministro Ricardo Leyser inaugura Centro Olímpico de Esportes Aquáticos, no Rio de Janeiro

O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, inaugura nesta sexta-feira (08.04), às 11h, o Centro Olímpico de Esportes Aquáticos, no Rio de Janeiro, que recebeu investimentos de R$ 225,3 milhões da pasta. Construído no Parque Olímpico da Barra, a instalação será palco das provas de natação olímpica e paralímpica, além do polo aquático durante os Jogos Rio 2016.

O evento contará com as presenças das atletas olímpicas Branca e Bia Feres, do nado sincronizado, e dos nadadores paralímpicos Susana Schnarndorf Ribeiro e Caio Amorim.

Ainda nesta sexta-feira, o ministro Ricardo Leyser assistirá ao evento-teste de levantamento de peso, que acontece na Arena Carioca I. Também acompanhará o ministro da Saúde, Marcelo Castro, na entrega de ambulâncias. As duas agendas também ocorrerão no Parque Olímpico da Barra.

» Serviço:
Entrega de ambulâncias

Hora: 10h45
Local: Parque Olímpico da Barra – ao lado Centro Olímpico de Esportes Aquáticos

Inauguração do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos
Hora: 11h
Local: Parque Olímpico da Barra

Evento-Teste de levantamento de peso
Hora: 16h
Local: Arena Carioca I – Parque Olímpico da Barra

Contato Assessoria de Imprensa do Ministério do Esporte: Andrea Cordeiro (61) 8165-7901

Ministro detalha preparação olímpica do Brasil a correspondentes estrangeiros

 
Ministro Ricardo Leyser explicou conceitos da preparação olímpica brasileira e da Rede Nacional de Treinamento. Foto: Roberto Castro/MEMinistro Ricardo Leyser explicou conceitos da preparação olímpica brasileira e da Rede Nacional de Treinamento. Foto: Roberto Castro/ME
 
Se o caldeirão que concentra os ingredientes dos Jogos Olímpicos de 2016 contempla, no Rio de Janeiro, uma reformulação urbanística e uma aposta em instalações economicamente racionais, a repercussão país afora é vista como chance de aprimorar a qualidade das estruturas e equipamentos em todas as regiões e de dar aos atletas de alto rendimento condições de preparação similares às das principais potências. Foi este o duplo conceito defendido pelo ministro do Esporte, Ricardo Leyser, durante entrevista com correspondentes internacionais de jornais de vários países, como Inglaterra, França, Holanda, Japão, Alemanha e Argentina na manhã desta quinta-feira (07.04), na capital fluminense.  
 
Leyser está ligado à pasta do Esporte desde sua criação como instituição independente de outras áreas, em 2003. Segundo ele, o país vive, desde meados dos anos 2000, um processo gradual de recuperação e construção de estruturas de prática esportiva que teve um impulso considerável em função dos megaeventos, que se sucedem desde os Jogos Sul-Americanos de 2002. “Com a desistência de Bogotá, assumimos a organização quatro meses antes. E fizemos em quatro cidades (São Paulo, Rio, Curitiba e Belém), porque nenhuma tinha instalações suficientes”, recorda Leyser.
 
“Depois disso, o Pan de 2007 nos entregou 40% dos equipamentos dos Jogos Olímpicos. Os Jogos Mundiais Militares de 2011 complementaram. Ainda tivemos a Copa do Mundo que nos propiciou a reforma do Maracanã", lista o ministro. “Construímos uma estratégia racional ao longo de dez anos para dotar o Brasil dessa estrutura”, disse, em referência a investimentos não só no Rio de Janeiro, mas em centros de treinamento regionais e nacionais em vários cantos do país, aliados a entregas de equipamentos esportivos. Um conjunto de investimentos próximo a R$ 4 bilhões na consolidação da Rede Nacional de Treinamento que se soma, ainda, aos insumos dados diretamente a atletas e comissões técnicas por meio do Plano Brasil Medalhas, que reservou R$ 1 bilhão para o ciclo olímpico de 2012 a 2016.
 
Na conversa com os jornalistas, Leyser ainda abordou questões relativas a segurança, saúde, venda de ingressos e reforçou como factível a meta de o país terminar os Jogos Olímpicos entre os dez primeiros na contagem quantitativa de pódios. “Para isso, seria necessário, na nossa projeção, entre 23 e 30 medalhas. Em Londres, tivemos 17. É um desafio importante”, comenta.
 
Confira alguns dos principais trechos da conversa:
 
Racionalização dos Jogos
Adotamos uma estratégia que nos parece adequada e economicamente racional. O custo de realizar os Jogos Olímpicos no Brasil será, ao que nos consta, inferior a Londres e a Tóquio, em 2020. Esse é um dado relevante, diminuir o custo e o gigantismo do evento para que mais gente possa participar dessa organização. À exceção da Austrália, o hemisfério Sul nunca teve Olimpíadas. Assim, esperamos abrir portas para outros, como África do Sul, Argentina, e outros países da Oceania, por exemplo.
 
Conceitos essenciais  
Há dois eixos. A renovação urbana do Rio de Janeiro e a face esportiva. Nunca antes foram feitos tantos investimentos numa única cidade no Brasil. Temos aí mudanças no transporte coletivo, na reforma e revitalização da região portuária, na Marina da Glória. A prefeitura tem grande protagonismo na execução, e o governo federal é um grande financiador. No fim, é um grande pacote de melhorias numa cidade de muitas questões a serem enfrentadas. 
 
No eixo do esporte, temos uma estrutura de legado no Rio e um planejamento para transformar o esporte brasileiro, com investimentos em todo o Brasil pensado por modalidades, dentro do sistema esportivo. Um exemplo: tínhamos seis pistas de atletismo até a candidatura. Vamos nos aproximar de 50 no fim de 2016 e meados de 2017. Temos 17 já entregues. Mais cinco prontas. Isso nos ajuda a espalhar a prática esportiva por todo o Brasil. Não só na inclusão social, mas também no alto rendimento. 
 
Desempenho no Rio 2016
Temos um planejamento para ficar entre os dez primeiros na quantidade de medalhas. Esse nos parece um indicativo importante. Para isso, temos investimentos em infraestrutura esportiva no Brasil inteiro, um pacote de quase R$ 4 bilhões. Praticamente todos os que praticam esporte hoje no Brasil têm melhor condição. E a linha ideológica inclui que todo investimento no Olímpico seja feito também no Paralímpico. Nesse sentido, temos pronto, em fase de contratação de equipamentos, um dos mais modernos centros paralímpicos do mundo, em São Paulo. Esse centro, mais Deodoro e o Parque Olímpico, ficarão como os principais polos do esporte olímpico e vão interligar os outros no que chamamos de Rede Nacional de Treinamento. Num país de dimensão continental, o caminho do atleta é o desafio. A chave é descobrir um talento no Norte, no Sul e no Nordeste e dar uma trilha para que ele se desenvolva. Muito se fala sobre a Jamaica e o atletismo, por exemplo, mas às vezes ser pequeno geograficamente é bom para construir essa trilha. Para nós o desafio é enorme.
 
 
Insumos para o “top ten" 
Pelas nossas projeções, seriam necessárias entre 23 e 30 medalhas para ficarmos entre os dez primeiros. Em Londres, tivemos 17, nosso melhor resultado. Para chegar à meta, fizemos uma análise com o Comitê Olímpico e as confederações. O diagnóstico foi de que deveríamos ampliar o leque em que tínhamos condições de pódio. Não podemos depender de poucas modalidades ou atletas. Raramente dá tudo certo. Eu sempre digo que, para ganhar muitas medalhas, é preciso perder muitas, ter um leque grande de chances. Foi nesse sentido que surgiu o Plano Brasil Medalhas. Esse plano do governo federal, com investimento de R$ 1 bilhão, mapeou os atletas com chances e oferecemos a todos condições padrão. Essa condição inclui locais de treinamento de qualidade e equipes multidisciplinares, com psicólogos, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas. Além disso, os atletas participam de mais competições no exterior e ficam inseridos no calendário internacional. Trouxemos técnicos estrangeiros. Assim, crescemos muito. E já temos bons resultados. O Marcus Vinícius, do tiro com arco, é um deles. Começou com 12, 13 anos, num centro esportivo em Maricá (RJ). Aos 16 anos, conseguiu um vice campeonato mundial em categoria de base, com apoio de técnicos estrangeiros e condições de disputa. Outro bom exemplo é o Isaquías Queiroz, que começou na canoagem num programa social do Ministério do Esporte, passou por vários programas de incentivo federais e conquistou títulos mundiais.
 
Diego Hypolito e Fabiana Murer
Obviamente que gostaríamos que todos ganhassem medalhas, mas temos dois casos em especial que seriam muito comemorados porque nos parece uma questão de justiça. Uma é o Diego Hypolito, na ginástica. Ele é um campeão mundial, super atleta, mas que não conseguiu o pódio em duas olimpíadas. É uma medalha que gostaríamos de ver. Faria justiça a uma grande trajetória. Outra história semelhante é a da Fabiana Murer, no salto com vara, que não conseguiu ainda repetir nos Jogos as performances sensacionais que tem. Temos um carinho adicional por esses dois. Seria uma honra se eles conseguissem a medalha no Brasil como coroamento de histórias de sucesso. E, claro, falta um único grande título no futebol, que seria o ouro olímpico.
 
Andamento das obras
Hoje elas estão praticamente prontas. Há uma questão ou outra, como o velódromo, mas sem impacto na realização dos Jogos. Na verdade, já estamos nos movendo para fase da operação, que envolve planos operacionais de saúde, segurança, aeroportos. O Governo Federal tem papel importante nesses setores. Saúde animal também é uma operação complexa, em especial com o manejo de cavalos de vários locais do mundo. Assim, nosso principal foco de atenção já se volta da infraestrutura para a operação de serviços. 
 
Venda de ingressos
O Brasil tradicionalmente e culturalmente toma essas decisões próximo do evento. Não há tradição de compra antecipada. Termos vendido mais de 50% com antecedência para os Jogos Olímpicos é uma compra bem significativa. Mas me parece que, começando o percurso da tocha, a atenção do público vai aumentar muito e a venda deve crescer. Na Copa e no Pan de 2007 houve grande procura por ingressos. Por isso, nos parece mais uma questão de tempo do que de preocupação. Já para os Jogos Paralímpicos não há tradição grande no país de assistir ao vivo aos eventos. Por isso, estamos com estratégias sendo discutidas para acelerar a venda, que está um pouco mais baixa. E já faço um convite. Há uma expectativa grande com as cerimônias. Pelo que discutimos e assistimos, a cerimônia dos Jogos Paralímpicos será uma das mais belas e emocionantes da história.  
 
Crise política
É verdade que temos votações importantes no curto prazo, mas a estrutura do Estado brasileiro está toda de pé para os Jogos Olímpicos. O principal efeito negativo dessa discussão é dificultar que as pessoas vejam que a organização dos Jogos está bem, que as instalações estão prontas, que são mais baratas. As pessoas não estão conseguindo ver isso. Na verdade, não há impacto sobre a organização, mas sobre a comunicação. Torna mais difícil mostrar o trabalho que vem sendo feito pelo governo federal, pela prefeitura, pelo governo do estado e pelo comitê organizador. É uma experiência boa. Os Jogos têm impacto importante sobre a economia. Contribuem com a reativação econômica. A quantidade de voos internacionais já previstos reflete uma demanda grande. 
 
Virus Zika
Na área de saúde, o Brasil tem um sistema de acompanhamento efetivo e moderno. A Organização Mundial de Saúde reconheceu as medidas que tomamos no caso do vírus Zika. Estamos alinhados com as melhores práticas e com as medidas adequadas. Há transparência com as questões. Ninguém virá ao Brasil sem ter as informações necessárias. E não estamos vendo nada preocupante para os Jogos.  
 
Metrô da Barra 
O trajeto importante para a ligação entre a Zona Sul e a Barra está praticamente pronto. E tivemos alguns trechos de complicação técnica importante, com solo instável, uma areia que não permitia escavação rápida. Mas, de acordo com as informações que temos do Governo do Estado, vai funcionar para os Jogos.
 
Instalações no pós Jogos 
Temos uma situação diferente de países da Europa e da América do Norte. Temos carência de equipamentos esportivos. A utilização de estrutura é um problema quando você já tem muitas. Por isso, por exemplo, Londres tem dificuldade de lidar com o Estádio Olímpico. No Brasil, não temos quantidade razoável desses equipamentos. Temos um planejamento para os equipamentos do Rio em dois blocos. Todos vão compor a Rede Nacional de Treinamento. Alguns pequenos, ginásios comunitários, serão mais voltados à população. E há os de alto rendimento. Na região de Deodoro já existe parceria entre Ministério do Esporte e Defesa. Temos um programa grande de parceria. Vamos atender a comunidade local. Já temos inclusive um legado do Pan: 50% dos atletas brasileiros do pentatlo vieram da comunidade de Deodoro, que reúne instalações para hipismo, piscina, esgrima, tiro, uma estrutura mais pesada. São mais de 100 jovens nesse programa. Um pedaço do Parque Olímpico de Deodoro, do BMX, canoagem slalom e mountain bike, vai virar um parque público voltado para lazer. A canoagem terá uso misto, para lazer e alto rendimento. Na Barra, há uma parceria para virar centro de treinamento. Algumas instalações serão desmontadas. Há escola com vocação esportiva e até ginásios para receber grandes eventos esportivos. 
 
Manifestações e investimentos
Vivemos no Brasil um momento de dificuldade com informação. Há uma quantidade grande de informações passadas para a população de forma truncada, parcial. Durante a Copa, houve gente nas manifestações dizendo que queria para a saúde os mesmos recursos do Esporte, e o Esporte tem muitas e muitas vezes menos recursos. Vendeu-se durante a Copa que recursos para estádios saíram da Saúde e da Educação, o que também não faz sentido. E nas Olimpíadas ainda temos uma participação sensacional da iniciativa privada. Temos benefícios econômicos, sociais, turísticos. Só em contratação para alimentação nos Jogos há oito mil vagas. Isso para um item. 
 
Terrorismo e segurança
Essa é uma questão que preocupa o mundo. Houve uma mudança na lógica, inclusive com atentados que se baseiam em locais de diversão, que é cada vez mais cruel. Mas podemos, ao mesmo tempo, dizer que o Rio de Janeiro é a única cidade que teve seis grandes eventos de preparação das Forças Policiais num passado recente. Fizemos o Pan de 2007 sem incidentes. Tivemos os Jogos Mundiais Militares, a Copa das Confederações em 2013, a Copa de 2014, a  Rio +20 e a Jornada Mundial da Juventude. Todos com grande visibilidade e grande risco. E todos operados com sucesso. Dessa forma, o Rio é uma das cidades mais preparadas do mundo pela quantidade de eventos em sequência. Há uma grande integração com sistemas de inteligência de vários países. Um grau de cooperação elevadíssimo. O tema é objeto de atenção permanente nossa, mas nunca tivemos ataques terroristas, não faz parte de nossa história.
 
Gustavo Cunha - Brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte
 
 
 

Brasil disputa torneio na Ásia com foco na elite do rúgbi mundial

Capitães das equipes que disputam o evento (Foto: Divulgação/Hong Kong Sevens)Capitães das equipes que disputam o evento (Foto: Divulgação/Hong Kong Sevens)
 
De olho na elite do rúgbi mundial, a Seleção Brasileira Masculina de Rugby Sevens entra em campo, nesta sexta-feira (8), para a disputa do Hong Kong Sevens. O torneio acontecerá na região asiática, de 8 a 10 de abril, e reunirá importantes astros de equipes ascendentes do esporte. 
 
Instalados em Hong Kong desde o início da semana, os atletas realizam atividades de adaptação climática. Além disso, o técnico Andres Romagnoli comanda treinamentos técnicos, táticos e físicos para o melhor rendimento do time diante dos adversários. 
 
O torneio conta com 12 nações, divididas em três grupos. Os Tupis integram a Chave G da competição, ao lado de Japão, Tonga e Marrocos. Os dois primeiros de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados terão vaga garantida nas quartas de final e seguem rumo à disputa pela elite mundial. São esperados mais de 120 mil torcedores durante os três dias de competição, tanto no campeonato entre as equipes de elite, quanto no de times em busca de ascensão. 
 
Em ano de Jogos Olímpicos, o Brasil apresenta grande evolução de desempenho a cada campeonato. A implementação do planejamento em longo prazo já reflete no rendimento dos atletas e da equipe. Nesta temporada, o time verde e amarelo já encarou grandes torneios sul-americanos, como em Mar del Plata (ARG) e Viña del Mar (CHI), e a sexta etapa do Circuito Mundial da categoria. Em território chileno, os Tupis conquistaram o vice-campeonato inédito. 
 
Confira a tabela da competição:
 
Grupo E: Zimbábue, Hong Kong, Alemanha e Ilhas Cayman
Grupo F: Espanha, Chile, Papua Nova Guiné e México
Grupo G: Japão, Tonga, Brasil e Marrocos 
 
Sexta (8) – Horários de Brasília:
 
Jogo 1: 2h – Japão x Brasil
Jogo 2: 2h22 – Tonga x Marrocos
Jogo 3: 2h44 – Espanha x Papua Nova Guiné
Jogo 4: 3h06 – Chile x México
Jogo 5: 3h28 – Zimbábue x Alemanha
Jogo 6: 3h50 – Hong Kong x Ilhas Cayman
Jogo 7: 4h12 – Japão x Marrocos
Jogo 8: 4h34 – Tonga x Brasil
Jogo 9: 4h56 – Espanha x México
Jogo 10: 5h18 – Chile x Papua Nova Guiné
Jogo 11: 5h40 – Zimbábue x Ilhas Cayman
Jogo 12: 6h02 – Hong Kong x Alemanha
 
Jogo 13: 22h – Marrocos x Brasil
Jogo 14: 22h22 – Papua Nova Guiné x México
Jogo 15: 22h44 – Alemanha x Ilhas Cayman
Jogo 16: 23h06 – Japão x Tonga
Jogo 17: 23h28 – Espanha x Chile 
Jogo 18: 23h50 – Zimbábue x Hong Kong 
 
Sábado (9/4) e Domingo (10/4) – Mata-Mata 
 
Fonte: CBRu
Ascom - Ministério do Esporte
 

João Pessoa se torna a capital do esporte escolar em 2016

Foto: Divulgação/Cacio Murilo Foto: Divulgação/Cacio Murilo
 
A cidade de João Pessoa, na Paraíba, será a capital nacional do esporte escolar em 2016. Após a confirmação para ser a sede da etapa para alunos de 12 a 14 anos, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Governo do Estado da Paraíba firmaram, nesta semana, acordo para que a capital da Paraíba receba também a segunda fase dos Jogos Escolares da Juventude, para atletas de 15 a 17 anos. O evento será realizado de 10 a 19 de novembro. A primeira etapa (12 a 14 anos) acontecerá entre 20 e 29 de setembro. 
 
Organizados pelo COB, com apoio do Ministério do Esporte, os Jogos Escolares da Juventude são o maior celeiro de atletas olímpicos do país, revelando, a cada ano, novos talentos para o esporte brasileiro. A competição de abrangência nacional reúne milhares de alunos-atletas de instituições de ensino públicas e privadas de todo o país. Atualmente, é tida como referência internacional. Consideradas as fases seletivas, os números chegam a mais de dois milhões de atletas e cerca de quatro mil cidades participantes.
 
Com a realização das duas etapas, João Pessoa passa a ser a cidade que mais vezes terá recebido os Jogos Escolares da Juventude. A capital paraibana será a sede do evento pela sexta vez, ultrapassando Poços de Caldas (MG), anfitriã da competição em cinco ocasiões. “Gostaria de agradecer ao governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho, e ao secretário de estado de Esportes, Juventude e Lazer, Tibério Limeira, por todo esforço e disponibilidade em realizar as duas edições da maior competição estudantil do país em João Pessoa”, afirmou Edgar Hubner, diretor geral dos Jogos Escolares da Juventude e gerente geral de Juventude e Infraestrutura do COB.
 
Os Jogos Escolares da Juventude são o maior evento estudantil esportivo do Brasil. A competição de abrangência nacional reúne milhares de alunos-atletas de instituições de ensino públicas e privadas de todo o país. Atualmente, é tida como referência internacional. Consideradas as fases seletivas, os números chegam a mais de dois milhões de atletas e cerca de 4 mil cidades participantes.
 
Foto: Divulgação/COBFoto: Divulgação/COB
 
“João Pessoa possui boas instalações esportivas e capacidade hoteleira compatível para receber mais de cinco mil pessoas durante o evento, além de um excelente Centro de Convenções que será utilizado como base das operações do Comitê Organizador dos Jogos. Um evento desse porte movimenta a economia da cidade e promove o ambiente saudável do esporte para a população local, mesmo após os Jogos Olímpicos Rio 2016. Teremos a facilidade de manter toda a logística da etapa de 12 a 14 para a segunda fase da competição. Isso será um fator de economia importante para a organização do evento”, destacou Edgar Hubner.
 
Na edição de 15 a 17 anos são disputadas competições de atletismo, ciclismo, ginástica rítmica, judô, luta olímpica, natação, tênis de mesa, xadrez, basquete, futsal, handebol, vôlei e vôlei de praia.
 
Além das competições, os jovens atletas têm a sua disposição uma ampla gama de eventos paralelos às competições. O programa sócio-educativo e cultural abrange diversas atividades extras com o intuito de aproximar os jovens de todo o país aos Valores Olímpicos e ao exemplo positivo da prática esportiva.
 
Fonte: COB
Ascom – Ministério do Esporte
 
 

Vice-almirante Paulo Zuccaro toma posse no Departamento de Desporto Militar (DDM)

Major-Brigadeiro do Ar Calos Augusto Amaral (de azul) e o Vice-Almirante Paulo Martino Zuccaro (de branco). Foto: Francisco Medeiros/MEMajor-Brigadeiro do Ar Calos Augusto Amaral (de azul) e o Vice-Almirante Paulo Martino Zuccaro (de branco). Foto: Francisco Medeiros/ME
 
O Vice-almirante Paulo Martino Zuccaro assumiu nesta quinta-feira (07.04) o cargo de diretor do Departamento de Desporto Militar. A cerimônia de transmissão de cargo realizada na sede do Ministério da Defesa, em Brasília, contou com a presença do secretário executivo do Ministério do Esporte, Marcos Jorge.
 
As pastas do Esporte e da Defesa são parceiras no desenvolvimento do esporte civil e militar no país. Entre as ações conjuntos, destacam o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR), investimento em unidades militares e o programa social Segundo Tempo/Forças no Esporte (Profesp).   
 
Na transmissão de cargo, o Major-brigadeiro do Ar, Calos Augusto Amaral, que comandou o departamento por dois anos, ressaltou as ações conjuntas. “O Ministério do Esporte é um parceiro imprescindível para cumprir os objetivos estabelecidos no desporto militar. Não somente para os programas estabelecidos, mas para iniciativas como o Segundo Tempo/Forças no Esporte, garantir suporte a modalidades de alto rendimento e promover competições escolares”, destacou. 
 
O secretário executivo do Ministério do Esporte falou sobre a força dos atletas militares. “É uma parceria que deu certo. Os projetos têm conquistado resultados significativos. Para se ter uma ideia, dos 50% dos atletas brasileiros confirmados para os Jogos do Rio 2016 são atletas militares. Isso representa a força dos programas e ações que estão sendo desenvolvidos”, disse. 
 
Vice-Almirante Paulo Martino Zuccaro e o secretário executivo do Ministério do Esporte, Marcos Jorge. (Foto: Divulgação /ME)Vice-Almirante Paulo Martino Zuccaro e o secretário executivo do Ministério do Esporte, Marcos Jorge. (Foto: Divulgação /ME)
 
Dos 117 atletas nacionais classificados para os Jogos Rio 2016, segundo dados do Comitê Olímpico do Brasil (COB), 59 são militares que integram o Programa de Incorporação. A iniciativa implantada em 2008 visa fortalecer a equipe militar em eventos esportivos de alto nível. Atualmente, o programa conta com 670 atletas, sendo 594 militares temporários e 76 de carreira.
 
Além da ação que beneficia diretamente os militares, o Ministério do Esporte também investe R$ 130 milhões na construção, reforma e adaptações de unidades militares no Rio de Janeiro. As instalações servirão de locais de treinamento para a delegação nacional e as estrangeiras durante dos Jogos Rio 2016.
 
Na parte social, o programa Segundo Tempo/Forças no Esporte (Profesp) promove a integração social por meio da prática esportiva. Em 2015, a iniciativa atendeu 15 mil jovens e crianças. Neste ano, o Programa ampliou sua capacidade de atendimento e está beneficiando 21 mil crianças em 157 núcleos das organizações militares, contemplando 89 municípios de 26 unidades da federação.
 
Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte 
 
 
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